quarta-feira, setembro 30

Respirar sobre o inverno



Trás-me os teus fantasmas. Quero ver-lhes a cara. Tu nunca me mostraste com o medo de perder o orgulho. Independente de tudo, sempre te quis ver com a inocência nos olhos, com o amor pela vida, e as mãos sobre o coração, deixando-o mais sossegado quando me vias a descer dos comboio de mochila às costas. O teu sorriso nos teus lábios, criando uma harmonia à tua volta, como a coisa mais deliciosa de se presenciar. O toque na orelha, a tua maneira de morder os lábios enquanto me enviavas um daqueles olhares de timidez e de me querer comer a boca logo ali naquele momento. Passando a mão por de trás do pescoço em gesto de controlo emocional, saltando-me para cima beijando-me a boca que tanto anseias por te deliciar uma vez mais. Parece mousse, dizes tu ao saboreares o que mais te excita em mim. Pousas uma mão sobre o meu intimo coração, que devagarinho vai sentido a presença do teu através do teu pulsar. Adoro ver-te de carinha tímida, olhinhos arregalados, mãos no meio do peito, com uma presença como quem diz "És tão perfeito e nem acredito que és meu, só meu!" Nem consigo dizer por palavras ou gestos o que sinto por ti. É uma alegria e uma certa cara alegre que me invade a mente neste momento. Como adoro ver-te de meio termo nos meus braços, apreciando o horizonte que desaba no meu olhar. És tão querida. Tão delicada e tão orgulhosa das mãos que tens. Dás-me uma vontade de te encher de mimos cada vez que te vejo. Sinto-te como aquelas superfícies macias ou quando damos aqueles abraços aos nossos peluches em gesto de estes nos tirarem todos os males só com o toque nas nossas almas. E tu fazes-me lembrar de quando era criança, onde espírito de aventura não me faltava na ponta do nariz e nos joelhos.

Agarro-te do vento. Protejo o teu corpo do frio que imunda o ar. Inocência! Transportas tu nas mãos que me apalpam a cara, me tapam os olhos em tom de brincadeira. A altura que tenho de ti é de alguma forma comprida e adoro quando me ponho direito e tu te pões em bicos dos pés, tentado alcançar os meus lábios. Fazes tanto esforço que fechas os olhos. Ainda te lembras daquelas tardes passadas nos bancos dos jardins, a pensar no nosso futuro? Sorrindo e olhando para o resto do mundo, conversando e chateando das mais diversas formas possíveis?! Contos de fadas, folhas e vento, lágrimas de doenças e tristezas. Momentos que com alguma satisação guardo cá dentro.

Eu sussurro devagarinho na tua orelha, "Eu amo-te mais do que a vida".

É esta a minha maneira de viver aquilo que nunca vivi. E é tão mágico que sinto mesmo como se tivesse acontecido. E nem tendência tenho de ir viver o que já escrevi. Queria apenas sentir a realidade a passar nos meus braços, voando diante dos meus olhos, sentido-os na ponta dos dedos, assim como no coração, encorajando os lábios a ficarem molhados.

Gostava de poder dizer a alguém com a lágrima a sair do canto do olho, banhando o sentimento que tenho no coração: "Amo-te, mais que tudo o que vivi nesta pequenina vida. E quero passar contigo, momentos únicos e inesquecíveis." Sei que é impossivel por agora. Não sei o que amanha me espera. Espero que seja coisa boa...

"Aquilo que fica, é aquilo que  não deveria ter sido vivido."
Pedro Miguel

Isto ou o apocalypse


Saudades de uma vida, preenchida, onde lábios para trincar não me faltavam, rabinhos bem redondos e cheiinhos também não me faltavam para lá por a mão e sentir a gordura bem apertadinha entre os meus dedos.

Tudo o que eu queria era a tua maneira de navegar pelos meus oceanos. As tuas velas, a sentir o vento que saía dos meus pulmões. As tua preocupações quando o mar era agitado pelas preocupações do meu coração. Quando choravas na proa do barco, em forma de me fazer chorar também com os teus anseios e tormentos. Sente os meus ventos a levarem-te para terra seca, levantando-te no ar, bem alta, incapaz de tocares na água. Longe de tudo. Momentos para ir, momentos para crescer. Em guerra comigo desde, à muito tempo. Muito do tempo que me conheço. Esqueci a melodia da minha voz, o gosto das minhas lágrimas, tal e qual como as imagens retiradas pelos meus olhos.

Recorda o céu com as nossas nuvens. Eu agradeço-te por ainda não a teres movido.
E agora pergunto-me, o que é o amor? Acredito vivê-lo, quando o encontrar. Vamos partilhar o nosso mundo. Respira a par comigo, desejando-me por mais pedaços curtos com uma enorme satisfação no coração e na ponta dos dedos.

Amar-te é um perigo que estou disposto a correr, para o teu coração preencher.
Todos os dias, em todo o lado aqui estarei para te aglomerar sobre o meu coração.

segunda-feira, setembro 28

Asas de porcelana



Eu sei que às vezes, muitas coisas que digo, não dá para entender, tal como agora.
Mas ei, o que é que eu sempre te disse?
Endireita-te princesa. Não soltes lágrimas.
De que choras tu? Tens me a mim.

Eu sei que sentes saudades minhas, dos meus abraços de conforto e das noites em que a noite era só nossa.
Quando eu me for, quero que te lembres que sempre tentei fazer o melhor para ti, dar-te de mim o melhor que guardo cá dentro, para que te sintas satisfeita, de melhor que possas sentir. E consigo ver que estás triste quando sorris, mesmo quando te ris. Consigo ver nos teus olhos, que bem lá no teu fundo, tu queres chorar, porque estás assustada por eu não estar neste momento perto de ti. Não chores mais, limpa/apaga essas lágrimas. Estou aqui, não haverá mais pesadelos. Vamos ultrapassar tudo juntos, vamos conseguir. Eu amo-te rapariga, mesmo quando o mundo desfaz o coração em dias de tempestade em que estou sozinho, afastado do teu peito, sem conseguir tocar nos teus lábios. Aqui sentado sozinho.

Somos tudo o que temos neste mundo, quando rodopia, saltamos de alegria, rolamos colina abaixo nos prados verdejantes perto das montanhas nos nossos tempos de verão, de férias de inverno ou até mesmo na pequena casa dos meus pais.

Sei que é confuso, estou sempre a choramingar, e a dizer coisas sem sentido e patacoadas completamente desfiguradas sobre nós os dois. Eu tento manter o teu abrigo, afastado de tudo aquilo que te faz sentir insultada e despedaçada, desfeita da nossa ralação profunda. Quanto mais tento fazer isso, mais pedras me atiram às costas. Por muitas coisas de mal que aconteceu entre nós, nada se compara com os tempos de adolescente. Acontece sempre coisas por alguma razão. Sabes sim que é destino. Um dia iremos acordar e tudo isto foi um sonho.

Por favor meu amor, não chores. Vai tudo ficar bem. Desfaz o choro nesses lábios, eu disse-te. O teu amor está aqui para te reconfortar durante a noite. É engraçado, na nossa primeira noite de natal, quando embrulhaste as prendas e me disseste: «Toma, esta é para ti! E esta é para mim, já que não tens dinheiro para me comprar prendas...» Lembro-me que passei a noite toda a chorar. Porque tudo o que eu queria, era fazer-te sentir orgulhosa de tudo o que tentava fazer de melhor para ti. E agora sentado nesta cadeira negra, apenas lembrando-me das coisas passadas, olhando para todas as fotografias na nossa agenda, que deixaste em minha casa, de preferência para que de ti sentisse pena e remorsos sobre tudo.

E se me pedires...
Eu comprar-te ei um boneco de peluche, dar-te-ei o mundo. Irei comprar um anel em diamante para ti, irei cantar para ti. Eu farei qualquer coisa que seja só para te ver sorrir. E se o boneco de peluche se estragar e o anel de diamantes não brilhar, eu irei deitar fora o peluche e irei à loja onde o comprei para que me devolvam o dinheiro, comprando um mais bonito para ti.

Carta para alguém que irá aparecer na minha vida num futuro próximo. Porque é assim que me mantenho a respirar e a olhar para as coisas da forma mais maravilhosa que posso, nunca esquecendo do por-do-sol que todos os dias me faz sorrir.

domingo, setembro 27

O meu medo não tem voz, por isso escreve!



Eu vou falar. Sério que sim. É uma coisa que me consome a mente, me atormenta o coração e rasga as cartas que tenho na mão, fazem as pupilas fecharem e retraírem-se. Apagam-me memórias boas...

Quando vejo alguém, que um dia andou de mãos dadas com o meu coração, e muito depois vejo essas mesmas pessoas de mãos dadas a outras, dá-me uma vontade de chorar enorme. Maior do que o sofrimento que sinto quando sei que vou morrer. E faço de tudo para esquecer aquilo que mais me faz odiar a capacidade que tenho de sentir ao olhar para tais acontecimentos. É verdade que o novo nível é "curtir" e arrecadar mais medalhas de corações partidos, e outros até de contentes. Beijar tipos feios, namoriscar com os gajos mais bonitos e conhecidos na escola. E agora virando-me para os rapazes... Comer, curtir, beijar, apalpar, seja lá que tipo de for naquele momento contemporâneo, é aproveitar e deixar o suor fluir pelas e acaba o novo movimento suburbano dos novos jovens. Se é mau ou bom? Tem os seus contras e favores agradáveis, depende do ponto de vista de cada um. Ver como são as coisas, conhecer novas maneiras de agradar a uma pessoa...

