segunda-feira, novembro 30

És princesa num conto de fadas

They're hiding. by ~hippo-hand
És princesa num conto de fadas, dos quais os teus criados são a minha alma pura e incógnita adjunto com o coração de uma tal alma incógnita que virou perdida no meio da confusão do teu amor. Esse tal amor que parecia ser tanta coisa enorme para manter e perdurar durante anos e ultrapassar contos de fadas. Não és real nem percebes o que é viver com o pobre peito a ser picado cada vez que recebemos um não com uma cara de quem quer mostrar que quem está certo é quem realmente não tem razão. Não és real, pois as princesas não são assim tão... Tão distantes. As distancias que crias entre nós, são as mesmas que matam o orgulho de cada um de nós. Ou será que o aumenta? Mantens a tua cabeça erguida, pensando que o meu poder de rapaz me consiga por de pé num estante, quando na realidade sinto-me tão perdido como tu estás, sinto-me tão mal e sozinho como a menina que habita dentro de ti. Ainda pensas que ao manteres a cabeça irá enganar toda a dor que sentes e que a felicidade irá pairar no ar e cada vez que respirar, irás sugar  bocados desses tesouros maravilhosos e que tudo passa como se nada tivesse acontecido até agora. Tiras partes de mim, e perguntas com tais partes na mão: "O que é que poderemos conseguir com isto?" Se tudo fosse como querias, nada destes desejos famintos de sexo, sentimentos e amor de paixonetas exorbitantes fariam sentido. Nem sequer existiam para te contentar e penetrar todos os cantos de um coração perdido, frio e vazio.

Revejo nos teus olhos a evolução que poderemos vir a dar. Agora é tempo de pararmos, pensarmos e decidirmos como será o agora. Queremos o controlo do futuro. Queremos que o futuro seja como traçamos quando estamos encostados um ao outro, num banco do jardim ou simplesmente aos beijos de olhos fechados no meio da multidão, pensando que o futuro está pré-destinado, e que estarmos juntos é o melhor de todas as coisas. Sabemos que as probabilidades de se acabar são grandes, assim como as de nos mantermos. "Todas as discussões são provas do nosso amor." Diz quem não sabe nada de amor. Digo que são apenas maneiras de nos matarmos por dentro. De uma forma estúpida e maligna como um tumor sem sentido que nos consome as vidas. Pensamos nesses momentos: "Quem me dera não me ter mentido a mim próprio!"

És uma princesa sem castelo, sem asas, nem milagres para criares neste fenómeno natural. És só mais uma rapariga.... Os príncipes não te existem. Os amores não te são sentidos. O coração bate, porque assim tem de bater, pois a esta hora estarias morta, coberta no teu próprio sangue. (Mudei a forma de ver o teu mundo) Tecnicamente como me fala a mente... "Estás viva porque assim decides estar..." (Ou decido eu por ti)

domingo, novembro 29

Queremos cobrir os nossos olhos...

Closer. by ~xdramatique

É por coisas que sem razão alguma nos fazem querer morrer por dentro. Queremos cobrir os nossos olhos, tapar os ouvidos, abrindo a boca e gritar bem alto, quanto pudermos. Esconder tudo de todos sem deixar nada de fora.

Tocou. Matou parte em mim que preferia manter guardado. Posso ter perdido todos os sonhos, mas encontrei o anel que te dei... Aquele objecto que tanto te dizia tanto, e que deixou de o ser assim que desapareci da tua linha de horizonte. Tecnicamente apercebi-me do grande partido que tiraste de tudo. Não tapei os teus olhos, pois queria que visses todos os erros que fiz à tua frente e que nunca me apercebi deles. Assim como gostava que te apercebesses dos erros mais absurdos que fazias. Estaria a mentir se disse-se que sangrava por todas as palavras amistosas e falsas que profetizavas nas pontas dos meus ouvidos. Estarei a fazer sentido? Algum? Nenhum talvez.

O meu coração abre-se como uma flor quando os olhos estão abertos, e quando as palmas das mãos fazem contacto com os poros macios da tua cara. De cara alegre, indeciso por dentro, vou explorando até onde poderei levar tais mãos, a viagens prolongadas pelo teu corpo. Mal me falas, mal me escutas, mal me consegues manter calmo quando o coração pula a uma imaginável força. Preferes manter as coisas sempre como começam, ou como chegam a acabar... Mas estás cá. Ao meu lado. Mostrando que a tua existência ainda perdura e que de tudo o que aconteceu, vais permanecer cá para dizer que nada me irá faltar, mesmo que mintas por breves momentos. Arrancas pontas do meu próprio coração. Não sei se por interesse se para mostrar que me estás a "dar" o que espero receber de ti. Uma realidade que ainda não consegui entender. Sendo assim, prefiro continuar a usar o teu corpo, assim como tu fazes com o meu.

Há coisas que simplesmente não podem deixar de existir.

sábado, novembro 28

Num dos lados do mundo...

come backby *LittleFlair
Brinco com os caracõis. Dou a mão a alguém que gostava de levar para casa. Passar meia tarde, meio dia com essa pessoa e nunca mais ouvir falar dela. Satisfazer-me por inteiro. Por outras, o desejo é para mais do que um simples meio dia. É uma tarde, é um dia, são dois.

Corres para mim de braços abertos. Enfaixas o meu coração com as tuas mãos. Este pontinho vermelho no interior do meu peito, queima a pele em volta cada vez que fazes algo em mim dizer que é bom, que é maravilhoso. Os teus toques são pequenos e com vergonha. Mas rapidamente se alteram e tornam-se mais do que isso. Quem me dera ter um pedaço do mundo, para onde pudesse ir e estar fugido do outro pedaço do mundo. Pedaço esse que me persegue e me tenta tirar todas as alegrias e sorrisos de que o meu corpo anseia todos os dias ao acordar. Um abraço bem apertado e um beijo na bochecha, enquanto me vou metendo de pé, dando algum encosto à cabeça para ver se acordo. Vestindo-me, para mais um dia sem sentido, revejo-me no espelho a minha personagem. Saio da rua, e assim que meto os pés em contacto com a calçada do passeio, passa alguém por mim, pegando-me no braço e diz com o esforço nas cordas vocais: Vem, temos muito a fazer...

O dia passou mais uma vez sem um sinal teu. Desejo-te, quero-te, anseio pelo dia que pegar na tua mão, baixar-me e de seguida perguntar o que me vai no coração. Tudo aquilo porque ele está a bater tão rápido cada vez que te vê. Explicar-te todo o brilho nos meus olhos. Encher esse canto carregado de um sangue vivo, com pormenores e promessas e para sempre capazes de ser compridos. (Tudo isto é mentira. Por muito que queira que seja verdade, sei que metade é mentira, pois a minha mente diz que o melhor é isto acontecer) Perdoa-me se algum dia te disser que já nada é igual. Que o dia em que nos conhecemos foi o pior de todos e que todos os dias que tive contigo não contaram para nada na nossa relação. Perdoa-me que ouças da minha boca que conhecer-te foi a pior coisa que alguma vez me aconteceu. Acredita antes  nas palavras de amor que disse aos teus ouvidos, nos dias em que nos púnhamos a ver o por do sol, assim como o seu nascer. Essas palavras eram verdadeiras.

