quinta-feira, abril 30

indignação pacifica

Toda agente me chama de maluco, ou distante de toda agente que não me fala.
Que armo confusão sem ela sequer ter necessidade de ser criada.
Indignam-se por eu querer as coisas feitas com antecedência. Querer as coisas feitas no tempo devido e enquanto tempo se tem Fazer o mais depressa, para depois estar despachado. Hoje trabalho, amanha descanso o dia todo. Depois à noite revejo o trabalho e altero o que for necessário. Mas não. Depois a culpa é minha e eu é que estou mal por querer fazer as coisas o mais breve possível. "Ganha a maioria, estamos em democracia." diz a turma inteira, discordando de duas pessoas. Como se a democracia fosse a coisa mais espectacular do mundo para se efectuar diante a um professor que é o ditador.

Mas por fim tudo fica bem, porque a professora é a pessoa mais querida de toda a escola. Sim amo a professora. :)

Depois veio-me aquela criança com a mania de que o universo é só dela e só existe porque ela também existe. E que a amizade é a melhor coisa do mundo e discutir e implicar e mandar directas é a melhor coisa que alguma vez pode ter presenciado nesta curtíssima vida, miserável e infantil-mente desprezível. Só me dá vontade de lhe cortar o coração ao meio e arrancar todos os vasos sanguíneos só para que aquela vontade de viver da estupidez alheia e exaltante, que lhe mexe nos pentelhos da cona e a faz ser tão criança, desapareça só para eu poder viver só mais um bocadinho em paz neste mundo, sem que a minha cabeça fique feita em águinha miudinha. Desprezo esse tipo de gente. Caramba meu deus senhor do teu céu. Se implico é porque implico, se não falo é porque não falo, se falo é porque gaguejo a falar ou não se entende nada. Desaparece moça. Pelo menos sei que quando acontecer o silêncio que se me acalma as noites e os dias de menos prazer fiquem intactos e imersos na cegueira e no nevoeiro que me faz fechar os ouvidos internos, só para que não ouça ninguém. É pedir muito?

Parece que a vontade já veio.

Se eu só refilo, ou se não refilo é uma maneira minha de ser. Ya, é capaz de ser isso. Ela afinal até pensa. Sim pode ter sido problemas de infância que me façam ser assim. É a culpa de pessoas que só pensam que o mundo vive para elas, e que toda agente as adora e tem de adorar custe o que custar e que são as sonharas/es do mundo. Degredo total, acredita. Sim implico com toda agente, mas quando sei que tenho razão e quando a minha razão se aplica a conhecimento e a melhoramento interior e não aos teus bens materiais. Poxa, até fico roxo de ficar sem ar por causa de andar ansioso com a carta de condução e com 3 trabalhos e 3 testes para fazer. Chama-me o que quiseres, faz-me chorar se te apetecer, eu não irei parar de dizer o que eu digo que está bem, quando sei que é o melhor para toda agente, principalmente para mim.

Como eu costumo dizer...
"Primeiro eu, depois os outros. E é se tiver tempo de pensar neles."
"Se tiver à espera que de o outro ande para a frente, estou fud*#$."
"O que os outros acham da vida a mim não me interessa. Que esteja errado, sou eu que fico a ganhar porque sei o que vivo, ou então vivo na ilusão, mas isso também, vivemos todos, portanto."


É aqui com esta vontade que me descalça a alma aos poucos, que começo a deslaçar-me dos outros de vez.

Sem vontade

Respiro sem o querer fazer.
Sem vontade para escrever.

segunda-feira, abril 27

Sabem o que me apetece?

Sabem o que é que me apetece fazer?

Organizar um enorme churrasco, com toda agente que escreve e conheço (e amigos desses meus amigos) do Blogspot. :D

Que tal? Alguém quer pagar tudo isto?(A)

Acontece.

Eu odeio-te! Odeio-te com todas as minhas forças! E vou-me transformar em Power Ranger para ter mais. xD

Recorda-te!

O ser humano faz-me chorar. Atenuam a dor do fim de uma vida. Agarram-se aos outros, na tentativa de esquecer o fim. Choram, deprimem-se, gritam, abraçam, amam, como se lhes das alma fosse salva a esperança de continuar a viver num ciclo infinito.