E ponho-me bem de parte, quando aquelas pessoas começam a dizer que precisam de tempo para os amigos e melhores amigos e tudo mais... O pá apanhem tino na cabeça. Alguém voz impede, de fazer isso? Desde que dêem parte de vocês e do vosso tempo à pessoa que está ao vosso lado. As mulheres são mais deste género e não digam que não porque é verdade. É claro que há uma ou outra que foge à generalização...

"Namora-se, impõem-se regras com as quais ele tem de seguir se ainda quer continuar a namorar comigo. Caso contrário arranja outra!" É sempre mais fácil largar um que um que gosta de ser livre e amar da maneira de como ele conseguir melhor preocupando-se consigo e do carinho que receber dela, do que um que gosta das cordas agarradas ao pescoço. Como é claro, os rapazes gostam que elas se sintam confortáveis na relação e que se sintam livres, desde que também lhes mostrem carinho e alguma atenção (a mais de preferência) do que mostram aos melhores amigos e amiguinhas do caralhinho. Revolta-me, irrita-me com uma enorme força toda esta estupidez...

Eu bem que tento ir para longe de tudo isto. De tudo isto que me destrói os neurónios.

É claro que também penso (voltando às curtes) que é preferível para já namoriscar e ir vivendo coisinhas mais ou menos bonitas e controláveis do que namorar. Isso é bem óbvio... Pelo menos para mim. Mas quando encontro alguém, aí tomo medidas controláveis e começo a ponderar o melhor para mim e para ela. E arrisco ou não o namoro. Agora meter-me num namoro só porque me apetece estar com alguém para não me sentir sozinho, isso já é de puto... E já fiz muitas estupidezes dessa e dispenso por acaso. Eu falo de mim. Não gosto nada que a minha namorada tenha mais paixonetas com o melhor amigo do que comigo. Penso que isso é normal. Só porque é melhor amigo não dá o direito de me "roubar" o coração dela por momentos que deveria era partilhar e chorar ao meu colo. Eu também gosto de ser o melhor amigo dela sempre que puder e sempre que der e durar. Se fico mal? Claro que fico com ciúmes, é normal não é? Tu, rapariga, se namorasses comigo e me visses mais vezes com os meus amigos e com a minha melhor amiga, como ficarias? Talvez mal não era?

E uma coisa que mais me irrita profundamente é aquela do "respeita-me", que merda é esta? Não consigo entender... É para quê? Para que sinta pena de ti e me afaste da tua vida para te deixar solta (já és) e te deixe em paz com os teus amigos que pelos vistos são melhores e mais perfeitos do que eu? Não é ter inveja dos teus amigos, é sentir-me menos do que os teus amigos. É sentir que nem em ti estou, que nem parte de ti faz o meu coração. Que as nossas mãos, nem juntas estão. Quando alguém se chega perto de mim e me diz, que também gosta de estar com os amigos e de deixar o namorado a um canto, é pá por favor. Vocês amam mais os amigos do que o vosso próprio namorado. E estou a falar de raparigas como de rapazes. Acontece dos dois lados. Só não percebo isto, pá. E depois dizem que andamos estranhos e que estamos constantemente com ciúmes? Somos homens, conhecemos perfeitamente os outros homens. Porra é difícil? Assim como as mulheres. Conheço muito bem as mulheres e daquilo que elas são capazes de fazer, mesmo dizendo-se capazes de que não. Tanto me tiro de muitas coisas que estes círculos contêm como às tantas sou o primeiro a encontrar neles. Sei que o que sou, mas também sei o que posso vir a ser ou o que penso que "não" sou. Vejo os dois lados.

E aquela coisa de "não sei se vou namorar com ele/a para o resto da minha vida" Vocês desculpem-me lá, mas o vosso problema não está no não saber, está no amar. Têm expectativas para o futuro sem essa pessoa, ou pensam sempre que uma melhor estará para vir. É compreensível, queremos sempre mais e melhor não é verdade? Também penso assim, a partir do ponto que quando namoro sei que aquela pessoa é único e por isso o tempo para mim pouco me importa. É claro que pensando fora do quadrado, não sei com quantas raparigas poderia ter namorado enquanto namorava com aquela. É doloroso ouvir isto para algumas pessoas, não é? Mas é uma verdade. Pelo menos eu penso assim. Não é pensar que as outras eram melhores, é pensar que as outras poderiam ser tão boas como "tu" que namoras comigo neste momento. (não namoro com ninguém)
Já está mais fácil perceber as coisas estúpidas que o “amor” faz na mente das pessoas? Principalmente na minha. Eu escrevi o que pensei. Se sou uma pessoa má que só se preocupa consigo e com os seus sentimentos? Podes crer que sim. As pessoas desiludem-me muitas vezes e as únicas vozes com que eu posso contar, são aquelas que na minha mente residem.
Por isso, da próxima vez que pensares falar, apresentar, ou seja lá o que carago for sobre os teus amigos e pessoas preferidas, e que fazes e aconteces, pensa duas vezes sobre a maneira de como o dizes. Percebemos de modo diferente talvez, porque o nosso medo (o dos rapazes) é de vos perder, porque vos achamos únicas e preciosas de mais para vos entregarmos à porcaria do vosso melhor amigo. Sentimo-nos trocados e isso, ninguém gosta certamente nem mesmo as raparigas.

Falta o mais importante… Não chores de ciúmes, nem de que podia ter sido diferente só porque acabou ou ela nem te liga nenhum. Foi melhor assim. Vai haver mais gajas, mais gajos por aí mais interessados em ti do que ela/e teve interesse por ti.

Escolhe bem as tuas palavra!
Ps: Acharem-me arrogante, estúpido, valente, fixe, porreiro, um completo falhado, ou outro nome qualquer que usem para me definir, sou o que tiver de ser, e assim como a situação o exigir.
E houveram coisas que me escapou da ponta dos dedos...

«Delicado!»


Escrevo com sangue que sai do meu corpo, em todas as paredes do meu quarto. Escrevo os meus pesadelos, os meus desejos, as minhas paixões, os corações arrecadados, e tudo o que em mim vive. Dou e compro flores a meninas que desconheço na minha cidade. São rosas enfeitiçadas do meu amanhecer. Florescem e gritam a sua força ao sol. Merecem ser apreciadas.

«Delicado!» Assim é o meu coração em tempos de chuva, ou em tempos de um calor solitário. Regalam-me os olhos, por cada passagem de peitos, mãos, cabelos, olhos, bocas, cus, gestos femininos. É sangue sim. Aquilo que me percorre o interior das veias. É coragem que me enche a caixinha aparentemente posicionada na cabeça.

Não me verás chorar...

Puxa-me para lugares desconhecidos

theres blood in the water by ~infernosam

As borboletas, começam a passar fome... As estrelas à muito tempo que assim estão. Os olhos estão à escuta. Inalando os aromas que o ar imunda a cada novo segundo. Com novos aromas na mão, aspirando os velhos, e fazendo reluzir o fenómeno de actividade nasal, obriga a fechar os olhos, para uma contemplação a dobrar.

Fui abençoado com uma maldição... Os meus olhos, aventurados, sabem que toda esta minha realidade, nunca irá durar para sempre. Fazem-me tremer até, de tantos pedidos, e sonos feitos. As cicatrizes ficam para sempre, tal como o primeiro beijo e a primeira "relação sexual". Deixa estas palavras transporem o nosso futuro. Juntarem corações, e partir outros quantos pelo caminho. Criar memórias de momentos e tormentos que nunca deveriam ter sido vividos. As nossas vozes, fazem parte do coro, que conta a nossa vida, em cânticos padronizados.

Deixei um cantinho carregadinho de sofrimentos e outro empacotada de miminhos, oferecidos e descontinuados a todas as meninas que por mim passaram com o tempo que vai crescendo... Aos olhos de qualquer um, sou apenas mais um rapazito despreocupado com os sentimentos dos outros. Quem me dera ser mais assim.

É tão simples que derrubo estas paredes, levando-me para casa, pousando-me sobre uma cama de murmúrios.



Sou uma mentira em forma de pessoa.
Não me toques por favor...

sexta-feira, setembro 25

Amargas-me os doces...


Provar por alguma coisa que não acredito. Eu sei que não, que este triunfo em forma de comentários me dá força para prolongar mais uma vitoria. Não consigo dormir à noite. E assim me mantenho, mesmo quando sonho. Os teus desejos têm cores, das cais nunca vi. As minhas ambições são as únicas coisas que me fazem aguentar as lutas que já fiz e estão por acontecer, para que mantenhas estes olhos, postos no dia em que te conhecer e der comigo aos beijos, ou aos sorrisos, e olhinhos meigos para a tua personalidade.
 
"As coisas que procuras, estão bem enterradas dentro do que mais sente."

Não há muito tempo para explicações, nem tentativas de compreensão de dias preenchidos de desespero. O que eu fiz por ti, não vale o teu sacrifício.
O sol dela vai abaixo, assim como a minha lua. Ouve bem a única voz dos que mais te surpreendem. fecha os olhos e reza para que surjam coisas boas. Deixa o sol nascer ou crescer. Eu faço-te a musica com notas pretas, mesmo ao teu gosto. Ouço um medo dentro dos teus pulmões. Eu posso desfazê-lo todos os dias, é só dizeres. É só desejares.

