terça-feira, junho 30

Quando os olhos perdem o brilho!?

vitamin by *prismes

Eu volto a olhar, para o topo da montanha. Na tentativa de avistar outro alguém como eu que já lá esteve. As noites que passo em branco a olhar para o céu estrelado daquelas noites de verão onde o vento refresca os poros do meu corpo. Acordo com o corpo a pedir por mais ar. Uma aflição que me envolve. Preocupo-me demasiado com a montanha que ainda permanece sem ninguém. Pergunto-me constantemente quando é que vai voltar a ser envolvida por alguém.

Não acredito nas palavras que dizes. Linha a linha fazes-me querer desaparecer.

Eu conheço o cheiro, do suor que há em mim. O medo que me rodeia. Como todas as pessoas que me tocam, as suas mãos retraem-se, afastando os seus corpos de mim. Um contágio sem saber, que um dia irei perder. Falei com a chance. Sangro das mãos, talvez as tenha queimado quando segurava uma estrela. Ela não pára de sorrir. Tem as luzes viradas para ela, nem se importa com o calor que lhe é direccionado. Corre, corre sempre. E fala sempre a verdade. Este silencio, até tu o podes fazer, que te puxa para o chão que te tenta esmagar.

Eu.... Acho que quando te vir..... Desmaio ou coisa do género.
Não desmaias nada. Ficas é toda corada e sem fala. O coração bate, e bate, e tu bem lá dentro tentas para-lo. E atrapalhada-mente beijas-me as faces rosadas provocadas da mesma reacção.

Talvez as coisas peguem na tua casa, e a mantenham em silencio, mas primeiro tenho de ver se não é demasiado silencio para uma pessoa como tu, que gosta de ter as portas bem abertas, com o barulho em cada coisa. Até eu encontrar borboletas, eu vou-me sentir aborrecido. Não te sintas culpada/o por coisas que já passaram. O mistérios nos teus olhos fazem o brilho dos mesmos reluzir através de mim, o pasmado ser dentro que se oculta cá dentro. O ultimo suspiro, cegou-te. Os verdes da infância que se começa a perder, sugam-nos o ar como uma chapada de um pai, perante uma má actuação.

Sou uma ilusão. E ela ainda pensa que eu sou giro. O meus silencio, vê para além do que consigo alcançar. As flores que me acalmam, são as mesmas que te dei quando te conheci pela primeira vez. Sozinha e triste, com um ar cansado e arrepiado. Eras tu, a menina que apadrinhara naquele dia para o resto de 60 e mais um punhado de outros tantos dias que me aproximavam cada vez mais de ti. Lá estavas tu. Sentada no topo da montanha. A vida tornou-se tão aborrecida quando sais-te desse topo. A primavera, aquela que te vinha esfriar e trazer novos ares, a mim fazia-me o contrário, mas lá vinhas tu com as tuas mãos frágeis e voz doce, dar-lhes a volta. Sinto a falta de alguém como tu.

As luzes estão ligadas. Rápido põem mais uma moeda, ou ficamos às escuras. haha fresca briza que passa por nós. As mãos suadas que escorregam e são ajeitadas de tempos a tempos. O calor do corpo que é libertado pelos beijos e toques de rosto com rosto. Seca sensação. Adormecer no teu colo. Sentir que me proteges, nem que seja por um dia. Sentir as tuas mãos a aconchegar-me os cabelos e a cara. É tão estranho pensar nisto e mesmo assim... saber tão em imaginar mas fico triste por saber que não há ninguém como a minha imaginação. Esta irrealidade que crio para me sentir preenchido em momentos de pura aflição de afecto.

E cada vez mais me engano à cerca de tudo, e de todos não sei nada. E quanto mais sei que me engano, mais vontade tenho de viver para descobrir com o que é que não me engano. E saber que amanha poderei ter o que sempre neste momento aguardo.

Quando será que os meus olhos irão perder o brilho que ostentam?

domingo, junho 28

Um pedaço de mim.

Reaching by *Citrusfrukt

Um pedaço de mim.
Só se lembram do poeta quando ele morre.

De tanta coisa, uma parte permanece acordada. Outra adormecida, outra parada, outra de derivada forma de estar. Revelam mais de mim do que um piscar de olhos nus. Quando é que vou, confiar e acreditar em mim?

Por tudo o que queria, de tanta coisa que desejei, de tamanha infância perdida para viver o que não entendia. Sou um pedaço de bocadinhos bem moídos num infinito circulo rotativo e bem executado. Os sonhos das crianças são tão perigosos, mais ainda, são os seus pensamentos e os seus desejos. Por mais internos que sejam... Percorrem o corpo e a mente durante anos, fechando-se e agarrando-se ao corpo que a mantém em puro movimento.

Eram tudo mentiras,
Continuamente escondidas,
em cegas alegrias,
de acomodações repentinas.

Nenhuma das tuas mentiras me salvou. Apenas tornavam a minha maneira de pensar irregular. O meu silêncio é pedra. Um dia será nevoeiro. Ando a pensar em abraçar o sol. Dizer-lhe tudo o que me preocupa e tudo o que me faz gostar de tudo. Não o quero largar. Quero adormecer com ele. Ele é só meu. É o meu peluche preferido. Quero-o só para mim. Quero partilha-lo. Sorrir enquanto sonho é o meu maior desejo. Partes de mim que se perdem, outras que se unem e me fazem o que sou, normalmente o que quase não espero. Conheço-me todos os dias e nenhum deles, diz mais sobre mim do que aquele em que penso em desistir de tudo.

Andar para a frente toda agente o faz, esquivar-se e alterar caminho é o mais dificil.

Por mim, este pedaço podia ser armazenado...
Perdi-me na contagem de palavras...

sábado, junho 27

Por todas as vezes que nunca fui eu.


Tens a inveja que te segura o coração. Quero mostrar-te uma coisa. O meu amor morre de calor. Olha para mim. Não verás mais esta cara. Sustem o fôlego. Deixas-te de ser passado para ser uma inexistência. Não, não venhas com remorsos nem tentes simplificar o que não se pode evitar. Vamos imaginar que não te deixo com este adeus finito. Eu fui aquele que te levantou de todas as quedas. Fui aquele que sofreu para que pudesses ser alegre e viver bem. Eu sei, o tempo altera tudo. Ei é isto que tu queres? Isto deixou de ser um sonho. Não te quero deixar mais estou a cair. E nem me estás a ajudar.

Larguei todos os meus vícios para ter apenas um que eras tu. Quero-te dizer do que é que tenho medo. Quero saber de que é que tens medo. Devias morder a língua por cada mentira. Certo ou errado, espero que morras. Suga-me todo o sangue que passeia por este corpo impotente de te conseguir tirar. Sustem o fôlego enquanto te atiro à agua gélida do tórrido verão. Ninguém me avisou que estas visões poderiam causar efeitos secundários, criar emoções numa vida ainda curta. Pega na minha mão, vem comigo, vou-te mostrar o que vejo. Quero que saibas que é tudo parte da magia. Esse sorriso faz-me confusão. Como podes sorrir enquanto te firo os sentimentos mais profundos? Consegues lembrar-te o porquê de te ter deixado? A esperança morreu primeiro e alterou o ritmo da minha própria vida.

Choro apenas quando chove, pois perguntas, estás a chorar? E eu respondo. Não, está a chover.
Voltar ao inicio...

Tudo Pára...


Quando me revejo no tempo que passou. Fico confuso e tão envergonhado com o que aconteceu. Apenas me pergunto o como será o futuro. Se será igual. Espero que seja diferente. E não vou prometer nada porque não posso ter certezas de nada. Morrer a sonhar. Merecia melhor do que isto. Sei que quando estou deitado na minha cama, a olhar para cima, para a pálida parede a que chamam de tecto, só me torno ainda mais confuso.

Vou voltar ao inicio. Ao inicio de tudo o que é meu, de tudo o que eu sou. Tentando descobrir o que me escapou. O que me faltou. O que sumiu das mãos sem eu prestar atenção. Se alguma vez estive contente por ouvir uma música? Alguma vez senti amor e se pelo menos tentei?