Há gritos nas costas dos meus pulmões.

sexta-feira, novembro 27

Não te pude salvar das estrelas...


autumn by ~junest
Não te pude salvar das estrelas...

Está de noite. Todo o resto do dia passou sem ficar na memória. Recordo com consciência o passado que me fez fazer, acreditar em te dizer que parte de mim está em ti até morrer. Um desejo. Quero recordar, falar-te ao ouvido palavras que me tinhas dito. Ainda me recordo de palavras que me fizeram desejar que nunca me devias ter deixado, ou conhecido. E então abandonaste-me, ao frio, ao relento. Não quero mais recordar, quero-te aqui, todo só para mim. Viver momentos instantâneos. Pequenos toques que se transformam nos maiores que já sentimos. Poderemos voltar?

Todo um resto passou. Fazem picar partes pequenas do meu peito. Fazem feridas. Elas não saram. Cada vez mais penso em ti, daquela personagem, daquela pessoa que fez o sol brilhar para mim. Limpavas todas as lágrimas com a manga da tua camisola, colocando um sorriso brilhante na ponta de cada olhar, dia e beijo. Trazias-me calor. De tanto conforto só conseguia pensar em ti. Perdoa-me se te fiz coisas que não eram as melhores. Perdoa-me se te disse coisas que feriam cada canto do teu ser. Permanecias em todos os meus sonhos. Deixaras de ser real como antes te conhecia.

No dia em que tudo acabou. Sentia a perder-te para sempre. Cada pulsar do meu pequeno coração, fazia sentir-me frágil e doente. Distante e inexistente neste mundo, que me dava calor e felicidade. Gritava o teu nome, mas não aparecias como costumavas fazer. Desejei e esperei durante dias por um sinal teu... Tu não aparecias. E então apercebi-me de que te tinha perdido para sempre. Estava sozinha, vazia. Mais do que antes adorava poder dizer bem alto por todas a palavras que me pudesse ajudar a dizer o quanto a tua existência era importante para mim. Por tudo o que eu sempre esperei foi por uma pessoa como tu. Com um choro nos olhos. Um sorriso de orelha a orelha. Eras a alegria em pessoa. Dizer aos ouvidos do teu peito, que por quem é que bate o que está presente dentro do meu peito. E essa pessoa és tu. Desde o dia que te conheci e o teu olhar falou para mim.

Tudo o que eu queria, era uma ultima oportunidade...

Carta de uma menina ao rapaz da sua vida que desaparecera. (Escrito por mim)

Chegaste mais perto

Chegas perto de mim, com desejos nos lábios. Sei isso porque os mordes e enrolas os dedos neles. Os teus olhos falam com os meus, e cada um interpreta a sua mensagem. Os corpos fazem contacto. Reformulamos o texto de "invitation" para irmos para um sitio perto. Os gesto do teu corpo não me enganam os olhares. Fazes de propósito para que sinta o que só devia sentir num sitio menos publico. Sinto a tua pele a contrair-se do frio que sai das minhas mãos. Foi sem querer. Fazendo-me voar, dás vida ao meu coração. Atrais os pulsares profundos de um coração que tenta defender-se das hormonas e de todos os líquidos corporais que tentam sair do corpo. A respiração alterou-se, notas? O meu corpo tenso e ansioso pelo teu intimo, faz-me delirar cá dentro. Tu notas, pois contrai-se todo, respiro profundamente. Paramos, num sitio, pouco ou muito iluminado e ficamos por ali enquanto trocamos olhares, beijos intensos.  Tocas nas partes que são só minhas. É uma satisfação ao tê-lo todo na mão. "Estás pronto!"


Chegaste mais perto, vamos fazer aqui, não vamos ligar aos ares que sopram por entre nós, vamos ignorar as vozes e os olhares alheios. Vamos aproveitar este momento para nos sentirmos preenchidos. Tiro-te a camisola, desaperto as minhas calças, tu baixas as tuas, e tocas-me por inteiro beijando-me o rosto e os lábios que estão desejos de tocas na boca, nos teus peitos macios e grandes. Abeiraste para mais perto, acariciando e penetrando-te devagar, beijando-te e tocando-te e todo um mar de toques ao mesmo tempo que fazes tu ao meu corpo e eu ao teu. Deixa-me roubar este pequeno momento a ti por uns instantes. Soltas gritos, suspiros até que te sinto a desejar o meu corpo, como nunca desejaste. Sou só teu. Abusa de mim. (a)

São desejos normais...

quinta-feira, novembro 26

Se pudesse


É um longo caminho para ir abaixo. Está tão alto do chão. Mandei um anjo trazer-me o teu coração. Onde será que ele o foi buscar, para demorar tanto? Não me magoa. Consigo sentir os palpitares da vermelha cor que faz rosar as tuas bochechas. Faço negócios com a vida cada dia que acordo. Se eu pelo menos pudesse não te magoar, e ver até que fundo estarão as minhas cravadas no teu coração. E então fujo para junto do que mais me segurança dá. Diz-me que ambos importantes. Não serás infeliz. Corre aquela colina e enche os pulmões de ar, dando um grito que me faça tapar os ouvidos, ignorando o que não devo ouvir. Se pudesse...

Tu não me queres magoar, mas vê bem até que profundidade foi a bala da tua pistola. Partilhámos experiências. Matámos saudades, criámos rivalidades, mentiras e felicidades. Se eu pudesse fazer um pacto com o meu coração, jurar de joelhos metidos no chão, em ferida, pediria que um sorriso no teu rosto era tudo o que eu queria. Se pudesse fazer um pacto com os céus, pedir-lhes-ia que te dessem as estrelas. Se pudesse fazer um pacto com o chão que pisamos todos os dias, seria para que tivesses sempre consciência do coração que tens.

Se pudesse pedir um desejo, esse desejo seria: "Desejo que o meu coração seja suficiente para preencher todos os buracos do teu coração (vice versa). Que te limpe lágrimas, quando elas realmente forem preocupantes"

quarta-feira, novembro 25

Hoje vou resistir

Hoje vai ser diferente. Vou resistir a todas as tentações que se têm passado na minha cabeça nestes últimos dias. Permanecer com as mãos nos bolsos. largar os olhares, parar com as tentações. Dar umas chapadas mentais de vez em quando. Não por ninguém, se não por mim. Pois coisa que não quero é ter na mente o que tenho sempre tido. Por muito bom que seja, na minha opinião. Ando farto. E sentir-me bem está a cima de tudo o que espero. Partir as asas e permanecer na terra por uns tempos. Hoje vai ser dia de me controlar.
Vou sentar-me num banco de um jardim qualquer que me agrade e esperar. Esperar que o tempo passe depressa ou devagar. Ouvir música e deixar-me ir aos pedaços.

É tempo de me desfazer das tempestades...