Perante um coração doente, de nada serve chorar, ou gritar, se não se souber de que doente está ele.  - Caranguejos, parece Fernando Pessoa. :O

lembra-te de tudo o que aconteceu esta noite...
Pedro Miguel

quarta-feira, setembro 23

Tenho um pedaço de ti... Protegido pela inveja que te tenho!


Les yeux de l innocence by ~Piou

Não consigo ouvir-te a chamar o meu nome. O teu coração faz demasiado barulho. parece que tem a corda ao pescoço e grita para que lha tirem. Não vou parar e simpatizar contigo, só porque o teu coração dá demasiada importância ao meu nome. De tudo o que iremos passar, eu terei de te felicitar, que terás uma alma de grande valor...
Partimos todos os relógios... O tempo já não existe. Apenas o som do futuro em tons de cinzento nevoeiro... Tirei parte de ti para guardar e dar-te quando mais precisasses. Numa tentativa de guardar o que mais precioso tinhas...

Se pelo menos soubesses o quando lutei contra este coração que carrego dentro de mim... Foi-me dado. Disseram para confiar, que tinha valor e personalidade. Fui bem enganado. De facto este órgão sentimental, de extraordinário nada tem, se não medo de outros corações, assim como é um perfeito anormal, que não sabe distinguir de amizade e amor. Põem-se de joelhos a qualquer, ser batente que mostra sinais de superioridade e de grandes capacidades emocionais. Ser agradável não é bom o suficiente para este mau coração. Estou farto desta palavra "coração". Até parece que foi dada por seres superiores.

É só mais um dia... Não acredites nas vozes que saem da boca dos desconhecidos. Todas elas...
Não pares de respirar só porque, o coração não sente mais o calor das minhas mãos, e o sabor dos meus lábios. Tens de fazer, para receber algo em troca. Sei que é dificil sentires-te sozinha. Sei coisas que tu não sabes, mas vamos lá tirar desta ferida, o espinho, que por acaso sou eu. Não me vou manter mais para ferir o que de melhor tens no teu corpo. Os meus segredos têm cores, assim como os sonhos que me preenchem a cabeça durante o dia e noite.

Tenho um pedaço de ti... Protegido pela inveja que tenho de ti!
Nunca irei amar ninguém enquanto sentir inveja desse alguém...

Onde é que eu falhei?


O que me contarás desta vez ao ouvido? Serão palavras bonitas emaranhadas em palavras caras? Ou palavras feias, emaranhadas em palavras fúteis? Arrepias-me o sentimento que tenho de ti. Tu até que sussurras e suspiras vezes sem conta, cada vez que te dou a mão. Não percebo esse teu gesto. Estarei a fazer alguma coisa de mal? Desvias o olhar, nem fechas os olhos. Mantens-os bem abertos para ver o quanto mal dispostas estás só de me beijar.
Tanto estás bem a passar a mão sobre o meu rosto, como a seguir me estás a dar palmadas por pousar a mão na tua perna. Sobre o teu coração, o que eu não consigo alcançar, estão os sentimentos por mim partidos e rasgados, assim julgo eu. Escolhe bem que tipo de beijo me irás dar a seguir. É uma tragédia, dentro de um frasco de perfume. Escolhe bem o próximo passo poderei já aqui não estar para aturar as tuas birras de pedir carinho e amor com delicadeza. Esse que tanto te dou com tanta delicadeza quando eu sei dar. E o sol vai abaixo, porque te amo e adoro viver cada dia contigo, todas as noites, minutos e momentos de arrepiar almas. Tudo em ti, faz o meu dia valer a pena, torna-o fofo e acredita que sem ti, não viveria nada disto. Mas tu não consegues esquecer...

Abraço o livro, como se fosse a ultima coisa que me restasse no mundo. Contém tudo o que é nosso, tudo o que foi e tudo o que nos és e o que nos une a este profundo sentimento. Como se fossemos destinados.
Não quero que te vás. Fica comigo aqui e não partas, deixando-me aqui preocupada. Não quero perder este sonho, volta para casa comigo.

Quem me dera poder dizer bem junto a ti: Nasci para estar contigo, e nunca te vou largar, até que este pequenino coração parar de bater. E por favor, não me roubes o coração.

- Deixas um sabor esquisito na minha boca.
- Cospe fora se quiseres.

- Eu tenho sentimentos Pedro!
- Uuuu... Que coisa tão profunda. :O

terça-feira, setembro 22

Estava escrito em sangue.


Vejo bem como olhas para mim. És como uma grande refeição. Fazes-me sentir satisfeito... com emoções!! Tu és tudo, tu és tudo o que sempre quis, desde que comecei esta aventura de conhecer a rapariga perfeita para mim. A minha vergonha, põem-se transparente ao teu lado. O medo, de mão dadas com o teu, juntam-se e desaparecerem. Preciso de te tocar. De sentir o sangue a correr o teu corpo. Pousar o ouvido sobre o teu peito e ouvir bem lá no "fundinho", o teu coração bater que nem maluco, passando das marcas que marcaste a caneta permanente, impedindo e ditando regras para que este se auto-controle, ou tenhas tu controlo sem te preocupares muito, para que apenas não te tenhas de preocupar com ele uma vez mais.

Cada vez que tu me perseguias com as tuas vozes nos meus sonhos, sentia-me a perder do que realmente queria de melhor para ti. Sentias-te sozinha, pedias para não te largar, e eu prometia de beijos na boca que nunca o iria fazer, desiludi-te e fiz o que não queria, ou não tinha coragem de dizer que era o melhor a fazer. E cada vez que me vinhas pedir explicações eu tentava sempre ver um caminho para te explicar da melhor maneira. Eu tinha um segredo bem guardado debaixo da minha língua, atrás dos meus pulmões, só esperei pela melhor brisa. Cada bocado de mim, atravessado, à espera de ser reinventado. Repor... Era um fim sem corações mortos. Estes segredos mataram-nos. É mais fácil culpar-me a mim, pois fui eu que trai a tua doce e delicada bomba de sentimentos. A unica coisa que realmente importa é que não consigo dormir à noite. Acordo com palavras na boca que pensava nunca saber da sua existência.

Eras tu a minha eterna paixão. Cortei-a aos bocados por medo ou ignorância ou desespero ou insolência.

Rapazes como eu, fazem-nos parecer maus.
Ata uma corda à volta do meu pescoço,
puxa com força até que mo parta.

Eu bem tentei. Não foi o suficiente!

Posso ser um herói amor.



Posso ser um herói amor. Tu sempre serás, a minha borboleta.

Este é o dia, em que as nossas vidas irão mudar. Leva-me duas vezes, não me leves apenas para me perdoar, quero que te sintas preparada. Esta noite irá cair sobre nós, se o beijo não for dado à meia-noite. Tem de ser dado debaixo da ponte onde nos encontrámos pela primeira vez. De flores em punho, lá vou eu ter contigo, e tu de aliança na mão, esperas ansiosamente por mim. Não sou apenas eu que seguro a chave para que esta noite se torne especial, também espero que faças a tua parte. Vamos dizer tudo sem rodeios, nem mentiras, nem ironias. Depois de todas as flores terem sido dadas e as duas alianças serem colocadas nos dedos respectivos perante um juramento, está na hora de pegar-te pela mão e ir passear à borda do rio. Caminhando e sonhando ao mesmo tempo que o vento passa e leva mais um beijinho.

Acredito na mudança de um ser, cujo o desejo é ser perfeito para quem mais ama. Assim como se auto-agradar. Ele não gosta de caminhar sozinho. Apenas muitas vezes deseja ter um tempinho só para ele, para poder pensar nos desejos, sonhos. Sonhar por um bocado. Chegar a velho e contemplar a resposta à sua ultima questão: O que há para lá de tudo isto?

De alma a cantar,
Se contempla o coração.
Sorrindo e chorando,
lá vai ele todo valentão.
Esperando um abraçar
de um ser que se vai alegrando.

Pedro Miguel - 21/09/2009

Desejava que existisses, mais dentro de mim.
Mas não existes meu amor. Não aqui. Neste mundo em que vivo.

segunda-feira, setembro 21

Respiro sozinho...


No inicio de uma primavera...Tudo começou assim...

"Tem sido difícil ser eu mesmo. Mas no fim ficarei bem. Enquanto tiver forças para manter este coração a trabalhar, a gritar de amor e alegria. E enquanto o sangue florescer em mim todos os dias, mais vermelho, mais vivo. A minha mente pede aos olhos que chorem. Querem limpar o meu coração das mágoas e de todo o mal que causou aos outros corações que se cruzaram na minha vida. Até acho engraçado, o que me faz sentir triste, é aquilo que mais me eleva neste mundo em que vivo. Espero sempre pelo meu dia de anos. Desejando, ao trincar as velas, que o amanhã, me perdoe todas as preocupações, transtornos, desesperos, ansiedades, faltas de respeito, corações partidos, choros por minha causa, sejam esquecidos ou lentamente apagados.

Repouso agora num banco de jardim, longe do mundo, do silêncio, do som, das pessoas, to tacto, do olfacto, dos 5 a 6 sentidos. Observando o nevoeiro que se levanta e que lentamente desce numa dança sincronizada com os movimentos do vento. A idade pesa no corpo e na mente. Olhos de um cansaço incontornável de uma vida cheia em tão pouco tempo. Passo a mão pelas costas da outra, sentido a pela áspera e elástica. Atravessa-me os ossos a dor que o meu coração transportou durante todos este séculos...
O vazio que em mim reside, relembra-me as esperanças e sonhos, de quando tinha um corpo saudável e jovem, capaz de tudo, onde a mente entrava e dizia bem baixinho "Tu não consegues!". E lentamente me apercebi de que não o conseguia mesmo fazer. Apenas conseguia fazer aquilo que a minha mente não estava preparada para fazer. Tal como o corpo... O meu corpo é a minha cabeça, estica e alonga de forma exagerada, notando apenas uma comichão nos dedos. A minha mente sente sede, por isso o corpo nada sente. Tomei controlo do que não esperava.

