sexta-feira, janeiro 30

Como um Pedra.

Quem me dera ser como uma pedra, para ser pegada por alguém e ser jogada ao grande oceano e cair para o abismo infinito. Talvez seja isto o que eu sinto. Ou então queria sentir. Já não sei...

Vou abrir os olhos de um sonho de pensamentos.
Lembranças marcadas com um X. Esquece-as. Recorde-as. Viveste. Sentiste-as. Voltando para trás num caminho que já não podes percorrer. Perdes-te. Recordas-te? Consegues? Eu sei que sim. Recorda-te do que és. A fita cola que te tapa a boca. A super cola 3 que te cola os olhos.

A vida é tão dura. Rocha invisível. Perspectiva monótona. Criatividade de pensamentos. Tudo isto por um 0 no final. A alma que me escapada das mãos. O sorriso que me dá a cada caída que dou.

O silêncio queima o ar que respiro.

Vejo a minha cara ao espelho. As sombras. Os reflexos do demónio. Os olhos vermelhos que se tornam brancos. A sombra que desaparece. Reflexos. O preto. As veias que saem dos braços. Os olhos que se fecham. O respirar que se apaga. O som que se cria como uma bolha de ar. Rejeitando o seu exterior. Percebendo do espaço enorme e vazio à sua volta. Quer abrir-se mas não se consegue rebentar. Pica pica, mas nada explode. Tem uma janela e uma porta, mas nem isso consegue abrir. Tudo parece trancado, impedindo-o de pedir ajuda ao exterior. Nada se ouve. Os gritos ficam fechados lá dentro. Fica mudo de tanto grito dado. As forças já não existem. Toda a bolha sugou-lhe o que mais tinha. Força e vontade de viver. Criou em si um canto escuro. Para onde ia sempre que precisava de espaço e de repousar e tentar perceber-se de como sair dali de dentro. Um mundo fechado. Uma criatura numa morte seca. Aconchegado na única coisa que sente vida. Ele e a bolha onde está preso durante anos. Prisioneiro de si mesmo. Prisioneiro de um pensamento que não consegue perceber. Perceber a razão o porquê de estar assim.
Ouve as vozes do lado de fora. A ajuda a vir a caminho. Mas ele não consegue fazer nada. Como sai dali pergunta ele. Só lhe dizem para ser ele a achar a maneira de sair daquela bolha em que está preso. Só ele sabe a chave que abre a porta, da manivela que abre a janela, da agulha que fura o seu espaço apertado.

Até ao dia...

Foram preciso arrependimentos, para me aperceber do que tinha perdido.
Uma extrema beleza. Não apenas uma cara, mas um coração.
Acordo a minha alma.
A dor de muitos momentos, irão para sempre suportar os meus arrependimentos.
Andei todo este tempo a perseguir sonhos.
A perder a esperança e a mudança das asas.
O teu amor poderá salvar o que resta dentro de mim.

Largo o meu coração num canto. Ponho o cérebro de lado.
Respiro. Para sempre. Os meus olhos. Abrir-se-ão.
Deixei-me para trás.

quarta-feira, janeiro 28

Do lado negro da caixa.

Do lado negro da caixa.

Sou uma criatura.
Pendurada por fios invisíveis.
No centro de pessoas insensíveis.
Olham para mim receando.
Vida... Emoções... Morte.

P.S: Que estás tu a fazer Pedro? Porquê?

terça-feira, janeiro 27

Já nada está bem...

Hoje, sentaste-te mesmo ao meu lado. :$ [Vi-te a chorar. Que aconteceu? - Nas escadas.]
Não sabia o que fazer, se havia de olhar para ti, se sorrir… Não sei, fiquei sem reacção. :$ Desculpa
Lá estás tu mais a tua amiga novamente. Nunca se separam. Parecem irmãs. ^^ Acredito que são bué amigas. (:
Estavas mesmo ao meu lado. E eu nem um olhar te consegui dirigir. :(
Até me sinto mal. Não sei porque não o fiz. Podia ter olhado para ti. Acredita que fiquei paralisado quando te sentas-te perto de mim. Só me apetecia fugir dali. Esconder-me de tudo. Desculpa. :'( - Faço-te sentir? Eu não quero que te sintas mal.
Ó e a tua amiga queria ir para outro lado e tu insistis-te em que ela ficasse lá.
Não sei o que fazer. Desculpa. Sinto que se me atirar de cabeça, nada vai resultar como penso que deva resultar. Penso demasiado. Só tento pensar no melhor para nós dois. Mas... ainda não falei contigo. Sinto que é o mais certo para fazer, falar contigo, mas não sei se sou capaz. Tenho demasiada vergonha, medo. Não sei. Quero ser feliz contigo, mas não sei como o fazer. :$ Penso demasiado. Eu quero ser feliz contigo. Seja qual for o tempo que dure. Quero ser feliz contigo. Porque sempre que olho para ti sinto o mesmo. Vejo o mesmo nos teus olhos. Ou então sou eu com a mania da perseguição. Eu gosto de ti. Quero-te conhecer. Não sei se lês isto, se alguma vez o irás ler. Mas agora sei de que turma és, não sei o teu nome, a tua idade, do que é que gostas.
Não sou muito de fazer promessas, das quando posso nunca vir a concretizar, ou não me ache capaz de as fazer. Por isso digo que um dia destes, um destes textos ou até um poema seja dedicado a ti. Na tua maravilhosa existência. Gostava de parar de ser tímido. De ir avante com tudo sem medo do que pode ou não acontecer. Mas eu acanho-me tanto e fico "gago" quando fico perto de ti ou permaneço. Fico mesmo sem palavras. Fazes-me sentir especial, embora nunca me tenhas dirigido a palavra. Fazes-me sentir cada vez mais capaz de viver. Viver por ti, ou alguém que venha a amar tanto como tu. Digo que amo, e mesmo assim nem te conheço. Amor À primeira vista. Acredito nisso. Fazes em mim qualquer coisa que não consigo descrever com palavras. Será paixão ou amor? Serão estas duas palavras juntas? És mágica possas. És tudo para mim. Mesmo que não te conheça. És de quem eu mais falo. Adivinha porquê. Algo de ti é especial. Eu digo que é tudo. Sinto-me pegado a ti. Sinto... Sinto um calor dentro de mim. Sinto-me mais sossegado quando te vejo. Fico surdo de todos os que me estão à volta, e és tu quem eu mais ouço. Vou-te conhecer. Vais ver que sim. =D
Na saída da escola, deparei-me contigo, mesmo à minha frente. Fiquei feliz e ao mesmo tempo sem saber o que fazer. Lá fui eu em direcção a casa como faço todo os dias.
Mas apercebi-me de que tinhas companhia. Um amigo, um amigo que é meu amigo. E ao teu lado como sempre, lá estava a tua amiga. Ele esperava por ti. Falava para ti. Andava e parava só para esperar por ti. Senti-me mal. E nunca te falei, nunca te toquei, nunca conversei contigo. Sinto que me tiraram algo que me era especial e importante, e nunca te conheci. :(

Agora... Sinto-me mal comigo e com o que sou. Estava tão feliz. Feliz por te ver. Linda como sempre. E agora... Agora tens uma pessoa que poderá ou não, ser teu namorado ou amigo "chegado" virado para o namorado. Ou então são só filmes dentro da minha cabeça. Não namoro contigo. Não sei o que sentir em relação a isto.

A Martina tinha razão. Se não me despachasse ela iria arranjar outro e eu depois já não te tinha. Martina. Para a próxima quando voltar a sentir amor por alguém ou algo deste género, vou pegar nesse sentimento e vou destruí-lo. Para que assim não volte a sofrer de uma maneira tão estúpida e tão ridícula como esta. Pareço uma criança. Eu sou uma criança. Vou destruir tudo isto que senti. Parece que não vale a pena tentar ser feliz com alguém... Que se foda tudo. Estava pronto para começar uma nova relação, mas agora... Agora tudo foi abaixo. Quero destruir tudo. Destruir-me. Desaparecer. Tudo por uma rapariga. Por ti.

Afinal estáva certo quando ao amigo. É mesmo amigo e para além do mais... Lool Pedro Não acredito. (Ok, Pedro é o nome do meu amigo) xD
Pronto... Estás interessado noutro. :( Não posso fazer nada. Lutar por ti. Ou tentar continuar.

"A vida é muito injusta. Tenho montes de gajas atrás de mim. Mas não quero nada com elas. Mas aquela que eu mais quero na vida não me quer. Que azar."

segunda-feira, janeiro 26

Respiro

Respiro.
Ouço o meu soluçar.
Deixo-me cair.
Corro para me abraçar.

Tenho medo de cair.
Cair e perder as asas.
Que de mim são tudo.
Tal como as minhas almas.

Bato. Corto-me.
Cresço e destruo.
O que sou não importa.
O que fui muito menos.

Criatura. Anjo caído.
Recolher do ponto
Caído num gemido.
Apertado num mundo.

Já nada é.
Tudo foi.
Comigo se deu.
A reviravolta no céu.


Pedro Mota (26-1-2009)

Mau a tudo.

Mau. Feio. Incompreensível. Burro. Estúpido. Não percebo nada. Mau amigo. Mau em tudo.
Queria ser tanta coisa... Mas acabei por não ser nada.
Bom? A nada. Mau? A tudo.
Estrago sempre tudo. Nunca consigo fazer nada em condições.
Sou o que não quero, ou tornei-me no que não queria?

domingo, janeiro 25

Lágrima que escorre...

Lágrima que escorre...
Apaga o meu calor.
Cobrindo-me de amor,
Colorindo o que morre.

A cada toque teu
Sinto o mesmo
Com os olhos fechados

Cá estás tu
Rompendo um silêncio.
Mesmo ao meu lado
Respirando comigo.

Pedro Mota (26-1-2009)

Depois dos anjos (After the angels)

Anjos da noite.
Anjos do dia.
Comigo suspiram.
Numa noite sadia.

Chora. Corre.
Pula. Salta.

Bate as asas.
Ao sabor do vento.
Acolhendo as almas.
Que saltam do medo.

Depois dos anjos.
Só restas tu.
Perfeita e bonita.
Rabugenta e destemida.

Tal como tu, estou eu.
Corres os céus.
Batendo as nuas asas
Da tua alma caminhante.

Suspiras ao meu lado.
Olhando o infinito.
Criando desejos.
Comigo tens sentimentos.

Quando tu me levas a voar
Rindo do impaciente.
Dando voltas à mente.
Pousando no limiar.

Caminhas.
Soltas as almas do oculto.
Absorves as mentes.
Criando em ti um furo.
Adorado e apreciado.

Anjo do meu céu.
Terra do meu ser.
Este sou eu.
Caminhando contente.
Segurando o teu véu.
Hoje caminho ao teu lado.

Sussurro ao ouvido. O quanto gosto de ti.
AMO-TE! Não sentes? Consegues tocar?
Tás contente? Eu também!