Tenho-me escondido debaixo das minhas asas. Protegido com todos os feitiços que me deram à nascença. E para quê? Toca-me com força. Quero sentir o que nunca senti. Fere o meu corpo. A minha visão turba. Enquanto que o meu corpo fica inerte. Mesmo que cause uma sensação visual aterradora. Toca-me bem fundo e com força, fazendo-me sentir o que nunca ninguém me fez sentir e aquilo que não queria sentir. Faz-me sentir o que impedia de me tocar.

Deixo-me perplexo com o silêncio que proclamo. As formas como me rasgo e torturo sem sinais visíveis. São sinais mais que exactos e por vezes mais fundos do que as marcas das cicatrizes que transporto no corpo. As origens delas, à muito se esqueceram. E as dúvidas que foram plantadas na minha cabeça, deixam-me desprotegido de tudo. Mesmo sabendo que o tempo me dirá as respostas certas. Até mesmo as vozes que permanecem a gritar dentro da minha cabeça. Vozes que não sei de quem são. São anónimos que me perseguem.

Os sons... Do silêncio. O mundo pára. Quando as pessoas pararem. O mundo pára. Se pararem demasiado. A terra morre e tudo se transforma.

Então tudo pára. Tudo se priva. Tudo se inveja. Tudo se descrimina. Tudo se destinge. Tudo é único. Tudo se perde para sempre até outra próxima paragem. E esta outra... Nunca se saberá quando será. Até lá, muita coisa acontece sem se ter o controlo. Todo o mistério fica envolvido em desconhecimento. Um desconhecimento simples, mas impressionante mente impossível de ser recordado.


Música: Theme of Tears

terça-feira, junho 23

Há um lugar dentro de mim...

celestin by ~oye

A nudez, do amor de alguém.
E aquilo que se sente, que não é de mais ninguém.

O que me aguarda, não me larga, sem uma voz entranhada, num colo que aguarda uma estrada para caminhar. Amanhecer um respirar, que traz alegria e companhia. Reflectindo a visão aterradora do dia de amanha que aconteceu ontem e nem dei por isso.

E se voltasses a viver o dia anterior duas vezes, mas que não sabias? Apenas te apercebias de certas coisas. Era viver o passado. Escolhendo novas coisas. Coisas diferentes para diferentes coisas. Qual delas escolhias? Ficarias com saudades ou davas largas à imaginação?

Há um lugar que me oculta uma outra faceta. Que me esconde coisas impossíveis de perceber. Coisas que faço e que nem dou conta do que coisas são essas.

Gostava de ser bebé para sempre. Não ter de pensar no que a vida me iria fazer ver, ou até mesmo viver e sofrer. Iria-me fazer ver coisas extraordinárias e outras confusas ou até as duas coisas ao mesmo tempo. As maravilhas do mundo não iam ser vistas por mim, não iam ser admiradas, não iam ser contempladas com tamanha estupidez possível e inexplicável.
Escorrem lágrimas amargas rosto abaixo. Virar a vida do avesso, ficar mais perto do calor, e do barulho do bater do seu coração.

Estou sozinho num quarto. Deixado a dormir. Esperando um sorriso ao abrir os meus olhos e um pegar-me no colo quente que me embale e me deixe novamente contente. Morrer a ser embalado. O pequeno coração que faz o corpo combater todas as forças da natureza, fica sem forças todos os dias. O vento levanta corações partidos e o sol funde cada pedaço concertando-os de um só movimento. Distorce cada raio, vertendo o seu interior para cada coração prestes a ser ligado. Todos os sentimentos... apagados pelo tempo, rasgados e queimados, amassados e esquecidos... Uma luz azul, sobressai das profundezas de cada coração. São os sentimentos em forma de sangue.

As entradas mágicas, dos olhos ainda fechados, os sorrisos sem sorriso ser. As emoções não estendidas. As bestas e a paz que não me atormenta. Respira-se melancolias de almas atormentadas. Experiências vividas de umas vidas atrapalhadas.

Bate com força peito meu,
Deste leito onde tudo é meu,
Apenas resta o que já não é teu.

A morte é branca. Apenas a pintei de uma cor mais alegre e viva. :)

segunda-feira, junho 22

Volta noutro dia


Volta noutro dia, este já é meu. :D

Chama-me maluco...

Touch by =strany

Chamas-me maluco a tempo inteiro. Mas a verdade, é que, quando passo por ti, a única pessoa que usa colete de forças, és tu. Tens medo de me tocar e tornar-te maluco? Digo-te! Já o és, e não foi preciso tocares-me. És tu que te isolas de mim, não sou eu. És tu que te mal tratas profundamente com as tuas manias e preconceitos insignificantes. Não sou eu.

Se me tocares só receberás coisas boas. Nunca a malucarei ra que dizes que tenho. Se respirares no mesmo local que eu, não ficas possuído, como pensas ficar Se me cumprimentares não ficas com a doença que dizes que tenho. Nada de mal te acontecerá. A menos que assim queiras.

Não ando pela rua, nem comprimento pessoas nem caminho no mesmo passeio que tu, nem piso os mesmo grãos de areia, se soubesse que alguém do exterior fosse apanhar a minha maluqueira. Essa que dizes repetidamente sem fazer pausas para respirar. Maluco és tu que vives com essa aflição dentro de ti.

E se um dia souber que aquilo que me deixa maluco se transmitisse eu ficaria contente. Seria alguma coisa de jeito para se transmitir. Não achas? Seria uma coisa saudável. És apenas uma pessoa que sabe o que fazer comigo, mas que não faz por ter medo.

sábado, junho 20

Não vejas só o teu caminho...

lado a lado by ~Hidden-target

Estás parado, e eu nem sei bem porquê. Parece que alguma coisa te assusta. Alguma coisa te atormenta a alma. Diz-me, fala comigo. Estás a espera de alguma coisa? Esqueceste-te de alguma coisa? Alguém te tirou do seu mundo do tamanho do universo? Foi algo de mau que te aconteceu? Pareces-me tão preocupado. Mesmo muito preocupado. Seja lá o que isso for, não deve ser razão para estares assim. Certamente que existe alguma coisa que possas fazer para contornar isso.

E diziam os gentis... Que para se escrever com amor, se devia escrever em poemas... Não me importa a maneira, nem os feitios da minha maneira de escrever. O importante, é abraçar as palavras e dar-lhes o amor de que tanto precisam. O amor que não recebem todos os dias. Todas aquelas palavras e letras que são mal tratadas. Dar-lhes amor. Amor esse... Que eu tanto estou a precisar neste momento. Um simples Olá. Um sorriso no rosto, nos olhos. Chegava-me. Mas... E quem sou eu para receber tudo isso? Que faço eu para receber isso?! Nada. Não faço nada. E sou capaz de acabar este texto assim. Solitário e com a imaginação na ponta dos dedos, e a realidade do peito que sente o frio do meu próprio quarto. Acalmo-me por segundos... Vou cagar/obrar. x')

Aplicamos limites a tudo. Até aos passeios, por onde caminhamos todos os dias, em cada pedra, bem posicionada, como uma peça de xadrez no seu tabuleiro. As árvores que delimitam linhas imaginárias em quadrados imperfeitos, cheios de inveja e revolta. Todos os interesses que nos circundam. As linhas invisíveis existentes nos bancos do jardim. "Está ali uma pessoa, senta-te para lá da linha, não a pises" Até nos limites da nossa vida, do espaço que nos é privado.

Sou amigo da imaginação. Mas ela para mim não é mais do que uma imaginação...
No dia em que nos conhecemos... Dizia que éramos iguais, mas no final éramos bem diferentes.

Diz-me tempo. Quanto tempo tens?!


Pára. Pensa bem no que estás a fazer. Coloca o ouvido perto do telemóvel e ouve o que estou a dizer sobre ti. Respira com calma, não faças barulho, pois ele pode ouvir. Somos os melhores amigos. Diz-lhe isso. Ele já pensa que andamos. Tira-lhe as manias e as teimas.

O meu coração ficou preso à tua camisola. Não vás. Espera deixa-me pelo menos tira-lo. Calma. Ainda está agarrado. Pronto, leva lá o meu coração contigo. Vou procurar outro pelas ruas.