Respiro sozinho... Já enfrentei muitas tempestades emocionais, já causei, já fiz sofrer de... Vi o mundo que nunca esperava ver na minha mente. Se o vejo de fora? Bem de fora mesmo. É um espaço onde as oportunidades não têm limites, nem regras de personalidade. É uma realidade descontrolada."

Aproveita o coração que tens. Estima-o e cuida bem dele.
Aproveita a mente que tens. Estima-a e cuida bem dela.


domingo, setembro 20

Desejo afogar-me em lágrimas.


A vida em que caminho, está-se a tornar cada vez mais cansativa. Os tempos mortos, passados em casa, ou fora dela, já não trazem mais alegria. São tempos mortos, sem nada de mais para se fazer. Vou-me entretendo com as coisas que me enchem a cabeça, como palavras, filmes. Sinto a falta de um sustento. Algo que me ocupe a tempo inteiro ou preencha a imaginação da minha cabeça.

Desejo afogar-me em lágrimas.
Quero esquecer que estas palavras me tranquilizam.

Quando eu caio, quero ser o único sozinho, para poder chorar, sem estarem a olhar para mim. Soltar-me de tudo isto. O bombo, bem dentro da minha cabeça, torna-se ensurdecedor, e incompreensível. É substituído por uma outra melodia agradável. De alma alegre, bem vestida, vai me dando toques, para ver se acordo do enfadonho dia que estou a ter. Acordar para ver que realmente nem está nada enfadonho.

Hoje sinto-me parado. Meio morto. Sem interesse.

Não te irás esquecer de mim.

Não te irás esquecer de mim. Em vez disso sou eu que te vou esquecer. Para isso vou arrancar o meu coração a toda a força do meu interior, levando com ele todas as recordações que em mim habitam.
Atiro-o ao chão, deixando-o à mercê do vento, do frio, e das chuvas ácidas que pairam sobre ele dias sem fim. Deixo-o para trás, e consigo ver-te a correr em direcção a ele para o apanhar e acalmar-lhe o folgo de tanta gritaria que este já faz. As tuas mãos, o meu coração a falhar.

Pegas-lhe ao colo e fazes-lhe festas e cantas para ele bem baixinho. Com o toque das tuas mãos no meu coração, sinto um calafrio no buraco onde estava o meu coração. Caio de joelhos, e lá vens tu a correr para mim, acarinhando e fazendo o tal símbolo vermelho parar de gritar. Atiro-me contra o chão. Viras-me de barriga para cima, e com cuidado penetras-me com o coração silencioso. Inspiro profundamente, como se tivesse ganho vida pela primeira vez.

Levantas a minha cabeça. Como se de fraqueza estivesse a ser atacado, e dizes-me com a mágoa no coração, e o choro a correr pelo teu rosto, afectando a voz...
- Bela... Tu... Estás de volta.
- Eu não me ia embora, não te deixava. A culpa é minha, devia ter voltado logo.
- Talvez. Seja... Seja melhor assim.
- Não é verdade, vais ficar bem. Estamos juntos, e vai correr tudo bem, vais ver.
- Pelo menos, pude ver-te ainda a tempo.
- Não, não, peço-te. Por favor, não me deixes... Eu amo-te! - Em tom de choro.

Eu nada teria se vivesse sem ti.

sábado, setembro 19

Como tu gostas de te sentir uma princesa ao meu colo.



Como tu gostas de te sentir uma princesa ao meu colo. Sentas-te ao meu lado, como se o lugar já tivesse dono ou estivesse requisitado à muito, muito tempo. Acima de tudo, vejo tão bem que gostas de manipular os teus gostares, para me obrigares a obrigar-me a mim mesmo, a satisfazer-te de muitas coisas que me pedes, aos pulos e aos gritos, ao mesmo tempo que dizes «Olha que acabo tudo se não me comprares aquele lindo par de brincos!». Por vezes só penso, o quanto gosto assim da tua pessoa. Porque depois lá vens tu toda pimpo-lha para o meu colo, fazendo festas ao meu cabelo e ir fazendo juízos de valor aos meus olhos que te despem a mente.

Pedes para te pedir em casamento em quase todos os locais. Vestes-te a rigor cada vez que saímos de casa, como se fosses namoriscar o namorado das outras raparigas. E bem no teu fundo, é para mostrares que a rapariga com quem eu saio, é melhor do que aquelas que passam ao meu lado fazendo-me olhinhos, menosprezando a tua inocente beldade. Dizes tu: - Quando olho para nós, só sei, a sorte que tenho em ter um cavaleiro como tu ao meu lado. Só eu sei aquilo que tenho, e aquilo que és para mim. E por muito que te faça mesquinhices, nunca me deixes meu Pedro. O meu amor é para ser dado a ti, e não a outro qualquer. Todas as palavras que não conseguia dizer ontem, fazem o passado estremecer. E vou sempre procurar por mais amor para ver o teu coração abarrotar de tanto.

No fim do dia tiras toda a roupa que te pesa no corpo, atacado pelos maus olhados que todas as outras te fizeram. Despejas os ouvidos, de todos os ruídos e bocas e palavrões que todas as outras te disseram ao passar por ti. Agora é a minha vez, de cuidar de ti, de acalmar-te, ter paciência com a tua pessoa. Voltas para casa como se tivesses cido atacada por leões esfomeados.

Eu não sei o que fazer sem ti. Só consigo respirar ao mesmo tempo que penso, sobre com quem me poderia por mais alegre do que tu. A pessoa que eu queria para me abraçar, és tu.

Bem apertado



O meu coração, bem apertado nas tuas mãos, diz-me ao ouvido que quer que o soltes só por um bocadinho. Diz ele que quer respirar. Como se o mundo fosse abaixo... Não consigo respirar, o meu corpo treme de desgosto. É de mais. Aquilo que sinto por ti, vai morrendo ao teu colo, enquanto me vais passando as mãos pelo encaracolado. Tive tanto tempo, para te prometer. Tanta coisa para te dizer ao ouvido. Tanta coisa para viver contigo.

Sou mais um rapaz sem coroa. Tão cínico. Eu não te queria a ti, tu não me amavas, fiz por acontecer, o chamado amor, não terminou em vão, acabei agora por criar aquilo que achamos o melhor dos amores.

E acabou assim...



Quem deu memória aos meus fantasmas?
Se pelo menos soube-se, escusava de cair nos sonhos que me fazem perder as simpatias. Continuo a fingir, que estou a fugir dos medos, que me atiram ao chão com revolta da minha personagem. Ficam para ver, as emoções que se fazem desaparecer, de livre vontade. Cada sentimento, parte à procura de novos carinhos, carregando debaixo do braço, corações abundantes em doces pequeninos, "sinónimo de meiguice".

A densa realidade, que se faz passar pelos vastos campos de cereais, que me engolem os olhos, atravessando as vedações, para lá do permitido, deixando-me parado no meio do sol, de olhos fechados a sentir o calor a banhar-me o corpo. Esvaziando completamente todos os meus bolsos, procurando estrelas guardadas em mim. Remexendo e sentido as dores, é isso que ela me causa. Eu sei que nunca viverei um amor como este. Enterrado bem dentro de mim, a chorar ao meu colo, por aquilo que lhe fiz, passando-lhe as mãos sobre o rosto em gesto de perdão sobre o seu coração, que permanece de olhos fechados, agachado a um canto.

Embrace this chance for a brand new start.

Remexo a terra, com os olhos posto no sol, esperando que este se mova.
Escrevendo cartas de amor, pregando os acontecimentos ao papel. Como um modelo de melodias, digo ao teu ouvido que és grandiosa. Atiro com os pulmões à parede, forçando-me a respirar o ar que ainda habita no meu corpo. Só me queria mostrar, que até mesmo sem puder respirar o meu coração ainda consegue sentir o amor que por ti existe. Não irá parar só porque parte de mim foi arrancada num passado recente de desespero. Limpando as lágrimas que me atormentam os medos, deixando-os em paz. Fiz tudo sozinho, o que acabei de fazer foi mostrar-te como o fiz.

À vozes que me seguem desde tempos passados, forçando o nervosismo a fazer-me tremer. O nevoeiro, está a desfazer-se.

sexta-feira, setembro 18

Não tenho medo de morrer velho, tenho medo de não te ter dito tudo.


Quando me esquecer da tua cara, irei pelo menos conseguir lembrar-me do que aconteceu? Mesmo que não me lembre de quem eras? Dos momentos que ficaram, ou que pelo menos, penso que ficaram. Cá dentro para os recordar. Sem caras, nem expressões, apenas pedaços do tempo que ficaram parados para sempre. O minuto que acabou de passar está agora parado. Não vai nem vem, não desaparece nem se fica. Está parado como a alma morta do meu ser.

Respira comigo. Pelo menos tenta. Não te conheço bem, mas quero que respires comigo e que me dês a tua mão. Quero-a sentir. Sentir a suar. Enquanto vamos caminhando sobre as pedras que formam a escadaria para o novo patamar da vida.

