sábado, outubro 31

Não te preocupes. Pede o que quiseres.

Vamos até a uma esplanada no centro da cidade. De mãos dadas fazendo as mãos suarem de alegria. Quero viver contigo para sempre, com este sentimento presente nos nossos dias, em cada olhar, em cada momento, em cada beijo e pensamento. Sinto-me bem ao teu lado.

O som que ouço é dos nossos órgãos vermelhos a baterem cada vez que nos deixamos de tocar e a distancia ganha controlo sobre os nossos gestos. A melodia vai-se, e volta num ápice, assim que nos voltamos a tocar, as lágrimas são soltas. Parecemos duas crianças que não vivemos sem o brinquedo favorito. Eu vivo para sentir o amor que por ti tenho. Abraça-me como fizeste ontem o irás voltar a fazer amanha. Limpa as lágrimas que rebolam pela cara.

Pede o que quiseres. O dia hoje é nosso, não teremos de ter mais ninguém. Só nós os dois. Amanha estaremos com os amigos. Hoje o dia será só nosso. Eu pago, não te preocupes. Eu encontrei o teu coração e sempre te amei desde o primeiro dia. Por dentro gritas que deveria ter sido sempre teu. Vamos sair daqui, vamos dançar, segurar-te bem, apertar-te num forte abraço sussurrando-te coisas doces ao ouvido, ver-te sorrir. Chorar de alegria. A lata com as duas palhinhas está agora vazia. Pego na minha palhinha e meto-a na boca, tal e qual como fazia se fosse uma rosa para te oferecer.


Não te preocupes. Pede o que quiseres.

Não mates o monstro.

Espera por mim, estou a ir. Larguei as coisas no centro do meu quarto e levei apenas aquilo que era essencial para estar contigo, um pacote de pastilhas, telemovel, câmara fotográfica, carteira apinhada de pretos. (Adoras conta-los)

Ligas-me bem cedo.
- "Pedro, levante carago, já estou levantada desde as 9 da manha e tu ainda são 10 e ainda nem me mandas-te uma SMS a dizer bons dias. És sempre o mesmo, ao fim de semana tens sempre de ficar a dormir até às tantas não é? Parvo."

- "Só te levantaste cedo porque quiseste podias muito ter ficado a dormir como eu. A aproveitar a cesta. E ao fim de semana é para descansar até às tantas. Daqui a nada digo-te quem é o parvo. (amuado)"
"- Levanta-te Pedro. Estou a ir para aí. Nem acredita nisto. És sempre o mesmo."
"- Ok, ok. Já estou de pé vez. Até já te vejo pela janela. Estúpida!"
(Ela faz o típico sinal do dedo.)


Entras porta a dentro e ainda estou nu, nem ligas, pois nu já nós nos estamos fartos de ver. Lá começas tu a embirrar comigo, porque não arrumo o meu quarto. (Porque sei que tu adoras arrumar (a) ) Vou-me vestindo e lá continuas tu a arrumar o quarto que não te pertence, é apenas teu por direito, não te pertence.

"- Tenho de te acordar e ainda tenho de vir para aqui arrumar o que tu desarrumas"
"- Porque tu queres!"
"- Porque eu quero? Porque eu amo-te caralho! E não me importo de arrumar, simplesmente gostava que também fizesses alguma coisinha no teu quarto. Olha limpar-lhe o pó e deitar fora boneca. Pareces uma criança e sei que não és assim. E até parece que adoras viver aqui, nesta bagunça."
"- Está bem assim. Eu dou bem com as coisas assim. Inês :$"

Amo cada bocadinho teu. Eu sei que sou um rapaz meio cabeça no ar, mas eu amo-te na mesma e tu sabes disso Inês. Pois se assim não fosse eu não perderia tempo em dizer que te amava, em aturar as tuas birras que tanto adoro e me faz permanecer ainda mais perto de ti. Limpar-te as lágrimas é do meu agrado, apesar de não suportar ver-te assim. Se nunca te disse isto, digo agora: "- Amo-te Inês, pois és o sol de todos os meus dias!!"

Ps. O meu coração bate por ti!!

quinta-feira, outubro 29

Os Anjos também morrem...


O mundo vai mudar! Vai mudar? Porque teria de mudar? Estamos tão bem assim. Porque haveria de mudar? Olha bem para ele, está feliz assim. Eu sei, mas tem de mudar, não podemos viver assim constantemente. Assim a magia perder-se-à para sempre pelos melancólicos dias que se avizinham, e sabemos muito bem como eles são. Podemos pelo menos esquecer o que acontece constantemente e tentar mudar um bocadinho que seja? Só para sentir algo novo?

Bate as asas anjo branco, bates asas e afasta tudo o que de mal em mim se apodera com o tempo. Larga as tuas penas, essa com poderes do outro mundo. Trás perante os meus olhos, o teu calor e a tua doce voz. Quero ouvir-te e sentir-te bem perto, protegido por ti e por aquilo que me dá forças cá dentro. Refresca-me outra vez. Não me quero nunca esquecer daquilo que fazeis por mim hoje. Chora. Chora e cura-me estas feridas. Não morres nem envelheces. Não tens idade e é assim que és mais belo que o altar daquele que tu serves. Respirando outra vez, atrás de outra respiração prolongada, estás tu, bem à minha frente, vestindo-me de corpo e alma. Vejo o coração na tua mão, batendo freneticamente, tens os pulmões na outra, e inseres tudo em mim. Tudo novo, tudo mudado. Agarro-te pela mão, fecho os olhos com muita força, com tanta força que vejo pontinhos de luz numa imensa escuridão. E então ponho-me a pensar: "Leva-me deste lugar tão branco para o mundo lá em baixo. Sinto saudades. Protege-me. Sinto o teu calor, e vejo bem o teu órgão principal (É o único que tens) a bombear qualquer coisa, que não sei bem o que é, mas sei que é translucido com uma cor esbranquiçada.

Transforma lá as estrelas em algo especial. Olha para elas. Tão belas e Brilhantes.

"Os Anjos também morrem..."

Dos céus, descem os sóis.


simple. by =gloeckchen
E ali estão as estrelas. Bem expostas à luz do sol, que se intensifica e se per-longa pela noite dentro. Aquece-lhes a alma. E apetece-me tocar-lhes. Sinto-lhes os cânticos, os calores dos seus corpos, as suas mãos velhas estagnadas de conhecimento e sofrimento. Nos seus olhos, velhos dos anos passados, saem pequenos poemas, pequenas letras, acompanhadas de um choro tranquilizante. Carregam a sua alma durante a noite...

«Canta uma música, uma música que mostre, o ardor do meu peito, sobreposto em gritos de agonia, mostrando aos que eu amo, que o valor que terei por eles, irá permanecer para sempre.»