Os meus olhos já não fazem a sua função. Não vejo como mudar... sinto alguma coisa... Que esperança me dás depois deste dia? Obrigações? Aqueces o meu corpo, até que fique suado. És uma luz que queima. Eu sei que tenho buracos, mas sei lidar com todos eles, e alguns que me fogem das diárias lutas... Até que muitas vezes, me vejo obrigado a chorar para os tapar (aos buracos). Consumo todas as tuas mentiras. Todas as tuas imperfeições. Se sou o que toda agente diz... Deixa-me pelo menos ser o que acho sobre mim. Deixa-me olhar ao espelho só mais uma vez e dizer-te/vos nos olhos o que vejo em mim. Por todos os dias que chorei... Saí de todas as minhas ideias. Já não tenho medo. Dia diferente. Dia em que deu para perder o medo e encarar outros de lado.

"Todos nós temos fobias... Durante a vida muitas perdem-se pelo caminho, enquanto que outras com o medo de serem perdidas e esquecidas, agarram-se a nós, para nunca nos esquecer-mos delas. Que elas existem. Mas um dia terão de se ir embora do nosso corpo. Das nossas roupas, dos nossos pensamentos. Até que nesse dia, tudo se ilumina e vemos tudo o que com as fobias não víamos."

Se o nosso tempo é pequeno. Deixa-me escrever, que uma milésima de segundo pode durar milhares de outros novos milésimos de segundo. O tempo, só é tempo, quando se está parado.

Quantos anos terá o tempo que vivemos? Aquele ao qual chamamos de "Tempo"?

terça-feira, junho 16

Jogos Psicológicos


Vai demorar um bom bocado, até que os teus olhos estejam secos outra vez. Agarra-te a alguma coisa confortável. Adormece por lá. Grita à vontade. Que diferença faz, perder, ou deixar-me ir? Não te esqueças dos suspiros de memórias partidas de um tempo esquecido. Um tempo frio que me faz desejar: "Que me morram os sonhos!!"

Vou querer jogar este jogo por pouco tempo. Todos os sonhos, são partidas. Já não suporto imaginar. Quero partir todos estes malditos pesadelos feitos de fantasia. Quero sonhar com coisas reais e não com a irrealidade. Que fique tudo bem. Choro sempre que sonho aquelas coisas, que sei que não são reais, e por muito que não as queira sonhar, sonho com elas, porque me atormentam as noites da minha inteira juventude. Não quero que se tornem reais. Nem quero que sejam.

Todos estes Jogos Psicológicos. Parecem o papão em forma de imaginação e de susto. Querem tirar-me a mente e a complicada forma de pensar que protejo. Cantam no fim dos corredores, vetem-se de pretos, tornam-se malucos em todos os sonhos, perseguem-me as ideias. Controlam-me os medos. Paralisam-me a mente. Impedem as minhas lágrimas de cair, de serem soltas. Metem o diabo e o demónio juntos no mesmo pesadelo. Eu morro ao ver a luz. Já não consigo sentir dores nestes meus tormentos, nestes devaneios. Não consigo ver a minha dor. Queria um pedido de desculpas. Já tenho medo da minha mente. Se ela consegue imaginar coisas que nunca vivi, que nunca senti, o que fará quando gostar de alguém? Será uma mentira da minha mente? Que imagina sentimentos? O meu coração não percebe o que é o amor. Está tão deprimido que mal sente o que está a ser feito fora dele. Todos os meus amigos dentro deles, estão demasiados preocupados com a sua vida. A sua vida que parece tão real, dentro de um sonho irreal. Deixem-me. Eu estou a segurar-me com força. Quero que as coisas acabem. Voltar ao destino que me leva. Já nada me eleva. Não consigo mudar este mundo que não foi criado por mim.

Quando já não conseguir falar, nem conseguir escrever, ou não conseguir fazer coisas que me façam sentir vivo e que me expresse... Então... Quero morrer. Enquanto poder escrever e comunicar com o mundo que me exterioriza então serei feliz.

OFF:
Consegui descobrir o que realmente sinto por ti. Sinto inveja do que és! Algo que nunca se devia sentir. :'((

Os números começam a fazer uma contagem decrescente. O meu tempo começa-se a esgotar. Quero destruir tudo o que fiz. Pelo menos sei como me refazer e o que devo por nos sítios certos.

O teu nome...

Up by ~Yueproduction

O teu nome, está gravado nas paredes, brancas da cor do céu repleto de nuvens. Nas portas, estão gravados os teus sonhos que nunca saíram para lá delas. Os sorrisos, caídos no chão, os choros e os gritos perdidos no ar. De olhos fechados, de baixo da chuva.

Não desistas até o teu coração estar parado. Quando me sento aos teus braços... As coisas que imagino ser impossíveis... Tornam-se perfeitas e inesquecíveis... Aconchega a minha pobre e fria alma. Ela está a chamar pelo teu nome desde a madrugada deste dia de inverno. Preciso de ti para quase tudo. Sê o meu escravo do amor. Dá-me amor e atenção. Não consigo fazer nada sem ti. Sente o meu coração a bater... Não te quero perder... Consigo sentir a emoção a passar por todo o meu corpo. Todas as mentiras que me põem surdo de tudo. Este pequeno drama que em nada me faz acreditar. Consigo sentir a oportunidade a bater nas costas. O Aviso persegue-me. Toda esta maldita destruição em que estou metido. Tira-me a diversão. De toda a vez que tento ser o que adoro. Para um sempre quase infinito. Sou perseguido. Ajuda-me a levantar. Sou indestrutível. Já tudo faz sentido. Todos os milhares de quilómetros entre nos... toda esta fúria que quero esquecer de ti. Lutar neste campo de batalha invisível. O que espero ser um dia. Sem tirar nem por. Uma mudança. Nada te faz importar. Todas estas lutas frente ao espelho... Foram sempre o melhor para afastar as dores. Todas estas mágoas que me atormentam. Os espíritos que me prendem.

O único barulho que ouço neste quarto, é o teu choro. As lágrimas que me sujam o chão. Nunca mais... Não te ponhas de joelhos. Não quero que faças isso. Pára de fazer isso. Já me tiras os sorrisos dos lábios... A única coisa que quero ouvir de ti é o teu pensamento. Pára de chorar porra. Quero ouvir a tua voz outra vez. Ela faz o meu coração parar. quando te tiro o sorriso da cara... A distancia entre nós aumenta drasticamente. Andar sempre com mesma face. Não precisas da minha cama para dormir comigo. O amor é um milagre que mata sem saber porquê. É uma mascara que nunca foi virada. É um mundo à parte. Uma ilusão. Porque é que as recordações não me fazem lembrar de quem sou? De cada momento que passou, não sabes? Tu vais arder. E eu vou estar sentado a olhar para ti. não preciso de provas para te conseguir tirar a mascara. Desfruta da sinfonia. É o teu fim...

A ouvir: The Postal Service - Such Great Heights

domingo, junho 14

Diz-me!

O meu coração arrefece a cada memoria que se desvanece no tempo. Entre cada manhã de cada dia, mais fundo me sinto. E menos esperanças surgem para me socorrer. O sangue... Este que me pintou de vermelho por dentro, à muito que o deixou de fazer. O azul marinho, esta cor que me dá de mamar, à muito que vive comigo. Todos os dias sem a excepção de nenhum. Fazendo-me lembrar de um universo sem vidas... Sem segredos... Pedindo sempre mais... Mais senhoras e senhores gentis. Exibindo transparência de personalidades...

Diz-me. Diz-me na cara que a cada dia estou melhor. Diz-me. Por favor.
Diz-me que estou perto. Que está a ficar mais quente a cada passo que dou. Faz-me chorar de alegria com a emoção a pular de cabelo em cabelo, fazendo-me respirar de aflição enquanto anseio desesperadamente por te ver a dobrar a esquina e gritar o teu nome bem alto, para me ficar no ouvido. Que dês um pulo quando me vires e correres de alegria para a minha beira, beijando-me a face e passando as mãos pelos braços. Diz-me que me perdoas, todos os momentos maus que irão acontecer entre nós dois. Promete que por muito que tudo pareça estúpido ou indecente, que me avises de tal. Deixa-me dizer-te e abusar da palavra "amo-te" todos os dias. Abusar do meu amor. E abusar da tua cara.

sábado, junho 13

Palavras amargas

Let him cry by ~heartless0romantic

Tropeço pelas memórias que me fazem palpitar o nervosismo dentro de mim. Faço respirações breves e completas. Tento acariciar o meu corpo, reproduzindo com alguma vontade, todas as emoções que me fizeste sentir uma vez e as outras que já não se sentem como antes se sentiam...