Pedro Mota (25-1-2009)

Silêncio

Acordo com o pulmão aos pulos. Respiração profunda. Inspiro muito violentamente. Faço uma pergunta. Em que é que sou bom? Porque não sou bom a nada? Faz-se um silêncio dentro de mim. O barulho que me rodeia fica mudo. Olho à volto. Procuro. Remexo. Tiro e volto a por tudo no lugar. Paro. Fecho os olhos. Inspiro fundo. Descanso a cabeças nas minhas mãos. Desligo. Volto a cabeça para cima. Em direcção ao sol que brilha, que me irradia o coração com um respirar que queima. Uma gota de água. Suspiro. Momento. Silêncio. Não falas. Não ouves. Não vez. Não choras. Não sentes. E por alguma razão digo que vives. Digo que és importante. Digo que não me pertences.
Chora. Que os olhos se formem em ti e chores comigo. Vá lá Sol. Não custa nada. Eu não quero chorar. Calma. Já não quero que chores. Se chorares O teu coração é apagado. Não terás chama para te manter vivo. E eu não poderei fazer nada. Fica como estás. És perfeito. Fica como estás. Não te tornes em algo que te possa destruir. Estou aqui todos os dias para te ver a brilhar mais um dia. Silêncio.

Será pensar, um silêncio mau ou bom? E é mesmo silêncio quando pensamos e não falamos?

Tu és um silêncio que se sente. Um silêncio vivo. Um silêncio que se vê. Que se respira. Que nos queima.

sábado, janeiro 24

Roxo...

Memórias. Lembranças. Recordações. Começo. Acabo. Volto-me para trás. Vejo o sol a nascer. Fico perplexo a olhar para ele. Pisco os olhos. Sinto o calor a começar a bater-me nas partes nuas do meu corpo. Preencho. Fixo. Parado. Mudo. Toque. Respiro fundo. Fecho os olhos. Grito. Gemo.

Olá Sol! Olá Pedro! Acordas-te cedo hoje. Sim. E cá estavas tu para me ver. Ou foi só por acaso? Foi por acaso. Mas enquanto estavas a nascer fiquei por aqui para te ver a brilhar. (sorriso) (Sorriso) Muito obrigado Pedro. De nada Sol. (sorriso)



Recordas?
Recordo o momento.
O teu simples olhar.
Sorris-te num encanto.
Esperando um sonhar.
Brilhas no escuro.
Como o pirilampo.
Escondido numa noite fria.
Amanhada pelo silêncio.
Tenho aqui uma prenda para ti.
Toma. Sério, abre. Anda lá.
Não te vai magoar.
Acredita em mim. Acreditar?
Acreditar? Sim acreditar em mim.
Abraçar-me? Sim quero.
Oh, não fiques assim. Brilha.
Sorri comigo.
Que tolita. ^^

E aquela cheia de inveja.
.|.

P.S: 'Aquela' pode ser qualquer pessoa que não goste de ver duas pessoas juntas... Ou que tenha inveja por estar com uma menina que não é ela...

Pedro Mota (24-1-2009 - Casamento do Holzman)

Do Branco Ao Preto

Monstro incompreensível. Arrependido. Ser que não sabe amar nem perceber a bondade dos outros. Incompleto. Impaciente. insensível. Mau interpretador. Destruidor de sentimentos. Destruidor de amizades. Mau amigo. Mau namorado. Mau filho. Mau orador. Mau em tudo. Monstro. Não é capaz de amar. Quer ter. Quer dar. Quer amar. Não consegue. O medo. Timidez. Arrogância. Inveja. Julga. Cruel. Frio. Ser humano chamado Pedro. Acha-se incapaz de amar. Não sabe amar. Não sabe compreender. Não sabe aprender. Não sabe ler. Não sabe escrever. Não sabe dar. Não sabe receber. Não sabe falar. Não sabe nada. Auto-destruidor. Protege-se. Criador estúpido. Doente mental. Doente por natureza. Defeito de fabrico. Não se acha capaz de dar prazer a uma rapariga. Sente-se mal. Está constantemente mal. É mal educado. Arrogante e silencioso. Não sabe dizer amo-te. Não sabe dizer gosto de ti. Não sabe dizer não. Não é nada. É um monstro sem vida. Entre o preto e o branco ele é a cor transparente. Não se vê nem se apercebe de que lá está.

Sonha com o impossível. Miserável. Obeso e doente. Branco. Pálido. Tarado. Parvo. Sem sentido. Sem sonhos. Sem vida. Sem amigos. Sem amores. Cheio de duvidas. Mau. burro. Cresce por fora. Destrói-se por fora. Dominante. Mandão. Defeituoso. Um ser que devia morrer. Um ser que nunca deveria ter nascido. Ocupa espaço. Matéria. Respira ar, quando deveria ser veneno. Come e dorme e nada dá em troca. Desespera. Morre e renasce. Cruel. Insatisfeito. Impossível de se mudar e de o mudarem. Incompreensível. Suspeito. Doente. Monstro. Matem-no! Afoguem-no! Torturem-no! Façam-lhe tudo e muito mais! Ele merece tudo isso! Como é capaz de viver e não gostar do que é, do que lhe dão? Como é possível ser o que é que não ver isso? Já perdeu a vida. Perdeu tudo. E agora é que está a lutar? Morte. Morte agora. Para que não se tenha sempre de arrepender. Arrepende-se, mas não é capaz de mudar. É burro. É estúpido e sempre o será. Tem más notas e não é bom em nada. Morre feio da merda!!! MORRE!!!! =D

Simpático. Atraente. Pouco falador. Sentimental. Bem vestido. Cara alegre. Pensador. Escritor nas horas vagas. Pseudo-Psicólogo dos outros. Sorridente. E é tudo o que eu tenho a dizer deste ser maravilhoso que só pensa em destruir o que é e o que tem. Porque não consegue ver a essência da capacidade que ele tem de se auto-compreender de tudo o que é.


Enquanto não te aceitares como és, não conseguirás aceitar quem queres que faça parte da tua vida...

quinta-feira, janeiro 22

amo-te

Olá! O meu nome é Pedro, e gostava de te conhecer.

Provavelmente pensas que sou só mais... mais um rapaz que só quer é "curtir". Digo-te que não. Não sou desse tipo de rapaz.
Já te deves ter apercebido que mal olho para ti, quer dizer olho, mas... Não é por não gostar de ti. É mesmo porque eu sou bué tímido e tenho medo de "falar", ou melhor, não estou habituado a falar com raparigas. Porque sempre tive vergonha de o fazer.

Não sei se é cedo de mais para dizer isto mas, é o que eu sinto. Cada vez que te vejo, os teus olhos, ou até mesmo o teu olhar, o teu cabelo, o teu sorriso, a tua beldade exterior, a carinha fofinha que tens, tudo em ti. Gosto cada vez mais de ti. Já te conheci por fora, e agora gostava de te conhecer por dentro. Por agora, ser teu amigo e mais tarde ser alguém especial para ti. E vice-versa.

Gostei de tudo em ti. Nada me desagrada.

Por vezes quando olho para ti, tenho a sensação de que também gostas de mim. Os olhares penetrantes que mandas. Não sei se estás a olhar para mim ou se para outro rapaz ou se simplesmente olhas apenas por olhar. Talvez, eu perceba mal os teus olhares. Sorris. Não sei para quem, será para mim? Será para outro rapaz? Bem, ficaria contente se fosse para mim. Acho que tu percebes o que eu quero dizer com isto. ^^

Nada sei sobre ti neste momento. Mas acredita que quero saber o suficiente para saber que gostas de mim. Para que tudo dure bastante tempo. Ou pelo menos algum. Mas espero que seja muito. Fazer-te feliz. :D Será esse o meu maior objectivo se por acaso… Bem tu sabes. ^^
Digo que gosto de ti pelo teu exterior. És tão linda. Gosto dos teus olhos por muito repentino que olhe para eles, dá-me vontade de te beijar. Digo que és perfeita por fora porque é o que eu vejo, mas também gostava de dizer o mesmo para o que és por dentro. =)

Talvez não querias nada comigo. Talvez. Quem sabe até queres. Quem saiba até tenhas medo de avançar e eu também. Quero conhecer-te. Passar contigo alguma parte da minha vida. Da pouca que me resta. º-º
Gosto tanto de te ver. Parece que o mundo pára. Tudo o que existe à minha volta deixa de ter importância e passas a ser tu o centro das minhas atenções. És a minha dose. Sério. Quando passas por mim o meu coração bate mil vezes mais depressa que do normal. Apesar de haver mais raparigas na escola, tu és a única que me cativa. És a única para onde o meu olhar foge. Para ti. Podes até nem ir com a minha cara, ou até não estar interessada em ti. Queria-te dizer que gostava de ser teu amigo por agora. :$ Queres ser minha amiga? :$ Há e se por acaso eu não falar muito, puxa por mim que eu começo a falar.

Peço desde já desculpa por alguma coisa.

P.S: Hoje, na fila do almoço, quando olhei para ti e tu para mim, senti-me feliz, contente por saber que estavas ali. É como se tu fosses um rebuçado e eu fosse a criança. ^^ Desculpa esta "comparação". És tão linda. Brilhas no escuro, tal como as estrelas brilham no céu. Tu és o meu sol, a minha luz protectora. :P És-me importante e ainda nada sei de ti. Nem o teu nome. Tenho medo de perguntar. Medo que faça cara de parvo. :$

Quero sair contigo. Sair para longe. Voar. Sonhar bem alto, mesmo perto das estrelas que brilham. Sair contigo para todo o lado. Ficar contigo. Andar contigo. Sobreviver e viver contigo. Quero abraçar-te com tanta força, mas que essa força não a sintas tanto. Para não te magoar. Vem comigo. Quero viver-te. Cresce comigo. (sorriso)

segunda-feira, janeiro 19

Compreensão

Sinto o orgulho a ser desafiado. O medo constante de voltar a errar. O coração a soluçar de tanta pancada emocional. Mudei. Nunca para sempre. Não sei como é, não sei como foi. Ainda ontem tive numa loja com roupa para raparigas. Estava lá a ver porque andava com a minha mãe a ver as roupas e tal. E havia lá delas bastante bonitas (risos). Mas a certa altura quando me comecei a ver rodeado de tanta rapariga disse para a irmã da namorada do meu irmão: Olha vou lá para fora, se quiseres ficar a ver podes, mas eu é que não me sinto bem aqui. Não sei porque esta atitude. Lutei para continuar a ficar lá dentro. Mas tenho pena que estes ataques de pânico aconteçam. Não sei porque é que acontece. É medo? Timidez a mais? Porque reajo assim? Gostava de compreender. Será que não me sinto há vontade no meio das raparigas? Sim. Cada vez estou mais confortável, mas com tanta. Quando estes ataques acontecem, fico sem folgo, quase não olho para ninguém, boto a cabeça virada para o chão. Não dou contacto com nenhuma rapariga nos olhos. Quando passeio no shopping, não sei. Gostava de perceber. Não sei porque é que o faço. Porque é que tenho de ter medo? Elas podem olhar para mim, mas eu quando vejo alguma, viro o olhar para outro lado ou para o chão. Tenho pena que tenha estas atitudes. Evito sempre o contacto com as raparigas que passam ao meu lado, enfiando a cabeça entre os ombros, com o olhar virado ao chão sem qualquer contacto exterior. Deverei ter problemas com mulheres/raparigas? Sinto que sim. Não sei porquê. Mesmo quando namorava ou antes de namorar, sempre fui assim. Só sou capaz de olhar nos olhos das minhas amigas e mesmo assim fico com um receio qualquer dentro de mim que me impede de olhar para as belezas a passar mesmo ao meu lado. Deprime-me isto acontecer. Não sei como o evitar ou até mudar esta pancada de olhar para o chão. Sinto-me bem comigo, mas não sei porquê é aquela coisa de ter contacto... Mudando de assunto. Para mim é fácil pensar que " " está bem, vive a sua vida, seguindo em frente com o que aconteceu. Com tudo o que aconteceu, e eu aqui, porque sei que podia ter feito melhor e não fiz. Fui burro e parvo. E se lhe pudesse mostrar outro caminho, talvez... Esquece... Choro cada vez que me lembro de ti. Mudando de assunto. Comecei a sentir. A sentir os textos dos outros. Para mim o que os outros escreviam eu não sentia. Parece que deixava de sentir e passava só a ler, sem interpretar nem fazer mais nada. Apenas ler e dizer o que me vinha à cabeça. Tenho pena de mim. Saber que sou tudo o que penso e mais outras coisas que era capaz de vir a ser e tudo aquilo que... bah... E não fazer nada para mudar. Mudar por mim, mudar para ser feliz. Mudar para mudar. (choro interior) Já quase não choro. Não o faço muitas vezes fisicamente. É quase tudo interiormente. Se é que me percebes. Perdi parte de mim depois daquele ultimo adeus. O adeus que me fez sentir real e vivo, que me fez sentir que tinha escolhas e hipóteses. Que me fez sentir impermeável. Ao mesmo tempo... Imperfeito, e incapaz de realizar um sonho. Sou um criador de sonhos, que não os consegue concretizar.