Observas-me ao longe, desvalorizando a vida que levo, desmanchando as linhas de pensamento que sobem pelo ar, em efeito de serpentina colorida e enfeitada de pequenas fitas compostas com as cores do arco-íris. E tu gostas, mas não aceitas que seja uma coisa minha. Que saia do meu corpo. E então estragas o que faço com facilidade, e o que tu demoras tanto tempo para fazer. Para a tornar tão bonita e especial como as minhas. Glória, eu procuro isso, tal como tu. Ter alguns momentos bons e maus, dentro dos possíveis imaginários resultantes dos pensamentos e de vivências que se tem ao longo da vida... Mas por alguma razão continuas a negar-me. A evitar alguma parte de mim. Ou porque tens medo, ou alguma outra coisa pior. Adoras-me, só não és capaz de o dizer, pois esse teu orgulho, essa tua glória que tanto persistes em manter diante de ti todos os dias, vai-te gastando e retirando um bocadinho do que és todos os dias sem que chegues a notar, e eu sinto pena por ti. E irei sempre ter o gosto e o prazer de te dar abraços, grandes ou pequenos, de compor e cantar melodias melódicas, embalando-te a ti e aos teus ouvidos. Sei bem, que um dia serei tal como tu, distante e doente do próprio ser, onde a inveja se irá apoderar de mim, e os ciumes serão a base de discussões em relações amorosas. Onde o amor, viverá aprisionado nalgum lugar fora do coração, escondido das mãos alheias, e as de minha própria alma. As lutas serão constantes, se bem que num fundo, bem guardado, permanecerá aquela pequenina bola de luz, que irá fazer tudo rejuvenescer e voltar ao fantástico e anormal mundo, vivido com aquela harmonia nos pulmões, os gritos de alegria nas cordas vocais, a adrenalina corrida no corpo, enquanto que o silêncio se fazia ouvir à porta de cada um dos meus ouvidos. Tranquilo, observando um por de sol magnifico, encostado a uma velha árvore centenária, que partilha os mesmos desejos que eu. "Pudera eu viver para sempre, assim como o sol, e permanecendo aqui, deslumbrarei para sempre o seu brilho."

Um dia, quando for a minha vês, desejo sem mentir, ver o inicio de tudo, muito lentamente.

Dos céus, descem os sóis. Sinto-os de perto...

quarta-feira, outubro 28

Os 1's acabaram-se!!


1...1...1 by xecco
Cisne. É assim que me vez. Não me olhas por inteiro. Não vês o enorme patinho feio. Vez-me apenas por metades da minha aparência. Os cinco minutos que estás comigo dá para fazer tudo e de tudo falta algum. Arrebatas-me com as minhas qualidades.(Dizes que as tenho, não me acredito) Sinto-me a perseguir uma estrela cadente sem rumo nem um local de meta. Vejo nos teus olhos a grande admiração e satisfação que te concedo cada vez que olho para ti com olhos meigos. Eu sei que faço as lágrimas escorrerem rosto abaixo com as palavras mais frias do mundo. Todas elas te invadem a mente sem querer novamente sair.

E o meu pior defeito... Pf, é ser ciumento, controlador e desconfiado. Porque tenho medo de perder quem está comigo. E isso mata-me. Não sei com quem aprendi a ser assim. Não desconfio nem acredito de ninguém ao certo. Devo ser assim à muito tempo. Pois de tantas qualidades tinha logo de ter os piores defeitos do mundo...

Seguro esta linha... Aperto-a para que não me fuja.

Vi as tuas penas a voar. Sei que são tuas, porque as tuas têm coisas especiais. Sangram de apertos no coração, sorriem de momentos de parar uma canção. Falam de sucesso. Limpam as lágrimas que escorrem pela tua cara, limpam o sangue das tuas mãos. Precisas de canções para te juntares de novo.

Turn your back and you'll regret. Regret and you will lose everything.
Chorus: Turn your back and you'll regret.


"É sempre no mesmo lugar, com a mesma pessoa."
Agradeço por isso. Todos os dias a tirarem-me a glória, mostrando a minha bravura.
Aquelas falsas respostas. A falta de respeito que tenho por ti, e a mesma que tens por mim. É ataque ao coração constante. Um movimento de alivio, de sofrimento....

terça-feira, outubro 27

segunda-feira, outubro 26

Sou assim.

O problema sou eu.
Que sou assim.

Espreme bem


Espreme bem. Segura-o com força, não vá ele fugir. Suga tudo o que nele existe. Por muitas armas, ele não deitará mais sangue para te saciar a dor que contens... Então os teus olhos abrem-se e reluzem-se ao me ver sorrir. Não foi suficiente para parares com o massacre que fazes continuamente ao meu coração? As preocupações e as invejas, assim como os ciumes que me causas? E parece de propósito, ou estarei eu apenas a imaginar e a criar outra vez histórias na minha cabeça, para chorar todas as noites por tua causa?

Volta amanhã, estarei melhor. O teu sorriso mata-me, dizes tu em tom de gozo, brincando com o meu coração, pondo macaquinhos na cabeça, fingindo... Em espécie de sincronismo, abraças-me pondo uma mão sobre o meu peito, sentido-o bater, enquanto que a outra, vai até lá abaixo. Olá menina perfeita, popular e interesseira. Dás-me em maluco. Percorrendo o mesmo caminho para casa, lá vais tu olhando para a casa dos teus sonhos. E nos teus sonhos eu não estou ao teu lado... Sou sempre o monstro. E é assim que me vês, e talvez seja real, seja verdade. Que tenho tudo o que um homem deveria ter e não deveria ter. Todas as mentiras, destrancam portas, partem corações, soltam lágrimas suicidas. Baseiam-se em fazer destruir almas gémeas. Controla a respiração, descontrai. Estou aqui, a passar por ti, ou a falar contigo sobre o amanhã que poderá ser hoje. Eu vejo essa chama que arde desesperada pela minha língua na tua boca. Dizes os meus problemas, e que me amas da mesma maneira. Diz-me com quem tenho andado a dormir. Quero ver que não é um sonho.

A minha vida é um filme...

Só queres namorar comigo, porque sou bonito e escrevo bem.
Só namoras comigo, porque sou bonito e escrevo bem.

Matei-te sem saber tudo...


Apareces em casa com uma mala ao peito. Gritando pelo meu nome. Em lágrimas que te limpam da maquilhagem presente na cara. Vem um moço na tua direcção completo e despenteado. Fico espantado... Quem é ele? Que faz aqui? E tu que se passa?

- Amo-te tanto Pedro!! Tanto!
- O que aconteceu?
- Deixa-me entrar por favor, não estou bem aqui fora.
- Entra vamos para o meu quarto.

Contou-me a história e percebi tudo mal, e empurrei-a contra o armário. bateu com a cabeça e ficou inconsciente. A mala abriu-se e foi uma erupção de fotografias minhas e de folhas de jardim encarnadas. Era tudo para mim. Ela afinal tinha razão. Eu era tudo para ela. Aquele moço atirou-se a ela, como me tinha contado. Puxou-a e tentou fazer tal coisa na casa de banho da estação... Nunca o chegou a fazer. Ela tinha razão, estaria a vir ter comigo, para estar ao meu lado o resto do dia. Não sei o que fazer...

domingo, outubro 25

Se assim fosse, não estaria por aqui.