Imagino-me de mãos dadas. Esta deve ser das poucas coisas que me faz sorrir neste momento. Abraçar alguém... Acariciar-lhe a face... Fazer-lhe serenatas... Contar-lhe coisas lindas ao ouvido... Fazê-la sorrir... É assim que gosto de estar numa relação. Sempre que possível dizer que a amo, para manter a chama acesa. Alegrar-lhe o dia com um simples beijo. Um simples gesto de amor e ternura... Amar quantas pessoas for possível nesta vida. Dar parte de mim e da minha existência... Alegra-me, este estado. Por muito imaginário que seja...

Amarga-me saber que estas palavras estejam na mente e na boca de alguém... Alguém no mesmo estado que eu. Todas as pessoas (raparigas) a quem digiro o olhar e fito os seus olhos, vejo o que lhes vai na alma, na alma por vezes solitária. Só me apetece correr todas as estrelas no céu e desejar que este desgosto dê lugar a algo mais produtivo. Correr as estrelas... Quero aperfeiçoar a minha vontade e capacidade de amar alguém. Melhorar todos os bons e maus aspectos. Melhorar o sentimento que já pouco sinto. E o que sinto, e é bem certo, de que estarei a provocar a minha pobre alma que caminha sozinha um dia atrás do outro. Esperando com o relógio espetado memso em frente aos olhos. E o que sinto, não deixa de ser um "apenas sentimento".

Ainda passeio sozinho!

untitled01 by *inessa-emilia

É dificil não saber onde estás. Deverei chamar os anjos? Ou apenas viajar até onde estás? Queria ser um novo Romeu.

Para sempre parece tão distante. Sepulturas abandonadas e sombras vazias...

O meu amor pode ser invisível, mas antes de tu adormeceres à noite, rezo à tua estrela para continuar a brilhar dia-a-dia, sem nunca faltar um único. Escrevo cartas sem destinatário. Um dia serão entregues a alguém. Alguém que ainda não existe a fechar o meu coração. Fazendo-o pulsar de alegria e amor. Damos voltas... Passeando lentamente. A vida continua. Cada vez é mais forte o choque. O choque que recebemos no coração. A cada dia tudo fica mais forte. Mais unido e no entanto com a forte probabilidade de tudo acabar como um simples suspiro. Passeio sozinho. Ainda apenas sozinho. Não te vejo. Estou demasiado preocupado em encontrar-te do que saber quem és. Apenas te imagino em sonhos e nunca és igual aquelas pessoas que vejo na rua. És diferente todos os dias. És igual quando não espero ou procuro por ti. És imperfeita... Aparece de uma vez. Não sei como continuar a sonhar com alguém que não conheço. Com alguém que não me é nada. Há alguém como tu, igualmente à minha procura? O meu maior medo é nunca te encontrar. :( Fecho os meus olhos. O que mais me agrada... É saber que vou encontrar quando menos esperar. É o que mantém este coração a bater e esta cabeça fora de estúpidos disparates. Tenho vontade de chorar. Por todas as coisas que imagino e já vivi, que foram maravilhosas, e que agora nada me resta. Invento nomes para poder gritar por eles. Imagino... O que é que dói mais? Imaginar um amor... Ou viver um?

quinta-feira, junho 11

O meu tempo

the butterfly effect by ~appleplusskeleton

O tempo está morto! O meu coração parou. O ar congelou dentro dos meus pulmões. O sangue parou de correr. Quando tudo começa a fazer sentido. Existem coisas que me tiram força da alma. Os meus olhos contam-me coisas que não consigo acreditar. Não consigo acreditar de que isto me está a acontecer. Sinto pequenos choques dentro da minha cabeça. Ouço vozes distantes. Ecoam. Não me deixam adormecer. Está barulho a mais. Quero que parem de falar. Não me consigo concentrar. Calem-se por favor. Quero reagir. Estou paralisado. Luto para por o meu corpo activo. Começo a gritar. Dói-me a garganta. As lágrimas tapam os meus olhos por completo. Começa a bater bem de vagar. O sangue começa a correr aos poucos. Os pulmões lentamente se vão descongelando, dando espaço para começar a encher os espaços ao respirar de alivio. É melhor começar a mexer-me rapidamente. Começo a ter tacto outra vez, os sentimentos rotulam-me. Os velhos valores começam a descair. Como se peças rasgadas se tratassem. As mentiras, revoltam-se, as verdades enfrentam-me por pouco tempo. Abro os olhos. Está tudo branco. Mal consigo ver nitidamente. Respiro bem fundo engolindo o ar.

Quando morrer, haverá só uma coisa que quererá que aconteça. Quererá voltar!
Às vezes a vida só realmente começa com o conhecimento da morte.
Que pode ser o fim de tudo, mesmo quando menos o queremos.
O importante na vida é acreditar... ...que enquanto estivermos vivos, nunca será demasiado tarde.

Todo o tempo que passo e passei sozinho... Todos os momentos de dor e sofrimento que quis passar e passei sem o querer. Fecho os meus olhos. Procuro um lugar para me acalmar. Onde estou nos meus sonhos? Quantas vezes é que respiro por dia?

Há promessas

Há promessas que podem ser partidas. Brilha-se na mesma sem essas promessas. As pessoas morrem de amor. Tal como eu um dia morri. Fiquei cego. Cego por todos os medos. Cego por todo o amor que acreditava ser real. Então, hoje sonhei. Sonhei o que nunca queria sonhar. Sonhei como o que me mata por dentro. Este sonho que me disse tanto e ao mesmo tempo que me enganou em tanta coisa. De tanta coisa estava enganado. E de tanta coisa estava certo. Este sonho que foi...

É um sonho que não quero mais sonhar. Perdi-me nele. Queria morrer dentro dele. Morrer num para sempre existente. Era confuso e perseguidor e ao mesmo tempo tão pensativo. Que mal fiz a minha alma a deus? Transbordei de afinidade. Quero cortar este laço que me prende. Que me prende a alguém que já não quero. A alguém que já esqueci. A alguém que me persegue em sonhos e que na vida me faz perseguir. Perder!!! Perde-te tanto quando se perde alguém por quem se teve tanta afinidade. Bah e eu não consigo de deixar de pensar nessa afinidade. Deste coração mole colado ao meu peito. De todas as baterias que forçam este coração agarrado ao meu peito sair e por o meu a funcionar novamente. Livre e limpo de novo. Saudável. Que mal fiz eu? Qual foi o mal que fiz, para além daquele que já sei que fiz? É sentir-me ainda mais culpado? É sentir que dei tudo e não recebi nada?! Ou que nunca dei nada e que recebi tudo? Talvez haja limites em tudo. E eu... E eu que detesto limites.

Por trás dos meus medos, eu acredito que não irei cair outra vez. Já não existe anjos para me proteger destas turbas águas e amargas mágoas. O choro e a solidão estou ao meu lado. A falar comigo. A dizer o que já sei e o que não sei. O coração começar a bater com força. Não o consigo fazer parar. Começa a doer. Não o consigo controlar. Está forte de mais. Ele está-me a fazer sofrer. Pára por favor. Pára de me fazer sofrer. Pára. Pára. Páraaaaaaa. O meu coração explode. Já não quero coração algum. O ar começa a faltar. De pressa, volta, beija-me intensamente e fica comigo por perto. Deixa-me se queres. Quero uma outra então. Mas rápido. O ar começa a faltar. Preciso de respiração boca a boca. Rápido. Já me sinto a perder os sentidos. Todos eles. Começo a ficar sem forças. Começo a deixar de me sentir. Os olhos tremem. Tudo se apaga lentamente. O branco clarifica-me os olhos. Fico morto estendido no chão. Morri por causa do amor.

Tem mais culpa a palavra "amo-te" do que a própria pessoa em si. É sempre mais fácil culpar algo que usamos para descrever o que sentimos do que essa pessoa que nos fez sofrer. E sofremos nós com isso.