Contam os segundos de cada minuto, os minutos de cada hora, as horas de cada dia, os dias de cada semana, as semanas de cada mês, os meses de cada ano, acrescentando mais um ao anterior, na tentativa de que a contagem seja mais lenta e os dias passem mais devagar. Que o tempo seja cada vez maior e que a dor com que acordam todos os dias seja esquecida até chegar ao fim.

Fazem compras, vendem-se, matam-se a trabalhar, vão para psicólogos, matam-se à porrada, criam laços amigáveis, fazem de tudo, para ver se enganam a morte, só para conseguir mais um milésimo de segundo de vida.

É preciso saber que vais morrer, para começares realmente a viver,? Mesmo assim, mesmo que saibas que tens muito tempo, por muito que penses que vais morrer e comesses a viver as coisas de outra forma, vais voltar à origem do teu modo de vida sem te aperceberes de que tudo irá cá ficar e tu não. De que tudo o que és agora, já mais serás depois. Sais à noite com os amigos, como se fosse uma droga para deixares de pensar, deixares de controlar o que tens, não dares uso, apenas fugir da realidade. Da realidade individual que se espalha por todos e tu nem te apercebes. Quando vais sair para beber café ou fumar, esperas sempre que aquele seja sempre só mais um cigarro no meio de muitos, um café no meio de muitos. Nunca pensas que será o fim, o ultimo. Deixas a vida andar, e mesmo assim choras por pensar e imaginares que és tu quem está a fazer tudo aquilo acontecer. E é verdade, mas nem te apercebes da razão, do motivo, das acções. Apenas te deixas ir, ignorando tudo o que te provoca medo e tristeza, apenas tentas viver insulada de tudo o que te faça sofrer, e no entanto aguardas com ansiedade pelo próximo dia, esperando sempre cada vez mais dele, para que seja mais feliz que o outro, seja melhor e mais preenchido que o outro. As coisas são feitas para nos entreter a mente. É um buraco que ainda é impossível ser enchido.

A minha alegria resume-se a estar vivo e a viver o que tenho e encarar as coisas da melhor maneira possível, melhorando o que sou, recordando o que fui.
A minha tristeza resume-se a poder viver como todos e ao mesmo tempo aperceber-me de que não sou como eles, pensando assim causa-me fobias controláveis e saudáveis.

Se é bom ou não pensar assim, é assim que vejo o que tenho agora.
Aproveita o que tens, sem pensar no próximo dia, o dia é único e não vais presenciar dois iguais. Preenche-te da melhor maneira.

O que fui eu, se tudo isto acabar agora?

Porque que acontece?

Porque é que as coisas más, acontecem às pessoas boas?

domingo, abril 26

Adoro-as!

Adoro estas duas palavras.

Ternura

Aconchego

São tão simples e acalmam tanto.

É o ultimo de muitos!

Jogas os teus jogos com outra pessoa.
Para mim acabou.
Este é o ultimo adeus.

O hi5 anda cada vez a ficar mais triste.








Para quem tem hi5:
Alguém já reparou no degredo de uma prenda de um cão triste? (ao lado) Eu quase chorei a ver o cão naquele estado. Não era suposto uma prenda ser algo alegre e por a outra pessoa também alegre? Crédo.

O Hi5, anda cada vez a ficar mais triste. :(

Tirem-me esta prenda. Não, não a quero. Sim. Sei que ia fazer o cão feliz. :P Mas calma. Tirem isto está bem? A menos que seja para reparar um coração partido ou pedir em namoro a alguém. (A)

Administradores do Hi5, tenham cuidado com as prendas. (É com cada cagada) x')

Ps:
Sabem o que é um "Perdedor"? Não? Eu digo! :D
Um Perdedor, é uma pessoa que (perde dor). x)

Consigo amar coisas que nunca tive...

Consigo amar coisas que nunca tive.
Consigo por amor, que não existe dentro de mim, num sonho. E com pequenas palavras consigo-o tornar realidade, sem sair da minha mente para lhe ir tocar.

Faço os meus sonhos serem reais com as minhas palavras.

Lembro-me do dia.

Ainda me lembro. Estava calor...
Um calor de sugar a ternura às pessoas.

Quero voltar a sentir-me assim.

Quero voltar a sentir amor por alguém.