Houve lá bem o que tenho para te dizer. Não tapes nem os ouvidos, nem qualquer ponto de entrada por onde o som das minhas passam passar. Estou mesmo à espera que ouças tudo e nem que tenha de representar por um bocado, desenhar centenas de vezes os mesmo traços, escrever palavras de caligrafia de médico D, mas vais ver/ouvir o que tenho para ti... Sei muito bem como teu ler, as tuas entrelinhas, as tuas manias, as tuas tendências, o teu futuro, as tuas pancadas emocionais, bem que dizes que só gostas como amigo, mas juro-te que não é isso que o teu paleio quer dizer. Mostras mais do que pensas que escondes. Tem calma, porque ainda mal comecei. Mal sais desta coisa comunicativa de palavras e pensamentos, estás perante uma saudade incalculável. Desejas e sonhas com a minha cara, onde o meu sorriso se torna um pesadelo. Esqueceste dele rapidamente e lá tentas tu fechas os olhos para ver se a minha imagem aparece nessa tela negra. Deslarga a minha linda e bonita mão, como dizes que tenho. Estas mãos, têm mais sangue do que aquele que percorre dentro desse corpinho de menina. Come lá o meu corpo. Delicia-te com os meus olhos, sente os meus caracóis, sonha lá mais um bocadinho comigo esta noite. Já conversámos sobre isto vezes sem vezes. Não sou principe encantado de ninguém. Nem principezinho de nenhum conto de fadas ou de nenhum livro infantil. Sei os meus objectivos e sei que é dificil engolir isto, mas acredita que aquilo que eu mais quero é que tires essa tendência de me achar perfeito, porque não sou nada disso. Tenho mais defeitos do que tu vês de grandezas. Tenho mais odores a podre e a corações mortos do que qualquer outra pessoa que já passou por mim. Se te leio nas entre linhas com tanto jeitinho, é porque alguma coisa em ti deita cá para fora tudo isso. E mesmo assim é bastante fácil para mim saber como és, mesmo que escondes tudo. Tal como a qualquer outra pessoa. Há pessoas fáceis outras mais difíceis. Não tem nada haver contigo ou com o que és. De uma forma simples... É fácil ler-te.

Caminha lá para cá. Vem lá ter comigo. Sei que é isso que desejas.

Ps: E escrevi sem pensar muito. Foi escrever sem pensar naquilo que estava a tentar dizer. Saiu, foi só isso. E não. Raramente escrevo para alguém. E agora já sabes para quem escrevo... Desprezo? Foi isso que sentiste? É mais indiferença aquilo que sinto. Desculpa lá ser tão frio. Saiu.

Toma lá um beijo na boca, faz lá a tua coisa amor. 
Encosta-te a mim e afasta daqui o teu querido namorado. 
Mais tarde tá filho? (a)

E se tudo fosse como esperavas que fosse, então eu não estaria aqui...

sábado, outubro 24

Tremo na tua ausência.



Eu sei que não estou aí para te segurar,
Olha para cima, vê o que fiz no céu,
Tu fazes-me, no rapaz mais feliz,
Eu sou o rapaz mais feliz,

E se alguém me leva antes de ti,
Eu só quero que saibas que te amo,
E tu fizeste-me, um rapaz mais forte de todos,
Eu continuarei a ser o rapaz mais feliz.

Sinto a tua falta,
Amor, fecha os olhos,
Vamos encontrar-nos,
Nos nossos sonhos esta noite.

O amor é como o sarampo...
Aparece inesperadamente,

Causa dor em todo o lado,
Desaparece sem deixar marcas na pele...


Tremo na tua ausência.

Em monstros vivo eu...

Acordas em mim. Sobressaltada com o pesadelo que tiveras. Sonharas que não estaria para ti de manhã. Que me teria ido embora, deixando um bilhete de despedida assinando com uma gotícula de sangue no mesmo papel. Tens medo que o sonho se torne real num dia distante ou claramente perto. Acordas colocando a mão sobre o meu corpo, agarrando-o com enorme força, desesperando. Abres os olhos e ali estou eu. deitado com a tua mão a sufocar a minha, com ar de assustada, fitando um olhar de desorientado.

Três palavras, precisas e directas. Não é complicado, é premeditado. Vem cá e vê que aqui estou a olhar por ti, com as mãos prontas a amparar-te o coração. Sei que seguras o meu pedaço protegido, que se quer desfazer... Não sangro, por isso deixa-me ausente em cima do tempo da mesa da cozinha chorando com lágrimas que me queimam o rosto desfigurando-me e moendo o sentimento que tenho preso na traqueia. Quero-o solto, não me sai. Não tentes fazer-me chorar porque estou aqui a sofrer. Mal me consigo por de pé.

Não me dá a possibilidade de respirar. Como é que isto foi acontecer? O que foi que não fiz? Neste espaço vazio, onde o branco é dono do sólido e o ar dono do respirável, dá-se em mim uma reacção. Fecho os olhos, fazendo cair o meu corpo no chão como se estivesse morto.

És aquilo que me faz... E nunca tive a oportunidade de agradecer e de pedir desculpa. Poderia contar-te uma história de amor e o meu desejo seria essa história ser a nossa, fazer parte da nossa vida, mas o meu coração tem sempre que partir as veias presentes no teu corpo impedindo-as de fazer os meus actos de afeição chegar ao teu mais precioso tanque de sentimentos.

Desejava ser uma mentira.

quinta-feira, outubro 22

Leva-me desta manhã.

Leva-me desta manhã. Distorce-me o espírito. Apaga-me os pensamentos.  Desfas as malas de todas as lágrimas. Prende cada alma do meu ser. Improvisa um impedimento de forma a que deixe de sentir...

Eu costumava ser um mau exemplo.
Eu costumava ser original.
Eu costumava preocupar-me.
Eu costumava fazer os meus pais orgulhosos.
Eu costumava ser a ponta que mantinha os meus amigos unidos.
Eu costumava saber o nome de todas as raparigas que já beijei.
Eu costumava saber para onde ia.
Eu costumava saber porque chorava.
Eu costumava fazer as namoradas sorrirem.
Eu costumava sentir.
Eu costumava ser feliz.
Eu costumava pensar.
Eu costumava viver.
Eu costumava perguntar porquê.
Eu costumava chorar.
Eu costumava não saber nada.
Eu costumava ser pequeno.
Eu costumava acariciar os meus próprios caracóis.
Eu costumava limpar as minhas lágrimas.
Eu costumava aconchegar-me na cama, nas noites de inverno.
Eu costumava fazer rir as pessoas à minha volta.
Eu costumava fazer sofrer.
Eu costumava fazer acreditar em mim.
Eu costumava conseguir fazer com que gostassem de mim.
Eu costumava ganhar troféus.
Eu costumava gritar de alegria.
Eu costumava sorrir.
Eu costumava ser saudável.
Eu costumava ter um sonho em cada noite.
Eu costumava ouvir música mais vezes.
Eu costumava ver mais.
Eu costumava fazer tudo.
Eu costumava escrever.
Eu costumava não gostar de muita coisa.
Eu costumava acreditar num amanhã melhor.
Eu costumava ...

Inês! Sorri... - E então tu sorris.
Eu esboço um, feliz por te ver assim. Deixando-me levar pela voz que me chama para o sitio branco.

Inês, mesmo que me tenha ido, não desistas do amor. Não digas palavras que faça os outros sofrer para sempre. Por muito mau que tenha sido contigo, lembra-te de que ninguém é como eu. Nem que irás sofrer para sempre. Porque tenho a certeza de que existe por aí algum menino capaz de fazer os teus sorrisos iluminar as estrelas à noite. Desculpa...

Cansado de viver.

terça-feira, outubro 20

Foi um sonho. Mas foi real o que eu senti!