Esqueces-te de mim. Esqueces-te de nós.

quarta-feira, junho 10

Assassino de pulmões

Paris... By Gabriel R

O preço da escolha é tão desfigurado. Tento. Se isto me faz sentir bem, se era aquilo que queria, por tantas coisas que perdi, tantas delas que ignoro. Sinto-me velho de mente, e ao mesmo tempo, com a capacidade física em forma. Neste meio termo em que me encontro... Sinto-me assim. E se um dia este "diário" mental, virar livro ou até filme depois de morto. Que mo enviei ao céu para o ver. :D

O ar que respiro, começa a ser mais rarefeito. Daqui para a frente só existe alegrias. Alegrias que me consomem o ar dentro de mim. Sugam todo para ir buscar mais. Apenas para ter mais vontade de viver e respirar.

Serei o único que consegue ver o que me espera do outro lado? Será esta a maneira de me esquecer de tudo o que disseste? Então eu irei continuar a andar. Porque tudo irá ficar para lá de tudo isto. Neste momento os meus olhos estão abertos a olhar para ti. Com o coração fora do meu corpo. Porque estou tão cansado de me relembrar dos jogos que fazias com o meu coração. Andei por todo o lado na esperança de voltar para ti, mas neste momento é tempo de escolher. Não és nada aos meus olhos, isto não vai mudar. Estava a viver num sonho. Passei tanto tempo a tentar reparar a minha vida, para agora virar costas ao passado e ver que não era preciso. Não és mais do que uma memória. Como consegui que saísses com tanta facilidade depois de tudo isto? Onde é que vais cair? Onde é que vais encontrar o teu lugar neste mundo? Nunca irá ser ao meu lado. Até te consigo ouvir a sussurrar : Volta! . Porque é que não és capaz de olhar para mim uma ultima vez e gravar uma fotografia desse momento na minha memória. Para os fechar em seguida e esquecer tudo e apenas permaneceres como uma pessoa bonita e anónima que ficou gravada na minha curta vida. Será saltar tempo.

Quando ficas virado para o passado, não vês nada para a frente. Vira-te para a frente e observa aquilo que estavas a perder ao ver o passado.

Entrei em tua casa todas as manhas. O teu odor sentia-se como um odor repugnante. As roupas estavam espalhadas pelo teu quarto. O canto das almofadas com os CD's das tantas tardes bem passados. A cama completamente desfeita por todas as vezes que lá acabámos juntos. O suor e o odor ao sexo que me punha imparcial a tanta nudez. Todas as vezes que te dizia que queria ir embora. Embora do teu coração e dizias que não. Agarravas-me nos braços enquanto estavas em cima de mim e me dizias que me amavas. Todas as memórias de tudo o que aconteceu voltavam a tocar no meu coração e ponham-no de volta ao activo. Seria tão fácil tirar-te o ar. Mas não foi preciso. Deixaste-me sozinho quando menos esperava. Quando esperava que ias ficar assim que dissesse que iria ficar para acreditares em mim e quanto te disse um ultimo amo-te. Apenas ignoras-te e fugiste de tudo. A tua ausência permaneceu e causou dor. Uma dor que se conseguia ver. Deixaste-me sozinho. Prova-me o contrário. Mas... Ei, calma. Já não vale apena. Aquilo em que me tornei foi aquilo que nunca esperas que eu me torne. Nunca esperas-te nada de mim. Quando é que tudo isto irá acabar? Hoje. Até te fazia sentir segura comigo. Conseguia fazer-te sorrir por meras palavras. Fazia-te dizer "amo-te" quando te dizia que eras perfeita. Rejeitavas qualquer comentário e qualquer conversa sobre nós. Apenas fingias. Gostava de te ver cair. Acreditei em ti. Um dia, sim! Sempre me pergunto, porque é que não te sinto. Será que o mundo lá fora não me deixa sentir? Como é que consegui tirar-te dos meus sonhos? Se eu me consigo de todas as escolhas que fiz. Existe coisas que nunca irei sentir. Sonhos que nunca irei sonhar. Esta lufada de ar fresco que me refresca as profundezas da minha inocência com uma medida maior do que imaginas, com um lado negro tão grande como o lado bom. Estou bem com o meu lado mau. E quando tal acontece... Descobre por ti. E é quando a música já bate bem forte na cabeça, e me faz delirar e acreditar que o mundo em que vivo por mais horroroso que seja, vejo sempre o lado bom. Por mais imaginário que seja. Consigo ver que isso existe. E é imaginado. Guardo um segredo dentro de mim. Um dia... Quem sabe um dia vou dizer para mim mesmo: Traz-lo cá fora. E espero que goste da beleza que eu vejo todos os dias. Uma linda pérola, não me consegue explicar o porquê de ficar sem ar quando corro com a alegria nos bolsos. Não posso fugir.

As palavras começam a não chegar para descrever o que sinto. Por tudo o que continuará para trás, nada posso fazer se não olhar em frente e para lá do nevoeiro e da linha do horizonte que separa entre distintas coisas da minha vida.

Diminuis dentro de mim. Em nada já fazes parte. Estás a desaparecer. Não estou satisfeito. Ainda te consigo ver. Se força a vista, consigo ver-te.

É esta a escrita que começa a ser a minha companheiro. Começo a ser apegado a ela. São a minha melodia. São estas as palavras que começam a tapar buracos. Entre estes meios, faz-se ouvir a música nas colunas de 120Watts. Harmonizam o ambiente do meu quarto. Mesmo que tudo lá fora esteja a cair. E que toda a luz esteja apagada e todos sorrisos e todas as lágrimas estejam esgotadas, todas as inspirações estejam apagadas, todo o ar esteja poluído ou não existe ar algum, ainda vai restar um pedaço de mim que vai fazer esse exterior respirar novamente.

Já agora... A foto foi mesmo porque gostei e porque quero mudar. E começo a gostar de roupa. Cada vez mais. Começo a gostar de tudo. A gostar de tudo saudavelmente. Espero cair e levantar-me de novo. Como faço todos os dias.

"E andava eu, com a tendências parvas quando nem me apercebia de que me estava a perder por causa de uma miúda como tu."

Morreste no amor!! :D

segunda-feira, junho 8

É hoje.

Só para marcar a realidade da diferença que vão ler neste post. :D


Quando o mundo se torna pequeno, a mente sofre com isso.
A minha vida aqui dentro já ultrapassou as barreiras da imaginação. Já ultrapassou as paredes que esta cidade mantém de pé. A minha vida passou para outro nível.

A decisão está tomada. Posso vir a sofrer com isso. Mas eu quero que isso se lixe. Eu vou conseguir aguentar e seja que tempo for preciso para o conseguir. É a partir de hoje que isso vai acontecer. Ou sou eu, ou não é ninguém. Que me queimem vivo, que me torturem das mil e uma formas que quiserem. É hoje, hoje que tudo vai mudar. Seja de que maneira for. É hoje.

É dar tempo a mim que me levito aos poucos. Tenho é sempre cuidado com as costas. Nem mesmo que queria consigo fugir do que quero. Por mais medo que tenha algum dia terei de o encarar e começar a controlar aquilo que quero. Se toda agente o pode fazer, porque não posso eu fazer? Vejo gente podre de boa, bonita e inteligente que dizem que não são nada e nem bonitas se acham, porque ei-de eu me tornar como essas pessoas? Quando as pessoas que realmente são feias nem ligam a isso, e se ligam nem se deixam ir a baixo como toda agente bonita? Se me consideram bonito então vou lutar para o continuar a ser e não me deixar ir a baixo. Vou erguer-me e dizer quem é que é quero ser. Se a vida é assim tão curta, então vou mostrar como a tornar infinita.