Deixas-me sem palavras


Deixas-me sem palavras. Quero falar, mas elas não saem. Eu forço, mas nada as faz sair. Idealizo tudo na cabeça, mas elas ficam presas na língua e não querem sair dela. O coração bate, melhor dizendo, não bate, está calmo, mas a respiração alterou-se de uma só vez. Cada vez que me chego a ti, ou que estamos juntos, nem que estejas na outra ponta da sala, estou constantemente preocupado, olhando sempre para ti. Sempre que tenho saudades dos teus olhos, da tua cara, da tua boca. Quando estamos a trabalhar, estamos a trabalhar, e mesmo que o "coração" palpite de alegria, eu dou-lhe palmadas e digo-lhe para ficar quietinho no seu lugar que por agora não pode saltar. Como dizemos muitas vezes: Trabalho é trabalho, e conhaque é conhaque.

Ontem tive tantas oportunidades para te convidar para sair, ou ir beber qualquer coisa, mas não fui capaz. A vergonha apoderou-se da minha fala. Sentia-te. Distante e com frio, agachada num canto só teu. Com palavras e frases curtas. Estavas bem na cama. A descansar. Disseste que estavas doente, estavas mais que isso e eu reparei. Nem sei se também me "ligas" ou se simplesmente nem te apercebes. Nem sei porque me preocupo, mal te falo. Com o medo de apanhar algum estalo ou dizer aquilo que não devia. Estou baralhado agora... Imagino-te a tempo inteiro. A tua boca pequenina com uns lábios encarnados bem pequeninos.

Ajudem-me aqui mulheres que eu já não sei o que fazer. Não lhe tenho coragem. Não... Amanha vou trabalhar com ela e meu deus... Qualquer dia aponha sozinha e ainda lhe espeto um beijo na boca assim do nada. E pimba um estaladão. As minhas esperanças estão a ganhar força, o sol está a perder brilho, mas o seu calor muito mais forte. Sinto a vida a entrar-me pelo corpo dentro cada vez que respiro. Seguro-te de perto. Eu sinto-te, quero-te, eu sei que o teu toque é de tudo o que preciso. Espero que brilhes para sempre.

Imagino-me a passar a mão pela tua cara. Colocar o polegar no teus lábios, os dedos atrás da tua cabeça e puxar-te, aproximando-me devagarinho, fechando os olhos e beijar-te devagarinho, sentido todas as vibrações e respirações alteradas à ultima da hora que o teu corpo efectuar.

Com tanta rapariga bonita que trabalha comigo e até me dou bem, escolhi-te a ti por alguma razão. Apenas me sinto bem.

terça-feira, novembro 24

Não é...


O demónio voltou mais uma vez à vida, voltou a ser enterrado assim que fez as suas travessuras menos boas. Está ali no canto, a dormir, ou não sei bem a fazer o quê. Está ali bem. Vou ter de me voltar a limpar, a embelezar de perfume, mas desta vez para ir trabalhar. Para que amanha tenha dinheiro, para que possa comprar os meus vícios. Permanece neste momento na cama, e ainda só fui até à cozinha. Coisa pouca para um dia lindo. Vou sair daqui e vou passear por um bocado. Bonito ou não, sei que não o sou, por isso vou apenas passear. Ver as meninas. Ver decotes, pernas, rabos, olhos e bocas lindas. Assim como as suas expressões. Nem peço muito. (Amo aquelas raparigas que fazem pouco, e mesmo assim são lindas como tudo) De tão pouco, conseguem fazer muito.

Anjos... Já nem sei deles. É melhor assim.
Meninas... Mal olho para elas. Quando lhe olho nos olhos, já nada têm a dizer. Também não olham. Pouco me importa se olham ou não. Não me fazem nem bem nem mal. Um dia será diferente. Hoje será igual. Não me fazem a vida, nem me ajudam em grande coisa. Talvez só me aumentem o ego e me dêem uma satisfação visual e física. Pouca coisa. Usa-las como objectos. Não. É melhor para por aqui. Não quero dizer coisas desagradáveis. Não lhes ligo mais.

Não é um jogo. É um sentimento que ainda está perdido...
Sei que o amanha é possível.

segunda-feira, novembro 23

Peguei no cigarro...


Peguei no cigarro. Enrolei o cachecol à volta do pescoço, vestindo o colete de seguida. Embelezei-me de perfume e dei uma sacudidela no cabelo, pondo-o mais à vontade com os ventos que se ouviam da rua. Os anjos já estavam prontos para me encherem de adrenalina, esperança e colocarem-me sorrisos bem guardados num dos bolsos do casaco, para o caso de um ou outro falhar. Não queria coisinhas perfeitas, apenas uma coisa simples, fácil e que desse para ver beleza e que reflectisse alguma masculinidade e que ao mesmo tempo que dissesse que tinha cuidado com a aparência, não pelos outros, mas por gostar de me sentir limpo e saudável. Desço a avenida com as mãos nos bolsos, mangas do casaco arregaçadas. Olhava, e pensava, nos momentos que aconteciam ao mesmo tempo que o meu passado fosse diferente do que foi. Se as escolhas tivessem sido outras. Mal consigo pensar num futuro onde não me sinta a viver alguma coisa... Alguma coisa que me faça sentir vivo. Não me consigo ver a não viver essa vivência, energia destemida e sem medos agarrados aos cabelos. Encontro o meu iPod nos bolsos das calças, nem me tinha lembrado que o tinha ali colocado. Retiro-o com cuidado, sem danificar os phone, ando para a frente algumas músicas e decido parar quando começo a ouvir algo que me começa a levar o espírito a outro patamar.(David Tavare - Hot Summer Night)

Era tímido, sou tímido. Parte de mim, ri-se cada vez que alguém passa por mim, outra parte apenas se esconde com o que pensa e quer fazer nesse exacto momento. Estou pronto para controlar os suspiros, e todas as lágrimas que tentarem sair de dentro de mim. Entrar nas lojas, sair satisfeito, mesmo que não tenha comprado nada. Ver a vista e aproveitar para dar uns piscar de olhos e uns sorrisos marotos. Soltar um sim, ou de repente dizer que não sei, ou mesmo que não. Negar e dizer que sim. Voltar a repetir o processo para tudo e mais alguma coisa. Desejar e ser feliz. Voltar a desejar que não, e voltar a ser infeliz... Esta ultima parte não se repete.

Eram ilusões, preconceitos e atitudes menos boas... Roubavam-me a pessoa, escondiam a alma que era minha. Trocaram-me por outro. Desilusões todos nós sofremos, pensava eu é que era o único a sofrer disso. E preocupar-me tanto e não via o que realmente era digno de ver. Tão preocupado com o não sei o quê, e não via para a frente.

E mesmo que aquilo que reveja vezes e vezes sem conta não seja do mais espectacular que poder haver, não quero saber. Vi com clareza o que poderia ser, mesmo com todos os imprevistos possíveis e imagináveis.

domingo, novembro 22

Há tempo que não morre...

.: into the fog :. by *biszkopciik
Há tempo que não morre, que vive para sempre atormentando almas inocentes num tempo infinito. Se eu morrer, para sempre não é uma razão de choro. O momento em que costumava ouvir a tua voz a entrar pelos meus ouvidos, enfeitiçando-me como um hipnotismo. Relembrando memórias confusas e distorcidas. Até as estrelas choravam do que viam. Fala mais alto, não ouço o teu nome. Estou nas ruas. Vejo mais do que os meus olhos conseguem entender. Vejo relógios partidos, em dias que mal acabaram de começar. Nem tempo tenho para despedir e pedir explicações, muito menos perguntar porquê. Tento não desistir do que está para vir, mesmo que não sabia o que é. O nevoeiro está por adormecer. Anda por aqui a vaguear que nem sem abrigo, vasculhando os fins e os cantos. A paisagem é negra, escura e a preto e branco. As ervinhas que eram verdes, estão agora amaldiçoadas e transpiram o que consomem em abundância. Escondem as escadas que dão caminho para o céu vezes e vezes sem conta. Pergunto-me onde irei parar. Caminho sozinho, por estas nuvens, escuras e sombrias. O nevoeiro é intenso...