Asphyxia of the Soul by ~ClassicCrimes
E então eles dizem. Dizem que o segredo está no dia em que estarei completamente desprovido das ajudas deles. E nunca saberei. Não me dirás nada até eu voltar a sentir-me de novo. Enquanto não for buscar a corda, enrola-la à volta do pescoço, subir e descer de uma cadeira sem em nada pensar. De forma rápida tudo o que aconteceu veio-me à cabeça, e fez-me confusão e comichões na nuca. E longe dos teus arrependimentos, dos teus sorrisos... Nunca saberei se estava certo ou errado. Se alguma vez iria fazer tudo bem, ou se te ia fazer feliz e esconder toda a agonia das minhas palavras, bem debaixo de um tapete. Devia comer as palavras que vomito na tua direcção. Adoraria permanecer aqui de corda ao pescoço, consciente de tudo, a pensar em tudo ao mesmo tempo. Nunca pensei tão rápido na minha vida. Nunca vi milhares de imagens a invadirem-me a mente. Alguém saberá porquê? Alguma coisa devo ter feito... Recordo-me pouco... Saberei lá alguma vez o que aconteceu naquele preciso momento, ali pendurado, calmo enquanto a corda se se vai contraindo como uma cobra. Até que... Perco os sentidos. Volto ao sonho. Pálido em que o calor do sol me bate na cara e me deixa sem palavras. Estarei vivo, ou estarei morto? Estarei as duas coisas? Com ou sem perguntas sei onde estou. Em mim. Dentro do meu ser.

Está na superfície da pele. Ali bem colocada, sem que ninguém lhe chegue a tocar. Se baixar a minha cabeça, as coisas irão certamente resultar a partir desse momento. Tenho pouca impressão que os meus joelhos irão aguentar com os ataques cardíacos lá dados bem em cima. Mostrando-me de que é feito o meu corpo. Assim como o meu pescoço de adolescente. Bastes-me onde me dói mais. Bates-me com as piores palavras que possas usar. E certificaste de que as ouço a todas sem faltar nenhuma, para que sinta o sentimento de cada palavra tua na minha angustia e dor que se quer libertar do meu peito. Tenta rasgar pelas costas dos meus pulmões passando para lá da coluna, partindo-a e abrindo caminho pela pele, até que sai em liberdade gritando que é dona, daquilo que é meu.

Tento sempre fazer o que está certo. O que é bom para os dois. Acredita em mim, não penses que te quero desiludir. Aqui o ambiente está pesado, vamos lá para fora, vamos respirar e pensar bem nas coisas. Um sorriso na cara, não te deixes iludir. Um sorriso no corpo, um verbo ser nos olhos. Limpo a casa de lágrimas. Causadas por um frio impetuoso. Da minha boca saem palavras que nunca ouvi. O seu significado é-me incógnito.

E eu sofro e faço sofrer tal como tu e eu. Não sou nada nem ninguém. Apenas mais um rapaz onde a falta de uma rapariga em condições fazia toda a diferença na pequena e simples vida. E até lá. Nunca saberei. Porque serei sempre o mesmo, independentemente de ter ou não rapariga. Algum dia será o fim de alguma coisa grande mim. E essa coisa talvez seja o orgulho. E já prevejo a minha queda sem nunca ter pensado nas consequências que poderão surgir antes dela.

Estou longe de ser o que ainda sonho cá dentro!
Foi um sonho. Mas foi real o que eu senti!

segunda-feira, outubro 19

Quando alguém era tudo...


Doente comigo mesmo, mas não tenho mais ninguém. E por isso sofro apenas eu. É sempre a mesma coisa. Não me deixa dormir. É uma dor que me excita o corpo impedindo-o de ficar paralisado. Diria que era a fingir, mas é bem real. Como é que alguém pode dizer que é indefenso quando actua como invejoso? É dor que se sente mas não se vê. E alguma parte dela alimenta-se daquilo que mais vida me dá. Do coração. Crava-se. Penetra-me no coração sugando todo o seu suor, amizades, paixão, vivacidade. Pendura nas suas paredes, agonia, dor, angustia, dor de cabeça, choros e ranho à mistura.

Amor, aquela coisa que vai comendo aos poucos a alma de uma pessoa. Corta-nos por dentro. Faz-nos chorar. Acaba com relações. Acabando sempre da mesma maneira com que começámos. Tentamos sempre sorrir, sempre com aquele pensamento na cabeça: "Tudo irá ficar bem." Acabando por ficar tudo na mesma. Seja de qualquer maneira for. Tentamos sempre ser aquilo que o outro está desejoso de ver em nós. Odeia-nos por tudo e ao mesmo tempo por nada. Diz que sim, mas na verdade adoraria que as coisas fossem à sua maneira. Com uma pontinha de egoísmo. Se não o dedo todo.

Fraco. O que é o que eu fiz para merecer isto? Esta coisa que me deste em tempos continua a dizer-me aos ouvidos gritando bem alto: "Deixa-me arder!" Continuo a sangrar. O tempo está a alargar-se. Mas é o mesmo como sempre. Choro. Choro porque sinceramente sei qual foi o mal de tudo e esse tudo sou eu. Quem me dera ter-te encontrado mais tarde. E tinhas de ser logo a primeira. Foste a doença. A doença que veio matar o meu corpo. Por meio de felicidade escondida em cada gesto de traição de cada traço do teu rosto, traçado por cada sorriso deixado por ti nas minhas costas agarrando facas e pedras. Mantinhas-me anestesiado enquanto não sentia as picadas e as pedradas que me davas de uma forma indirecta e discreta.

Queria apenas um lugar para chamar de lar e um coração para chorar até decidir acabar. E eu sei que tenho coração, que sou forte, mas não merecia ter tido o meu coração despedaçado. Aquelas mentiras que mantinhas acesas em todas as discussões fizeram-me feridas nos pontos em que menos queria.

Olha o que fiz para ti. Nada no mundo era demasiado bom para ti.

És a minha dor!
E deixas-te de ser o sol!

É difícil ser-se!

Estamos destinados a dizer adeus. Poderei trazer o ontem até hoje? Porque já sei o que sinto sobre ti agora. Quem é que irá chorar por ti? Não importa o que irá acontecer nunca mais me irás ver. Leva-me daqui, não quero ver o céu cair por aquilo que tens que eu quero. Caminhos... Caminhos... Caminhos... Bate forte bem aqui no peito, sem chegar a causar dor. Em tudo o que eu acreditava, o sol fez essas partes queimarem-se e apagarem-se de dentro de ti, arrastando-se até mim num acto de misericórdia.

Ouves o som das minhas palmas? Que aplaudem a tua personagem ao passar por mim? Sou um bocado lento e por isso baixo bem a cabeça, até que as minhas palmas sejam suficientemente boas para serem sentidas nos teus ouvidos. Bem que gostava de te pedir desculpa. Não precisas de saber. Saber que é por ti que eu choro, que é por ti que aqui estou, que é por ti que eu escrevo sem saber para quem estou a escrever. Diz-me de que lado do sol estás tu. Se não é do sol de que lado estás? Não és o sol, mas fazes mais do que ele.

Finges que gostas de mim. Acreditas sequer em alguma coisa? O que é que aprendeste esta noite? Sinto que cometi um crime terrível. Mesmo esperando por ti na esquina, nem assim apareces...

É dificil ser o melhor homem, quando tu te esqueces de me aquecer.

domingo, outubro 18

No tempo de verão


Foi tão fácil aquela noite. Deveria ter sido forte. Sim eu menti.