Eu consigo ver coisas que me fazem chorar.
Mas toda agente se sente mal, por todas as fortunas que sustento.
Vejo-as bem dentro da minha cabeça. Agora quero voltar.
Voltar atrás e largar todas as fortunas que sustento na cabeça.
Deixá-las partir. Senti-las como da primeira vez.

Na manha da noite, este sentimento que anda sozinho, consegue fazer isto voltar a acontecer.
Cá estou eu esta noite, à tua espera em frente à porta de tua casa, sorrindo, com o brilho nos olhos, com a saudade a apagar-me o frio da alma. E quando o sentimento se torna mentira, leva atrás dele o melhor de tudo. Já nada seria real. Os círculos na minha cabeça, a verdade é dificil de encontrar, terei de procurar para sempre. Quando o amor se torna uma mentira é tempo de dizer adeus. Quando o amor se torna uma mentira, não gastas as tuas lágrimas, apenas diz adeus. Quando o amor se torna uma mentira, não há mais razão para tentar.

As nuvens, lentamente desaparecem. Eu espero por ti como és. Abraço o sol e reparo no tamanho do buraco mesmo no canto do sol. É tempo de voltar a tocar no chão. Sentir a cara que não consigo ignorar. Por muito que tente a minha mente quer voltar a tocar no céu.

Preciso de um abrigo, irão os meus sonhos ser reais quando abrir os meus olhos? Deixa-me voar para longe. Longe de tudo. Voar. Pareces intocável. Intocável, bem aí dentro. Não te importas. Seguras qualquer coisa que não me queres mostrar. Para onde vais? Levas-me contigo?
Já não me acalmas. Mantenho-me sozinho, mas continuo a andar. Estou-me a sentir preparado para explodir. Segura-me agora.

Não olhes para trás, tens um grande caminho para caminhar, mas eu sei que não vais cair outra vez. Ainda tens os teus sonhos, apenas lembra-te do que eles significam, se tu queres voltar a viver outra ver. Por isso... És assim forte, para lutar pelo que gostas? Sabes que nada é de borla, por isso vais ter de pagar o preço. Por isso irás manter a tua posição enquanto as paredes vêem a baixo? Ninguém te está a julgar.

Alegra-te. :) Tens sorte por teres vindo ao mundo e ainda para mais, sobreviver aos maiores obstáculos que a morte te dá todos os dias. :D

sábado, abril 25

Temos mesmo de o fazer?

Temos mesmo de dizer adeus?

Foi a primeira vez que senti isto.

Adeus, doce amor...

Darren Styles - Cutting Deep lyrics

Goodbye, sweet love of my life
losing you cuts as deep as a knife
I know I did you wrong and things weren't right
but I loved you girl, more than life.

Goodbye, sweet love of my life
I hope he loves you like I do
and everything turns out right
alone I'll stay with my memories of you
goodbye sweet love
goodbye and good night

[Música]

É como um inifnito desejo

É como um infinito desejo, que me agacho e observo o que ao normal olhar não dou atenção.

Quando a perco morre-me tudo.

Quando perco a coragem, morre-me tudo.

sexta-feira, abril 24

Gosto mais de ti do que da tua ausência

By: JLFT (para e por ti como é tudo sempre o que faço)

Zanga.te comigo, bate.me, esfaqueia.me, estrangula.me, faz de mim gato sapato, leva.me para o inferno, manda.me á merda, manda.me para o ca#$%&", faz de mim tapete e chão que pisas, faz de mim teu escravo, viola.me, abusa de mim, vende tudo o que eu tenho, tira.me o carro, a casa, os meus 20 cêntimos, a minha roupa, o pão que como, a água que bebo...Enlouquece! Mas não me deixes, nunca.

Preferia que me matasses com a tua louca presença do que com a tua normal ausência.

Fonte: http://ameninadeninguem.blogspot.com/

Adoro-te!