Se é vida que tu queres, é vida que vais ter. Pedro. E eu estou a falar comigo mesmo. Sabes muito bem que agora... Já não tens desculpas. Nem aquelas que pessoas imaginar e inventar só para te desculpares para te sentires mal para receberes aqueles carinhos de que estavas habituado... Isso acabou. És diferente. Não te vale de nada dizeres e fazeres-te de coitadinho porque isso para mim já não é viver. É sofrer por palermice e estupidez da juventude. Só porque não consegues namorada, só porque ninguém gosta de ti, só porque passas a vida toda a escrever para tapar buracos. Buracos dos quais sabes muito bem dos quais estou a falar. É melhor parares mesmo. E eu estou-te a avisar. E eu sei que a puta da vida é dificil, mas nunca te disseram que iria ser fácil pois não? Queres alguma coisa? Faz para isso. Torna-se no que quiseres para o conseguir. Eu nem quero saber em quê, nem quando nem como. Apenas vive está bem? Já me sinto farto de estar sempre parado.

-É medo de viver que tens? Não tenhas.
-Se não há razão para ter medo de viver, então vou viver.

A vida é como todos os textos que escreves. Todos aqueles que acabas de escrever. Existem sempre erros. Assim será a tua vida. Cheia de erros. Mas sempre que os vês mudas e corriges. Faz isso na vida e ficarás melhor. :D

E publico já assim que é por cauda das coisas. :D

PS: Começo a ver um mundo cheio de oportunidades!

Sofro desta doença. :D

Sofro de "Transtorno Disfórmico Corporal"

domingo, junho 7

Conta-me uma história


Consigo ver o orgulho a sair dos teus olhos e a envolver todo o teu corpo. Viras luz que ilumina o caminho que ambos seguimos. Abres a boca todas as vezes que respiras. Gostas de te sentir a ser preenchida. Evitas a entrada do ar pelo nariz. Forças a respiração. Deixas-te envolver com os movimentos do meu corpo.

De que preciso de gajas se tenho a música que faz mais do que elas?

Vejo agora o que um dia queria ver. O que um dia queria sentir e não me conseguia exprimir. Sinto o que queria sentir à tanto tempo. Esta paz que me paz palpitar mais de mil vezes por segundo o bater do meu coração. A lua já vai alta, e mesmo assim parece que está tão perto para poder ter tocada. Está tão grande e perfeita, tão iluminada e empenhada em estar ali. HAHA Mas é como se tivesse acabado de acordar. De olhar para o céu e ver a beleza que o é apenas nos meus olhos. Como é possível tal sentimento? É indescritível. É como se tivesse a ser gelado por dentro. Uma suavidade, uma brisa invisível que me enche o interior. Que me faz arrepiar a cada tentativa de expressão. Que magia. Que dom.


Hoje és uma flor, amanha serás uma árvore. Uma árvore com mais de mil historias para contar. Não só as tuas como as que iram passar por ti todos os dias. Nunca irás estar sozinha. Pois tens-te a ti mesma. Com essas raízes que rompem o chão e te prendem os movimentos impedindo-te de ver um mundo, um mundo maravilhoso. Mas irás conhecê-lo à medida que cresceres aqui, neste exacto local. Se um dia não fores arrancada do chão ou cortada. Terás filhos/as e poderás contar histórias às mesmas, com a mesma paixão que cada pessoa irá dar ao passar por aqui. E garanto-te uma coisa, vais ouvir coisas que te vão deixar triste, outras odiando tudo, outras agradáveis e outras silenciosas. Uma irão aleijar-te, porque os amores são escritos em ti para ficarem para sempre gravados, mas nem todos ficam para sempre como se deseja ou pensa. Vive e sobrevive.

Conta-me uma história pequena flor.
É um mundo novo. Um pesadelo de um sonho inoportuno. Sou eu. Feliz sem saber. O que um dia irei perder.

Há alguma coisa no ar, que me deixa satisfeito com as minhas capacidades, por mais pequenas e absurdas e estranhas que sejam. É uma satisfação sem preconceitos. É o medo de viver sem medo. Um estado de espírito que fica para além das minhas capacidades de entender concretamente. É estranho toda esta sensação, entre o bem estar e a felicidade que me deixam a perguntar. Será isto real ou apenas um sonho? Há um exterior fora de mim que me procura e persegue para me conhecer. Eu fujo. Não sei bem porquê. É como se todos os dias fossem os últimos do anterior. Uma tentativa de me despedir do dia anterior e dizer olá ao próximo que vem.

Respiro alegria e a alegria é a minha casa.

Nasci com a aparência de um velho, mas tenho uma mente saudável e criativa que se pára... Morre!

Nos limites da minha existência

Life Is Hard by ~afr3ak

O mundo está a explodir em todas as direcções. Já não se consegue ver a essência. Quando escolhia as pessoas pelo seu olhar. As marcas identificativas no corpo. O caminhar confiante que começo a ganhar. O que o bonito faz, a maquilhagem também o faz. A única diferente é a lágrima quando escorre bochecha abaixo. Abro o meu coração com muito cuidado, pensando sempre no veneno do passado.

Vai ficar tudo bem. Eu Amo-te! Eu prometo. Desculpa.
Mentiras...


Quando me sinto a cair, não consigo encontrar as minhas forças. Esta voz dentro da minha cabeça que me mantém quente e que chama por mim. O que eu sei é que sou uma reflexão do meu exterior. Quero que este corpo se sinta completo. Causo um conflito. Acreditas no amor através de um simples olhar?

O silêncio persegue-me. E eu ando de mãos dados com ele. O Azul apodera-se de mim tornando o meu interior calmo. Transformando todo o lixo num amontoado de poemas e textos. Os meus sonhos são os únicos amigos que tenho. A sua maravilhosa capacidade de me por num estado tal, capaz de sussurrar maravilhosas aventuras e acontecimentos inesquecíveis. Ao lado de um imaginário, potente, onde não lhe falta energia e força. Quero sonhar. Sonhar com uma realidade verdadeira e possível de acontecer. Não quero sonhar o que não se pode ter. Por mais lindo que seja.

É a caminhar que os meus textos me deixam sair e falar sobre mim. Por vezes é dificil saber que parte de mim sou, ou em que atitudes sou eu. Serei o "eu" de agora ou "eu" de à pouco? Estou neste pedaço de terra com uma resposta e duas perguntas. Qual delas devo fazer? Pois a resposta é a mesma. Qual será a melhor? Espero nos limites do tempo. Espero que a melhor resposta me apareça em sinais. Talvez o melhor seja escolher uma e ver no que dá.

O sol dá noticias. Noticias quentes. Inspiras-me os passos e abraças as penas que caem de mim. Contas-me as tuas histórias Eu canto ao passar das nuvens. Aqueces o corpo que me dá capacidade de te dizer: Amo-te Sol! Sem ti não sou vida nem harmonia.

sábado, junho 6

Liga o sol por mim


Atiro os sentidos ao calhas. Quero ficar por aqui sentado a contemplar o céu azul brilhante. Não me consigo arrepender, sabes? Entras-te na minha cabeça. Espero que te lembres do que tens para te esquecer. Encolher os ombros e esquecer. Basta-me isso. Bate forte o coração, quando lá pousas a mão. Num bater desconfigurado e bastante equilibrado, a minha respiração alterasse e recompõem-se. Tens as mãos frias. Fazes com que o meu corpo se arrepie do teu, evitando o contacto corpo a corpo. Ficas triste. Não fiques assim se não começo a chorar. Mas quem começa a chorar primeiro és tu. És tu porque eu não te consigo confortar totalmente. Viro o sol para o teu corpo. E aproveitando o movimento rotativo, caio em cima de ti, com um calor no peito, uma preocupação que quer esfriar. As tuas duas belezas põem-me calmo. Faz-me respirar com pressa e com alguns soluços nos meios termos.

Consegues sentir? Já te sentes melhor? Vês, já tens as mãos quentes. Não é giro? ^^ Vá. Olha para mim. Não à razão para estares assim pois não? Estou aqui. Aqui ao teu lado. Para sempre. Não me custa nada dar-te parte de mim. Se queres tudo eu dou-te tudo. Não te quero é ver assim. Tá? Sabes?... Adoro-te. É um adoro-te estranho, porque não o sei definir, só sei que gosto de ti.

Aparece-me um pequeno ardor no lado direito do peito cada vez que penso em ti, cada vez que ouço falar em ti. Preocupar-me contigo sem tu mesmo saberes. É isso que me faz gostar de te adorar. E não me importa se não me adoras, apenas sorri, para que a minha alma fique mais calma e apazigúe. Faz a minha alma mais fria. Fria para te poder abraçar, sem te sufocar de calor.