Morres nos meus braços. Não vou fazer declarações. Nem gritar ao mundo, pelas mil razões que tinha em que não me ficasses paralisada nos meus braços hoje de noite, enquanto a chuva nos toca e nos enche de frio, retirando de nós todos os odores que os nossos corpos têm. Acordando na minha cabeça, pensando no que passou, com o coração a sentir mais do que queria que senti-se. E vejo agora, onde o amor quer chegar.

« O Amor: Ele não se sente. Apenas fica irreal e é aí que se faz aparecer de forma agradável. »

Não me quero esquecer de ninguém, nem das caras que me preenchem os álbuns de fotografias que guardo com cuidado dentro do enorme buraco posicionado no meu coração, bem abaixo do sentimento, ainda envolto em plástico, por nunca ter sido realmente usado. Replecto de pó. Está virado para a janela. Todos os dias recebe o seu bocadinho de sol que o deixa feliz, mas triste por não lhe poder tocar com as mãos. Torna-se escravo do que não quer viver. Quero ficar velho e ainda poder escrever textos tão belos como este. Tão triste e alegres como os que hão-de vir. Tão mágicos e criativos, como os que pairam dentro de mim. E pedir só mais um minuto no leito da minha morte, para poder sonhar por um bocadinho, acabando com o resumo da minha vida, numa folha de papel colocada ao meu colo, para embrulhar a magia das palaras até onde eles me irão fazer falta. E aí, sentir o mundo com os olhos e as mãos mais uma vês. (Fez-me chorar... À muito tempo que não chorava com esta intensidade.) Cada gota que de mim sai, é banhada num enredo misterioso dando-lhes vida. Sinto-me como uma criança, e o choro é como uma mãe a dar-me colo.

Não tenho medo de morrer velho, tenho medo de ainda não (te) ter dito tudo.

Expludiu-me nas mãos.


Quando fomos jovens, e corríamos as ruas da cidade, sempre à procura de uma nova aventura. E quando ficava para trás, para atar os atacadores que se desprendiam com a aventura. Tu parada a olhar para a imensidão do meu ser, e o vazio da minha pessoa ali presente. Irás lembrar-te? Os anos passaram, ao teu lado. Aconteceu, sem nos dar-mos conta. E então ela chorou até os seus olhos lhe doerem de tão secos estarem.

Vou fazer uma cicatriz, para cada coisa que me marcar na vida. Para mais tarde me recordar delas em formas de auto-flagelação. Contempla-las. E quando me esquecer de algumas, passar horas, pensando o porquê de a minha mente ou corpo naquela altura ter feito tal coisa que deixou marca.

O vento floresce-te na cara, em tom de agrado, queima-te a vista, soltando pequenas lágrimas adocicadas. As folhas a mudarem de cor, caindo no chão, com a força do vento embelezando o local, com o pintor e o escritor a contemplar e a gravar nas suas memórias de anjo esse precioso momento.

Isto é uma boa vida. Desde que não enfraqueças.

"Nothing. She supposed. This was real life. And real life was difficult. At best.
Hadn't she learnt that... ...when she was a little girl?
Why did she think falling in love... ...would make it easier?
Why did she think... ...falling in love... ... would make it any... easier?"

[História] Continuação...

Dirigindo-se à porta que dava acesso ao enorme jardim verdejante, tropeça num taco meio solto, atirando-o com enorme força ao chão. Ergue-se e fixa o taco, fazendo-o desaparecer misteriosamente. A sua mãe não acredita no que acabou de acontecer, esfrega bem os olhos e este, sem que ela se aperceba, baixa-se coloca o taco na mão e coloca-o de novo, muito antes de a sua nova mãe se der conta que saiu realmente dali um taco. Abre os olhos e Sebastião tem todo o cuidado em colocar o taco enquanto esta o vê. Permanecem calados enquanto Sebastião passa por ela. Ela fica estupefacta a olhar para o taco. Vai até junto deste e tenta ver se é verdade que ele lá esta. Dirige-se para o seu quarto onde vai conversar com o seu marido.
- Juro-te que vi o taco desaparecer assim do nada. Eu fiquei parva nem quis acreditar.
- Calma Joana, é apenas novo na casa e certamente estás tão confusa com a nova pessoa cá em casa que tens desses ataques de pânico com o medo de que algo de mal lhe aconteça, que podem causar esse tipo de distúrbios.
- Juro-te Pedro. Eu aposto no nosso casamento em como aquele taco desapareceu sem ninguém lhe tocar.
- É imaginação tua meu amor. Descansa. Estás cansada. A viagem foi longa, descansa

O pequeno menino dos poderes mágicos alegremente vai saltitando, explorando o novo local para praticar as suas novas magias e habilidades fora do normal em segurança e longe dos olhos de tudo. Enquanto saltita, avista uma árvore centenária, bem grande e carnuda. Manda uma pequena corrida e chegando-se perto desta, começa por a investigar. Cada pormenor é gravado com os seus pequenos olhos.
- Estás assustada árvore? Tens frio? Sentes-te sozinha? Posso fazer-te companhia?
- Vejo-te muito perturbado, jovem amigo. Porque não sorris? A vida é pequenina e tão cheia de coisas más e boas que nos deixam sozinhos. Muitas vezes para nos tornar-mos melhores do que no dia anterior. Sê. Aprende.
Sebastião espantado fica paralisado e só consegue dizer duas palavras durante todo aquele momento.
- Tu falas?
- Falo sim, jovem amigo. Falo porque é assim que tu me sentes, que tu me vês.

Fods --' O PC bloqueou, reiniciou, perdi metade do texto, já estava feito e porra deixei de ter vontade de me lembrar. Fods. --' É por estas e por outras, que o Windows só devia bloquear e reiniciar quando eu quisesse e não quando lhe apetecesse.

Só me consegui lembrar disto e esta parte sim é importante.

- Escreve o teu nome na minha barriga. - Diz a árvore.

quinta-feira, setembro 17

Os teus cabelos

Lateralus by ~o-a-c
A temperatura dentro do quarto vai aumentando à medida que te vou despindo. O teu olhar deixa-me confuso e com vontade de te beijar. Só para ver o que acontece. Estas mãos que são tuas, deixam marcas no meu corpo másculo (Como se o tivesse :x). O nosso amor não chega a queimar a pele, chega a hidratar de tanto que ele chega a ser. E assim o carinho é dado pelas mãos, que me vão deixando satisfeito à medida que nos vamos esquecendo e aquecendo e satisfazendo.

Os teus cabelos por entre os meus dedos, excitam-me os nervos que neles contenho com cuidado e bom trato, para sentir. Sentir o que o teu corpo me dá.
Desejo ao tempo, que este dê mais tempo ao tempo que me deu, ou o faça parar por um longo período de tempo.

Ps: Está fofinho. :)

quarta-feira, setembro 16

O teu corpo


Procura o meu corpo, deitado nu na cama do nosso quarto. De luzes apagadas para que o ambiente seja ainda maior. Acaricia-me de baixo para cima. Toca-me bem, para que possa sentir-te com o bafo quente. Cada um de nós, pega nas suas almofadas e coloca-as bem por baixo das nossas cabeças. Preparando-as para o que se segue a seguir. Esquece as luta, a minha cara e não tenhas medo do que para trás ficou. Apenas fecha os olhos, irás sentir-te bem depois de isto acabar. Levo as minhas mãos a viajar pelas muralhas do teu corpo, e formas que nele residem. Não te causam dor, por isso não te contraias já. Espera por mais um bocado, até que essa parte apareça. Repousa os teus lábios junto dos meus. Deixa-te estar assim quieta do silencio e longe da destruição. Ouves o meu bater? Óptimo. Não te distraias. Toca em mim. Põem o meu corpo louco de amor e de ternura pelas tuas mãos.
A temperatura do meu corpo está a subir. Quer mais do que curvas que sinto no teu corpo. Quero as tuas mãos na minha cara. Diz-me em segredo ao ouvido que queres-me por completo e que de completo que te acarinhe tudo e não deixe nada escapar. A tua pele é tão sensível. Tudo o que tens é aquilo que me leva ao céu. Faz-me chorar pelo tempo que perdi ao desejar o teu corpo e nem o conseguir acarinhar ao mesmo tempo. Bah. Dá-me cá um beijo bem fundo na boca, com a língua a querer saltar para a minha boca e deixar um caos de excitação. Não tranques portas nos teus olhos. Eu adoro vê-los. Assim já sei o que estou ou não a fazer bem. Beijo-te delicadamente o pescoço que já anseia desde o dia de ontem. Acaricio as tuas mamas enquanto pouso uma das mãos bem acima da tua área intima. Sinto-te. Quero-te. Preenche-me. Penetra-me. Gritas tu de forma seguida cada palavra. Os lábios molhados, deliciam-se com os meus. Subo para cima de ti bem devagar e com um toque especial de sensualidade que só tu gostas. Ajeito as almofadas abaixo de ti e começo a penetrar-te. Sempre com as mãos na tua cintura. Por um bocado mais, desejo ter o teu corpo. A trovoada faz-se sentir lá fora, mas nem ela consegue parar o sentido que paira no quarto escuro, deixando um cheiro inimaginável ao sexo. Como a vontade era tão pouca, mas mesmo assim acarinhava-te.

terça-feira, setembro 15

Nem vou tão longe.

