domingo, outubro 4

Os dias causam-me feridas que não saram.


Lentamente vai a minha alma partindo-se e dividindo-se, sem que lhe peça para tal, continuando a causar-me dores agoniantes, de dias e recordações de acontecimentos mais ou menos apresentáveis. Tenho sede, muita sede do que à de melhor. Daquilo que me causa um turbilhão de emoções lindas e inexplicáveis. E pergunto-me constantemente: "O que poderei fazer para me ajudar?" Estou tão confuso nestes dias, parecendo que avisto nuvens carregadas e pesadas sobre os meus olhos.

Quem engana quem, quem perde quem nestes dias? Tenho de encontrar um caminho, para onde me meter. O mais certo é perder metade daquilo que guardo nas minhas prateleiras, nas minhas gavetas, nos armários da roupa. O amarelo faz-se sorrir, o vermelho faz o meu coração pular de alegria, o verde trás-me paz à mente tal e qual como o azul bebé e o preto faz-me lembrar de todas aquelas noites que passei em branco, pensado num futuro inexistentes ou impossível de se realizar naquela altura, e ainda hoje assim o é. Demasiada ambição para uma mente tão preenchida de ideias e palavras e conceitos fáceis de manusear.

 Para sempre viverei comigo. Cair outra vez numa paixão, mas comigo mesmo. Como poderei amar alguém, se já me amo a mim? Se ninguém ao redor de onde vivo me ama, porque deverei sofrer de angustia e começar a amar-me e a dar o valor que os outros não me dão, estarei a ser egoísta? Egocêntrico? Não me importa no que me tornei, assim estou bem, até aos dias que sinto falta de uma fonte de calor, ou de uns pequenos abraços sobre o meu peito e aqueles dias de preocupação de saber como está ela.

Tudo começou com um sentimento, que se tornou rapidamente num silencioso pensamento e numa palavra repleta de ternura. A estrela que se ergueu muito de pois de mim, diz que tenho de voltar. Voltar para onde? Já não sei para onde voltar. Volta ao inicio. É só um sentimento, ninguém sabe, mas não quer dizer que tenhas de esquecer. Deixa-te crescer até que te consigas ver com os teus olhos. Não precisas de dizer adeus a nada.

Solta o sorriso.
Os dias causam-me feridas que não saram.
Não há razão para não o soltares. Ou há?!

15 comentários:

  1. Temos sempre medo de perder o que com tanto carinho fomos guardando nas gavetas.
    Ás vezes só queremos mesmo um turbilhão de emoções para nos despegar de pensamentos.

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  2. Pedro, fiquei com lagrimas nos olhos. Que lindo (:

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  3. "Tudo começou com um sentimento, que se tornou rapidamente num silencioso pensamento e numa palavra repleta de ternura."

    maravilhoso *-*

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  4. Claro que ouve, eu falo alto x)

    "Não há razão para não o soltares. Ou há?!" Claro que ha' =D

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  5. um amor nunca morre (:

    adorei o teu texto e a tua forma de escrever (=

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  6. by the way, depois apaga este comentário, só umas pequenas correcções:

    "Tenho sede, muita sede do que à de melhor." - há, não à

    "o verde trás-me paz" - traz-me, não trás-me (trás é posição, contrário de frente, traz é do verbo trazer)

    "num futuro inexistentes ou impossível" - inexistente, não inexistentes

    (desculpa, é vício meu corrigir sempre que vejo erros de português xb)

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  7. por mim, desde que não leves a mal (:

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  8. eu sei Pedro.
    o que escreves é lindo e toca-me bem fundo :b
    e na verdade eu choro por tudo e por nada xD

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  9. isso já é um bocado relativo.
    as lágrimas nem sempre sao de tristeza, e quando sao de alegria valem muito mais que um sorriso*

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  10. Só o silêncio pode explicar o que transmites em cada texto. Acreditas se te disser que me identifiquei com o que escrevest?

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  11. "Prefiro não esquecer mas sim tentar encarar de forma diferente"
    PASSA NO MEU
    beijo

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