Sssst... Ouve! Será que podias ligar o sol por mim? Só desta vez? Vá lá. Só quero sentir que ainda estás aqui. Sim aqui perto de mim e que sempre que precisar me acendes o sol quando preciso. Eu acendo o teu para ti, acendes o meu agora? Acaricia-me os caracóis que eles já me andam a chatear para que peça que lhe toques desde ontem.

- Sou a tua flor. :D
- E eu o teu sol. ^-^

quinta-feira, junho 4

Não sou mais do que um cabelo meu!

Não sou mais do que um cabelo meu!

A minha presença, é como um cabelo na cabeça de alguém. Sou apenas mais um que faz número num sitio qualquer. Sou só mais um cabelo meu. Acordo com dores, dores de cabeça. Todos os dias tenho ataques de pânico. Todos os dias tenho ataques de coração. Todos os dias morro sem razão aparente. Nada me faz tentar perceber como raio é que consigo viver assim tão violentamente. Levo o meu peito àquele local onde o fogo gela corações quentes.

O meu amor, é dor. Não suporto tal amor. Não consigo acreditar que estou a pedir desculpa a alguém de quem tanto mal disse. devia começar a medir as palavras e seleccionar com cuidado aquilo que digo a quem sobre quem. As pedras forma nuvens no céu. Não me deixam esquecer o que sou, muito menos o que fui.

Consigo-me sentir bem apertadinho dentro daquela típica caixinha de madeira que contém recordações inacabadas. Todas aquelas mentiras guardadas no tempo, escondidas no meu maior inconsciente, naquele pequeno lugar mais pequeno que um átomo que contém a capacidade de guardar milhares de mentiras e arrepios e momentos de fazer chorar até a alma da pobre criança.

Choro. Faço-me chorar para ver se ainda sinto. Se ainda respiro como uma pessoa normal. Vejo-me a cair em tudo o que é luz e a erguer-me em tudo o que é escuro. Levanto-me e olho para o céu. Forço as lágrimas a saírem. Já não consigo chorar. Já tudo secou. Ficou em gelado. Estou completamente gelado. Cada neurónio meu está gelado. E não me vou mexer para não me partir. Se este mundo me tira todas as forças de que me orgulho ter. Se me tira todo este poder invisível que me mantém em pé a cada novo nascer do sol, então que me arranque o coração e todo o sangue que me resta para me parar de vez. Porque até morrer, vou dar muita luta a esta indignidade que oculto de todos. Esta indignidade que me tira tudo o que crio.

Não percas estas verdades que me saem da boca. Escrevas bem escritas, e preta bem atenção lendo-as com olhos de observador. Não percas todas as mentiras, fazendo o mesmo processo. Digo-te agora, que são todas iguais, não há verdades nem mentiras. Escolhe apenas as que achas correctas para ti. Espero pode-las ver noutro dia.

Diz-me em que dia queres que toque na tua pele. Cravar-te todas as inocências que não sentistes. Todas as grandes mentiras que te contaram como certas. Cravar-te na pele, uma vida de mil gerações. Cravar-te na pele o mundo que está por baixo de ti. Um mundo que não és.

O cabelo que guardo na gaveta, é meu. Arrancado num dia de dor. Arrancado no dia em que tive a maior felicidade. O cabelo de um sentimento. Um cabelo que permanece em ficar preso a mim. E guardo aquele cabelo, para não me esquecer do calor feito pelos braços de quem um dia me fez chorar de tristeza e gritar de alegria. Eu sinto que tenho algo dentro de mim. Algo que me faz tirar o ar que acabei de respirar. Parece um jogo. Faz-me lembrar o amor que tive um dia. O amor que fica agora guardado nas memórias de um cabelo. E tudo começou ali. Naquele exacto momento. Naquele cabelo que esteve comigo desde que vim ao mundo.

Caio em mim. Corto o cabelo em mil pedaços. Só me resta as pontas do cabelo. As pontas onde tudo começou e acabou. Estou neste impasse. Jogo o cabelo fora. Ou guardo-o na gaveta? Não quero continuar nesta ilusão. O cabelo é a chave. A chave para me libertar destas amarras que me prendem a mente e o corpo de fazer qualquer movimento. É sair e viver. Ou ficar e morrer por doença.

Não há segundas oportunidades. A segunda oportunidade está nas "antes escolhas" que fazemos. Na noite anterior a esta, as saudades deste dia tinha-me aparecido em sonhos. Em sonhos escuros e perturbantes. Como pesadelos onde os anjos ficam brilhantes e os olhos viram vidro espelhado pedra.

O Céu parece-me ser demasiado bonito para uma pessoa como eu viver durante muito tempo.
Este mundo encontra-se demasiado atarefado para prestar atenção ao som que me incomoda.

Não sou mais do que um cabelo meu!

Aos 20 acaba tudo!


Aquela nódoa negra que se vê em tudo. Essa nódoa negra, que sou eu. E de nenhum lado consigo sair. Estou em tudo e ao mesmo tempo difícil de aparecer em qualquer lugar por mais bonito que seja.

Começo agora a reparar que o espinho de tudo isto, não és tu nem ninguém. Sou apenas eu.
Por todos os males que causei a toda agente... Não aguento o que toda agente vê em mim. Estou com medo de mim. A queda é cada vez maior e mais repetitiva. Não sei como aguento tanta agonia dentro de mim. Estes pensamentos que me desmontam, que me partem aos poucos.

18 de Dezembro de 1989 - Nasce esta pessoa a quem lhe deram o nome de Pedro.
1 Ano: Completava um ciclo de uma vida. Apenas mais um bebé fofo e querido na terra.
2 Ano: Continuava a ser mais um bebé.
[...] - Fiquei perdido no tempo. Continuava a ser mais uma criança na terra.
6 ou 7 Anos: Acordo ao mundo sem saber onde estou. Apenas acordo literalmente sem saber quem era e onde estava.
10 Anos: Completava 10 ciclos de uma vida. Continuava a penas a ser mais um rapaz na terra.
Meios Anos: algo entre o meio destas datas em que tentava o meu primeiro suicídio.
15 Anos: Acidente que iria mudar tudo o que pensava e acreditava até então. A mudança radical da minha vida. Nunca mais fui o mesmo.
16 Anos: Primeira tentativa de alguma paz e admiração no mundo.
17 Anos: Tentava encontrar-me. O meu pai compra-me o meu primeiro telemóvel. Continuação de tentativa de admiração e paz comigo mesmo.
18 Anos: Dois amores da minha vida, a primeira corta logo a relação nas primeiras 2 semanas. A segundo devido a muitos problemas entre nós e muitas coisas parvas dela e de mim acabamos a relação ao fim de 2 meses. O pior ano da minha vida. (até hoje)
19 Anos: Tentativa de compreensão interior e de aceitação pela sociedade e por todos os amigos e tentativa de auto-valorização. Uma fase complica até então.
20 Anos: Ainda não cheguei lá, mas o meu objectivo é acabar com tudo. Por um fim a tudo.

Ya.... É mesmo uma chamada de atenção. Ou outra coisa que agora não sei o nome.
É mesmo um desespero do qual posso muito bem sair se eu quiser. :D

Próximo titulo: Não sou mais do que um cabelo meu!

quarta-feira, junho 3

Pára de Brincar!!!


Tu és a razão do meu chorar. Não quero que me acordes. Quero estar a sonhar este sonho onde tu não existes, onde tu não fazes sofrer ninguém. Onde tu não és tu. Sempre soubeste sobre nós. O que iria ou não resultar. Eu culpo-te a ti e tu culpas-me a mim. Se usas essa mascara e fingir que nada se passa, aguenta-te com os pés bem assentes na terra, pois vais cair. Estão todos a chamar o teu nome. Fazes tudo o que desejas com eles e de nada te arrependes.

Não há segundas oportunidades no meu mundo. As escolhas são feitas apenas uma vês, se não se gosta, não se gosta por um determinado período. O mundo muda, e assim também eu tenho de mudar. E todas as conversas que os outros me diziam, todos os seus desastres amorosos que eu pensava ser mentira e que nunca te iriam afectar, por todos os momentos que desejava ter alguém do sexo oposto que fosse o contrário e que mostra-se assim como provasse que não era igual ao que toda agente dizia. Eis que afinal tudo o que os outros te diziam era verdade. Foi verdade por duas vezes. E tu com desejos de criança, iludido da maravilha de viver, foste enganado como tudo e nem te apercebes-te de nada.