Faz bem as tuas escolhas ao meu lado. Não te quero ver a negar caminhos e tempestades. Nem eu quero ver-me a fazer o mesmo. Dizer que sim, mesmo sabendo que nada pode dar direito. Ao sol me digiro, para respostas tentar receber.
Os meus sentidos, são puros. Consigo fazer-te chorar. Consigo até, ver-te chorar. Bem enterrado. Morde-me a mão. A mesma mão que te dá amor e carinho. O que posso ter, por te salvar? Estes oceanos, entre eu e tu, sobre a respiração ranhosa que metemos ao mundo. O estrondo dos ouvidos, causados pelas ondas harmónicas de pulmões.
Estou na estação à tua espera, e tu insistes em que te vá buscar ao jardim. Ultrapassando toda a chuva a correr diante e por cima da minha pessoa. Queres que me arrisque aos riscos dela? Eu faço-o, mas vens comigo. Nem que te tenha de te trazer num bolso. Detesto quando és teimosa comigo e com o que para ti (pensas tu) é importante. Vamos lá outra vez, aos bancos. Estás triste e a chorar. Não vale apena. Ainda respiras e eu estou aqui ao teu lado a dar-te o meu casaco. Cagas no casaco e vais com cara de má virada à estação, deixando-me ali a olhar para ti, pasmado do mundo. Sou inútil.

O quarto preto está mesmo ali para nos receber. Atormentar-nos a ponta dos dedos dos pés. Está frio.

Não passa de uma doença

Doente, com cartas de amor na mão direita, sangue na ponta da faca, frequente na mão esquerda. Coração no chão. Peito aberto, largando sangue, libertando outro. Lia-lhe cartas.As coras da tempestade, dos fios invisíveis que me prendem da cabeça aos pés, aos teus desejos íntimos. Apavorando a delicada coluna. És linda, favorita das palmas das mãos, do sexo masculino.

Podemos tardar esta realidade, atacando-me a mim, e abalroando os frascos contendo mil textos mais lindos sobre amor, ternura, viver, distancia. Olha para mim, bem na merda dos meus olhos, alegra-te por me conseguires enfrentar. comete suicídio, caso não aguentes a dor. Metes-me medo amor. Metes-me muito medo. Seja sincero ou parvo da mioleira, pouco me importa. Atira-me fogo, enforca-me, corta-me em pedaços, atira-me os leões, e ri-te sempre de cada situação. Não acredites em nenhuma palavra do que eles digam. São precisos momentos para ter outra oportunidade a bater à porta dos ouvidos, para poderem entrar e serem até bem recebidos. Tudo isto era uma doença completamente hipócrita e irónica. Eu costuma dizer: «Onde os olhos pousam, já mais de lá sairão bem.» Ainda bem, vou cair, vou-me atirar das pontes. Para ver nos teus olhos, como é que te aguentas ver-me morrer e a desistir de tudo. E desisto porque me estás a dificultar. Estás a picar demasiado o coração. Forçando-o a sentir coisas que já sabe que se o fizer só irá piorar o que do teu já sai. E não é lá muito bonito. Não será lá muito bonito. Quero que continues a respirar mesmo que depois de morto, cá estejas tu. Nem acredito no que me tornei. As minhas asas vão-se despejando. Com a tua boca cheia de penas, agora sei o que queres. Já não sei como olhar para ti. Bate com força de touros o coração que anseia por um olhar e um beijo num banco do jardim. Cá vou eu percorrer o corredor vermelho, em direcção ao que mais me dá arrepios. Intenso. Devo estar a sonhar...

Matai-me a alma.


Congela a tua pobre alma. Aproveita e destrói-me o coração. Congelando e atirando-o ao chão que anseia pelo impacto. Escreve outra acarta de lábios fechados, pintando ou colorindo, és tu a artista. Vermelho para o amor, amarelo para mentiras, preto para clichés, irei ver nos teus olhos. Espalha em algum vermelho, esborrata algum azul, pintura perfeita, tu e eu. E não te esqueças do titulo, "Inventando tragédia a Preto e Branco". Enterra-me, bem debaixo da tua cama, para que durante todas as noites de todos os teus dias que ainda existem até ao resto do mundo, ouças o meu chorar, os soluçar, assim como as minhas tendências e lamentos aos ouvidos do teu quarto. Aponta essas mãos à minha cabeça. Não é nada contra ti. Faz porque é isso que preciso de sentir. Para me sentir a cair em braços de estranhos que nada me querem. Embrulha todo o amor presente neste corpo (no meu), num pedaço de um pano rasgado da minha camisola favorita, oferecendo-te a ti com as chamas do teu coração a apagar-se, através dos olhos. Sussurro: «É todo teu. Usa-o com algum cuidado.!»

Conto de fadas, impregnado de rancor amoroso. Ele é tudo, o que eu sempre quis. Pela casa, onde os espelhos, são partidos, maltratados. Jaz, nas alcatifas os choros e gritos de dois amores, afastados, com uma ambição fora do comum... Mentiras místicas, alternativas de viragens históricas. Beija-flores, nas redondezas da casa. Vamos lá mudar de canal. As lágrimas que permanecem no meu queixo, devem fazer-me parecer fraco.

Tu queres que te ame a força, com a distancia crava nas paredes do meu cérebro, piscando intermitentemente. Dizem-me que será possível, ou impossível dependendo do ponto de vista amoroso. Preciso de ter certezas e que as dúvidas sejam apagadas e descontadas no ordenado.

Estou farto de escrever sobre isto. Ya, eu sei que eu escrevo sobre o que quiser.
Beijinho na boca*

segunda-feira, setembro 14

Tenta isto com os olhos fechados.

nature of the experimentby ~Hidden-target

Não importa o que sentes por mim. Guarda isso até amanha de manhã. Espera por mim à minha porta de forma agradável, de vestido a tapar os joelhos, de uma cor tua favorita, com um sorriso nos lábios e os olhos a brilhar como nunca, e eu prometo fazer esse teu sentimento ser mais agradável do que as vezes que te sentas a olhar para as estrelas.Eu sei que sempre olhaste para mim de forma diferente. O ar era consumido pelos teus pulmões em forma de alimentar a chama que reside em ti. Chega os teus lábios perto dos meus. Chapéu de chuva aberto. Um ar de antiquado pairando no ar. Sorrisos escondidos atrás dos cachecol. De mãos dadas, pela rua, o brilho das estrelas no teus olhos. Cartas de amor no bolso. Pinta de um vermelho para o amor, acrescenta um azul para nos tocar. Os teus cabelos encaracolados, por entre os dedos da minha mão. Fazem-te sentir segura ao meu lado. Agarra-te às minhas asas, vou-te levar bem perto das estrelas. É o teu desejo. Tocar nas estrelas. Tenta isto com os olhos fechados.

Põem-te de joelhos. Pede-me em namoro. Quero ver o teu engasgar de palavras. Não acredites em nenhuma palavra que diga. Amor por favor. São precisos momentos para encontrar a linha que nos une. Hoje o momento foi até ao impossível. Alegra-te o meu coração está a palpitar por ti. O que dói mais... Vamos pular todos os minutos. A tempestade vem a caminho, passará por nós sem nada nos causar. Eu estou vivo e quero morrer ao teu lado. Todas as manhãs desejo mais do teu sorriso. Todas as noites, desejo mais do teu calor. Não consigo acreditar no que nos tornámos. Eras tudo antes e agora depois. Conta-me os pormenores do teu nome. Ainda deves pensar que sou inútil, quando da tua boca saem palavras de ordem de sedução. Estou-te a sentir tão fria. A tua voz treme tanto. Devo estar a sonhar. Penso que estou no lado errado de todo este circulo invisível que me prende o coração. Porquê eu? É sempre isto que eu pergunto. Não baixes a tua guarda. Não me deixes, não me troques pelo que menos espero. Pega na pistola e dá-me um tiro. Que esteja morto assim que o fizeres. Pega no meu corpo e leva-o para um sitio bem longe. Está tudo tão mal que mal dá para chegar a estar bem. As nossas mãos andam em guerra à muito tempo. Maricas, é o único nome que me sabes chamar. Chamo a tudo isto uma autentica tragédia. A tragédia do amor que nunca passou de uma palavra de 4 letras e nada mais do que isso foi.

São estas coisas que me fazem gostar de sonhar.

Hoje tive o maior e melhor sonho sobre prova de amor com que alguma vez sonhei. Foi um sonho enorme.
s xx 15 by *scarabuss

Começa na casa de um chefe de um gang de droga e bastante perigoso. Só o nome dele já metia medo. (não me lembro dele) Alguém me disse para ir embora antes que ele parecesse, mas não o fiz e meti-me num corredor, e encontrei uma rapariga bonita e naquele momento parecia estar interessada em mim. Trocamos impressões e aqui a história já se me começa a desaparecer da cabeça. Fazemos amor, ela fica gravida (óbvio) e venho-me embora com ela pelo portão da frente, apinhada de gajos daquele gang que lá dentro já me andavam a tentar matar. Vou seguindo para o portão e aparece um grupo de gajos que me conhece.
- Vamos todos ao molho, somos muitos e eles não fazem nada.

Fico a olhar para eles com cara de: Fogo, que sorte que eu tive neste momento. Saio para lá do portão com ela e ambos vamos em motos. (um em cada uma) e começa uma perseguição. Eu deito um manfio abaixo que me tenta roubar. Passo para a frente dela e digo para ela saltar para a minha moto, num acto de a salvar e sair-mos dali vivos os dois. Ela faz isso e largamos as motos e continuamos o caminho todo a pé. Chegamos a uma vila e até que tem bastante gente, não muita, mas alguma. E do nada aparecem-me dois manfios a apontar-me facas e tudo mais e a pedir-me o telemóvel, mas eu fujo e vem atrás de mim e ando ali numa luta e peço ajuda, e começam a vir ao meu auxilio, mas já era tarde. Conseguiram-me tirar pequenas folhas de papel com coisas escritas, assim como um telemóvel carteira documentos e coisas intimas de mim e da rapariga. Só pensei. Acabei de perder anos da minha vida. «Acabei de perder coisas que para mim tem valor sentimental enorme.» Ponho-me atrás dos dois gajos (putos) e eles acabam por entrar dentro de uma escola, e estava a decorrer uma aula e só me dá vontade de lhes gritar. Com a aflição nos pulmões e o vazio a ser acumulado no coração.