Nunca sonhei daquela maneira. Foi um sonho com outra pessoa e essa pessoa estava a sonhar ao mesmo tempo comigo e sobre mim. Lídia chama-se ela... Índia tinha ela tatuada nas costas do pescoço. Com umas letras por baixo dessas. Estranho mesmo...

sábado, novembro 21

Até que os anjos morram...


O que me irá custar abrir apenas os olhos? É tempo de sair desta cidade. Deste pequeno espaço confinado a tudo. É a minha tortura, são os medos que me seguram. Ultrapassar. Estas palavras, nem sempre saíram bem, mas eu sinto que estou a perder tempo em deitar cá para fora o que no passado me atormentou.

Todos nós temos os nossos inimigos... Mas este passado parece dificil de deixar para traz. Irei deixar o meu coração aqui, junto a ti. E se tu prometeres de que os teus olhos não irão falhar, para ser honesta, aberta, e com esperança, que irás encontrar as palavras para dizer: Não te preocupes, irei tratar bem dele e assim que estiver bem de saúde, devolvo-to. Nem era preciso dizer isto, nem que nada disto acontece-se. Acontece porque não sei mais que fazer. Albergo esta coisa e nem lhe consigo dar o devido valor.Ou usa-lo em condições.

Até que os anjos morram... As estrelas irão brilhar, o coração irá bater com intensidade, os meus olhos irão sempre ver o que quero ver e o que não quero. As minhas mãos irão sempre agarrar as cordas do teu coração. Eternamente não será para sempre, possível é a existência de que enquanto durar, será para sempre. até que um dia acabe e o eternamente deixe de ser dito. Sei que está na altura de progredir, de continuar a caminhar neste caminho onde o nevoeiro protege a visão, tapa a imaginação e inspira-me para um turbilhão de poemas e imagens. Apesar de tudo o que nunca cheguei a dizer, elas mesmo assim aparecem em quase todo o lado, fazendo-se importantes.

As palavras já não saem com a mesma magia que antes...

quinta-feira, novembro 19

Criei uma razão para te odiar.

Criei uma razão para te odiar. Uma razão para te amar. Apaguei todas as memórias em que habitavas. E espero que dure assim durante muito e muito tempo. Inventei todas estas memórias novas para que possas habitar dentro de mim.

Segura nas minhas roupas e puxa-me para bem perto de ti. Consigo sentir esse teu pontinho vermelho aí bem fechadinho a bater. Não sei pelo que bate, só espero que seja por mim. Agarra-me pelos cabelos, deseja os meus lábios mais uma vez. Eles não me fogem, mas também não duram para sempre. Quero-te por mais um bocado. Bem agarrado a ti.

Debaixo deste meu sorriso. Está um sonho partido. Eu pensava que nunca soubesses. Os meus olhos conseguem ver toda a esperança em mim, mas como é que consigo ultrapassar tudo? À tanto tempo que espero, que não consigo fazer tudo bem, mesmo sabendo onde é que tenho de estar. Agora as minhas esperanças estão a morrer, a minha alma chama-me. Que posso fazer para que te encontre, ou que acredites em mim? És a única de quem preciso para acreditar em mim. Porque é que não consegues compreender? Que o que eu fiz foi para te ver sorrir, para o teu melhor. Por tanto tempo que aguardei, e tanto desse tempo que andei a cair constantemente sem mal me levantar. Todos os abraços e aquelas pedidas de ir ao cinema, negadas pela tua parte, todas as inoportunidades e oportunidades de podermos ter momentos felizes, foram em vão e mal quero acreditar que já se passou 1 ano e nada em mim mudou. Se mudou foi pouco. Todos aqueles meus sorrisos, eram feitos para que pudesses ver através desses teus belos olhos de que o que eu mais queria era sorrir ao teu lado. Não queria oportunidades para chorar para ir a correr e dizer que estava tudo bem, quando na realidade nunca esteve nada bem. Vejo o arco-íris mesmo a acabar ao meu lado. Vejo-te desaparecer assim que ele aparece...

quarta-feira, novembro 18

Fui eu?


Quero escrever. Não me sai nada. Tanta coisa boa que queria escrever e neste momento não me sai nada. A imagem inspira-me o texto que sai não é nada de jeito. Nada é igual ao que foi. E quem me dera continuar... Pelo menos a ter uma parte do que já passou...

Grito, engulo, vomito a dor negra de mim. Os meus sonhos atormentam-me todos os dias. Sinto a presença do meu demónio cada vez mais perto. Estou a mudar, não vejo alterações visíveis. Tenho corações partidos, em frascos guardados debaixo da minha cama. Adormeço com uns quantos no pensamento... Mal consigo ver a luz do dia. Mal saio de casa. O meu coração já parou de bater... Cada dia é um funeral para os pensamentos. Tenho medo dos fantasmas que criei para companhia à uns anos atrás. Desejo que me larguem, mas não o fazem. Permanecem ao meu lado todos os dias, desejando que caia, segredando e empurrando-me para o meio da estrada. Querem que me perca. Já estou perdido. Vejo a preto e branco. O meu exterior já não é nada de mais. Só mais um, bocados de horrores de acontecimentos feitos e criados bem cá dentro. O preto anda comigo muitas vezes, outras larga-me e deixa-me viver descansado e tranquilo. Cortei a garganta muitas vezes por muitos amores perdidos. Matei-me muitas vezes. Até agora nada teve efeito. Tenho de continuar e encontrar um ponto em mim que seja bom, tão bom e capaz de matar todo este mal em mim. E não digo, nem desejo nem oprimo de que uma namorada resolveria isto. Nem estou para aí virado, nem acho que seja das melhores pessoas para me tirar este mal. O mal está agarrado em mim. Cresceu dentro de mim. Amam-me, mas é só porque sim. Porque sou isto e ou escrevi aquilo. Maravilhas de merda. Físico deficiente, mente anormal...

Algo me matou e não sei o que foi. Fui eu?

Acontecimentos pausados...

Onde está o mundo? Aquele que me era tanto, me tornava em tanta coisa nova? Perdi-o. Por momentos enquanto tentava alcançar os momentos de felicidade temporária. Criei uma torre, em volta do sol, em volta do sol, cheia de palavras misturadas em sentimentos. Cheia de palavras meigas. Lembro de quando o vento me batia na cara. Podemos voltar atrás? Podemos voltar atrás? Pergunto-me quando é que tudo deixou de fazer sentido. Prepara-te para o que te estou prestes a dizer.