Re-Memorial.
O ar rompe os brasões.
Preenche o olhar
Que penetra intensamente o ar,
Brilhando com mil perdões.

Desejava-te mais que tudo.
E acabei por ficar sem nada.
Agora redimo-me de todo o mal
Acumulado no pó do meu ser.

Sem fazer do passado presente
Recordo os momentos ao teu lado.
Até mesmo aqueles que desejava
Sorrias e eu ficava contente.
Sorriso bonito e invejado.

Pena tenho eu de não conseguir
Ser capaz de ser melhor
E de fazer o que devia fazer
Todas as vezes que fosse necessário.

Envolves-me de tal maneira que te persigo em sonhos, onde a teimosia aquece o calor. Corro. Corro. Corro atrás do que quero voltar a ter. Um amor...

Sou tudo o que não vejo. Por medo ou pânico de mudar e um começar de acreditar ou ver o que sou. Pânico do que é meu. Do que sou e não quero ver. Uma visão, um olhar de mim. Olhar para dentro de mim sem pensar e conseguir ver o que sou. Acreditar que sou capaz. Que sou capaz tal como alguém... Alguém que não digo o nome. Alguém que eu sei que ou sofre ou vive melhor tanto interior como fora de si. Alguém... Que... Não sou eu. Pequenos sorrisos. Pequenos gestos. Já vou tarde? Já cheguei tarde? Continuo? Ou deixo-me ficar? Espero? Ou começo a caminhar? Ajudo e fico-me, ou não ajudo e continuo o meu caminho? Cresço e desrespeito? Ou cresço e perco tudo? Medo de crescer? Ou o medo de perder o que sou hoje? Quem me julga? Este é o segredo que ousei descobrir. Para mim... Falta-me a força de acreditar. E isso... É aquilo que tu sempre tiveste.

sábado, janeiro 17

Sou eu o problema de tudo.

Sou eu o problema de tudo. Não fui bom o suficiente. Tentei ser para ti uma coisa que mal sabia que ia dar tão bem. Fui eu o culpado de tudo. És tu quem merece o melhor. Sou eu que mereço ser pregado na cruz. Mas desta morrerei por mim. As minhas asas. Rompem a pele. Nascem do nada. Formam-se. Ficam brancas. Branco como a cor da minha pele. Vomito O enjoo dentro de mim. Quanto mais vivo, mais vontade tenho de não o fazer. Fui eu quem sempre esteve mal. Fui eu quem duvidou do amor. Fui eu o demónio. Sou o demónio que te culpa. A culpa que agora é minha. A culpa que nunca tiveste. A culpa que me mata. A culpa que me deixa cego de tudo. Sê feliz. Mereces mais do que eu. Eu. Um monstro que fez parte da tua vida. Uma criatura que não merece ajuda. Uma alma perdida. Uma bala perdida. A mesma sensação. Criatura. Demónio. Pessoa má. Fui egoísta. De toda esta culpa que dizia que era tua. Digo agora eu que é minha. Porque sei o que fiz. Em tudo o que se passou o culpado fui. Não percebo as coisas. Nunca irei perceber. Não entendo nada. E esquecia-me de tudo. Das coisas que eram importantes para ti. De tudo aquilo que te fazia feliz. Não sou mulher. Agora percebo. Sou a culpa. A culpa de tudo o que é teu. Sou eu. Não tu. Nasci.
Obrigado Pai e Mãe, por me trazerem a este mundo. Obrigado irmão por todas as minhas burrices que tiveste de aturar durante 19 anos. Obrigado Nicole, Inês, Ana, Carina, Cristiana, Marina, Marisa, Rui, Verónica, Nuno, Alice e a mais alguém de quem eu me tenha esquecido. Obrigado por tudo. Parece que não valeu a pena. Tudo. Sou o culpado. Sou eu o culpado. Porque choro. Porque me riu. Porque me riu quando choras? Porque choras? Queria ser-te especial. Mas culpei-te de todos os meus actos. Sou uma criança. Sou o culpado. Fui eu que parti o vidro. Sou eu o culpado. Sou o demónio de todo este mal entre nós. Fui eu que criei todo este mau ambiente. Magou-te. Quero ser o melhor possível. Mas deixei de o ser depois que não consegui erguer-me e colocar as culpas na realidade. A realidade que sou eu a 100%. Sou aquele que nunca mereceu a vida. Fui aquele que enganou a morte aos 15 anos. Fui aquele que devia ter lá ficado. Nunca devia ter acordado. Nunca. Nunca. Nunca. Deveria ter sido lá que deveriam ter tirado a hora de morte. Morro. Morro por todo o mal que vos causei. Não sou capaz de aguentar uma nova queda. Uma nova parede. Sou o culpado. Sou eu quem deve sofrer. Não tu. Sou doente. Sou demasiado mau para continuar a viver. A viver a vida que alguém melhor do que eu merecia. "Ana"
, ainda me sinto culpado por tudo. Sou eu o culpado. Merecias alguém melhor. Sou doente. Sou um Demónio. Não mereço esta V.I.D.A. Não mereço esta, Vida Insatisfeita Doente e Assassina. Não pertenço a este mundo. Sou jovem. Mas não pertenço. [Video Link]

Deixa tudo arder. Irei arder primeiro. Tentei, estou perdido nos teus olhos? Deixa-me arder. É o que eu mereço. Menti. Estou perdido? E aqui no fim, no fim da dor. A dor não é a mesmo desde que não estou contigo. Chora 3 lágrimas por mim. Quando for embora, canta esta musica para mim. Não consigo continuar a ser o homem que sou. Sou este homem. Com sangue nas mãos, este sangue que não é meu. Agora vê as minhas asas a arderem no fogo. Não guardes as cinzas...

sexta-feira, janeiro 16

O Demónio Invisível.

Demon by ~HuntingHawk

Sou um demónio. Sou um demónio sem cara. Sou um demónio sem alma. Sou um demónio sem asas. Sou um demónio sem corpo. Sou um demónio que não sangra e que não tem sangue. sou um demónio que não sente. Sou um demónio que não chora. Sou um demónio que não tem cor. Sou um demónio vazio. Sou um demónio sem nada. Sou um demónio que não dorme. Sou um demónio que não vive nem morre. Sou um demónio que não sonha nem vive. Sou um demónio que não tem nome. Sou um demónio do paraíso. Sou um anjo no inferno. Sou O rei dos dois céus. Sou um demónio que nunca viu a luz nem a escuridão. Sou um demónio. Rosto vazio e escuro. Um preto abstracto? Asas negras como a escuridão dentro de ti. Demónio que olha para o vazio. Para o preto da escuridão. Nunca está escuro. Nunca está brilhante. Não há vida. Não há morte. A paz que o silêncio cria. O desassossego do vazio. O vazio que não é quente nem frio. Criatura chamas tu a uma alma perdida. Dizes tu que tem alma. Criatura invisível no escuro. Visível à luz do dia. Sou a sombra de Deus. Sou aquilo que Deus protege. Sou do demónio que Deus não quer que tu vejas. Não quero que tu chores, não quero que te matas. Deixa-me arder. Eu mereço. Sou a doença que tu não tens. A doença à qual não existe cura. Sou o mal do bem. Sou o bem do mal. Sou a cegueira do teu prazer. Sou o que te cega. Sou o que te faz chorar. Sou o que te faz pedir ajuda. Até mesmo à divindade à qual se questiona porquê. Observa agora as tuas asas a serem queimadas. Arranca-me as asas. Corta-me. Deixa-me arder. Arder. Fui o momento. Fui aquilo que escolhes-te para eu ser. Sou a tua criatura da criatividade. Obscuro porque não me deixas ser mais nada. Volta-me a por dentro de ti. Pega-lhes. Magoa-me. Canta para mim, enquanto eu morro. Canta para mim enquanto vivo. Não finjas que não sentes. Sentes. Estás a chorar. O que é chorar? Choras por quem? Por mim? Ergue a medalha. Vai lutar enquanto vês o céu a ser desfeito por aqueles a quem chamas "homens". Crias. Amas. Mas não és capaz de dar a metade que não te pertence. A vida. Sou uma criação tua. Porque não me destróis? Sou um demónio. Sou. Porque me culpas de todo o mal que fazes? Porque dizes que sou eu? Sou a tua perfeição? Faço parte da mentira que contas? A mentira que fecha as mentes? As mentes de quem não sabe viver? Serás tu uma obra? O que és tu? O que sou eu? Quando tudo isto desaparecer o que farás? Já acabas-te de brincar com as vidas de todas estas pessoas? Esta força que me deste. Estamos no fim. Este fim é a porta que ninguém quer abrir. É o pano negro. É o salto para o desconhecido. Pensas. É o fim de tudo isto. É o medo de mudar para sempre. A perda de ti. Deixares de ser reconhecido. Deixar de seres relembrado. Sou um demónio que tem o poder de Deus nas mãos. O poder que te é invisível. Observo-te. Olha para o escuro, lá me encontrarás. Estou ao teu lado. Sente o meu respirar...

A criança da vida...