Adoro quando te toco nos lábios e sorris através dos teus olhos.
Adoro quando o fio de baba se forma entre nós depois de uma sessão de beijos atrás de beijos.
Adoro-te quando sorris.
Adoro-te quando amuas.
Adoro-te quando me abraças.
Adoro-te quando me obrigas a ter de te abraçar.
Adoro-te assim como és.
Adoro-te por tudo o que me és.
Adoro-te! Adoro-te! Adoro-te!
Adoro quando me pedes para fechar os olhos e de dentro da tua mala sai um presente para mim.
Adoro ver-te, ver-te em todo o lado.
Adoro ver-te a pular de alegria cada vez que me vez.
Adoro ver-te a saltar, cada vez que estás bem.
Adoro ser um ombro para ti nos momentos mais difíceis.
Adoro quando me mimas a torto e a direito sem mais nem menos.
Adoro-te!

Beijocas em si fofa.

quinta-feira, abril 23

Estou a dizer

Calma, estou a dizer para que fiques.
Não te vás. oh e pronto.

joguei

Joguei ao jogo da moeda e não sinto mudanças nenhumas.

Será que é um bug do jogo?
Ou fiz alguma coisa mal?

Só falta jogar ao jogo do copo. :D Deve ser lindo. Vou comprar uma cartolina e montar um tabuleiro e jogar o dia todo. Assim convivesse com gente morta. :D Nem todos os espíritos são maus. (A)
E aproveito e falo e conheço gente nova. :D Não é todos os dias que se tem gente morta dentro do próprio quarto. :D

quarta-feira, abril 22

Secas Promessas

O mundo é frio.
Assim sinto os oceanos.
Energia gasta.
Em cima de nuvens.

Todo o sol cai.
Todas as nuvens caiem.
Tudo se volta a levar,
Num começo menos esperado.

Poder recordar
O que para trás ficou.
Sem guardar
Cá dentro o que picou.

São secas as promessas
Que me aquecem (e)
Acalmando-me o espírito
Para me lembrar do sacrifício.

terça-feira, abril 21

Algo que já mais suou

É amar-te sem saber
O que mais poderia crer.
Acreditar que te sou
Algo que já mais suou.

Voltar a mim
sabendo de tudo
Sem nunca olhar
Para um nada que é tudo.

É desejar-te sem te querer
Que aguardo pelo espirro
que afasta o suspiro
de tudo o que me faz crescer.

Envolver-me na manha
De tamanha esperança
Crescendo e ir trocando
o que não me acanha.

É desistir a crer

É desistir a crer, sem saber, crescer, que me mato, num continuo mal trato.

Quero, mas não o sou.

Quero ser eu, um pouco de tudo. E agora apercebo-me de que não sou nada.

Letras transparentes!

A minha vontade de viver é tanta, que não me apetece viver o que os meus olhos vêm.

E aguardo, neste momento, por um suspiro que saia de dentro de mim. Os medicamentos à espera de serem abertos em cima da mesinha de cabeceira. Esperam um caminho até ao estômago, para começar a fazer o seu trabalho. Saio de casa. Respiro bem fundo. Enquanto caminho nestas ruas escuras da cidade que me deprime, sinto o bater do coração que desfaz os meus momentos de reflexão.
Vejo as crianças a brincarem mesmo à frente dos meus olhos enquanto sorriem com o sentido inocente. Nasci neste mundo que me desfaz aos bocados. Não sei se sou forte, não sei se sou fraco.

Obrigo as lágrimas do corpo a saírem. Saem como gritos presos dentro de mentes fechadas durante anos. Esta dor que me mata o neurónios de um novo exercício.

Caramba. Tenho uma vida. Tenho de falar. Não posso ter medo. Tenho escolhas. Tenho-me a mim. Porque preciso de mais alguém? Será para me preencher? :( Tenho de falar. Não posso ter medo.

Estou à beira de saltar de uma ponte. Uma ponte invisível bem cá dentro. É pior que respirar. O ar que respiro cada vez é menos. Esta ponte que não é mais do que um desistir de tudo o que já aconteceu. Falta-me o ar. Respiro cada vez mais fundo à espera de receber uma lufada de ar que me enche os pulmões para que possa começar a respirar normalmente, ou pelo menos com mais tranquilidade. Tudo o que eu queria era ter uma vida normal. Sempre quis ser adulto quando ainda era garoto. E agora. Não sou nada. Nunca quis nada disto. Não sei o que sou, muito menos quem sou eu. Sinto-me como uma estrela prestes a explodir, prestes a morrer. Alguma coisa está mal e não consigo saber o que é. Alguma coisa está mal dentro de mim. Acidente, desesperos, maus hábitos, estupidez aguda, pseudo depressão. Qual é a minha cor? Ando a lutar contra uma coisa que é mais do que eu. Quero fazer as coisas melhor. Consigo ver a realidade, mas a realidade é tão. Sinto-me sozinho.

