terça-feira, junho 23

Há um lugar dentro de mim...

celestin by ~oye

A nudez, do amor de alguém.
E aquilo que se sente, que não é de mais ninguém.

O que me aguarda, não me larga, sem uma voz entranhada, num colo que aguarda uma estrada para caminhar. Amanhecer um respirar, que traz alegria e companhia. Reflectindo a visão aterradora do dia de amanha que aconteceu ontem e nem dei por isso.

E se voltasses a viver o dia anterior duas vezes, mas que não sabias? Apenas te apercebias de certas coisas. Era viver o passado. Escolhendo novas coisas. Coisas diferentes para diferentes coisas. Qual delas escolhias? Ficarias com saudades ou davas largas à imaginação?

Há um lugar que me oculta uma outra faceta. Que me esconde coisas impossíveis de perceber. Coisas que faço e que nem dou conta do que coisas são essas.

Gostava de ser bebé para sempre. Não ter de pensar no que a vida me iria fazer ver, ou até mesmo viver e sofrer. Iria-me fazer ver coisas extraordinárias e outras confusas ou até as duas coisas ao mesmo tempo. As maravilhas do mundo não iam ser vistas por mim, não iam ser admiradas, não iam ser contempladas com tamanha estupidez possível e inexplicável.
Escorrem lágrimas amargas rosto abaixo. Virar a vida do avesso, ficar mais perto do calor, e do barulho do bater do seu coração.

Estou sozinho num quarto. Deixado a dormir. Esperando um sorriso ao abrir os meus olhos e um pegar-me no colo quente que me embale e me deixe novamente contente. Morrer a ser embalado. O pequeno coração que faz o corpo combater todas as forças da natureza, fica sem forças todos os dias. O vento levanta corações partidos e o sol funde cada pedaço concertando-os de um só movimento. Distorce cada raio, vertendo o seu interior para cada coração prestes a ser ligado. Todos os sentimentos... apagados pelo tempo, rasgados e queimados, amassados e esquecidos... Uma luz azul, sobressai das profundezas de cada coração. São os sentimentos em forma de sangue.

As entradas mágicas, dos olhos ainda fechados, os sorrisos sem sorriso ser. As emoções não estendidas. As bestas e a paz que não me atormenta. Respira-se melancolias de almas atormentadas. Experiências vividas de umas vidas atrapalhadas.

Bate com força peito meu,
Deste leito onde tudo é meu,
Apenas resta o que já não é teu.

A morte é branca. Apenas a pintei de uma cor mais alegre e viva. :)

3 comentários:

  1. Assim muito rapidamente, fizeste-me lembrar um filme: "Reviver o passado"

    Nice blog *

    ResponderEliminar
  2. Adorei o teu blog, vou voltar cá mais vezes ;)

    beijinho*

    ResponderEliminar