Ladder by *VexingArt

Considero-me uma criança. Sem alma e sem nome. Sem mais força para me lembrar. Atrás de uma parede de silêncio. Respiro tormentos dos meus actos passados. Quero deixar para trás. Eu nunca vos irei esquecer. Eu sou aquele que sempre irá ficar para trás. Sou mais uma criança. Perdoa-me. Terei de estar bem contigo para conseguir ultrapassar a dor que nos causei? Eu não compreendi. Não me apercebi do que me fazias de tão bem. Chamo-te chama do meu coração. Quem me dera ter apercebido de tudo a tempo. Perdoa-me se te fiz sofrer. Como foi possível. Se não fosses tu. Dá-me o braço. Tu existes, e tens vida. A vida que cada um merece. Recordo os velhos tempos, os bons no meio de tantos. Sou uma criança frágil. Como fui capaz. No fundo, sempre quis a tua felicidade. E queria para mim, aquilo que ainda me é incompreensível. Será que podemos voltar ao lugar onde tudo aconteceu e fazer as pazes? Seguir cada um a sua vida? Um último beijo? Onde está o meu mundo? Onde está a minha vida? Eu caio. Deixo uma luz em ti. Quando me sinto assim, faço-o ser tão meu. Perco a noção de onde ir a seguir. Sinto-me a cair tão devagar. Questiono porquê. Porque faço isto aos outros. Pergunto-me porque faço isto a mim. Porque sou assim. Meto-me nojo. Quando ajo desta maneira, sinto que a única maneira de parar é, parar de pensar. Quando começo a ser assim, gostava de deixar tudo. Partir. Largar tudo. Começo a viver. Quero viver, mas não consigo esquecer. Quero esquecer e não sei porquê. Não é um jogo. Quero parar. Para que comece a viver. Não vivo porque não quero, ou porque não sei como viver? Como poderei fazer as coisas com razão de existir? Como conseguirei ter aquilo que quero se não sou capaz de arriscar em tudo o que faço? Porque tenho medo de abandonar tudo aquilo que amo? Encho-me de terror e de uma perda que não é tua. Perco-me cada vez mais. Perdi-te a ti. Conto mentiras, conto verdades. Adeus. Seguro no choro que tenho por tudo isto. Se pudesse tirar toda esta dor. Dar ás pessoas que estão em cima de mim, ao meu lado e dentro de mim. Faço de conta que cuido, que ajudo, que me preocupo. Olhas para mim e vês a verdade. Mas quando olhas para mim e pensas que tudo está perdido é quando tudo faz sentido. Quero parar de ser assim. Quero parar. Mas não consigo. Estou tão próximo de saber a verdade das coisas. De tudo o que sempre quis saber. A viagem está quase a acabar. O tempo está a acabar. Desculpa. Daqui consigo ver as minhas estrelas, a minha lua. Não vou desistir. Se for preciso mudar-te, mudar-me radicalmente. Se for preciso viver a minha dor diariamente, assim o farei. Só para te ver feliz. Mas isso já tu és, e não precisas de mim. Tens essa capacidade. Do You Remember? Estou doente. A doença que eu fiz dentro de mim. A dor a que eu me coloco. Não quero chorar. Quero parar. Quero mudar. Fechar os olhos, respirar fundo e receber de braços abertos a bala que percorre o ar que não consegui respirar na vida. A bala que me dá a liberdade. Que dá a tua, e a de muita gente. Sei que a minha mãe sempre me deu valor, que o meu pai sempre quis o melhor para mim, e que o meu irmão sempre me apoiou em tudo. Sorriu para um mundo que não conheço. O mundo que é meu. Ficarei bem, ficarei bem. Como da ultima vez que me viste. Estava a sorrir. A sorrir de tanto sofrimento. Estes espinhos que se cravam na testa. Os cortes. O meu coração a aguentar o seu próprio arrancar. O arrancar do meu corpo. Não controlo as mãos. E só porque eu não te consigo mostrar amor, arranca assim o meu coração. É difícil encarar a dor que este mundo me faz sentir. É bom saber que estás viva. Mas estou pronto para deixar tudo. Acabar com tudo. Sinto-me a cair. Mesmo sabendo que estou bem assente na cadeira. Sento-me à tua frente. Olho-te. Quero estar contigo. Faz-me sentir melhor. Mas espera. Não quero. Tu queres? Será que quero estar contigo tanto como tu comigo, mas tenho medo que tudo isto volte a acontecer? Deixa-me. Não te mereço. Tal como tu a mim. Este amor, este ódio, destruí-me. Os teus olhos. Pega em mim, transforma-me. Sinto o mesmo quando choras e quando te ris. E agora no fim, no fim. Deixo-te o mundo do conhecimento. O mundo do Pensamento Infinito. O poder da chave para a liberdade individual. Quero erguer-me, seguir em direcção ao céu. Deixo o adorável Azul-bebé, e passo agora a abraçar o Branco. Mistura-me. Confunde-me. Destrói-me. Consome-me. Sempre suspeitei de mim. Nada me irá salvar. Estou nu, a tremer. Pulsos cortados. Escrevo em todas as partes no meu corpo: “Perdoa-me”. Se pudesse tirar esta dor de dentro de mim... Finge que me adoras e vem ter comigo e ergue a minha cabeça. Preciso de um pequeno incentivo para mudar. Dá-me uns joelhos novos, torna o meu corpo no mais perfeito e seguro possível. Estou tão próximo. Não quero desistir. Choro hoje à noite. Será tudo isto, um sonho? Estarei eu a sonhar? Pensava que tinha encontrado uma saída... Não quero chorar. Agora consigo ver os meus erros. Fui burro. Faço erros sem pensar no que poderá vir a seguir. Porque não sou normal? Pergunto eu todos os dias. Todos os dias, sempre que acordo e me olho ao espelho. Porque não sou normal? A bala continua a percorrer o ar que não respirei. O mundo pára. És tu quem pára o tempo. Quem pára. Metes-te à minha frente. Consigo sentir o teu calor. As tuas mãos. Os dedos entrelaçados nos meus. O toque dos lábios. O último beijo. O último olhar. Olhas-me com olhos de quem pensa e diz constantemente durante todo o dia, durante todo este tempo: AMO-TE Pedro! Consegues criar dois possíveis fins. 1º- Todo o que estava parado no tempo e no espaço, deixa de estar. Levas com a bala. A bala da minha própria liberdade. A bala que eu merecia desde o inicio. Desde o inicio do corte do cordão umbilical. O merecido que foi esquecido. Morro com o teu beijo... 2º- Tiras-nos da frente da bala. Deixas que tudo siga o seu caminho. Beijas-me. Os lábios colam. O olhar fixante e profundo da palavra Amo-te! Ecoa dentro de mim. Sofro com tudo, porque às tantas quero. Ou, porque é aquilo que me faz sentir mais culpado. Sentir que não mereço nada. Ouvir as vozes de que sou isto ou sou aquilo. De que não consigo, e que não valho nada. Quem me dera que um dia, olhe para trás e veja que tudo não passou de mais uma memória, uma memória que foi precisa ser lembrada e vivida. Olhar para o presente, de forma desconhecida. Olhar para ele com o sorriso de mais de 1000 sois. De ser uma pessoa. Aguardo a palavra que liberte esta minha alma. A alma que está presa de tudo. Porque em tudo me tornei, e de nada quero ser. Liberdade Invisivel... Perdoa-me! Pedro Mota (16-01-2009)

A acordar de uma ilusão...

Love by *ladyrapid - Foto à venda!
Brincas com a vida, como as crianças brincam com brinquedos. Agora vejo o teu sofrimento. Choro tão alto que os meus pulmões secam e desfazem-se em sangue. Sempre que falas de mim. Falas mal de mim. Assim como eu falo mal de ti. Sempre que penso, revejo. Aquela exacta coisa a acontecer. Aquelas palavras a saírem-me da boca. O nossos mundos a colidirem a partir desse ponto... Tanto estavas bem-disposta e pronta para ir embora, como estás mal com alguma coisa e descarregavas em mim essa tua incompreensão, esse teu vazio. O vazio que te faz sofrer diariamente. Uma incerteza, uma repugnância que tens de aceitar todos os dias. A crítica destrutiva. Aquela que em tu mudas radicalmente como se nada fosse. Superas obstáculos. Resmungas. Morde na mão de quem te ama. Não podes acabar agora. Estamos tão próximos agora, estas memórias estão quase a acabar. Adeus. Eu choro tão alto. Agora vejo a tua dor. A dor que agora digo que deveria ser minha. Fui egotista. Não vi. Somos (homens) como uns cãezinhos abandonados, mas vocês (mulheres) a qualquer cagadela no tapete querido ou os chinelos ruídos, é logo um pontapé e arranjam logo maneiras de nunca mais nos por a vista em cima. Adeus. Agora, consigo ver as estrelas a aproximarem-se. Porquê? Adeus. Agora consigo ver que quem estava mal era eu. Quem tinha errado era eu. Quem estava a pensar mal era eu. Não estou a fugir. Não é o fim do mundo. Agora tudo parece tão bonito, queres vir passear comigo? Um último passeio? Para mim tomas comprimidos, para, ti choras da perda. Deixa-me ir. Ou segura-me com força. As coisas estão a desaparecer. Persegue-me. Volta-me a por na estrada. Tira-me o céu azul e o horizonte ofuscante. Sempre que me perco, o meu coração pára. Brincas com a tua vida, deixando-te guiar sem que te apercebas. Recordas. Perdes-te. Caminhas. Cais. Levantas-te. Respiras fundo. Diversão confusa. Confiava. Espera, disse, confiava? Estou a mentir. Não vou pedir mais desculpas. Sim vejo o que sofres. Ainda te consigo ver a pensar em mim. Quando beijas outros rapazes. Rapazes melhores ou piores do que eu. Não me importa nada. As escolhas são tuas, assim como a tua vida, e as tuas manias. Não perdi, nem ganhei. Ganhei tanto como tu e perdi tanto como tu. É tão difícil dizer, enfrentar, sentir, acarinha, verbalizar, colocar na tua boca esta palavra que ao mesmo tempo é tão confusa. A palavra com o nome de: Amo-te. Tanto dá alegria como a tira. É difícil em alturas como estas mudar. Segura-te. Não vou a lado nenhum, pois as coisas acabaram. As lágrimas derramadas, pelos cantos, por cima de livros, por cima do teclado. O bater do coração sem sentido. Apesar de querer deixar de sentir coisas por ti, deixar de pensar em ti, o meu coração nunca parou de bater. De me dar felicidade ou força, para pensar mais alto, para ver que não é porque acabo contigo que irei também acabar comigo. Morres hoje. Boa sorte no céu. Descansa em paz. O próximo, serei eu. Sou eu. Sempre que penso em ti. Sinto que, sempre te preocupas-te mais contigo. Ainda não acabou. Já não sei o que dizer ou o que sentir em relação a ti. Fazes-me chorar. Aquilo que eu digo que tu fazes. Adeus. Pedir a tua versão não é pedir muito... Agora vejo o porquê de tudo... Não te posso parar agora. As lágrimas estão quase a secar. Parece que nos aproximamos ainda mais. Sinto os dias passarem a ser segundos, os minutos horas. A pessoa que já viveu comigo 2 meses da minha vida. Permanece na memória que quero esquecer. Tenho vergonha de olhar para ti e não ser perfeito nos teus olhos. Que o cabelo esteja mal composto, que tenha alguma coisa na cara que te faça sentir alguma coisa que não quero que sintas. Assim espero… espero que um dia te esqueça. O próximo serei eu...

quinta-feira, janeiro 15

Preciso de ver coisas morrer...