"Espero que gostes de viver, pois é isso que vais ter de fazer o resto da vida"

Se isto é um sonho, espero acordar muito em breve.

Sinto que preciso de qualquer coisa para, mas o que é? Estou sem objectivos. Preciso que o meu coração comesse a bater com bastante força para me aperceber do que estou a perder neste momento. Quero viver, mas não quero viver isto. Começar a saltar sem mais nem menos.

Por mais que pense, não apanho nada. Tu qués ver que desisti da vida? :O

Destruir tudo!

Arrefeces-me a alma.

(Melhor dia)

segunda-feira, abril 20

Falta-me palavras

Ergue-se me o ego, como quem não quer a coisa. Olho para ele e penso que não passa de mais um momento alegre de uma grande ejaculação mental a tentar saltar-me em cima. Ó meu deus, mas o que é isto em que estou metido?

És metade das minhas alegres palavras. Os gritos dentro da minha mente que me dizem para parar. Para parar de fazer o que faço. E não sei o que faço. O que já foi de mim para ti.

Seguro o único fio que liga a tua presença ao meu coração. Tenho medo de o deixar cair, ou até mesmo de o cortar. Está bem cá dentro. Sei que está lá. Eu sinto-o. Eu até lhe consigo tocar, mas nem o consigo ver. É tão pequenino. E ele está a crescer, eu sei que está. Consegues ver? Eu abro o peito para o veres melhor. Não sei se devo falar contigo. Que hei de fazer? Farto-me de escrever sobre ti e tu provavelmente já nem queres saber de mim, já nem te lembras de mim, já não queres nada comigo, já sei lá. Ás tantas queres e eu penso que sim e também penso que não. E aqui estou eu sem palavras, sem saber o que dizer, sem saber o que te perguntar. E eu ponho macacos na cabeça a pensar que talvez já não vale a pena, e que se eu te perguntar novamente tu já terás outro, ou que tudo o que aconteceu nunca aconteceu e que morri para ti. E eu fiz para isso. E o burro nesta cagada toda sou eu, porque sou eu que imaginava e pensava de mais. Pensava? Já não sei o que fazia. Ya isso mesmo. Eu sou o culpado de uma coisa que de culpa nada tem. Aprendi, acredita que aprendi. Diferente? Em tudo acredita. Se dá para andar-mos novamente? Acredita que sim. Que provas tenho de mostrar que estou diferente? Pois. Não sei. Só mesmo perguntando-me e veres como reajo às coisas. Ya. Ainda posso estar igual. Mas posso mudar. Eu mudo, tu mudas, nós mudamos e fica tudo bem. Que senhorio fonha-se.

Já são 3 textos sobre ti, sobre nós e no entanto não sei o que fazer. Que ei-de fazer? Falar contigo? Ainda me dás para trás. Pois mas poderás não o fazer. De que espero? Não sei. Quero e não quero. Quero-te aqui, para me fazeres companhia. Sim tenho companhia dos meus amigos, mas a que se compara com a tua? Caramba é tudo tão esquisito. E sou eu que o faço ser assim. Bah. E continuo sem as palavras certas para falar.

Quero tirar o meu coração deste remorso continuo. Remorso feito por mim. Este tempo, esta criança que permanece aqui dentro, esta criança que sou eu neste momento. A tentar, a tentar nada. A tentar fazer asneira novamente. E aqui estou eu a escrever, para perceber, para entender enquanto se ouve música que em fim me transforma o "ispiritu" que me revira na mente até que a música acabe de vez. Farto-me de escrever para no fim não ter nada conciso na testa. Que tédio.

Levanto-me sim. Levanto-me para te ver melhor se for preciso. Bato palmas sem ser preciso sim. Sou capaz de fazer tanta coisa, só para te ver sorrir caramba. Mas tudo bem. Já percebi. Pronto. Eu entendi. Não sei. Sim, não sei se continuas a ler o meu blog e se lês espero que percebas tudo. Se não lês, ou é porque não tens tempo, ou é mesmo porque apagaste-me da tua memória.