Eu não sei nada sobre amor. Do pouco que imagino, sei que não é nada do que vivi e senti, no tempo em que estive contigo. Fazias-me feliz. Prometias nunca sair. Olha para tudo em que tu te tornas-te, uma memória em forma de espinho. Desapareces continuamente a cada dia. Em ti menos penso. Nunca mais irás estar ao meu lado. Todo este caminho percorrido para nada. Diz-me o que é que há de errado contigo. Para poder escrever nestas linhas e perceber-te para esquecer este assunto de uma vez por todas.

Arrasto-te até à casa de banho, bato-te com tanta força que ensopas o chão da casa de banho com o único sangue que te dá vida. Devias ter dito não quando tinhas oportunidade. Eu estou muito bem, a dar-te o que merecias à muito. Uma actividade cerebral fora do comum. Pensar por um bocado em cada dia não faz mal a ninguém muito menos a ti. Acredita que é à chapada que aprendes. Nem sonhes fugir, pois vai ser muito pior. Consigo-me controlar, mais do que tu pensas, não sou como tu. Violar-te seria uma perda de tempo, prender-te seria outra perda de tempo. Fazer-te sentir o que senti, era a melhor coisa. Reza para esqueceres tudo. Desta nunca te irás esquecer. Gemes enquanto te parto os ossos. Enquanto te corto todas as veias do coração, fazendo assim sair todas as mentiras que guardas aí dentro, prontas a serem proferidas com a maior das tranquilidades traumatizando todos os pensamentos.

Fazes-me escrever aquilo que ninguém devia ler. Faço por isso. Porque eu quero. Faço-o porque será a única maneira de me ver livre de ti aos poucos sem magoar ninguém nem prejudicar seja quem for.

Ergue-te e olha para trás. Vê o que andas a fazer, enquanto brincas com as vidas dos outros.
Pára de brincar com a vida dos outros!!!!!

PS: Só queria ser feliz contigo!

terça-feira, junho 2

Fui um boneco de plasticina

voodoo by ~vanilla-tapes

Esqueço o meu nome, quando olho para dentro de mim. Os toques das pontas dos meus dedos nas feridas deixadas por ti. Vejo o que é preciso fazer para te deixar a sangrar. Há qualquer coisa a correr-me nas veias. Mudam de cor à tua passagem. Está nos teus olhos. Ajuda-me a levantar. Gritas tu com o coração colado à garganta já arranhada de tanta gritaria. Gritas como uma criança. Pensava que eras mais do que uma rapariga, mas enganei-me. És uma criança.

No meu quarto só existe espaço para o som que sai das colunas. Sai música que nunca ouvis-te. Se tentares pela segunda fez, olha nos meus olhos, e vê que já não fazes parte de mim. Não há nada entre nós. Tudo morreu. A culpa foi toda nossa. Não me tentes mudar, não tenhas medo de mim, porque eu estou preso na multidão imaginada por mim. O relógio do meu pulso, não pára. Ainda tenho o odor dos teus cabelos e o sabor dos teus lábios entranhados no nariz e nas mãos.

Tira-me fotografias, vive com elas, rasga-as, queima-as, apaga-as. Corta a minha cara e coloca a do teu novo amor. Nunca te irás esquecer de mim. A meiguice que um dia tive por ti, tenho agora bem escondida e guardada de ti. Para que tu não te aproveites de tudo o que eu um dia te dei. Não penses que irei voltar a tocar nos teus seios, passar as mãos nas tuas pernas e coxas, nas tuas mãos e braços, no teu peito e costas, beijar e acariciar-te a cara que me dava um sorriso. Apenas a cara. Nada é irreal. É tão real como aquilo em que acreditas e fazes. Faz e volta a fazer aquilo que achas que está certo para ti.

Engole estas promessas que proferiste perante mim. Continuo a olhar para trás, na esperança de nunca mais te ver, de te perder no meu pequeno coração para sempre. De tantas vezes que caí, desta não te irás tu conseguir levantar. Eu sei, desculpa, eu fui o único que deu aquilo que não esperavas receber de alguém. Alegria com paciência.

Sim. Fui o teu único boneco de plasticina até um certo ponto de tudo.

Se as palavras escrevessem

Se as palavras escrevessem o que não dizes...

O que a música me faz à cabeça


Acabo sempre por encontrar aquela música que quando se ouve a primeira vez, me faz delirar e ter orgasmos tão invisíveis como a própria música em si. Aquela música que naquele momento se torna das únicas coisas de que gostamos naquele momento. A música que nos torna capaz de imaginar e pensar o impossível. Torna-se tão especial quanto a nossa própria vida. Faz-se de um amor inseparável ali entre estas duas coisas. O amor pela música música e o gosto pela vida.

Faz-me desejar mais à própria música do que a minha própria vida. Trocava tudo pela música que me fazia sentir indiferente e com um sentimento desejando cada vez mais dele. É como se... Bem, deves perceber do que estou a falar. Claramente não trocava a minha vida por nada, pois sei que o melhor é o que acontece nela e as músicas que surgem sem me aperceber que me fazem gostar de viver ainda mais e mais. E por isso digo. "quando morrer, vou ter saudades de mim mesmo" Deste amigo que sou para comigo mesmo. ahaha desta personagem que sou eu que me preencho e convivo comigo mesmo através desta maravilhosamente maneira. Escrever.

Amo música, sem ela não passo. De tão "ecléctico" que sou e me torno a cada dia, mais desejos tenho, como se de gajas se tratassem. A música agrada-me a mente e faz o meu coração gritar de desejos impensáveis e caricias inimagináveis dentro de mim. Sinto-a bem dentro de mim como se fosse sexo. haha (Comparação de chaxa eu sei)

Como tudo isto é um ciclo infinito, tal como os Grandes "Maias" (O Povo) acreditava, então sei que neste momento de alegria eterna, sei que existirá um momento de tristeza eterna. Que assim seja. Também não é bom estar sempre alegre, perde-se logo a piada da vida, não é?

Um sorriso pela minha doença.

Quero fazer esta troca. Um sorriso pela minha doença.

Um amor de mentiras. Cada uma bem escolhida. Esperança apagada no escuro protegida pelo lado negro. Quero esta troca. Uma troca justa. Apaga a minha doença. Não te quero ver cair. Não a sustentes, apenas larga-a de uma ponte ou atira-a para o infinito. Porque é que não te consigo fazer feliz? Dá-me uma oportunidade e ajuda-me a tirar esta doença de dentro de mim. Esta doença que me impede de dar-te o que tenho de melhor e ajudar-te em tudo o que for possível ajudar. Desculpa, o meu mundo está cego, procuro com ansiedade a chave para a cura desta doença. Apenas destruirei o que já sou, se a quero fora de mim.

Abro o meu coração cuidadosamente, não te quero perder, não quero que fujas dele. Eras tu de quem eu andava à procura. Quero chorar, mas as palavras não me deixam. As palavras que escrevo constantemente, impedem-me de chorar. Aquelas lágrimas que perdemos a chorar por quem nos fazia sorrir e saltar de alegria, deixam de ser sentidas. Quero dormir. Um dormir calmo, com a tua mão pousada sobre o meu rosto e a minha cabeça aconchegada no teu peito.

Em tempos eu era feliz. Feliz sem ti. Feliz contigo. Feliz com pouco ou com tudo ou até mesmo sem nada. E tu... Tu que me apareces-te na vida sem querer, sem pedir, tornaste-te num espinho que não quer sair e que ao mesmo tempo faz ferida. Quero tirar-te, mas és a única recordação de bons momentos que tenho e não queria nada chorar da dor que vier com isso... Apenas estás a servir de ponto para os momentos que quero voltar a sentir.

Espero pela tua mão. Pelo toque do teu nariz na ponta do meu, do teu olhar perplexo, de uma exaustão contida, de um folgo acalmado por um beijo, fofinho.

segunda-feira, junho 1

Já perdi a essência da escrita.

Sinto que já perdi a essência da escrita. :(