O futuro veio. Esperei por ti todo este tempo. Ausente de um tu, rasgando corações, tapando olhos. Acelerando bater, penetrando em veias, retirando toda a sua magia. Todo o seu amor. Sugando a alma de cada bocadinho de cada metro quadrado. O que te protege é aquilo que me impede de te tocar. Toda tua beleza está a queimar as íris dos meus olhos. O que dirá o amanha, de nós os dois? Se queres permanecer junto a mim, tens de me mostrar o que sentes, todas as noites. Não quero deixar o meu amor em vão. Não te vás embora.

Não sejas tão tímida. Tens de te sentir livre sobre quem queres ser. Eu conto-te o segredo. Começa a acreditar em ti. Tens de te sentir bem. Não nos deixaremos de amar.

No tempo de verão, veste a roupa que te der mais pica, e vamos os dois de carro ou de comboio até à praia mais próxima passando lá a noite e o outro dia todo e irmos embora com momentos de cada minuto passado. Aos risos ou à porrada. Adoraria voltar a fazer todo de novo. Voltar aos momentos menos bons e menos maus. Não pares de olhar para mim. Never!

Esta noite em que seguro na tua mão, pro baixo das luzes desta cidade, amontada de gritos, choros, amores, emoções e sentimentos, faço descer a bolha de ar que tinha presa na minha garganta. Impedia-me de te dizer: Amo-te!

Escreves uns textos maravilhosos, só de os ler percebe-se que qualquer rapariga que namore contigo vai ser a mais sortuda do universo, tens uns olhos lindos, os teus caracóis dão vontade de mexer *_* és simpático, és divertido, tão depressa estás cheio de auto-estima como te estás a mandar para baixo, mas fogo, todas as imperfeições fazem de ti perfeito.

sábado, outubro 17

Declaração...



Preciso de ti!
Nos teus olhos vejo a tua alma partida. Meu amor, porque não te aproximas e não vens comigo? És tu quem eu quero ao meu lado. Bebé amor, chamo o teu nome para me vires dar a mão. És o meu pequeno anjo. Estás comigo sempre que preciso e até mesmo quando as luzes se apagam à noite e tudo fica escuro frio e silencioso. É aí que sinto o meu coração apavorado gritando pelo teu nome, suplicando pelos teus braços em mim. Para me protegeres dos monstros que saem à noite dos armários e que permanecem debaixo da cama para me levar de ti. Os teus  olhos dão-me vida, e a tua alegria felicidade emocional. És o único sol da minha vida. Companheira e terrorista dos belos momentos que vão acontecendo cada vez que estou de mão dada contigo.

Contas-me histórias. Segredos, e sonhos e futuros, e razões para as quais também eu tenho de estar contigo. E dás-me razões para o qual eu estou contigo. E então o meu coração bate, bate intensamente. Sentes? Esta noite, as estrelas brilham mais, e sonhei que estavas aqui ao meu lado. Quero-te aqui. O meu coração faz "bum, bum, bum".

Quando a escuridão se abate sobre ti e ficas de joelhos metidos no peito fechando-te como uma concha, soltando solusos, lembra-te de que não estás sozinha, porque eu estou mesmo ao teu lado a apoiar-te. E sempre que as lágrimas sairem desses teus olhos delicados irei limpa-las. Tu és o brilho nos meus olhos. Sinto-me vivo, e agora consigo respirar para chamar pelo teu nome.

O bater do meu coração, para antes de começar e dá a volta e não pára no mesmo lugar. Os ritmos no céu. E consegues ver as maravilhas no céu. Levanta os olhos. Mostra-me o teu interior e ajuda-me a encontrar o caminho para o teu coração para o encher de amor. Deixa os teus sonhos em cada estrela.

Eu consigo ver o por do sol a reluzir nos teus olhos. As emoções dentro de ti a sentir-se intensamente, por favor não chores. O teu coração está a bater com força conta-me porquê. Tudo à nossa volta está projectado no céu de verão.

Vou respirar outra vez...

Coisa mais lamechas que já escrevi. Sei que sou capaz de fazer melhor... Desta vez não saiu como esperava.

sexta-feira, outubro 16

Uma promessa em forma de momento...


Uploaded on by annaluxx
Olhava para ti. Sem pensar em ver concretamente. Caminhas em direcção ao miradouro pousado de lado a uma centenária árvore. Olhas para o por do sol. Causava-te lágrimas, lágrimas de satisfação. Como é que algo tão simples poderia transmitir uma beleza tão profunda? Punha os nossos corações, principalmente o teu, bem quente, e os raios de sol deixavam-te protegida dos ventos frios que por vezes passeavam à tua volta. Criando círculos e desenhos no ar com as folhas caídas do outono. Sorrias e deliciavas-te com falta de precisão. O sol fingia-te amar. Contemplava, tocava-te. Beijava bem, os lábios que permaneciam secos e gordos enquanto sentiam o aroma das flores. Trazidos nas bolsas do vento. Mais uma vez eras princesa.

Sinto-te falta. Falta de tudo e de que é tão pouco que quase não chega a ser nada comparado com os dias de maior emoção e beleza sentida no peito.

O que estraga um texto não são as palavras em si, são as suas entrelinhas.

Poderás ao menos ver?

My H.eArt is broken by ~EmObEnNy
Construo o segundo que vivo, mas não as experiências que nele se encontram. O que eu faço é mostrar-te como. Como... Conta-me uma história de como é suposto ser. Dá-me uma razão. Porque eu não quero viver. E eu pergunto, enquanto olhos para os teus olhos. E pergunto se preciso de uma razão para tal...

 Ligo o rápido e ouço a tua voz. Dá-me arrepios. Mal te ouvi e já estou com mau pressentimento de que estás virada para a ferida deixada por ti no meu coração. Fazes de propósito ou é sem querer? Dizes que é sem querer, mas no fundo é de propósito, para me sentir mal para ver ou sentir que estive mal.. O meu corpo sente um calor, uma sensação estranha, parecendo que estás aqui perto de mim a dar-me palmadas nas costas, rodeias-me e rompes o silêncio que fazia da tua presença. Pões os teus braços à minha volta...

Podemos tentar um novo começo?  Não nos podemos proibir. Não podemos dançar à noite sozinhos.É demasiado triste e solitário. Ninguém está no caminho de ninguém. Meu pequeno anjo. Mostra-me, transmite comigo, vive junto a mim, a terra encantada que permanece dentro de nós. Estamos destinados a sofrer sempre de alguma coisa. Sejamos anjos ou demónios, teremos sempre de sofrer de alguma coisa. E essa coisa será sofrer do que menos esperamos.

Ei, ei, senhor enforcado, vai buscar a tua corda. Parece tudo bem, mas não sabes de nada. E ela não saberá de nada que acontecer depois de hoje à noite. Querida não me podes culpar, e dizer que fui o teu pior erro. Quem me dera poder acreditar que não te desiludi de alguma maneira em algum aspecto. Tu nunca saberás. Nunca saberás o que senti quando caí dos teus braços, quando deixei de ver o teu único sorriso. Quando fechei os olhos e deixei de te sentir, assim como o teu cheiro perto de mim. Complicavas o meu pensamento, pondo-me confuso. Mas eu sei, que no céu não há nem maridos nem mulheres. O meu coração, não quer sofrer. Ainda te sinto em mim. Viver com o medo de algum dia te perder, é isso que não quero sentir. Mesmo sabendo que a pressão que sinto por ti é como super cola. Porque eu sei que algum dia terei de enfrentar e ignorar tudo para chegar ao teu leito. Para sempre.