Vou-te ser cinsero e isto não é estar a ser negativo ou algo do género. Quando olho para mim numa forma geral, penso que sinceramente não devo mesmo ter nenhuma namorada. Não conseguiria ter mesmo alguém. É do meu feitio, da minha maneira. Sinceramente tu tens sorte, sorte em saber o que é namorar e já ter namorados muitas vezes, agora eu. Quem sou eu? Apanhei um namoro bom e mau ao mesmo tempo e levei para o mal. Como sempre. Por isso por mais que pense em encontrar alguém que me compreenda e me aconchega nos seus braços sem que eu lhe peça para tal terei de desistir de tudo isso. Pois não me sinto preparado nem tal irei estar para estar com esse alguém. Poxa. Nem uma amiga? :S Ou tenho demasiado medo de me voltar a apegar às pessoas ou então não sei meu. Fonha-se para tu. Ya. Vou continuar a sonhar que tenho alguém, e no entanto contradizer o meu lado "amoroso" e impedi-lo de se aproximar de qualquer rapariga ou conversar com qualquer uma que me seja alguma coisa. Ya. Está decidido. Assim não ponho ninguém a chorar num canto, não aleijo ninguém. Não perturbo a vida de ninguém. Sim. Simples. Está feito. Desculpai.me está? Não o queria fazer. Não tenho outra escolha quando sei que o mal sou eu. Quando o mal está dentro de mim. Quando me ponho a imaginar coisas. Sim talvez tenha sido de muita má infância e de só andar a ver os outros a namorar e eu quieto a olhar e a ver e a aprender sem poder tocar. Que tédio de vida. Novamente digo. Só irei cometer um suicido quando a coisa estiver mesmo preta. Porque isto de acabar com a vida, ou tem de valer mesmo a pena ou então esquece. Não me vou agora matar pensando que vou para o paraíso porque não sei se realmente existe. Nem quero experimentar.

Ou é preto ou branco. Sou extremista demais não sou? Digam lá que não sou. Eu sei o que sou, e por saber o que sou, tenho medo de mim. Eu já me magoou e não quero magoar mais ninguém.
E acabo por hoje este desabafo que virou testamento depressivo.

Como é que eu estou? Adivinha lá!

domingo, abril 19

Em desenvolvimento descontinuo!

Em desenvolvimento com as roupas, andares, gestos, com tudo. Apanho um bocadinho daqui, outro dali, junto e misturo tudo e forma novas artes molecular-mente precisas e com um significado preciso e que não é idêntico.

Em mudança constante e frente para trás.

As minhas cidades estão tão bonitas, queres queima-las comigo? Fazê-las arder até que o sol caia do seu ponto no universo. Até que eu caia da pedra que me sobre põem ao mundo. É muito para mim. É demasiado para eu me continuar a suportar. Quero continuar a segui este destino. Tudo tem regras e regras são uma das coisas que menos gosto. Valem a pena ou são um constante desperdício de aprender coisas novas? E assim me tento erguer, enquanto a vejo a chorar no ombro da mamã, o que irá acontecer à minha alma, não sei, o que irá acontecer se desaparecer, não sei, mas por favor não me deixes ir. Não quero continuar a ser levado cada vez que te revejo, cada vez que choro e grito impiedosamente por um novo abraço e um olhar teu que me faça aquecer o coração e que me crave mais um espinho para me dizer que estás viva e que tudo o que queres é o meu coração a tocar no teu, para o fazer palpitar cada vez que me vez a sorrir. Pô-lo a saltar de alegria quando te toco enquanto choras por gotas de água que caem mesmo em cima de mim, que me prendem com uma força invisível que vás continuar a proteger-te da chova que cai sobre nós. Manter-te a salvo do mundo que me deita ao chão, que me faz chorar, que me atira bem lá do alto onde as almas morrem por cada suspiro indefeso da pequena guerra de sentimentos que nos fazem sentir. Proteger-te para te ter para sempre. Proteger-te da chuva que te faz chorar. Ver-te sorrir e sentir o teu coração a encostar no meu, fazendo-o sem perguntar se está tudo bem ou se um dia as coisas irão acabar ou mudar de vez. Que o mundo cai ao teu lado e do meu já mais te irei abandonar.