Tento escrever qualquer coisa linda para ti. Guardo em mim versos para um novo dia. Letras, eram elas que me invadiam o mundo. Só via imagens, pessoas, tudo o que conheço hoje em forma de letras. Tudo isso desabou num dia antes deste. Não sei qual foi. Foi da pausa? Matei neurónios? Vejo realidade em todo o lado e não sei como engolir isso. São tantas coisa que tenho de ver, tantas coisas que me tentam fazer engolir, acreditar e sentir. Eu não sou lindo. Sou apenas uma colecção de pedaços de muita gente. Fui a razão,  do meu ser assim tão delinquente. Tão destruidor com palavras. As maravilhas que poderia ter sido, saiu-me logo esta demência. Parece que é para toda a eternidade que irei ficar assim. E isso não quero. Derreti a razão... O caderno dos meus horrores. O caderno de todas as indignações, das doenças possíveis e imagináveis... Ainda não sei o que estou a tentar provar... Ninguém me assassinou.

segunda-feira, novembro 16

Os sonhos já não existem.


Vi pela primeira vez, o choque que o meu nome causou nos meus próprios ouvidos. Nas graves feridas que casara ao casaco que tapa aquilo que não sou. Aquilo que mostra o casaco não é bem o que esperava, algumas sim, outras não. Sou assim, não sou assim. Lágrimas ficam presas na barriga, dão gritos, não saem, são aflições, não sou nada. Consigo sentir a dor nas cordas vocais, como se uma lixa me prende-se as palavras os gritos e os choros de saírem do corpo que as criam. O sangue nas minhas mãos, é meu. Sabe bem os lábios de quem mal conheço. É como uma primeira vez, detestar uma vez. Caricias sabem, fazem-me mal. Que faço aqui? Acordei, não sou, eu, ninguém. Vomito o que dentro de mim dá voltas ao estômago. Estou perdido e vazio. Sinto-me fraco e a ficar velho. A vida passou e mal dei por aquilo que ela me tentara dizer. Sofri, sofro cada segundo. Qual dos tempos saberão que existo? Voz delicada, satisfação amistosa. Gratificante a tua existência sobre o meu mundo. Os pelos dos meus braços estão arrepiados. Mal os controlo. São poros da alma, artificiais à mente. Paralisadores de mentiras. Arrepiadores de verdades. Paralisam pensamentos. Param corações, sustêm o ar nos pulmões, sem deixar este sair.

Os sonhos já não existem. Ficaram parados. Acordo a meio da noite com o calor a encharcar os lençóis. Fecham-me num calor insuportável. Retiram-me o ar. Não me faz festas, tira-as. eleva-me em pesadelos diurnos, nocturnos e meios tempos de vida. Noites fico apenas com a companhia do silêncio do meu quarto. A respiração profunda preenche o ar em poucos momentos dos sonhos.

Foi a primeira vez que senti o coração pular. Saltar por complecto. Foi uma emoção tão forte que parecia que estava a ter um ataque cardíaco. Como se o mundo fosse acabar naquele momento. Mal me apercebera do sentido do problema. Sentia-me feio, repugnante aos olhos de cada um... Sozinho, inseguro, mal disposto, vazio. Arrancaram-me o coração. No banco do mundo estava sozinho. A sua personagem desaparecera da minha vida. Miserável. Doente. Tudo estava errado. Perdi tudo.

Adeus, para tu isto.

_Misplaced. by =Bloddroppe
Adeus, para tudo isto. Não consigo encontrar o meu amor. Isto será a ultima vez que irei falar para ti. E mesmo agora, eu vejo nos teus olhos que o amor que sentes por mim, é o ódio que eu te tenho por tornares as coisas tão difíceis para mim. Gritas comigo, pensado que estou mal, mas estou bem... E mesmo assim estou a mentir, para tentar fazer qualquer coisa diferente... Não consigo encontrar o meu amor aqui este noite. Espero que consigas fazer o teu melhor, quando fores escrever poemas de amor para mandar ao teu príncipe encantado encontrado na esquina do teu coração. Porquê? Eu que estou tão perto, e tão longe de ti. Que fiz para merecer que me tenhas atirado fora. Fecha os olhos.

Larga o passado que te mói a pilha do coração. Agarra na minha mão, para que um novo começo seja despejado numa estrela amarela bem lá no alto do mundo, fazendo brilhar os nossos olhos, a cada noite que olhamos para ela. Vamos lá juntar os nossos nomes.

Há erros que me causaram enormes traumas.

La La La


Sonho com a loucura que habita no meu corpo. Não a largo, nem a mato, não tenho coragem de o fazer.Faz-me comichões no nariz, mas nem por isso largo o que é meu. Sei que tenho de largar. De arrumar a tralha e fazer partir as coisas que em mim se instalaram como se fossem ficar anos... Tiro a capa que me dá cor, ficando só a única coisa escura que preenche cada espaço do meu corpo. Deslizo a dor para um lugar bem dentro de mim.

Congelo beijos no frigorífico, para mais tarde me lembrar e saborear alguns, numa sessão de calor nos dias de verão, ou quando a saudade de beijos apertar. Aperto bem as cartas, na caixa do correio. Escritas por mim, aromatizadas de um perfume que perdura durante dias. São cartas feitas por mim, para mim, de um alguém que seria metade de mim. Irrealidades...

 Deixaste-a a meio do caminho. Nem lhe chegaste a dar metade da oportunidade. Nunca saberás que estás errado até ver sangue nas tuas mãos. Nas tuas mãos...


Uma rapariga - Tu tens inveja de mim.
Rapariga - Eu? Inveja de ti? (Pega num caderno com escrita e atira-o contra a sua mesa)



Rapaz - Porque lhe deste aquilo?
Rapariga - Porque eu odeio-te!!
(Não, porque tu o amas")
Tirado de: Teenage Dirtbag 2009

sexta-feira, novembro 13

Como faço?


Fingers by ~Eanna
És assim rainha. Sem desejos nem mentiras. Rainha de um tumor no meu corpo. Inútil. Nunca utilizado, pois nunca veio com manual de instruções e não sei qual dos milhares de botões existentes à sua superfície o ligam. Faz-me ardores. Queima a pele à volta. Por vezes é relaxante outras é manhoso e causa feridas bem visíveis. Eu quero parti-lo. Não pára é de se mexer. Como faço? És rainha, rainha de uma coisa complicadíssima.

Sabes aqueles momentos em que fecho os olhos com muita força? É quando me refugio no seu quarto e fico ali horas a ver a sua complexidade que o torna tão delicioso de descobrir. Mas não tenho manual de instruções. Tens do teu? Podes-me emprestar? Não percebo como é que funciona. Ensinas-me?

Toca-me ao de-leve. Sente-o. Vê só o que tenho. Não o consigo entender. Ajudas-me?

"De todo o tempo que passei contigo, as únicas palavras que me consegues dizer são..."

Poeticamente falando...

cabezaborradoraby ~Katakhanes
Já não me lembro de quem disse aquela frase: "Palavras?! Leva-as o vento!" Creio que o mais perfeito seria trocar o vento por tempo. Não sei se faz sentido para alguém, talvez faça mais do que o vento. Se entendermos que o vento é apenas mais uma metáfora para um sentimento indestrutível cuja a ambição da pessoa que as ouviu, seja destruir essas palavras, ou esquecer-se delas para sempre. Dizendo ao outro: "Ei, não te preocupes. As palavras nada me fazem"

As suas palavras permanecem nos pensamentos que surgem sobre ela. A sua voz, destrói tudo o que me faz sentir alegria quando avisto uma menina... Quando ouço o seu nome, ou semelhante. Destruiu-me a vida, e agora que a quero recuperar (vida), não sei que perna terei de erguer primeiro para subir estas escadas.