tidal by =Wysseri
Apercebeste agora do que estavas a ganhar? Daquilo que eu te estava a transmitir? Do conhecimento que estavas a receber? A visão de um mundo que é mais do que um universo preto e cheio de matéria obscura e composta para lá do conhecimento? Observo-te ao longe, esperando que as tuas tendências acabem de vez. Não aguardo com ansiedade, aguardo com esperança que um dia consigas perceber tudo o que fiz por ti. Assim como eu espero. A única coisa que ajuda é sonhar, sonhar que irás ser melhor. Melhor, não para sempre, mas durante um tempo em que tudo sirva de exemplo. Que torne o passado um simples, sonho. Um sonho que nunca conseguiu ser real. Corto-me. Não consigo chorar. Sinto a água a entrar dentro de mim. O frio, os arrepios de tudo a contrair-se com força. Tento respirar, gesticulo completamente. Dá-se um choque no meu corpo. Toda a água dos pulmões. Fico quieto na água. Esta água é aquela que me prendeu durante 9 meses. Sou puxado. Puxado com força. Não me mexo. Os olhos gravam tudo o que se passa. Observas-me enquanto me afogo. Vem respirar comigo. Quando olho para ti sinto a necessidade de ver coisas a morrer. Tu tens uma voz, tens uma escolha. Fala. Mete-te no meio da minha vida. Faz-me parar. Faz-me aperceber de que estás cá. Que estás viva. Olho para ti todos os dias. Reparo nos olhares das tuas amigas. De tudo o que fazem só para me poderem ver. Estarei com a mania da perseguição outra vez? Alguma vez conheces-te uma alma viva? Como podes dizer que és tu quando te tornas egoísta? Tal como disse, vamos acabar com isto. Sai do chão, levanta-te. Pega na bebida e levanta-te. Esta é a única coisa que me ajuda e que me impede de dormir. Quando é que poderei descansar em paz? Será depois de deixares de fazer sentido em tudo o que escrevo? Faço sentir a dor. A dor que deveria ser toda tua. Mal consigo respirar só de ver que mal me estendes a mão. Dei-te a mão uma vez, duas, três, perdi a conta. Ouço-me a ouvir dizer que não merecia isto. Queria ultrapassar esta vida, se é que isto é vida. Dou voltas à pequena bola de cristal. Despercebida. Deste-me a alma, mas eu já a vendi. Quando me fui embora, quando tudo acabou, o céu ficou escuro durante meses. Envolveu-me, comprimindo-me com tanta força que não podia respirar. Lutar. Criatura do meu inconsciente. Esta que me impede de deixar de ter o ponto do coração, que quando aperta vem a tua indirecta presença. Preenches-me nesses momentos. Fico invejoso. Pensei que encontrei uma saída. Mas só vejo uma parede. Carrego. Fecha os olhos, porque no amor não irás precisar deles. O coração começa a falar, depressa dá-me o amor que preciso. Dá-me a dose para manter o coração acordado. Acordado, para mais um gostar de ti. Eu só vivo uma vês.

terça-feira, janeiro 13

A sonhar com as estrelas.

Stars by ~Mnico
Sonho ao lado das estrelas. Não está sol, nem está escuro. Não há vento nem calor, não há sol nem chuva. Está um tempo sem nada, um tempo vazio do significado. Escuro mesmo fora do céu, mesmo dentro da estrela. Os olhos das estrelas ao meu lado, irradiam de luz. Os sorrisos compostos por felicidade, os ouvidos a serem penetrados do inaudível. Não se ouve nada. É o silencio no seu mais puro intimo. Uma grandeza pequena. Estou ao lado. Presente. Repouso, sentando-me num espaço imaginário. Não são pessoas, são apenas pontos no céu. Fecho os olhos. Juntam-se à minha frente. Iluminam-me. Sinto o calor a tocar na minha face. Abro os olhos. respiro fundo. Sinto que fui usado. Foi tão desnecessário, mas para mim foi tão perfeito. Parece que foi ontem. É dificil de dizer que tudo irá estar bem. Sinto o cheiro ao tabaco. O imperfeito dos teus dedos. As sardas na tua cara que se encaixam perfeitamente com a tua personalidade. As tuas roupas de menina do papá. Este amor, este ódio, queima-me compulsivamente. Entro em pânico, nada parece que começou. Grito. Estou ao lado das estrelas. São aquelas que fazem mais do que espero que tu faças na minha vida. Espero um sossego. Espero um tempo calmo como este. Aposto que ainda acreditas no destino. Caminho ao lado destas coisas que brilham, destas coisas que pulsam um olhar de beleza que não passa de um brilho. Tornaram-se um sinónimo de prazer, de segurança, de sorte, de beleza universal, são os choros de cada relação terminada. Corações partidos. Criadas para juntar outros. Ao mesmo tempo foram usadas para as duas coisas. Dou comigo a sonhar um sonho que não consigo ver. Um vazio no meu ser. Uma criatura como eu... Doente comigo mesmo. Não tenho ninguém para quem olhar, para quem receber um sorriso. Reparo na depressão no que os outros têm. Grito incontrolável-mente: "Meu Deus só poderei estar a sonhar!!!" Quem me dera estar a ser perdoado neste momento. Ficar doente no leito, deitado no que me sustem. No que mantém de pé. No sofrimento em que os meus joelhos estão. De todas estas quedas que dou. Tenho pena deles. Quero mudar, mas tenho medo de perder os joelhos de vez. Não quero acabar com isto. Quero viver da melhor maneira possível. Criando e destruindo o que quero para mim. Bom ou mau. Estas trelas que me envolvem. Retiram-me do sossego. Retiram a paz que pensava ter neste momento. Luto. Juro que gostava mais de um sinal. Dar o ultimo suspiro. O ultimo grito, o ultimo suspiro para um céu preto num infinito vazio de pensamentos ou de sentimentos. Quero sentir-te. Olhar nos olhos e dizer. Adoro-te, gosto de ti. Faz-me feliz que eu farei o mesmo. Criarei um mapa celestial para podermos navegar. A minha vida é a minha morte, a minha morte é o meu nascimento. Dedicava-te centenas de poemas, criados com amor, numa luta de desejo só para te ver sorrir, só para receber uma palavra amiga, um reconhecimento teu. Mas tornaram-se num pesadelo. Sonho com as estrelas. Gostava de ser como elas, sem senti, sem pensar, sem sonhar, sem tocar, sempre com os olhos postos no mundo que as faz valer apena existir. E só porque não mostras-te amor ou ódio isso estragou a nossa confiança. Agora vê esta faca chamada agonia a ser espetada no coração até que ele pare. Só descansarei quando o ar que respirar for tão puro como as veias de sangue que rebentam dentro de mim. Alguma vez conheces-te alguém tal como eu? Parecido? Já viste o que eu perdi? E o que tu perdes-te? Só quero dizer adeus, e desaparecer sem que ninguém saiba. Desaparecer. Eu ficarei bem. Ficarei bem, tal como da ultima vez. Corro atrás das estrelas que iluminam a vida. Aquelas que me dão de comer, aquelas que me fazem adormecer e saber que no dia seguinte estarei cá para que mais um dia possa fazer esquecer-te para um sempre curto dentro de cada toque teu no meu corpo. Cada nódoa negra dentro de mim, a ferida que rapidamente se infecta com a indefesa e delicadeza, de mim para contigo, e com qualquer um. As instruções da cirurgia que me deixa caído na maca branca, mesmo ás portas do céu. O mesmo céu que já me recusou uma vez. Caio num colo. Não é meu, não é de ninguém. É de um ser imaginário. Deixas? Começo a sair deste céu repleto de estrelas tão bonitas. Agora que reparo nas estrelas... começo a pensar que... sempre estive dentro de ti.

Pedro Mota (13/14-01-2009)

Amiga Impecável.

Hoje mostrei a amizade que sinto por ti. Pela pessoa que deitas cá para fora. Cada olhar teu percorre o meu coração que o faz palpitar depressa. Tão depressa que não consigo controlar a respiração e sempre que quero falar, as palavras saem todas atropeladas umas por cima das outras. És única, fixe, gira, sociável, amiga, companheira, e a cima de tudo, uma pessoa espectacular. Agradas-me só com a tua presença. De tanto gostar de ti, de tanto gostar de te ter como amiga, muitas vezes acho que exagero nas minhas frases de "amigo". Tu consegues chatear-me o juízo e eu até gosto da maneira de como o fazes. Amiga és tu, que ouves e sabes ouvir. Tenho um certo receio de desapareceres com a tua felicidade que me dá um sinónimo da vida. Mesmo quando não estás ao meu lado, basta pensar em ti, para me sentir seguro e confiante. Tenho medo sabes? Medo de nunca mais te ver, nunca mais te poder tocar, numa mais te poder dar um daqueles abraços, conversar contigo, desabafar contigo sobre as extravagancias dos meus pesadelos. Consegues ser a pessoa mais querida. Mesmo estando mal com os teus problemas. Sabes que estou ao teu lado. Mesmo não estando fisicamente. Sinto que, desabafas mais comigo do que com outras pessoas. Mas devo ser eu com a mania da perseguição outra vez. Tenho um carinho por ti incalculável. Amiga como tu, só a Nicole. =) E essa sabe o valor que tem na minha, tal como a Inês. São as duas pessoas a quem eu devo muito. Pois aturaram as minhas birras, as minhas choradeiras, as minhas depressões, os meus desassossegos, os meus desejos incompletos e a minha capacidade de querer ser perfeito, mas já era perfeito à minha maneira. És uma amiga que não esqueço. Fazes mais do que o ar que respiro. =)

Deixas de ser tudo, e passas a ser um nada...

Fazes-me esquecer um coração que começa a ficar perdido. Não, não é o meu. O sangue que até à pouco fazia passeio turístico no meu corpo não era o meu. Mas sim de alguém que nunca mereceu. Tiro as tuas mãos da minha cara, do meu coração, da minha vida. Tiro-te para um curto sempre. Um Desejo. Um pensamento e um sentimento que nunca foi perdido. Coso as minhas veias, cada canto do meu coração. A cada bocado teu que eu encontro, atiro para a fogueira. Queimo tudo o que outrora tive de ti. Ainda ouço o teu choro. O teu desassossego. As lágrimas que deitas, ou que possas deitar quando lês isto. Quando lês sobre ti. A crueldade é demasiado grande para a deitar cá para fora. Principalmente a uma menina tão «desabrochada» como tu. Sentir-te é a ultima coisa que quero de ti. A primeira é um sossego, ou uma noticia tua ou um barulho teu, que para mim cada vez se torna mais inaudível a cada dia que passa. Começa a sentir...