Quem me dera derrubar as paredes e correr. Pergunto se irão sentir saudades minhas, e eu delas. Irei ler poesia às estrelas, e um dia poderei tornar-me uma. Tanto silencio. Espero por alguém que me ame, que me beijei. Tenho 19 anos  e sinto que tenho pouco tempo de vida.

Estou a desaparecer... Fecho os olhos e alguma coisa que vai escondendo o meu coração.

quinta-feira, outubro 15

Dá-me arrepios...


Boring by ~amethystiina
 "Parece-me a mim, que vocês passam o dia a fazer "actualizar" ao meu blog, na esperança de ver outro belo texto como dizem vocês."

Não sei bem porquê, mas vocês teimam em que eu escrevo melhor do que vocês, e que a minha escrita é melhor e que lá lá lá. E a vossa escrita comparada com a minha não é nada. E que sou bom e tal e não sei mais o quê de sentimentos que não sei quem. Caramba, é dificil perceber que escrevo assim, e vocês escrevem da vossa maneira? Eu sei que escrevo mal e com erros e trálálá. Mas não é preciso ser irónico. Que tenho eu de tão especial afinal?

- És bonito, escreves imensamente e perfeitamente em sobre sentimentos e és um rapaz fixe.
- E pronto...

Já nem sei o que dizer mais sobre este assunto.

quarta-feira, outubro 14

Contradição.


E pensava eu, com os meus caracóis... Que quantidade de perfume tinha aquela rapariga posto. Passara mesmo "rentinho" a mim e consegui-lhe sentir o cheiro que lhe transbordava no corpo. Fechei os olhos e deixei-me deliciar sentido o aroma que se expôs ao meu olfacto. Cheirava a algo doce, um "baunilhar" de rosas. Senti-a... Se lhe pudesse dar uma cor, essa cor seria cor-de-rosa. Os meus caracóis saltava e abanavam-se com o vento e gritavam, ao fi mde duas horas que gostariam de voltar a cheirar tal perfume.



E diz ela, em tom de me querer não me ver mais à frente dela:
Sacrifícios... São surpresas e nunca foste delicado comigo. Não és nada. És imprevisível e não maleável. Quero-te fora da minha vida. Desaparece de perto de mim. Não quero sentir o teu calor a invadir-me o corpo. Sim, estou a tirar-te da minha vida. Não olhes para trás. Tens muito para andar. Tens os teus sonhos e lembra-te do que eles significam para ti. Pergunto se és capaz e forte para lutar por aquilo que dizes gostar. As tuas memórias não passam de pedaços de papel onde escreves nas costas de cada uma, novas emoções sobre estas e outras.

segunda-feira, outubro 12

Abrigo dos suspiros.


É do sangue que vem a alma. É magia que crio, que faço por instinto. As palavras que uso, são o único ajudante que me resta. Tornam este numero tão especial. É um dia que recrio, que invento e faço com que coisas que não me aconteceram sejam aplaudidas. Muitas delas, imaginação minha, criando textos maravilhosos, metade dos que me é verdade, é de uma pureza transmissível que faz os olhos mais sensíveis lacrimejar.

Para sempre, irão os teus olhos cantar as melodias criadas pelas palavras que se encostam a mim, em tentativa de me encorajar a ser melhor, no mundo onde o melhor é aquele que consegue criar e viver mais nos seus textos, do que aquele que se deixa ir ao sabor daquilo que não sente verdadeiramente.

Estou sozinho e só as palavras me dão o que preciso. Calma, amor e compaixão. Eu dou-lhes amor, e elas em troca fazem-me a mim e a outros quantos ficarem deliciados com o que de dentro de mim sai. Parecer real. É sentido. É tudo o que não consigo ver e tocar com as mãos. Ponho a pensar que estarei sozinho, ate que me engano e acordo dos sonhos maus que tenho de noite, e estas palavras me segredam coisas aos ouvidos. São a minha confiança, a minha personalidade, a minha vida parada que eu decidi ter em mim. Nunca mais irei virar a minha cabeça e esquecer o que acontece. Não vou precisar de remorsos para dizer o que penso, muito menos o que senti.
A energia é tua.

Tens de gostar de viver. Ignorar as coisas más e aplaudir as coisas boas.
Podes partir-me as mãos, mas lembra-te de que posso voar sem elas.

Criei a minha auto-confiança, com base na minha capacidade intelectual e na minha personalidade delicada e tão frágil como qualquer uma. Persigo sonhos que ontem deixei no chão, ou na gaveta do meu quarto, à mercê da morte. A inveja consome-me, até que o próprio mundo não chegue. Perdoa-me no dia em que apagar o meu nome. Pois será a memória de um eu que irei querer esquecer.

Está lindo sim! É o abrigo dos meus próprios suspiros.

Agora que o li... Não fui eu que escrevi isto. Não pude, não aconteceu. Como tive capacidade para escrever isto? Soa tão bem, que até me arrepia de tão profundo que é e que me deixa com umas quantas lágrimas, desejando reler e soltar gritos de contemplação.  Nem sei o que fazer. :'$

sábado, outubro 10

Príncipe Encantado


Little Green Ones by ~V1V14N0hh
Príncipe Encantado, meu velho amigo, como tenho saudades tuas, daqueles tempos em que passávamos o dia a cavalgar pelos teus enormes campos, e quando nos sentávamos a beira do rio descalços, a falar das nossas imagináveis princesas. Os gostos que nos fazia corar um do outro. Aromas de um campo apetrechado de flores e rios com vida entre eles.Tenho saudades de ti príncipe.

Sinto-me!  O vento frio, rasteja até aos meus ossos. Não sei quando irá voltar, para aqueles lugares só meus. Serves de para-quedas enquanto caia em mim como uma pedra. Outros tempos, ao sol que amanhece o meu pequeno lugar no mundo azul. Diz-me porque partes. Porque me deixas aqui sem ti, à mercê da chuva e do calor que se abate sobre mim. Estás a deixar-me cair novamente em desespero. Porque o fazes? Porquê a mim? Não sentes a minha paixão? O sentimento que por ti tenho naquela coisa que pulsa desesperadamente? Há noite que não me fazem esquecer da tua cara. Ainda está tão nítida, tão presente em mim. Tudo o que fazias, no teu amor reluzia intensamente. Nunca perdeste esse sorriso que transportas nos olhos, na cara, no teu corpo, nas tuas mãos.

Onde estás?
Penso que te encontrei. Desta vez, eu vou fazer-te ficar!

sexta-feira, outubro 9

É com palavras que se faz o silêncio!

 De que maneira? Posso eu expressar-me, mostrando aos outros o que faço para mim, tudo aquilo que me faz sentir melhor? E que se torna num diário virado metáfora, protegendo e escondendo coisinhas e pequenos segredos.

Abrem-se portas enormes perante a minha personagem em todos os meus sonhos. Daquelas portas, exactamente iguais à daquelas enorme casas de gente importante, e até mesmo assombradas, que fazem ranger a própria madeira e arrepiar a coluna do espírito perante esta. Sinto-me assim cada vez que descrevo e verbalizo pensamentos que tenho pegados na minha mente. Na capacidade que descobri naquele momento e que me deu com um martelo no dedo, fazendo-me escrever de uma maneira tão "única" e de forma tão simples. Oh, mas daqui a uns anos, estarei a ler isto e irei pensar que ainda era criança e que a vida nesta altura ainda me estava a florescer nas palmas das mãos. Que havia mais cores no arco-íris do que aquelas que aprendemos na escola. E pessoas que ainda faltavam conhecer, músicas, textos por escrever, mensagens para receber, beijos e abraços e olhares, comprimentos...