Não quero saber, como é que isto vai acabar, nem interessando estou em saber por onde começar. Sei que o problema está dentro de mim, e enquanto não cortar a garganta e deixar sair todo o ódio, angustia, dor, amores apodrecidos com o tempo, todas as mentiras que ouvi e expus. Por toda a dor que causei aos outros... Irei apenas descansar até que todo o sangue que carrego dentro de mim, e que me faz ser o que não nunca foi capaz, saia de uma só vez. Pois já não mereço o sangue que carrego neste corpo.

Mostra-me o interior. O interior por onde a luz teme entrar e iluminar. Cortei. Jorra, suja, explode. É assim que o sangue sai do corte que fiz. Não é um sacrifício, muito menos um ritual. São memórias a serem deitadas fora. E é assim que eu gosto de as fazer desaparecer para sempre. Se dói? Nem muito nem pouco. Mal se sente. Mal se nota. Os pulmões gritam "pára". Ignoro-os. Quereis mandar no que não é vosso nem vos pertence? Estão à vontade. Fariam melhor se fossem vocês? Digam-me como fariam e nessa altura não precisarei mais de vocês para respirar. Podia-vos arrancar, mesmo quando vos adoro ter presentes no meu corpo, mas deixo-vos estar. Continuam a gritar...  Os seus gritos parecem música para os meus ouvidos...

Eu seguro o meu coração...
Poeticamente falando, nunca se foi embora, mas duvido que alguém tenha notado.

quinta-feira, novembro 12

Misturas


Debruçado sobre o choro, limpo pelas palmas das minhas mãos, vou-me esquecendo do frio que o meu corpo sente. Anoitece muito depressa, nem dei conta. Arrepiado. É assim que sinto o coração. Treme...

-Vamos sair juntos?
Porque queres que estejamos juntos?
- Meu Deus...Eu disse, eu amo-te, estamos juntos.
Mas porquê? Porque me amas? Porque queres ficar comigo?
- Vá, vamos embora...
Não! Diz-me, a menos que não saibas porquê.
- Eu, eu amo-te. Eu não sei como, apenas sei.
Mesmo? Porque a maior parte do tempo sinto que tu nem gostas de mim. Há uma diferença entre o que tu dizes e o que se passa realmente entre nós.Não posso continuar a ignorar. Precisamos de um tempo. Preciso de um tempo para pensar.
- Eu não saio sem ti.


Deixar ir o pensamento de que somos invisíveis. Largar a ideia de que não podemos fazer as coisas sozinhos. Porque se não largar-mos, como poderemos continuar para a frente?

quarta-feira, novembro 11

Era um fantasma.


Não fomos feitos. Somos feitos. Eu posso escolher o que sou. Não preciso de ser assim. Não vou ser assim. Isto era aquilo em que me podia tornar. Na pior das coisas, tornei-me nisto. Com a vergonha, o medo, o receio, a noção de vazio que sentia. O mapa de perdido que continha no peito. Valente. Era aquilo que eu não era. Corajoso. Perdia tempo com as coisas que me davam mais valor, no que me dava mais vontade. Tudo o que era foi-se embora. Acabou o vazio em mim. Sou mais do que isto. E serei muito mais.

Era um fantasma. Foi-me amaldiçoado o dia em que nasci. Conseguirão ainda os meus olhos ver para lá da alma que permanece imóvel a auto-observar-se? Falhei no dia em que me deixei sozinho perante a multidão. Este horror. Estes demónios. Tudo porque eu queria ser o que na realidade não era parte de mim. Queria ser o melhor. Enganei-me. Enganei o meu coração, a minha cabeça, os meus olhos, fui o que pensava ser o melhor para mim.

O meu coração luta. Luta pelo sangue que corre nele. Neste quarto preenchido com uma vista vazia. Eu sei que não é o final. Será apenas um começo. Um começo que já deveria ter sido tomado à muito tempo.

Obrigado. Mesmo muito.

segunda-feira, novembro 9

...simples demais...


Pode ainda um coração, ser partido, mesmo que este, tenha parado de bater?

Arranco as flores do meu jardim. Num acto desesperado, carregado de soluços, onde lágrimas rolam do rosto caindo nas flores. Arranco-lhes a vida, aquilo que eu mais queria, e que elas têm. E estava com a esperança de que ao arrancar ficasse com a vida delas, ou que aprende-se a viver com a vida deles. Mas enganei-me e acabei por matar umas quantas e acrescentar ainda mais dor, ao meu sofrimento.

São tão frágeis. Tão delicadas, em volta de tanta ternura e vida simples. Só consigo sonhar a sua vida a preto e branco. Sonhos, vazios de qualquer cor, sem noção do tempo. Sem noção do espaço, do que sentir, do que viver. Do que poderei viver amanha que ainda não vivi hoje. Não lhes consigo sugar a sua essência, a sua exclusividade. O seu segredo. Talvez até nem tenham nenhum segredo. Não tenham nada de especial. Esteja ali a olho nu. Só que... Não o consigo ver. Não consigo decifrar. Talvez nem seja preciso decifrar, apenas observar. Não sou capaz de... E o que farei quando desvendar o seu segredo? Tenho medo. Medo que se torne em algo simples demais.

Larga as flores menina de vermelho. Precisam de viver.

domingo, novembro 8

Como me sinto, cá dentro...


Promessas. Fizeram-me tantas promessas e nunca as cumpriram. Também eu fiz tantas e nunca as cumpri. Fiz uma ou outra, talvez nada de mais. Talvez nem tenha sido de grande importância comparando com aquela promessa do "não me largues, fica comigo para sempre". Não sou o que esperava ser para fazer isso. Ou sou fraco demais para seguir essa promessa até ao fim. Custa, sei que custa. Principalmente ouvir isto. Só queria uma segunda oportunidade. Forte, fazer os possíveis, sei que vou tentar. Fazer os possíveis para fazer isso acontecer. "Tens apenas de estar ao meu lado, dizer as palavras mágicas nos momentos mais difíceis e eu perante isso, irei prometer-te se nada de anormal se passar e se nada de estranho existir entre nós dois, irei prometer e de joelhos direi o que queres ouvir da minha boca.

Perdi-te. Agora encontrei-te. Desperdiçámos demasiado tempo. A tua cara diz "desculpa" e sabes que está tudo bem. E tu sabes, como me sinto, cá dentro. O que vais fazer quando souberes, que este sentimento é maior do que esperávamos? Tudo o que disseres, eu irei estar ao teu lado para te ouvir. Quando me chamares, sabes que estarei ao teu lado. Porque sabes como me sinto por dentro.