P.S: Adoro ler o que escrevo. Mesmo sabendo que é meu. Parece que não sou eu quando o escrevo. Mas adoro, melhor, amo o que escrevo, da maneira como escrevo. Mesmo que seja a coisa mais esquisita ou a coisa mais brilhante de todo este ínfimo universo, mesmo sendo eu um pequenino ser dentro de um grande. Adoro a forma como me expresso mentalmente. ^-^

segunda-feira, janeiro 12

Cansado de ti

Ando cansado de pensar em ti. Pensar que existis-te e agora fazes-me chorar. Cada vez que penso só gostava de nunca te ter conhecido. Cada vez que penso em ti, fazes-me sofrer. Quanto mais me lembro de ti, pior fico. Fico mal com o passado, sinto-me mal comigo. Revejo na minha cabeça tudo o que aconteceu. Sofro num sufoco invisível. Falta-me o ar cada vez que olho para o teu nome. O teu nome faz-me lembrar coisas que gostava de esquecer. Esquecer que existes, esquecer a tua cara, o teu nome, a tua idade, a tua personalidade, tudo o que vi e aprendi contigo. Choro porque não sei o que mais hei-de sentir. Só gostava de nunca ter visto a tua cara. De seres mais uma pessoa desconhecida para mim. Só queria que cada vez que te vejo, fingir que não te conheço ou simplesmente que não existis-te na minha pequena e turbulenta vida. Onde luto e me aconchego do frio que faz fora do meu corpo. Desaparece. Não custa nada. Queria-te fora do meu coração, fora da minha cabeça, de cada pensamento que me faz sentir mal comigo, com aquilo que fiz, seja bom ou mau. Sou burro e continuo a sê-lo. Sou burro porque tenho as tuas mágoas cravadas no meu peito. As tuas falsas esperanças, as tuas brincadeiras que não gostava, sou burro e continuo a sê-lo. Talvez seja o medo de me deslaçar de alguém que tive. Fazes-me chorar. É como se a cada olhar teu, me cortasses o coração que bombeou sangue por ti. Metes-me nojo e não sei porquê, talvez por certas atitudes. Quero deixar de pensar em ti, mas a tua beleza "exterior" é demasiado valiosa para deixar de o fazer. Quero-te dizer o ultimo adeus, sou demasiado tímido e tótó, para perceber que já não és nada para mim, que já não quero ter nada haver contigo. A tua amizade mostrou-me que só me queres usar para o teu puro prazer de imaturidade. Culpo-te a ti, tanto como me culpo a mim. Pergunto-me se eu não tivesse feito aquilo, não tivesse decidido acabar, como seria a minha vida depois disso? Continuaria a sofrer da maneira como sofria? Decidiria conversar contigo? Ultrapassaria o medo da relação acabar? Enfrentaria a tua ingenuidade, que me faz pensar bem nos meus actos? Iria enfrentar a tua «superioridade»? A tua segurança que só me deixava sem palavras? Que me inferiorizava? Os amigos que tanto amavas a mais do que a mim? O amor que me faltou e tu nem te importavas comigo? Sim, culpo-me de tudo, porque eu é que sou o culpado de tudo isto ter acontecido. Porque não sabia dizer "não" mais vezes. Porque sabia que sempre que discutia contigo era motivo para deixares de gostar de mim. Porque era burro de mais para perceber que nunca chegas-te a dar valor ao que tinhas, e punhas defeitos em tudo, ou em nada. Usavas-me quando precisavas. Só pensavas em mim quando deixava de ter motivos para desconfiar de ti. Porque é dificil tornar uma pessoa como essas, não voltar a fazer o que sempre fez. Nem vou comentar nem dizer do que é que estou a falar. Fartei-me de me virem à memória os momentos que me fizeram sorrir, e momentos que me faziam ver que valia apena viver. Viver por um motivo. Tu. Mas estava errado. Estava demasiado fechado em mim para perceber tudo à minha volta. E talvez um dia destes, venha a pensar o mesmo que agora. Falo de ti... Começa a pensar porquê. Parece que não te importavas com nada. Sim sou o culpado e tu não és mais do que uma criança, tal como eu. Vejo o próprio mundo de forma diferente e interajo de forma diferente com ele. Por vezes quando me envias uma mensagem, ou me convidas para isto e para aquilo, começo a pensar que foi preciso ter acabado tudo para começares a dar valor ao que tinhas ao teu lado, do lado de dentro. Ou talvez tivesses do lado de fora. Sinto que fui mais uma pessoa na tua vida. Não te ouço, não te vejo, não te falo, não te sinto, à tempo suficiente para eu, dizer que me fazias falta, que te amava. Jurei que não iria haver ninguém a substituir aquele pequenito ser que foi mais do que tu. Porque ele não sei queixava, não se chateava, ouvia-me, e dormia ao meu lado. Vinha ter comigo a chorar às pontas dos meus dedos. Descansada e confiava em mim mesmo quando sabia que eu não lhe estava a ligar. Porque ele sabia que eu o amava e não precisava de lho dizer. Porque sentia o meu amor e sentimentos. E quando estava triste com as coisas, era o único em quem eu olhava e via a curta vida que tinha. Ela não era como tu!! Sim estou-te a comparar com um animal. Mas tu ainda consegues ser pior do que ele. Tal como eu o sou. Culpo-te dos sentimentos e das infantilidades que tinhas comigo. Esperava mais de ti, mas afinal...a criança fui eu, porque só via o brinquedo á minha frente e não via a vida mesmo ao meu lado a fazer barulho. Não sou o que pareço ser. Tinha medo de fazer o errado. O sentimento de culpa é maior do que as culpas que te ponho. Revejo-me em tudo o que aconteceu, nas minhas atitudes, nas minhas emoções, no que pensava, no que eu era para ti, e só encontro duas respostas. Eu, uma pessoa tímida e sem experiência de vida, sem vinho no estômago, sem a música das discotecas, bares, cafés, nos ouvidos, sem os inúmeros namoros e curtes no peito, cravadas como espinhos. Fazes-me sofrer cada vez que olhava para dentro de ti, e olhava para a vida que tinhas. Tão nova e já viveu mais do que eu. Vives-te por fora. Percorres o mundo para ver o que não tens dentro de ti, tentando desesperadamente de conseguir encontrar um lugar acolhedor. Eu sou capaz de ser o contrário. Percorro o interior para ver o que me falta, para poder encontrar o que não sou capaz de aceitar totalmente, mas me acolher. Tinhas as capacidades para ser a melhor pessoa que eu conhecia. Mas falta-te o que não consegues ter. Dar o que te dão. Em vez de quereres tudo só para ti. De me pedires à força toda, o amor que tinha, mas que aos poucos desaparecia. Olho para mim e comparo-me com o que és. E vejo uma enorme diferença. Senti-me posto de lado. A final o que era eu para ti? O que eras capaz de fazer por mim? Estou-me agora a lembrar de uma coisa que me perguntas-te. Não acredito que era preciso ser tão frio para me fazeres tal pergunta e responderes logo a seguir à minha resposta. Quero fugir com o meu coração. Quando me envias SMS, parece que queres voltar a ter-me ao teu lado. Mas não sei se voltaria para ti. A única coisa que quis que mudasses era a tua maneira de defensiva quando falavas para mim, e que parasses de te encostares a mim a pedir-me ou a aproveitar-te da minha ignorância sem me dar nada em troca. Fui só mais um dentro de muitos que tu já comeste não fui? Tenho nojo de mim, é uma palavra forte, mas é isso que eu sinto quando me vejo ao espelho e penso em tudo o que aconteceu entre nós. Foi lindo sim, sem dúvida, faltou a outra parte. Mas isso já tu sabes o que é. Fartei-me da tua existência. Não mereces nada. Só não peço o boneco porque...Porque... --'

Tenho a liberdade que tu não tens. Tenho a liberdade e família que tu gostavas de ter. É isso? Será isso?
Sentia que te afastavas de mim cada vez mais. Tenho pena de que a nossa realidade seja diferente. Sê feliz. Porque eu vou superar tudo. Nem que tenha de perder todos os membros, ou de ficar paralítico numa cama a borrar-me todo. Vou conseguir!! Não me importa quantas frases eu preciso de dizer, para me fazer sentir valer a pena continuar a viver com o mundo com pessoas como tu e eu. Porque se sentisses realmente a essência, apercebias-te da pessoa que estava ao teu lado. Deixarias de te defender e passar a amar-te tanto a ti como a mim. O que sentis-te por mim foi uma mera paixoneta, que pouco depois de 2 semanas passou. Posso ser o pior rapaz do mundo a namorar ou até beijar ou entender a outra pessoa. Mas nunca te faltou aquilo que tu nunca tiveste e nunca terás... Tentei ser o melhor namorado do mundo depois de tantos que tu tiveste. Queria ser o melhor. Mas fui burro. Tenho de acordar mais uma vez. Talvez assim deixes de existir cá dentro como uma espécie de vidro que me corta as veias.

quinta-feira, janeiro 8

A enterrar os meus medos

No strings attached. by ~Raccoon-with-a-cigar

Neste momento estou a enterrar os medos. As angústias, arrependimentos, os choros, as depressões, as lágrimas libertadas pelo medo, pela incompreensão do meu destino, dos meus sentimentos e pensamentos que me tornaram no que não queria. Queria agradar a todos, queria que as minhas ideias fossem partilhadas por todos, queria que a minha pessoa fosse respeitada e acarinhada. Estou a entrar num mundo onde todos tentam destruir o que construí e o que tenho dentro de mim. Não me apercebi, agora que revejo o erro que fiz, só me apetece é destruir tudo o que fiz para trás, para voltar a construir tudo aquilo que perdi e construí de tão mal, durante todo este tempo em que existo e sinto. Os sentimentos estas coisas que me fazem sentir a vida, o momento especial e importante de "sentir". A maneira como eu o sinto, a maneira como eu o sinto, a maneira como eu o penso. Ficou para trás agora. Transformo-me num monstro que vive como qualquer outro monstro. Que chora e apoia, que destrói e contempla, que critica e age. Um mudo num mundo de "faladores". Cego num mundo de maus olhados, surdo num mundo de críticos, anti-sentimentos num mundo de prazeres e doenças que despedaçam a mente humana, que a torna frágil e facilmente quebravél. Respiro em paz num mundo só meu, num canto só meu, com aquilo que eu mais gosto ao meu redor. Já não espero. A minha vida mudou. E vai voltar a mudar. Até que um dia deixe de morrer e renascer, e só exista um morrer final. Onde o renascer será de outra forma, de outra maneira impossível de contar ou descrever a este mundo ensurdecedor que queima cada gota de água.

Eu pensava que era forte, mas... não sou. Agarrei-me a uma coisa e...
Ainda falta a frase mágica para me libertar completamente das raízes do meu antigo mundo. Já estou livre, pelo menos sinto-me. Preocupei-me demasiado. Ficava triste por tudo e por nada. Importava-me demasiado com aquilo que as pessoas pudessem dizer, pensar, ler, escrever, ouvir sobre mim. Importei-me demasiado com o que as pessoas pensavam, ora se eu estava com esta ou aquela pessoa. Preocupei-me, e agi toda a minha vida com medo, vivi como uma pequena criança que tinha de deixar dar andar os outros meninos no baloiço, por ter medo de que eles deixassem de ser amigos dele. Tinha perdido a razão de viver, o gosto do que me tornava humano. A emoção que um dia me poderia percorrer dos pés à cabeça com uma rapidez invisível, que me deixaria atordoado com a tremenda facilidade de conseguir deitar todas as cartas do meu castelo. Acreditei intensivamente que nunca iria estar numa prisão, e isso aconteceu. Criei a dentro de mim. "A prisão que se cria dentro de nós é muito pior do que a prisão que conhecemos cá fora!!" Deixei-me ficar sem vida, sem emoções. Fiquei sem sentir, sem acreditar num presente agradável e contente. Fui desleixado com a minha vida.