Pinta-me de cor-de-rosa, sinto-me mais contemporâneo. Tranquei o meu coração. Nunca pensei que fosse ficar desta maneira sozinho a pensar no futuro ambíguo e estranho por se dar. Cheguei a uma parte de mim, que mais ninguém consegue ver.

A partir daqui... É com palavras que se faz o silêncio!

quarta-feira, outubro 7

Abraço o sol.


Cliche by =P0RG
Pega-me pela mão e não me deixes sozinho. E se soubesses como eu me sinto. Sim. E eu quero saber se isto é real. Porque quero que me salves, por favor salva-me. Enquanto sonho, só te vejo a ti. Seguras-me novamente, és mais do que um amigo. Isto significa que és a eleita? Quero estar ao teu lado, e nunca te largar. E não te vou largar. Abraço o sol.

Eu vi-te ontem. Passas-te por mim e olhaste-me directamente. E eu ouvi-te dizer: "O não, ele não me viu, ou viu? E agora estás a ir embora. Ver-te chorar não era a minha intenção. Deixa-me só fazer as coisas correctas. Dá-me uma chance para dizer: Desculpa, desculpa mesmo. Não te queria deixar zangada, és a melhor coisa que eu já tive. Desculpa, desculpa mesmo". Não te vás embora por favor.

Eu sinto-o novamente. Porque ainda não te senti frio desde que te deixei sozinho no escuro. Preciso de ti quando acordar. Encontrar-te nos meus sonhos hoje à noite. Antes de adormecer, abraça-me. Porque tu fazes tudo ficar bem.

Lembro-me dos sonhos. Que irei agora fazer? Onde quer que estejas, eu sempre sentirei a falta de as tuas mãos tocarem o meu coração. As tragédias que me faziam segredar coisas ao sol. Por minha culpa. Não posso ficar orgulhoso por aqui que fiz.

Quem me dera poder escrever como tu! +.+

terça-feira, outubro 6

Não deixes os teus sonhos nas estrela.


Put Me Closer by *monislawa
Não me consigo lembrar da última vez em que te vi chorar pelo meu nome. Tenho saudades de, quando me fechavas os olhos em gesto de segredares coisas ao ouvido.

Minha querida... Esta noite, o teu coração partido será meu. Não me olhes assim. Sei muito bem que personagem sou nesta história toda. Acordou-me a alma.Quero o meu perdão, e até que não sei se mereço. Eu fiz uma promessa ao teu coração. Não cumpri. Mereço castigo.

O amor é a minha mentira. Vi-te como um sentimento, mas nunca senti esse sentimento, para te ser preciso. O amor é uma coisa que não vêm do coração, não vem de olhares, não vem de uma só coisa. Não vem das lojas. E talvez, signifique algo mais. O meu coração cresceu 3 vezes só neste pequeno pedaço de espaço temporal. O amor não se compra, não vem em anéis de casado, não vem em prendas nem em beijos, não vem de lá nenhum, nem é nenhuma dessas coisas. Servem só para mostrar o que sentimentos, pois não o sabemos demonstrar por outro mecanismo de expressão.

Tasting your lips with every kiss. Smelling your scent on your neck. Holding you in my arms. Every moment with you is written upon the tablet of my heart. Washing to live this life again and forever. All memories are eternally burning pictures within my soul. Every day I'm still beside you. Living in memories. Dreaming my life away. Thrust our hearts. You and me together against the world. Losing myself on you. Losing you. Losing so much more than just a part of me. Memorable beauty gives birth to my pain. My world is broken. Life is gone.

E muitas vezes não digo as coisas, porque sei que elas magoam às pessoas que mais gostam de mim. E para as manter à parte de toda a minha dor, não digo nada. Eu não escondo, protejo-te das coisas mais perigosas.

Ps: Faltava-me a sinceridade e a coragem.

segunda-feira, outubro 5

Não espero por estrelas cadentes.

Um outro dia. Um novo dia. Passou por mim. E eu tento não chorar. Estas lágrimas deixaram-me desprotegido. E não sei onde mais me esconder. Por muito sozinho que me sinta, levanto a cabeça e digo para mim mesmo: "Tenho de conseguir libertar"!. Tudo o que queria era mudar, e ver o quanto significavas para mim. Mudar num novo dia.

Por muito sozinho que me faça sentir, não te posso colocar no meio das minhas confusões. Terei de encontrar-me num outro dia. Diferente do de hoje. Aqui, nestas escadas, não há melhor sitio para se estar. Imaginando um "tu" junto a mim. Diz-me... Sou eu que faço o sol brilhar? Diz-me... Sou eu que te faço tocar no céu? Apenas diz-me... Quero mudar. Arrancar este mal olhado que ganhei e criei nos longos anos que passei sem uma alma preocupada com a minha. O bater o meu coração, começa antes que pare. Não consigo esconder os meus sentimentos. Ergo os olhos, vejo o que trazes dentro de ti. Mostra-me o teu interior. Sou tão imprevisível. Tenho de pagar pelo que fiz. Quero pagar pelo que fiz. É o ultimo sacrifício que estou disposto a fazer para que tudo mude. Caminharei sobre a água, para mudar. Espero que venhas e que encontres o meu verdadeiro coração. Nessa altura serei teu.

Desejo uma oportunidade. Desejo que o meu coração cresça 3 vezes.
Há mais no meu coração, do pensava que tinha.

Faço demasiados filmes. Ya eu percebo!!


Deixas coisas escritas, especialmente "letras", para me matares de ataque de coração. Ou será para me atormentar?

Já nem de ti quero saber, nem de ti nem da tua existência. Uma morte lenta que passou a não existir. Já não me existes e não quero saber de mais nada. As tuas palavras fazem-me mal, assim como tudo o que tu fazes depois da minha pessoa sair. Sei que me queres, mas quem não te quer sou eu, e sei muito bem o porquê. E sei perfeitamente que a culpa é minha. E há quem diga que as palavras doem, eu digo que aquilo que as pessoas me fazem nas costas ou de forma indirecta para me fazerem sentir e relembrar de coisas que aconteceram é que me deixa sentir mal. Até mesmo para me por a sentir mal com as minhas estúpidas atitudes. E não vou voltar a cair no mesmo erro (talvez vá). Nem vou dizer quem és, porque nem tens nada que saber quem és, nem ninguém tem que saber de quem é que estou a falar. Eu já nem quero que fales sobre as coisas que mais te atormentam os sonhos e as paixões perdidas que tiveste, sobre mim ou sem mim, com os teus queridos amigos ou amigas. Os pesadelos ou as doenças. Falo nas costas? Deixa falar é melhor falar nas costas do que causar dores através das costas. Até parece que me arrancas as asas que me embelezavam as costas. Por minha causa perdi tudo, por causa de tudo o que fui e sou. Perdi-me e matei-me cá dentro.