Gritas: Morde a língua Pedro! Sorris a dormir caramba.

sexta-feira, novembro 6

Pergunto-me quando será.

train by ~burninghearts
E então elas olham. Olham e não para de me olhar. Fazem de tudo para  permanecerem a olhar para mim, enquanto vou passando por elas. Olham a matar. Sem dó nem piedade, massacrando a minha pele, a minha casca de protecção. Até que sou obrigado a ceder e a virar os olhos ao chão ou a retribuir o olhar penetrante e perguntador, do que me vai na alma ao mesmo tempo que me tenta ver a alma e lança aquele olhar de quem me quer comer a boca toda, aproveitando o corpo como um aperitivo gustativo das suas mãos.

Pergunto-me quando será. Quando será o próximo momento igual a este. Ou igual aos momentos que se tem quando se anda de comboio e se apercebe de que há mais de uma rapariga naquela coragem a olhar para nós constantemente. Até mesmo através do vidro que faz reflexo da minha pessoa e da sua pessoa. Olho-as nos olhos. Pisco os olhos em forma de gesto comunicativo, mas elas não parece perceber. E fico sei jeito, até que chega outro moço e se senta e então a atenção agora ficou virada para aquele novo. Os seus olhos que à pouco menos de 2 minutos me tentavam descobrir, passaram a observar e a "comer" outro. Fica-me a perturbar na mente. Até ali era o melhor, passado pouco tempo passei de melhor a segundo. É a facilidade de troca de melhores por outros ainda melhores do que eu. E então as raparigas para mim, não são a mesma coisa? Não. Cada uma tem o seu corpo, a sua maneira, cada uma é individual e diferente e não olho para uma agora, e passo a olhar para outra e deixo aquela. Continuo a olhar para a outra e para a nova que acabou de entrar. Não deixo de olhar para uma, de lhe dar o valor que tanto merece, por uma loira peituda com um cu de sonho e uma cara angelical. O que dei a uma dou a outra... O que fui para uma serei para outra. De alguma forma não será da mesma maneira, mas a que vier sempre a seguir receberá sempre de uma forma melhor e mais perfeita do que a que foi dada à outra.

E os olhos falam. E sei bem quem fala comigo e quem não fala. Quem me quer e quem não me quer. Quem me quer tocar, ou apenas comer a boca de beijos.

(Serei aquilo que tu pensares que sou... Até certo ponto)

Aqueles dias gelados


Miss You by ~amethystiina
A chuva cai, e os pássaros escondem-se nas entranhas das árvores, que os protegem das gotas frias vindas do céu. Até certo ponto do dia, os minutos passam devagar. Bem devagarinho, como se nos dissessem para irmos lá para fora para os aproveitar-mos. Parece imperfeito o minuto que passou quando nos apercebemos disso. Coramos. Ficando com as faces rosadas e sentimos aquele calor a ser exteriorizado para fora do nosso corpo. Saímos de casa, apetrechados e bem agasalhados. Tal de um temporal nos viesse sacudir e nos coloca-se numa possa de água.

Cá estou eu fora. Sentado nos degraus que dão para o jardim, formado agora num charco. Onde os sapos e os pássaros mais corajosos se atrevem a ir chapinhar e beber alguma água que permanece limpa nos seus cantos de terra. Os raios lá bem no cimo dos céus fazem-me vibrar. Estremece todo o meu corpo com um medo que vem das profundezas do meu corpo. Os meus cabelos ficam inertes, lisos e frios como as águas que sai da torneira da casa de banho das manhãs quando lavo a cara. Daqueles dias de gelo. Sinto-a fria, gelada e trémula.

Ouço as estrelas gritarem aos ventos, e às nuvens que tapam toda a visão do majestoso e lindo espectáculo que se faz acontecer por baixo destas. Adormecem ao som dos relâmpagos. tendo dois mil sonhos de soberba harmonia estelar. Onde os raios de luz, são os seus namorados e a escuridão a sua melhor amizade. Deixei-me cair...

Quando for grande, vou comprar ou fazer a minha própria mansão e fazer dela o meu castelo, o meu reino, a minha casa, a minha alegria. - Pedro Miguel
As minhas perturbações tornaram-me poeta - Pedro Miguel

quinta-feira, novembro 5

És todo meu carago!!


Adoro quando fazes essa expressão, mas deixa-me sem palavras. Sinto-me bem perto de ti.

Ficas cada vez mais, e mais provocadora quando vez que olho para ti. Notas que são mais vezes por dia. Atreveste a por essas tuas mãos sobre meu peito, puxas-me para ti e dizes com uns olhos provocantes (és todo meu carago). Puxas-me pela gravata que faz o meu estilo. Só sei que vi uma placa de uma figura feminina. Estou na casa de banho das gajas. Meu Deus. E está apinhado delas neste momento. Não ligas a isso e levas-me para uma casa de banho vazia. Ficamos trancados lá dentro. Vais-me desabotoando o colete e os botões das calças, enquanto me vais beijando. Passo as mãos pelo teu corpo. De preferência para aquela tua parte sensível. Aquele par de mamas que cresce a cada toque. E dispo-te da cintura para cima. E tu não me largas a boca nem para nada, se não ser respirar. Cada vez que abro os olhos estás tu concentrada a olhar para mim desejando-me todo nu, cada vez mais perto de ti.

- Não tenho prezervas. E agora?
- Foda-se e o gajo és tu! Toma lá!!

És a minha eleição. Requintada de perfeição. A tua maneira de andar. O teu estilo. O teu sorriso de lábios. Deixas-me selvagem. E é assim que gosto de ti. Sexy e nasty. Yeah. Atrevida nos piores momentos que se tornam únicos e inesquecíveis. Convincentes ou não. Dão para me dar boa disposição. Intoxicas-me com a tua presença.

quarta-feira, novembro 4

Não pelo sucesso...


Faz-me sentir vivo. Porém muitas vezes, limito-me a meter-me na minha concha, levar os olhos ao chão, tirar uma mão dos bolsos e tirar o cabelo da frente dos olhos enquanto me tento endireitar perante tanta beldade junta num só local. Estive no porto e aquilo é ... Sei lá como descrever por palavras. É lindo e tem cada rapariga tão linda que eu nem sei onde me havia de enfiar. God, estava no paraíso. Ainda me lembro do rabo de algumas, o par de mamas de uma loira, e a maior parte dos olhos das meninas lindas por quem eu passava. Havia daquelas que olhavam para mim, e não quero parecer muito gabarolas, porque sei que até tenho um ego extremamente alegre, mas algumas olhavam para mim com uns olhos meu deus. Nem digo nada. Apenas ficava a olhar para elas ou desviava o olhar. Sei que não sou a melhor pessoa para dizer, mas cá vai. Fonha-se, mandava-lhes com um beijo na boca. *.*

As minhas ideias são novas, sim sem dúvida. Quero manter a tradição. Não me vejo sem ela e sei que o faço da melhor maneira e acabar de certo modo com o que penso eu, que faço de melhor, não seria digno nem bem pensado. Por tanto, vou dar um tempito, ver no que dá, tirar mais ideias. Voltar a escrever como antes alguns textos e inovar novamente como todos os anos faço, ou pelo menos tento fazer. É um ciclo vicioso, eu sei. E por muito que pense que mude, é quando fico na mesma, e quando mais me vejo na mesma, é quando realmente alguma coisa mudou no passado com o agora. Já nada é igual. E aí sei que estou a mudar. Agora a viver, ainda falta um bocado. E não quero. Sério. Odeio isso. Não quero que me venham dizer, faz para ti, a tua vida, e directas e indirectas de aproveitar a vida. Sério. Disso sei eu. Pouco, mas sei. Não me vou armar em nada porque estaria a ir contra aquilo que sou. Que é ser o que não sou.