Depois de tantos anos a criar esta árvore, corto agora as raízes que a prendem a mim, corto o que lhe dá vida. Corto o que me dá a vida mas que desconhece os meus sentimentos e a minha vida.
Perdi amigos e desconhecidos. Ganhei amigos, fiz conhecidos. Não me invejo de ninguém, nem quero conhecer quem tem inveja de mim. Não julgo ninguém, não critico ninguém. Não me preocupo contigo. Quero construir o mundo que eu deixei escurecer com os anos que passei fechado dentro de 4 paredes negras com as doenças que vinham de fora para dentro de mim. Sem uma fresta para deixar passar o ar fresco, para aperfeiçoar o ar. Deixei de jogar Sim's com a minha vida. Criei barreiras sem perceber do que me estava a privar ou a prevenir de ver, acontecer, sentir, respirar. Limpo o preto de dentro do meu corpo com tudo o que tenho dentro de mim, sem desperdiçar nada. Afinal o que eu pensava que era preto, é branco e bem branco. Parte daquilo que sou, era um sonho desde pequeno. Sentia-me insignificante dentro de mim. Era um eu que não era eu. Era um eu diferente de tudo. Uma pessoa que não era mais do que uma criança. Fui criança. Queria descobrir os segredos da vida, mas a vida...não tem segredos, nem muito menos caminhos a seguir para se ter uma boa vida ou gostarmos do que fazemos ou temos. Arrependido? Não! Deprimido? Muito menos! Eu em toda a minha forma de existência, sempre fui parecido com uma concha do mar. Ficava lá fechado dentro, preso no escuro, onde me eram dados problemas para eu resolver (os meus próprios problemas) e não abria a concha para respirar até que não acabasse de resolver aquele problema. A partir de um certo ponto da minha vida, os problemas apareciam, eu tratava deles, mas depois deixava de lhes ligar, para mim só tinha interesse uma vez, e foi o que aconteceu até ontem/hoje. Tentei resolver os meus problemas sozinho, fazendo de tudo para que corressem bem, deixando os sentimentos e os pensamentos de lado e concentrando-me só naquilo. Desde pequeno que me gostava de transformar numa pérola. Uma coisa única e valiosa para alguém. Ou para que todos pudessem apreciar. A concha é visto por mim como uma "fábrica" do meu eu. Aquela concha que no final de todos aqueles tempos, consegue deitar cá para fora, uma coisa tão insignificante que não passa de uma pérola, mas que aos olhos de quem a vê, não é mais do que uma coisa unica e bonita.

Sempre apoiei os outros, mesmo sabendo que lhes poderia tirar os problemas, as suas tristezas, os seus sofrimentos. Com os outros era e sou importante, dizem-mo muitas vezes. Já ouvi tanta gente a dizer que se quer matar e eu só penso naquilo que consegui ultrapassar e ser o que sou hoje, e orgulho-me por ter acontecido o que tem acontecido na minha vida. Eu sei que é pequenina e que ainda não vivi muito para contar. Mas tenho coragem de dizer, que me sinto bem com aquilo que sou, independente dos meus feitios, estupidez ou burrice. Sei que sou eu, e não outra pessoa qualquer que tentava a todo o custo ser. Eu mostro aos outros, que eles têm valor, que são importantes e que conseguem ultrapassar tudo. Digo-lhes que eles é que são fortes. Porque os apoio, porque é uma coisa que gosto de fazer, esteja ou não esteja bem comigo. Mesmo que esteja mal! Mesmo que os outros tenham pouca importância na minha vida, não quer dizer que sejam todos, apenas alguns que para mim não fazem a mudança do meu ser, eu mostro-lhes que eles é que são importantes e não eu. Porque quando vêem ter comigo para falar ou só desabafar, são os problemas deles que são importantes e não os meus. São eles que precisam de ser ouvidos, não eu. Eu ouço-me a mim mesmo, tenho os meus métodos de desabafar ou deitar cá para fora o que me chateia ou me incomoda durante um dia ou dois. Estou numa parte da minha depressão ou da minha triste, em que não consigo sentir isso. Sinto uma coisa esquisita de se compreender. Sim acho que é a aceitação. =')

Eu só tenho uma coisa para dizer: Eu sei o que é que queres ouvir, mas não sei se serei capaz de to dizer da maneira que queres ouvir, ou da maneira que esperas ouvir de mim.
Fui ciumento com os sentimentos dos outros. Fui ciumento com os amigos, com as namoradas, com tudo o que os outros viviam ou tinham. Fui desleixado com o que tinha. Com as minhas capacidades. Era o ditador dos meus sentimentos. Parei de me criar para os outros. Foi o momento em que decidi dizer "Chega", "Não quero continuar assim". Tenho as melhores amigas e amigos que poderia ter. As pessoas hoje em dia parece que não querem saber para nada dos sentimentos dos outros, daquilo que eles sentem por alguém. Só querem é curtir, mandar umas, namoriscar, e não se preocupam com o grande assunto. O sentimento do outro. Mas isto sou eu, é esta a minha opinião. Estarei a ver a coisa pelo lado mau em vez do lado bom. Mas não acho que as pessoas assim irão longe. Mas...tudo bem.

Não gosto de me apegar a ninguém, ou de ter alguém alguém colado a mim ou a previr-me de certas coisas, de certos momentos só meus. Não é questão de ter ou não namorada, é que quero neste momento de estar sozinho. Sem que me preocupe com o bem estar de alguém que me é querido ou que me é alguma coisa. Começo a fazer amigos e é só isso que eu quero neste momento. Estou tão bem sozinho. Queres namorar comigo? Então e eu pergunto-te assim, queres ser só minha amiga e depois isso do namoro logo se vê? (Consegues perceber onde quero chegar??!) Estou bem sozinho, assim só preciso de conhecer e de perceber e dar atenção a uma pessoa, eu, que é o que eu preciso neste momento. Como uma colega minha me disse, "Primeiro preocupas-te e pensas em ti, depois pensas nos outros e é se tiveres tempo para eles." E também não foi por isso que eu comecei a pensar mais em mim. Eu não gosto de me pegar a alguém, de me viciar nessa pessoa, de me encher de pensamentos sobre essa pessoa. De me colar, ou acarinhar demasiado. Eu estou aqui, e tu estás aí no teu quadrado, seja ele grande ou pequeno. Não me interessa. Fica distante de mim. Eu quando precisar de ti, vou perguntar por ti pode ser? Não, não quero que me faças tudo, não quero que me construas o mundo. Deixa-te aí estar. Quando precisar de uma ajudinha, para por uma peça eu peço pode ser?
Parece que quanto mais eu sou sincero com as pessoas, ou me abro com elas, parece que existe alguma coisa que ainda não compreendi muito bem, nem vou perder tempo a tentar compreender tal coisa. Só sei que as pessoas não gostam que eu seja sincero. Eu quero que o sejam comigo. Sabes o que é que eu sinto? Assim realmente? É dizer que não, e no dia a seguir fazer o contrário daquilo que tinha dito. Mas acontece, eu estou constantemente a mudar, um sorriso, um olhar, um sopro, uma respiração, tudo é diferente do minuto anterior.

Depois de tanta coisa que passei, olho para trás e sorrio aos meus inimigos, a todas as pessoas que me quiseram deitar ao chão. Estou no cimo do cume, onde consigo ver todos os meus problemas e tristezas, alegrias, brincadeiras, inimigos, amigos, família, tudo o que faz parte de mim. Deixo-os agora. Os meus inimigos sobem pelo monte a cima, tal como todos os meus problemas e medos da vida. Querem-me empurrar, querem que eu caía dali. Mesmo daquele topo. Querem-me ver sofrer. Mas eles não sabem uma coisa. Não sabem o meu segredo. O melhor segredo que eu vou revelar. Eu tenho asas. E seja o que acontecer. Eu vou voar, e sobreviver aos problemas, vou voar por cima deles. Vou fazê-los sentir que são insignificantes. Mais do que o universo nos faz sentir. Abro as portas do meu mundo. É por isso que sei que gosto dele. Porque se não lhe desse valor, não falava dele. Permanecia calado. Sinto-me bem. Não é sentir-me bem, porque ainda existe uma coisa que me preocupa ou melhor que me ocupo desde à muito esta minha cabeça. É uma coisa minha. Não vos vou contar nada. Não tentem descobrir porque não o vão conseguir. Não, não fui violado, não matei ninguém, ou mal tratado, ou molestado, ou depressivo, ou seja lá o que for. É uma coisa profunda. Uma coisa mais profunda que os sentimentos poderão descobrir. A única frase que eu tenho para descrever este sentimento é: "É como se tivesse violado ou morto alguém que me é querido." Não precisam de saber mais nada, nem muito menos de perguntar. Imaginem a situação que quiserem. São tão amigo, tão amigo, tão amigo, que até chego a magoar por ser tão.

Ó merda esta. --'
Estáva eu contente da vida a escrever aqui, a escrever o final, quando esta merda empanca e pronto, lá se foram 200 linhas cu caralho. --'
Agora vou ter de me lembrar de tudo? :S

Só para dizer que, pronto para resumir tudo o que eu tinha escrito. Porque neste momento não me estou a lembrar de nada. Quer dizer estou, mas a estas horas, já não tenho tempo nenhum para escrever as 200 linhas que tinha escrito antes. :S Bem.
Eu estou bem sozinho, sinto-me bem. Mas sinto-me ainda criança. Porque não me estou a ver a trabalhar, tal como os meus pais, quero dizer, levantar-me todos os dias e ir trabalhar e etc, e casar-me e ter filhos, é uma coisa que não vejo que poderá vir a acontecer.
Não me venham com criticas, ou comentários, gabar-me, consolos, porque não os quero para nada. Poderei dizer, obrigado, como é óbvio. Já estou a fugir ao raciocínio. Caralho pá tinha um texto tão lindo e tão bonito e esta merda tinha de... foda-se!!!! --' Passo-me qésta merda.
Queres que eu páre de escrever? Então não venhas aqui ler o que escrevo! Queres que eu pense com tu? Então vai dar uma volta!! Não preciso das tuas opiniões. Estou bem com o que sou, poderei ser, bom ou mau aluno, se sou uma boa ou má pessoa, se sou burro ou esperto, se sou pobre ou rico, se sou feio ou lindo, se sou gordo ou magro, se sou bom nisto ou mau naquilo, eu gosto de ser assim. Gosto de quem eu sou. E quem não gostar optimo, quem gostar, optimo na mesma. Se alguém não gostar de mim, espero que esteja preparado para cair e se recompor, quem gostar de mim, que esteja preparado, porque eu não o/a vou receber de braços abertos.

Este texto ainda vai ser editado. :)

quarta-feira, janeiro 7

Os meus olhos estão tapados!

Os meus olhos estão tapados!
Do que quero entender.
Daquilo que quero perceber.
Mas não consigo ver!

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Never Back Down - It's Not Over Now

Ele está satisfeito? Depois do que ele fez?
Eu não sei
Mas posso-te contar, poderia chora-lo em pequenas peças agora
Mas vingança não é o melhor caminho
Nem a desforra é boa.

Eu nunca lutei
E não gosto nada de violência. Eu não gosto de violência
Eu não quero magoar ninguém à minha volta
Mas muitas vezes sinto que tenho de o fazer.

E eu fico com medo de mim mesmo. Não sei de onde vem estes pensamentos.
Eu quero tira-los à força toda da minha cabeça.

O meu coração está com fome. Não estou a fingir. Valores estão a desaparecer. Estou quase a deixá-los sair.
O meu coração está com fome. Valores estão a desaparecer. Estou apenas a gastar o meu tempo com isto.

O meu coração está agora com fome. Não estou a fingir. O meu coração está agora com fome.
Dá-me o amor que eu preciso para entender a necessidade. Dá-me o amor que eu preciso.

Eu sei que me podes ajudar. Eu sei que me podes ajudar agora.
Por favor ouve o que eu quero. Eu quero perdoa-lo agora.

Eu sei que não acabou. Não, ainda não acabou.
Eu sei que ainda não acabou. Não, ainda não acabou.

Eu sei que me podes ajudar. Eu sei que me podes ajudar agora.
Por favor ouve o que eu quero. Eu quero ser perdoado.

Agora consigo ver!
Mas é preciso amigos como estes para me tirarem a venda que me tapa os olhos...

