domingo, outubro 25

Se assim fosse, não estaria por aqui.

Houve lá bem o que tenho para te dizer. Não tapes nem os ouvidos, nem qualquer ponto de entrada por onde o som das minhas passam passar. Estou mesmo à espera que ouças tudo e nem que tenha de representar por um bocado, desenhar centenas de vezes os mesmo traços, escrever palavras de caligrafia de médico D, mas vais ver/ouvir o que tenho para ti... Sei muito bem como teu ler, as tuas entrelinhas, as tuas manias, as tuas tendências, o teu futuro, as tuas pancadas emocionais, bem que dizes que só gostas como amigo, mas juro-te que não é isso que o teu paleio quer dizer. Mostras mais do que pensas que escondes. Tem calma, porque ainda mal comecei. Mal sais desta coisa comunicativa de palavras e pensamentos, estás perante uma saudade incalculável. Desejas e sonhas com a minha cara, onde o meu sorriso se torna um pesadelo. Esqueceste dele rapidamente e lá tentas tu fechas os olhos para ver se a minha imagem aparece nessa tela negra. Deslarga a minha linda e bonita mão, como dizes que tenho. Estas mãos, têm mais sangue do que aquele que percorre dentro desse corpinho de menina. Come lá o meu corpo. Delicia-te com os meus olhos, sente os meus caracóis, sonha lá mais um bocadinho comigo esta noite. Já conversámos sobre isto vezes sem vezes. Não sou principe encantado de ninguém. Nem principezinho de nenhum conto de fadas ou de nenhum livro infantil. Sei os meus objectivos e sei que é dificil engolir isto, mas acredita que aquilo que eu mais quero é que tires essa tendência de me achar perfeito, porque não sou nada disso. Tenho mais defeitos do que tu vês de grandezas. Tenho mais odores a podre e a corações mortos do que qualquer outra pessoa que já passou por mim. Se te leio nas entre linhas com tanto jeitinho, é porque alguma coisa em ti deita cá para fora tudo isso. E mesmo assim é bastante fácil para mim saber como és, mesmo que escondes tudo. Tal como a qualquer outra pessoa. Há pessoas fáceis outras mais difíceis. Não tem nada haver contigo ou com o que és. De uma forma simples... É fácil ler-te.

Caminha lá para cá. Vem lá ter comigo. Sei que é isso que desejas.

Ps: E escrevi sem pensar muito. Foi escrever sem pensar naquilo que estava a tentar dizer. Saiu, foi só isso. E não. Raramente escrevo para alguém. E agora já sabes para quem escrevo... Desprezo? Foi isso que sentiste? É mais indiferença aquilo que sinto. Desculpa lá ser tão frio. Saiu.

Toma lá um beijo na boca, faz lá a tua coisa amor. 
Encosta-te a mim e afasta daqui o teu querido namorado. 
Mais tarde tá filho? (a)

E se tudo fosse como esperavas que fosse, então eu não estaria aqui...

5 comentários:

  1. Se a tua indiferença é assim, eu imagino como seria a tua preocupação... Chiça Pedro! Dá-lhe aí! Momentâneo de raiva, sinceridade toda ao de cima. As verdades todas na ponta da lingua...

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