Trás-me os teus fantasmas. Quero ver-lhes a cara. Tu nunca me mostraste com o medo de perder o orgulho. Independente de tudo, sempre te quis ver com a inocência nos olhos, com o amor pela vida, e as mãos sobre o coração, deixando-o mais sossegado quando me vias a descer dos comboio de mochila às costas. O teu sorriso nos teus lábios, criando uma harmonia à tua volta, como a coisa mais deliciosa de se presenciar. O toque na orelha, a tua maneira de morder os lábios enquanto me enviavas um daqueles olhares de timidez e de me querer comer a boca logo ali naquele momento. Passando a mão por de trás do pescoço em gesto de controlo emocional, saltando-me para cima beijando-me a boca que tanto anseias por te deliciar uma vez mais. Parece mousse, dizes tu ao saboreares o que mais te excita em mim. Pousas uma mão sobre o meu intimo coração, que devagarinho vai sentido a presença do teu através do teu pulsar. Adoro ver-te de carinha tímida, olhinhos arregalados, mãos no meio do peito, com uma presença como quem diz "És tão perfeito e nem acredito que és meu, só meu!" Nem consigo dizer por palavras ou gestos o que sinto por ti. É uma alegria e uma certa cara alegre que me invade a mente neste momento. Como adoro ver-te de meio termo nos meus braços, apreciando o horizonte que desaba no meu olhar. És tão querida. Tão delicada e tão orgulhosa das mãos que tens. Dás-me uma vontade de te encher de mimos cada vez que te vejo. Sinto-te como aquelas superfícies macias ou quando damos aqueles abraços aos nossos peluches em gesto de estes nos tirarem todos os males só com o toque nas nossas almas. E tu fazes-me lembrar de quando era criança, onde espírito de aventura não me faltava na ponta do nariz e nos joelhos.
Agarro-te do vento. Protejo o teu corpo do frio que imunda o ar. Inocência! Transportas tu nas mãos que me apalpam a cara, me tapam os olhos em tom de brincadeira. A altura que tenho de ti é de alguma forma comprida e adoro quando me ponho direito e tu te pões em bicos dos pés, tentado alcançar os meus lábios. Fazes tanto esforço que fechas os olhos. Ainda te lembras daquelas tardes passadas nos bancos dos jardins, a pensar no nosso futuro? Sorrindo e olhando para o resto do mundo, conversando e chateando das mais diversas formas possíveis?! Contos de fadas, folhas e vento, lágrimas de doenças e tristezas. Momentos que com alguma satisação guardo cá dentro.
Eu sussurro devagarinho na tua orelha, "Eu amo-te mais do que a vida".
É esta a minha maneira de viver aquilo que nunca vivi. E é tão mágico que sinto mesmo como se tivesse acontecido. E nem tendência tenho de ir viver o que já escrevi. Queria apenas sentir a realidade a passar nos meus braços, voando diante dos meus olhos, sentido-os na ponta dos dedos, assim como no coração, encorajando os lábios a ficarem molhados.
Gostava de poder dizer a alguém com a lágrima a sair do canto do olho, banhando o sentimento que tenho no coração: "Amo-te, mais que tudo o que vivi nesta pequenina vida. E quero passar contigo, momentos únicos e inesquecíveis."Sei que é impossivel por agora. Não sei o que amanha me espera. Espero que seja coisa boa...
Gostava de poder dizer a alguém com a lágrima a sair do canto do olho, banhando o sentimento que tenho no coração: "Amo-te, mais que tudo o que vivi nesta pequenina vida. E quero passar contigo, momentos únicos e inesquecíveis."
"Aquilo que fica, é aquilo que não deveria ter sido vivido."
Pedro Miguel
