Neste momento ainda não sei bem o que quero. Estou a tentar, a tentar fazer uma lista de coisas e assim que quero fazer. Nada de especial. Coisa simples para já.

E enquanto passeava pelo shopping de Gaia, e via não sei das quantas no porto, só me apetecia ter uma placa a dizer: "Precisa-se de namorada". Mesmo que não parece, era capaz de usar. E tinha até uma certa vontade de fazer Mosh-Pit por lá num meio qualquer. Mas... A força da timidez... Bem, mas enquanto isso não encontrei ninguém conhecido por cá dos blogues. E penso até que ninguém me tenha conhecido ou se apercebido de que lá estive. E penso cá eu para os meus botões. Quem sou eu? Não sou ninguém. Não faço nada de importante para ser assim tão conhecido e chegarem-se perto de mim e perguntarem se sou mesmo eu e um autografo. Para já devo dizer, que tenho uma má caligrafia e a minha assinatura ainda é pior cá dos médicos. E nem me vejo, nem me estou a ver ou amanha ou daqui a uns dias a dar autógrafos ou a ir na rua e ser abordado na rua. É uma coisa que eu temo muito. Não pelo sucesso, mas por aquela gente que só quer o mal dos outros e tem inveja total de outra. E dessas pessoas tenho eu medo. Não é bem medo... Se bem que com essas pessoas posso eu bem. Mas como sei que não terei tal sucesso permaneço calado deste lado do mundo, continuando a escrever as minhas coisas.

É tudo uma questão de escolhas.

Sonho - O dia em que me arrependi...


As minhas mãos, meio geladas, foram metidas nos bolsos. No outono as folhas caem, em sintonia com as lágrimas de almas perdidas. os grãos de areia são levados pelo vento de todas as praias. Deixando-a nua à mercê das águas gélidas.

Saio de casa, e dirijo-me para o único sitio com baloiço. E lá encontro uma rapariga. Cabelos comprido encaracolado, olhos brancos, lábios carnudos, calças justas, top vermelho e um casado meio castanho/preto. Olha para as folhas a cair em frente dela, enquanto espirrava. Fungava bastante e tinha o nariz bastante vermelho. Então cheguei-me perto dela e perguntei se me podia sentar.

- Posso sentar-me aqui?
- Claro, estás à vontade.

Naquele momento apercebi-me de que não haveria problema nenhum em estar perto dela e ir conversando. Perguntei-lhe de seguida se não queria que eu lhe visse o nariz. Foi apenas o meu único gesto de agradecimento. E deve ter sido a pergunta mais estúpida que lhe fiz.

- Não é preciso. Estou bem obrigada. Isto já passa.
- Queres uma dica? Quando limpares o nariz, nunca, mas nunca faças força nesse sitio. -Esbocei um sorriso.
- Porquê? - Porque vais "queimando" essa pele que é sensível. -Esbocei outro sorriso.

Ofereci-lhe um lenço, pois o que ela tinha na mão, já se estava a desfazer e mal dava para assoar, pois o ranho era tanto que mal dava para limpar mais. As minhas mão tremiam da vergonha que controlava o eu corpo. Sentia-me tímido e não sabia bem porquê. Não tinha razões para estar. Então perguntei-lhe:

- Queres ir até ao café beber alguma coisa quente ou algo do género?
- Pode ser mas não sei se tenho dinheiro.
- Eu pago, não tem importância. - Oh, está bem. Mas fico a dever-te qualquer coisa, Okay?

A sua maneira de falar era tão querida que só me apetecia espetar-lhe um beijo na boca com a emoção que tinha quando a ouvia. As mãos continuam a tremer na altura em que me levanto do baloiço e começo a caminhar para o café mais próximo, para tomar um chocolate bem quente. Não sabia o que é que ela queria, mas rapidamente me tirara a ideia da cabeça.

- Eles ali vendem bebidas quentes, tipo chocolate?
- Sim! -Respondi eu.
- Chamo-me _______ e tu?
- Bem, o meu é bem simples. (Risos) Chamo-me Pedro.
- Bonito nome, Pedro. -Esboçou um sorriso.
- É, tem dias.

Entrámos. E pedimos o que queríamos e demos umas gargalhadas, bebemos mais um pouco, até que certo ponto ela me pergunta se não queria ir até casa dela, pois ela também gostava de Torey Hayden, e queria-me mostrar alguns livros dela que não tinha e possivelmente até emprestar-me alguns para ler. Eu pensei sobre o assunto. O meu corpo queria. A minha mente é que começou a pensar e acabou por estragar tudo. Respondia que não podia, que tinha coisas combinadas com uns amigos. Disse o que me veio à cabeça. Não sabia o que dizer ao certo, pois era a primeira vez que alguém tão feminino me perguntava se não queria ir até casa dela. Hesitei e perdi uma grande oportunidade. Acabei por me arrepender.

domingo, novembro 1

Tenho de parar com esta doença.

Imagino-te a sorrir. É assim que és bonita, como a menina da fotografia ao lado!!

És aquilo que me mói por dentro. És um fim começado que não quero nem por nada acabar. És um bem que me faz mal. Não posso mais viver assim. É estar a ser falso e a enganar-me da pior maneira. Tenho de mudar de ideias de ar. Sei que não vão gostar, porque a partir de hoje, não haverá mais fantasias deste género. Tu sempre servistes para que eu nunca tivesse ansiedade. Eras o meu boneco de testes. E ainda bem que és uma namorada imaginária. Sei que nunca me deixas-te sozinho, pois eu estava sempre a trazer-te de volta à vida quando mais precisava de ti, para me fazeres aquelas festas nos caracóis, como as que fazemos aos cães. E estou a falar para uma coisa que não existe... Existiu dentro de mim, quando precisava. E agora tenho de te deixar ir embora e começar a viver a minha vida. Pois assim não consigo continuar. Porque para onde vou, não te posso levar. Vou caminhar muito lentamente e ao meu ritmo e não te quero atrás de mim, e não quero ser responsável por ti todo o tempo em que estiver a pensar no próximo dia. As minhas metas foram estabelecidas e já não preciso de ti. Estarás por cá, mas não vou precisar mais de ti. Tenho outros vícios, e outras coisas em mente. Coisinhas fixes, que considero de um enorme "enredo" para uma criatividade que estou a elaborar. Preciso de todo o tempo só para mim e para mudar tudo. Renovar e levar comigo algumas coisinhas velhas que quero manter em mim.

Assim do nada senti que a pessoa imaginável, sempre fui eu. Como se fosse amigo imaginável de alguém.

Quando voltar estarei como novo.

Vou parar de imaginar pessoas nos meus textos.
Ps -  Para as pessoas que andam à espera da continuação da história da menina com o livro, esperem um tempinho. Talvez demasiado grande que estejam à espera, mas vai valer a pena. :)
P2s - Vou parar de escrever por um breve período. Preciso de pensar, de renovar coisas minhas. De me fazer à vida.