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É melhor esconderes o teu coração.
Porque eu vou no teu caminho.
Não tenho nada a perder.
Não me consegues parar. Nem mesmo ao mundo.
My love is rising.
Eu pego no que eu quero e no que me apetece.
Não! Tu és o único a cair.
O meu mundo arde enquanto o teu se afoga.
Vamos dizer que sou único e perfeito.
Crias paredes à tua volta, estás sozinho.
Nem os 300 te defendem. Porque tentas fugir?
A tua interpretação é fraca e faz-te vir ao chão.
Faz todo o teu mundo vir ao chão.
A vida é tua mas eu fico com ela.

terça-feira, janeiro 6

A caminho...

A caminho de uma depressão. --'
Porque eu quero. --'
Não me apetece comer! Não tenho apetite!
Sou para os outros, aquilo que não sou para mim.
Sou para os outros aquilo que gostava de ser para comigo.
Perdi a minha vida. Se a encontrares fica com ela.
A minha vida... Está morta!

segunda-feira, janeiro 5

Tu fazes-me sofrer...

Tu sempre me disses-te que a tua casa éra onde estava o teu coração mas eu acho que te esqueces-te do teu coração em casa.

You always tell me that your home is where your heart is but it seems like you forgot your heart at home.

Questiono-me...

Questiono-me como é possível tal coisa.

Bem... Não sei como dizer isto. Bah... Com cada coisa.
Tenho colegas que apenas com 16 anos ou menos, já tiveram a sua primeira relação sexual depois de muitas pelo meio. --' Não sei se é inveja, sei lá o que é que sinto. Como é que... Nem vale apena. Não sei como dizer isto...

Estou eu aqui com 19 anos, namorei pela primeira vez aos 18. Nunca tive relações. E depois olho para estes gajos e só penso. Foda-se a final o que é que eles querem e o que é que eu quero?

Eu prefiro namorar, estes preferem curtir. Bem, talvez prefira namorar, porque talvez nunca curti. --' Que bela merdinha esta. Ainda digo que estou bem. Ando a tentar seguir a "evolução" das coisas. Porque já vi que... Bem. Não percebo nada daquilo que os jovens hoje dizem ou têm. Só sei que cada vez mais jovens e com menos idade iram ter relações sexuais e eu irei estar na merda. Como sempre. Mas também relações sexuais? Não é uma coisa que necessite, talvez sim. Pois possivelmente esteja com falta de cona. Talvez seja disso. Sei lá já.

Também não será por ter sexo que vá morrer ou deixar de pensar em ter uma namorada. Ou alguém que goste de mim. Seja amiga ou namorada e uma conhecida. Já é bom. Sexo? Isso vem depois. Não não sou viciado em sexo.

Falo com uma gaja que já mandou umas e ... Bah, só me faz parecer mais da idade da pedra. Por vezes gostava de deixar de ser assim e ver o outro lado daquilo que poderia vir a ser. Aquilo que eu perdi. Uns arranjam gaja é logo só com um piscar de olhos, e eu tímido como o caralho, mal consegue olhar em condições para uma gaja, ou até para uma rapariga que passe mesmo ao meu lado. Bah. Não sei o que tenho. Apetece-me morrer. Era isso que eu ia fazer se por acaso não tivesse conhecido a minha ex. Pois. Aquilo que o namoro faz. Aquilo que uma pessoa vê, quer experimentar ou até ter. Tá calada não sabes nada. Fui mais para ti do que tu foste para mim. E não quero voltar a discutir contigo. Quero continuar a não pensar em ti. És minha amiga lá do fundo, não é do coração é dos pés.

Não é que eu não queria ter relações coise, mas ... começo-me a achar valho de mais para ter esse tipo de coisas, e começo a pensar que talvez possivelmente um dia meramente eu tenha essa experiência. Sim gostava de a ter tido mais cedo.

Como uma pessoa que me é muito chegada(o meu irmão gémeo) comentou uma vez:
"Se eu fosse mais "atiradiço" ou como os nossos colegas era só gajas atrás de nós."
Eu acho que já escrevi aqui esta frase. Mas não interessa... o que interessa é que sempre que queria alguma coisa, iria sempre tê-la passado uns 4 ou 5 anos. E na altura em que tinha, já não a queria. É como agora. Apanhei ... pavor, não é bem pavor, é mais... medo... de voltar a namorar, para depois acontecer o mesmo e voltar a passar o que passei. Quer dizer também não é medo, é um sentimento esquisito. Agora que me vierem perguntar: Queres namorar comigo? Eu penso logo duas vezes e talvez seja não. A mim toca-me o que os outros me fazem a mim, mais do que os outros fazem aos outros. Ya é isso mesmo, vou cortar os pulsos né? Ya também acho. Sim é a única solução. O caralho que é. Faz tu isso. Posso não ter namorada, poderei até viver depressivo para o resto da minha vida, mas nunca irei tirar a minha vida. Nunca. Hoje estou cego, amanha posso estar a ver perfeitamente.

E sim se pudesse mandar umas todos os dias, mandava. --' E não, não sou tarado ou porco.
Preocupo-me mais com o bem estar e prazer do outro do que o meu. Sim sou burro. --'

De tão amigo que sou só me fodo é a mim, ou melhor os outros é que se aproveitam e me fodem. --'

Não quero sair de casa e mandar uma com a primeira gaja que encontrar. Esse dia virá. Sim preferia que tivesse sido mais cedo. Porquê? Para não me sentir à parte ou excluído ou marginalizado ou separado ou inferior, ou que não faço parte do mundo que me ignora todos os dias. Porque gostava de fazer coisas que não sou capaz, que penso que com esta Timidez que me proíbe de fazer aquilo que mais gostava. Que me sinto velho e estúpido, e sinto-me um rapaz que não é capaz de dar "prazer" a uma rapariga, ou que não é aceite pelo grupo de raparigas. Porque tem medo da maneira de como o aceitam. O sim ou não. Porque se não fosse assim, seria muito melhor. Porque apesar de querer perder a virgindade, não agora, mas com alguém especial e importante. (sim lá estou eu com a ideia da idade da pedra numa sociedade que chama da putas às raparigas que já foderam com muitos gajos Ou que já namorou com muitos gajos, e que chamam de homens e poder aos gajos que já tiveram uma data deles e que já mandaram umas.)
Porque gostava de poder alterar esta minha maneira de ser, perder esta timidez, e sim eu sei que não é por mandar uma que a vou perder. Sim poderá deixar de aparecer em mim. Poderá desaparecer. Sim é bem possível que sim.Não sei se percebes o que quero dizer com tudo isto. Nem quero saber se pensas mal ou bem de mim. Estou a escrever o que eu penso e isso é o mais importante do que mandar uma. E fazer sexo, não não é depois do casamento. É quando chegar a altura e quando estiver preparado para o fazer. Não quero dizer que não esteja preparado. Mas... Já me chegou algumas boquinhas da minha ex, para me inferiorizar e de me esconder de todos os toques e ambições com raparigas ou até mesmo de fazer amigas. Ou até mesmo quando me masturbo, ou melhor masturbava. Porque com as bocas que ela me mandou, só me deixaram deprimido comigo e com o meu corpo. Fizeram mais estragos do que o acidente que sofri no pescoço. Porque se a pudesse mandar à merda mandava, mas sou demasiado meio e amigo, ou então não, para o fazer. --' Quero parar de ser assim. Mas quando sou assim sinto um certo conforto em tudo isto. Mas quero parar de ter necessidade de sentir conforto. Quero parar de ter necessidade de me sentir "carente" de mimos, beijos, abraços. Não me quero fechar dentro de mim mais do que estou. Não me quero tornar mais escuro do que sou, não me quero tornar no mal que nunca fui. Sim tenho tudo isto dentro de mim prestes a explodir e a engolir-me e a dissecar cada parte do meu corpo. Pronto para me destruir. Mas luto para não o fazer explodir. Não estou a pensar em morrer, apesar de que parte de mim (uma ínfima) quer fazê-lo. Mas não o irei fazer. Porque não será por causa de nunca ter feito sexo que o irei fazer. Isso é ser burro, tal como eu agora estou a ser. Eu para umas pessoas não passo de um betinho, um coninhas, um estúpido, um burro que nunca teve relações e nunca teve mais do que uma namorada. Sim agora é a parte que quer morrer. Não posso negar os meus sentimentos. Sim posso lutar e controla-los, mas tenho de os deixar fazer a birra e que me enchem a camisola de ranho e que estrebuchem.

Ele pediu-me um preservativo e eu dei-lhe para ele ir lá fazer aquilo que ia fazer. :)
Sim tenho dessas coisas. Sim, perguntam porque é que uma pessoa como eu que mal sai de casa ou que tem medo de "conviver" com pessoas estranhas e que nunca foi a uma discoteca ou a um café à noite, precisa de preservativos. Pois bem a resposta é simples. Pais. Sim foram os meus pais que compraram. Sim foi quando ainda namorada com a ex. Sim essa.

Agora questiono-me... Valerá a pena deixar tudo por uma simples relação sexual?
Não sei a vossa resposta, estão há vontade para dizer, chamar nomes, comentar, criticar seja o que for de mim ou de alguém. Já não tenho medo de dizer o que penso. Quero se fodam que não gosta desta minha atitude de dizer nomes ou até mencionar pessoas. Não quero esconder de mim mesmo aquilo que de tão bem sou capaz. Descrever o que sinto e o que tenho em exactos momentos da minha vida. Porque é o dom que eu tenho que não quero perder. E sinto-me bem sozinho. Apesar de ter aquela vontade enorme de receber um beijo ou um aperto no coração das saudades.

"Garotas e garotos de 11/13 anos, já têm relações sexuais" --' Gostava de ... esquece. Esquece que eu existo. Esquece tudo sobre mim, esquece este blog, apaga-o dos favoritos, apaga tudo o que sabes sobre mim, tudo o que leste aqui, tudo o que imaginas-te e pensas-te e crias-te aqui dentro. Esquece tudo. Esquece os meus pensamentos, problemas, timidez, estupides, receios, medos, ambições, depressões.

Vive a tua vida como ela merece. A minha deixou de ter sentido à muito tempo. Depois de frases, acções, comentários. Não quero morrer, quero viver, para ver o próximo dia. Por agora vou por de lado as cenas de sexo, de namoro, de afectividade, de carinho e de paixão, e vou seguir com outras coisas que sei que não me fazem chorar. E eu ponho isto de lado, não é para não sentir é para ver se vale mesmo a pena continuar a lutar por algo que não me dá de volta o que dei.

Eu sei o que continuar a escrever. Mas fartei-me de o fazer por agora. Não quero pensar mais nisto. Não quero. Quero deixar que isto se vá embora. Quero parar de pensar. Quero parar de pensar. :( Quero parar de pensar.

Que a minha morte ainda venha a tempo de pensar duas vezes se me leva ou não. E que se sinta tão mal como eu me sinto por dentro. À gente que quando é violada, diz que se sente sujo, que o corpo não é dele, pois eu digo o contrário. Eu digo que o meu interior está sujo. Sinto-me podre, a morrer por dentro. Sinto-me vazio, como se todo o sangue que existisse estivesse a ser transformado em gás que me corroí tudo por dentro.

Quero parar de pensar. Quero para de ser assim, de pensar assim.

P.S: Eu escrevo aquilo que mais ninguém ousa escrever.

P.S: Sinto-me tão estúpido. Não há idades para fazer isto. E não preciso disto para ser feliz. --'