E estou eu aqui a preocupar-me com tudo o que digo, para que de alguma forma te ataque o coração, tal como as palavras que tens em ti. Até parece que é de propósito para me sentir mal disposto e mal numa situação onde a inveja e os ciumes e até a porcaria de um remorso da vida me faz sentir prestes a vomitar. Já nem consigo olhar mais para ti. Já nem consigo ler mais o teu nome. Sabe a tão falso e a tão frio, a uma coisa tão propositada. Sinto cá dentro que sinceramente tudo não passa de um pontapé no coração. A minha alma até me dá pontapés em cada canto da minha mioleira. Não quero um pedaço de ti, nem ter pancadas emocionais com o que quer que seja que de ti saia. Que me salta já o coração. Quero tranca-lo a mais de 7 chaves de qualquer órgão de sentimentos. Não quero mais sentir qualquer coisa parecida com aquilo que senti durante dias. A inveja apoderou-se da minha personalidade, a minha imaturidade matou-me o coração. As persianas nos meus olhos fecharam-se uma vez mais assim que o que um dia disseste foi escrito em forma de palavras e tudo o que fazias, deixou-me sem pilares para me suster em pé. Quis arranjar as coisas, mas vi que seria impossível, mudar o que era quando ninguém me ajuda e apenas faz ainda mais fitas do que as fitas que eu já fazia e faço. E a culpa é minha porque foram outras pessoas que me fizeram assim. Assim como as suas estúpidas atitudes. Pareciam criancinhas. Arrancaram a minha bondade de tal maneira que já mal a vejo, se não ir buscar alguns sentimentos e transformando-os.

Já começo a ter medo do que poderá ser o futuro. Com as pancadas que tenho, começo a duvidar de tudo o que pensava que seria fácil de resolver. Quero esquecer tudo o que aconteceu e tudo o que está para vir. Estou maluco preciso de apagar todas estas memórias.

E ainda eu me preocupo minimamente com os sentimentos das outras pessoas sem preocupar primeiro com aqueles que cá tenho dentro a precisar de amor e carinho e de alguma ternura, risos, abraços, passeios ao luar, beijos na boca, quecas no cinema, orgasmos complicados.

Faço demasiados filmes. Ya eu percebo!!
E eu que achava que era capaz de mudar tudo. Tudo... Mas não sou. Por agora.

Ps: Espero que seja só uma má fase!

domingo, outubro 4

Os dias causam-me feridas que não saram.


Lentamente vai a minha alma partindo-se e dividindo-se, sem que lhe peça para tal, continuando a causar-me dores agoniantes, de dias e recordações de acontecimentos mais ou menos apresentáveis. Tenho sede, muita sede do que à de melhor. Daquilo que me causa um turbilhão de emoções lindas e inexplicáveis. E pergunto-me constantemente: "O que poderei fazer para me ajudar?" Estou tão confuso nestes dias, parecendo que avisto nuvens carregadas e pesadas sobre os meus olhos.

Quem engana quem, quem perde quem nestes dias? Tenho de encontrar um caminho, para onde me meter. O mais certo é perder metade daquilo que guardo nas minhas prateleiras, nas minhas gavetas, nos armários da roupa. O amarelo faz-se sorrir, o vermelho faz o meu coração pular de alegria, o verde trás-me paz à mente tal e qual como o azul bebé e o preto faz-me lembrar de todas aquelas noites que passei em branco, pensado num futuro inexistentes ou impossível de se realizar naquela altura, e ainda hoje assim o é. Demasiada ambição para uma mente tão preenchida de ideias e palavras e conceitos fáceis de manusear.

 Para sempre viverei comigo. Cair outra vez numa paixão, mas comigo mesmo. Como poderei amar alguém, se já me amo a mim? Se ninguém ao redor de onde vivo me ama, porque deverei sofrer de angustia e começar a amar-me e a dar o valor que os outros não me dão, estarei a ser egoísta? Egocêntrico? Não me importa no que me tornei, assim estou bem, até aos dias que sinto falta de uma fonte de calor, ou de uns pequenos abraços sobre o meu peito e aqueles dias de preocupação de saber como está ela.

Tudo começou com um sentimento, que se tornou rapidamente num silencioso pensamento e numa palavra repleta de ternura. A estrela que se ergueu muito de pois de mim, diz que tenho de voltar. Voltar para onde? Já não sei para onde voltar. Volta ao inicio. É só um sentimento, ninguém sabe, mas não quer dizer que tenhas de esquecer. Deixa-te crescer até que te consigas ver com os teus olhos. Não precisas de dizer adeus a nada.

Solta o sorriso.
Os dias causam-me feridas que não saram.
Não há razão para não o soltares. Ou há?!

sábado, outubro 3

Mixórdia


Glory Box by ~noirestar

Procura em qualquer parte, do teu órgão, sobre o qual dizes que tem sentimentos desde o dia que nasceste. Não me lembro do dia em que isso alguma vez sentiu.

Nuvens escuras, um céu negro. Sem estrelas nem as mínimas pontas de luzes a que se pudesse chamar de estrelas. Até parece que tens os olhos fechados e quando ouves a minha voz, ficas alegre. Tudo em ti fica negro, como a noite que se faz parecer um maldito mãe que te atormenta, do coração aos pulmões.

Os melhores amigos, são preciso para sempre, sem desculpas de adormecer sobre o pensamento de um futuro sem estes. Eras a única coisa que me faltava, para quebrar o coração, com as mentiras que tu própria criaste. Para aleijar o que mais de ti gostava. Se vires estrelas no céu, eu digo-te "Vai atrás delas!" E lá me mandas ua para o lado norte do paraíso.

De tanto mal que este órgão vermelho já passou, nunca deixou de te amar, ou pelo menos mostrar aquela coisa a que se chama de um "fogo que arde sem se ver". Parece ter cido demasiado demasiado tempo, desde o dia em que prometeste gostar de mim até ao dia que parássemos de ter essa coisa tua coisa (coração) virada para mim. Está agora de fora, na mão, pronto a fazer mais ferida neste pobre coitado do que alguma vez na nossa vida juntos. Dá-me uma medalha por tudo aquilo que aturei em ti. Ainda nem acredito.

[História] Continuação...

Inês corre para o campo carregado de árvores como diz o livro. Depara-se com a maior árvore mais velha que vira em toda a sua vida até àquele. Dá a volta à árvore e depara-se com a inscrição do nome de “Sebastião”. Vá meio apagada, passa os dedos sobre a superfície rugosa da casca da árvore, sentido aquele momento mágico.
Continua a ler onde parou.

- Escreve o teu nome na minha barriga. – Diz a árvore.

E então, Sebastião escreveu com imenso talento na casca da árvore.
- Sebastião! – Grita a sua mãe.
Este, corre, gastando todo o ar que tinha nos pulmões naquele momento. Nem pensou mais do que duas vezes em correr de uma vez só, recuperando o folgo. Fez por todas as vezes que se “teletransportava”, poupando os pulmões e as pernas.

É hora de tomar o lanche das 4/5 horas. Lá vai ele lavar as mãos todo pimpolho, com um sorriso nos lábios. Foi a primeira vez que os olhos dele reluziram tanto na sua vida. Foi de ver tanta comida deliciosa que podia meter à boca.

(Fim Do Primeiro capitulo)

Ainda estou a criar a história, ou pelo menos ver as voltas e os segredos que ainda poderei fazer pelo meio antes de partir para a acção.
Sebastião Miguel de Sion Motta - É o seu nome.