- Sabes uma coisa? - Digo eu para um dos putos.
Morrreee!!!!!
Faz esta dica: Mata-te pá!!!

E eles fogem e continuo a persegui-los. Vem mais um amigo atrás de mim de mota, e vamos para uma ponte que baixa para a água. Ele salta para cima da ponte, agarrando aos fios que seguram a ponte formando uma enorme teia de aranha e eu acabo por fazer o mesmo. E só penso: «Deixei-a lá, quero ser feliz com ela!» E ele cai e pega num telemóvel e marca «12» para chamar o 112. Eu tiro-lho e digo que nem de helicóptero te vinham buscar. Eu digo-lhe para ele me devolver, ele diz que não, depois digo-lhe de uma forma bastante calma, porque ao fim daquilo tudo posso recuperar as minhas coisas e com alguma aceleração no corpo.

- Queres saber porque é que eu vim até aqui? Porque eu amo aquela rapariga, e tu tens ai coisas que são minhas, bastante importes. Eu amo-a. - E logo a seguir diz ele a soluçar.
- Eu perdi a minha mãe. - E digo eu: - Então e viste o que acabaste de me fazer? Tenho uma pessoa importante para mim e tu fazes isto.

E então deixo-o a chorar e pego nas minhas coisas e vejo se está tudo. E nesse momento em que vejo que está tudo, acordo. Mas sei que iria ser bastante feliz. É com estas coisas que me fazem feliz, mesmo que sejam apenas em sonhos, faz-me acreditar de que um amor assim é possível de acontecer.

Ps: O sonho era realmente enorme, ainda fiz um esforço para me tentar lembrar de tudo, porque isto visto de fora, dá uma história do carago. :b
Ps2: A história da Inês ainda está a ser escrita, ou melhor ainda ando a tirar ideias e a escrever. Porque quero acabar pelo menos o primeiro capitulo. Deve acabar daqui a 4 ou 5 posts.

domingo, setembro 13

Nem uma palavra sobre isto...

dry sea by *foximilq


Não no meu nome. Acaba já com o sofrimento. Se pelo menos as minhas palavras fossem ouvidas, eu não nem me preocupava. Mas preocupo-me demasiado com o coração que proteges de mim. Tiraste-o de mim. Mas acabaste por ficar na minha colecção de corações partidos. Como se isto fosse uma coisa que me faz ficar alegre ou contente dos meus actos, invejosos e destruidores, assim como medos capazes de me destruir as 7 almas que guardo com descuidado em mim.

A tua dor afecta-me tanto. Posso sentir as tuas agonias feitas por mim a atropelarem-te todos os teus sentidos. A afectar-te o sangue que já corre morto dentro de ti. De todas as veias que chegam ao coração, já estão abertas e rasgadas com os ardores que em ti coloquei, sem perceber, e mesmo sem o querer fazer.

Ser ou não ser o que esperas que seja já mais me terás assim. Acabo com todas as viagens da minha alma, à porta da tua, batendo-lhe com força com os nós dos dedos... A claustrofobia torna-me desesperado em forma de arranjar uma nova casa para o meu coração viver. Já morre novo, e nem assim se levanta. Espera está  erguer-se. Está a gritar bem algo qualquer coisa. Está a gritar para a minha mente: «Ele deseja a única coisa que não pode ter!»

Faz isto parar, faz parar a preocupação dentro da minha cabeça. Enche os meus pulmões com ar e dá-me um dia a mais para te tornar os sonhos realidade. Fazer o nosso ultimo dia o melhor e inesquecível, sem remorsos nem dores apegadas a tal dia.

Ela entenderá? De que não vou voltar...
Como é que alguém como eu pode matar assim uma pessoa? Eu tenho a culpa e de tudo o que aconteceu o problema fui sempre eu. E não vale apena discuir nem mandar à cara. Sei muito bem o que aconteceu. Quero tempo e espaço para poder cortar os pulsos e para me sentir mal quanto tempo tiver ainda para viver e repensar melhor e mudar as coisas que me consomem. Nem uma palavra sobre isto...

Ps: Parece mentira, mas eras tudo para mim. Demasiado para mim. Boa de mais para uma pessoa tão má como eu.

sábado, setembro 12

Agradeço desta forma



Venho de forma orgulhosa, agradecer a toda agente que me mandou se-linhos. Agradeço mesmo o tempo que perdem para me enviar selos e dedicarem-me a mim, uma pessoa que mal sabe escrever, se não com uns erros de construção de frase. Ok vamos ao que interessa.

Os selos pelo que eu pude ver, são para dar a conhecer outros blogs não é? Então vão ao meu profile. Encontrarão até à data 130 Blogs. Cada pessoa é única e assim é a sua escrita. Eu não sou nada comparado com estas beldades da escrita que me fazem arregalar os olhos e até as partes mais escondidas do cérebro fazendo-me sonhar ainda mais. E para mais dedicam-me imagens e escritas que eu nem sei se realmente mereço tal coisa. Sou menos que vocês e estou ao vosso lado. Não estou nenhum passo À frente, nem da escrita nem da vida, nem da imaginação para poder escrever estas coisas. Sei tanto como vocês, uso melhor as palavras que vocês? Eu digo que não. Já vi raparigas escreverem melhor do que eu, e até rapazes a escrever muito melhor do que eu. A sua maneira de usar palavras é de tal modo único que me faz uma pontinha de inveja.

Toda agente pode escrever como eu. Toda agente escreve. Não há magia nenhuma por detrás da minha escrita. É apenas escrita normal. As palavras já estão gastas e novas são sempre bem vindas ao meu vocabulário. Ando sempre a aprender novas, novas criações. Melhorar e mudar o que já tenho. Toda agente pode escrever como quiser. Não são precisos pozinhos mágicos nem dedicações intensas e ou desgastantes durante dias e idas ao dicionário.

Querem uma ajuda? Vocês que morrem de me invejar? Vão ao dicionário. Abram numa página ao calhas. Escolham duas palavras e usem-na num texto. Quantas vezes quiserem. Vão buscar mais. Tornem o vosso texto. Ou façam um texto com as palavras que viram.


Sejam vocês. :)

EDITADO:
Ontém até me esquéci de dizer o assunto principal do porquê de ter feito isto. Só quero dizer que agradeço imenso os desafios, selos, mensagens e tudo mais. Mas não vou gastar posts por causa dessas coisas. Adoro receber e tudo mais. Tenta entender a minha maneira de ver. Eu faço quase 2 posts por dia, logo tenho exigências comigo mesmo. Não colocar mais do que 2. E estou a pensar em reduzir. Até parece que fumo. 8) . Consegues perceber? Penso que um blog (Pelo menos o meu) é para escrever e não para por selos e desafios. Isso toda agente tem. Eu não quero nada disso. Não é para ser diferente nem desmancha prazeres. Eu recebo-os e até os leio com todo o gosto, só que... Bem, não vale apena estar a desconversar xD

Não quero mover as estrelas.

Gamajun by ~azarova
Não quero mover as estrelas. Só de as ver brilhar já me trás alguma tranquilidade à minha realidade. São medos que se destroem e outros que se escondem. As estrelas são minhas amigas. O passado bem presente lá atrás, amontoa-se aos molhos, formando uma barreira cinzenta. Chama por mim todos os segundos.

Foi mencionado em livros, uma vez mais. Acreditando ser um ser mais que invisível. Mostram caras de momentos bem passados e outros de ferozes acontecimentos que lhe causaram dor. As estrelas guiam-me, para sítios em que só me apetece fugir e seguir outro caminho. É de fechar os olhos e sentir a brisa a falar-me aos poros presentes na minha cara carregadinha de pecado e de impurezas de marcas bem deixadas nas pessoas. Já mais serei completo.

Não quero mover as estrelas. Alteram-me, recriam o que fui. Os sonhos ao lado delas, são reais e inacreditáveis. Virando as costas ao mundo, pegando no que já vivi. respiro fundo e dou um passo em frente, apoiando toda a força nessa perna. Impulsiono-me para a frente e mando uma corrida para sair da bolha em que o mundo me prende. Com ou sem estrelas, os meus amores vão sempre sofrer. Mesmo que não queira. São coisas que tento mudar que por alguma razão querem permanecer inalteráveis. A força que faço é demasiada contra mim mesmo. Pressiono-me de tal forma, que os meus pulmões já sofrem de claustrofobia pulmonar.

Alteradas. Foi assim que ficaram, todas as almas que me tocaram. Que me sentiram, viram e me quiseram por mais um bocado. Vasta a porra de um olhar para me fazer sentir mais que preenchido. Como se de uma pilha o meu coração se tratasse. Não vou abaixo. Vou mais fundo que isso. E se quiser fugir, diferença nenhuma faz.

Já estou a deixar a fantasia ir embora. - Agarra-a porra. Olha que ela vai-se embora e depois para criares outra, ou até mesmo encontrares uma nova, demora muito tempo.

sexta-feira, setembro 11

Projectado contra as paredes do meu quarto.

A confusão sobe-me à cabeça. Os olhos reviram cada vez que a luz do dia me embate na face. Acordo aos soluços, com o coração aos pulos. De que maneira deverei eu dizer que acabou? De que maneira devo pensar que não voltarei? Qual será a realidade que terei de enfrentar desta vez? Prendo-me em choros, rasgando o único coração que me dá vida.
O que será que o meu coração irá sentir desta determinada vez? Fingir que é tudo mentira e que já mais conseguir ultrapassar a dor que tenho das feridas no peito? Ou aproveito a pancada que me vai na alma para me meter na confusão?
Como? Estou farto de perguntas. Não me fazem nada se não responder a coisas que já sei. As noites são passadas em branco, com os olhos virados para as estrelas, na vanguarda de uma estrela cadente para pedir um desejo, daqueles que todas as meninas desejam. Quero viver coisas que ainda não vivi. Terei força? Capacidades não me faltam. Qualidades, contam-se pelos dedos dos pés.
Penso que é melhor trancar as portas e esconder-me de todos os olhares que me desejam. Desejam-me por algo mais do que um simples beijo, ou um par de mãos dadas, ou um coração a saltitar de contemplação. Querem algo mais. Sou capaz de fazer tal coisa. Não terei é personalidade para começar tal coisa. A rapariga de hoje no Mcdonald que me desculpe. Olhámos-nos sim. Com um enorme desejo sim. Fica para outra vez que nos encontrar-mos.
São apenas palavras com pozinhos mágicos. Quero beijar alguém com grande intensidade. Enfiar-me na casa de banho das raparigas e só sair de lá quando o serviço estiver terminado (a).

Cuidar delas!


Há que cuidar delas. Sem elas o amor e o seu encontro de nada teria de especial. A sua cor avermelhada ou qual seja a sua cor, nada tinha de importante. São símbolo de agradecimento e por vezes são mal interpretadas. São capazes de curar tremor de mãos, calafrios na espinha e até corações palpitantes com medo de parar.

Trazem magia. São como chocolate. Agradecem cada bocadinho do seu comportamento tocando bem no fundo da alma, dizendo-lhe bem ao ouvido. "Porra és mesmo boa".

Dá abraços invisíveis. Não digo que os sinta bem, mas dão uma vontade de festejar a noite toda.


É lindo porra: http://nsk.deviantart.com/art/in-motion-128027446

quinta-feira, setembro 10

Faz-me vir!

Conteúdo para maiores de 18 anos. Não me responsabilizo por nada.
Há mais textos bonitos para ler em baixo. *.*

Como queres o prazer? Pela frente ou por trás? Deitada ou em pé? Em cima ou em baixo?
Estou disposto a satisfazer as tuas hormonas. Diz-me como queres que te foda que eu tentarei fazer-te vir toda na cama. Até esta ficar molhada e pegajosa. É só pedir meu amor. É só dizeres com que força queres.

Vamos para o nosso canto, no edifício abandonado longe dos olhares curiosos. Ninguém entra lá sem sermos nós meu amor. [...] Caminhas em direcção a uma parte escura com metade de claridade a ser projectada na parede. Deixo-te ir em frente, para que tenha tempo de pensar qual a maneira de te apanhar melhor a jeito de meter-te a mão ao cu e dar uma apertadela como se o estivesse a desejar. Ponho uma mão nas tuas mamas. Começo a sentir o efeito das minhas seduções físicas no teu corpo. Estão a ficar grandes filha, quero-as sentir mais rijas e sensíveis aos meus toques. Gemes para mais. Soltas gritos de satisfação. Beija-me a boca, põem essas mãos de anjo nas minhas costas, puxa-me para ti e deseja-me ainda mais. A tua vontade é maior que a minha. Damos dois beijos meio rápidos, deixando saliva a escorrer pelos cantos. Limpo com as costas das mãos e tu tentas chupa-lo para dentro em gesto de sedução. Excitaste-me. Estás-me a deixar com vontade de te comer toda. Os teus pequenos gestos. Esse baixar de calças bem devagarinho. O desapertar do teu soutien. Deixam-me louco. Salta-me para cima. Calma deixa-me despir. É num estante princesa.

E com enorme prazer, aproximamos-nos um do outro sussurrando: "Faz-me vir!"

Penetro-te, bem devagarinho. Concentrando todo o prazer no teu ponto G.  Tão quente e húmida. Carago que vontade de lá por a língua. Não há razão para parar agora. Geme. Pedes por mais e com força. Não sei se aguento mais. Vamos mudar de posição.Quero-te em cima de mim. Faz-me vir porra.
Chega-te perto de mim. Está-me a apetecer beijar-te tanto. Sentir a tua língua a excitar a minha. As tuas mãos fazem o meu coração saltar de alegria.

(Caso tenhas gostado, clica na tag sexo, porque há mais (a) )

Ps. Será que as moscas fazem as necessidades fisiológicas? :|

[História] Continuação...

"Sebastião tinha passado assim a maior parte da sua vida. Enfiado naquele orfanato. Quando chegara aos 16 anos, fora obrigado a viver com uma família de acolhimento. Os pais eram pessoas abastadas da alta sociedade portuguesa. Sentia-se bem e alegre por encontrar uns padrastos tão bons e delicados com ele. Assim como atenciosos com tudo o que lhe era novo. Para eles era um pequeno bebé. Para Sebastião era um sonho tornado realidade, e para mais tinham um enorme jardim com um rio a correr bem lá em baixo. E uma vedação branca que protegia um enorme campo com arvores aleatoriamente espalhadas sem algum sentido. Os novos pais, levaram-no para o seu enorme quarto com vista para tudo. Para o grande jardim, para o campo ao lado repleto de árvores, e para a cidade. Pousa a sua caixa com os seus pertences, arrecadado durante os anos que frequentou o orfanato. Depressa faz esconder o seu caderno dos poderes mágicos. Espalha as fotografias e os seus objectos pelo quarto. Vai até à cama e atira a caixa para de baixo dela. Agora está na hora de ir basculhar os cantos todos à casa.
Cozinha e uma sala grande no rés-do-chão da casa. Enormes janelas com vista para o enorme jardim, deixando entrar o sol de maneira divertida. Um quarto de hospedes, metido para dentro da casa, tornando-o frio e escuro. Apaixonou-se pelo quarto de imediato. Entrou por ele a dentro, desvendando todos os seus segredos e cantos."
Caramba e quarto existe aqui em casa. E aquelas enormes janelas e a sala e até o quarto dele. - Pensa Inês muito concentrada.

quarta-feira, setembro 9

Somos Iguais!!

Estamos de volta. E vamos voltar a esperar até ao fim do dia. Onde pegamos nos nossos barcos, correndo em direcção à lagoa junto ao parque da cidade. E fazemos o mundo sentir-se no passado. A hora chegou exactamente mesmo a tempo de nos tornar-mos aqueles que estão sempre a correr. Vamos esquecer os nossos e escolher outros dentro do saco que nos aguarda fora do nosso quarto. Fazemos isto todos os dias. E fazemos-o à nossa maneira. E conquistamos tudo o que conseguirmos. Já fizemos muitas vezes isto. Enfrentamos as áridas areias do oeste de pistola de plástico em punho... No meio da rua vestidos a rigor enfrentando complexidades. O tempo é nosso, situando-se parado e afastado dos relógios.
 
O meu mundo, seria totalmente desesperado sem o teu, mesmo que a tua existência faça apenas grande força sobre a minha quando falo contigo. Quero ir para casa. Vamos vestirmos de pirata sentados em cimas de vassouras fingindo serem barcos super rápidos dos tempos dos Reis.

Mesmo que a tua personalidade não tenha nada haver com a minha e a tua pancada é bem menos que a minha, não é por causa disso que deixo de gostar de ti como a pessoa que muito ou pouco me conhece. Pois não te quero conhecer. Quero apenas viver contigo. Ok esta foi forte. A nossa amizade é profunda e mal precisamos de saber o que o outro gosta porque é tudo muito relativo para nós dois. Ambos sabemos bem as coisas que nos marcaram. E uma dessas foi fazer parte da vida de um do outro. És meu irmão. Irmão gémeo que mais parece um amigo daqueles de infância com quem passamos tardes e tardes um com o outro na galhofa ou até mesmo a fazer estupidez. A mim mal mentes, pois eu conheço bem o teu olhar e as tuas expressões para saber quando mentes ou até mesmo quando queres ferir alguém ou alguma coisa. Por vezes vejo-te como um irmão mais novo, mesmo que a idade esteja a cima da minha compreensão. É assim que te vejo. Porque sou mais velho? Não. Sei lá. Porque me sinto mais à frente do que tu? Não. Não estou aqui para competir contra ti. Bem, um dia destes digo-te o que é...

Os nosso momentos juntos dentro de lojas e centros comerciais. As tuas tendências matam muitas das minhas, assim como as minhas matam alguma das tuas. E misturam-se umas com as outras formando coisas completamente anormais e irracionais. Os assaltos ao boneco verde das caixas de multibanco, as gargalhada dadas bem alto dentro de lojas... As grandes conduções perigosas que fazemos, sempre com os pais no branco de trás. Melhor irmão do que tu? Às tantas só eu. Mas sem uma pessoa como tu, mesmo que totalmente diferente de mim não seria como é. Nunca acabaria de te gabar a presença.
Ainda bem que nasceste meu irmão. :]

Os comentários já estão a funcionar. :)