Deitar-me contigo ao sol, bem agarradinho a ti, causando um calor constante que te faça tirar a camisola amarela que trazes constantemente. Ver a beleza do nosso amor, que torna a escuridão num parque imaginário de infância revivida a tempo inteiro. Vejo este mundo a cair e a destruir tudo aos bocados, tudo o que vi a crescer. Vejo agora a chuva, chove, mas não estás cá. Choro porque não te posso proteger, e o significado em que tinha de me por em cima de ti deixa de ter sentido. O alvo agora sou eu. Quero respirar, mas as crianças que me pegam pelos 4 membros do meu corpo, impedem-me de caminhar novamente. Agarrado.

Expiro as falhas presas no meu coração, atrás dos meus pulmões e bem dentro do peito com costelas partidas. As estradas estão carregadas de dor e sofrimento enquanto eu caminho em direcção à tua casa na esperança em que me acolhas desta chuva gelada que me pica o corpo e me atormenta a alma continuamente sem dó nem piedade. Quero viver. Quero ter uma história diferente daquela que tenho como recordação contigo. Tu. Tu que já tiveste tantos e já passas-te por tantos e aprendes tanto e eu, e eu que não sei o que é amar, sem nunca ter namorado. Foste a primeira namorada da minha vida, queria que tudo fosse prefeito e agora, e agora que já não te tenho não sei o que fazer. Ou arranjo outra, melhor dizendo, procuro outra, não é para te substituir. Cada pessoa tem e teve a sua importância na minha vida. Maltrato a minha alma cada vez que me recordo de ti. Querer continuar. Bah. Sangro constantemente. Corto-me cada vez que penso em ti. Tenho toalhas ensanguentadas escondidas numa gaveta do meu quarto. Tenho lâminas de giletes partidos. Os meus braços estão marcados com mais de centenas de cortes de cada memória diária de ti. Um dia isto irá acabar. Mas até lá irei continuar a fazê-lo. Até mesmo agora corto por me recordar de ti e escrever sobre ti. O resto, o resto é a mentira do meu estúpido e insignificante estado. Foste mais do que tu, depositei em ti tudo o que mais queria, toda a confiança, toda a intimidade, pedia-te coisas e eeeee eee merda...

Tudo o que era teu está guardado numa caixita de madeira.

Estou demasiado assustado para te deixar. Foi tudo tão produtivo à sua maneira. Não te quero ver partida. És a minha boneca de porcelana. Tudo isto porque eu continuo a acreditar que és a minha razão para continuar a viver e a sangrar. É por tua causa que me sinto vivo. És a minha razão de acreditar. E culpo-te, assim como me culpo a mim, sem dó nem misericórdia. Quero acordar deste pesadelo, deste sonho em que tu estás constantemente. Não és um esquecer-te para sempre, é apenas para aceitar o que aconteceu e continuar, e para mim isso é o mais dificil. Tenho gentinha que diz que estou errado, que sou um parvo, que acabo e agora quero voltar. Eu não te quero por me sentir sozinho, eu quero-te porque gosto de ti, como sempre gostei. Eu fartei-me de te dizer tanto e agora... E agora só me dizem que estou mal, e errado em querer voltar. Que quando as coisas acabam, acabam memso. Eu não quero que acabe, ou talvez queira. Mas porque carago ainda penso em ti? Ainda tenho o coração quente? Porquê? Não percebo. Nunca quis viver contigo para sempre, sabe-se lá quando tudo teria de acabar por alguma razão que não aquela que aconteceu entre nós dois. Sei lá. E se... Só ses. Estou farto de tudo. Farto de me lembrar de ti na esperança de que vais passar na rua só para eu saber que ainda gostas de mim, ou para saber que estás viva.

Eu iria continuar a escrever para ti, e sobre ti dias e dias seguidos, até que me iria fartar de dizer a mesma coisa, ou então iria renovar o discurso que mantenho guardado para ti. Para que quando um dia to poder dizer sem meias palavras e criar falsas esperanças dentro de ti e de mim. Dizê-lo como se tudo fosse importante, mesmo sabendo que irei morrer se o contar. Aguardo uma resposta tudo. E eu sabes muito bem quem és, e o que foste. Queres gostes quer não. Eu irei continuar a cortar-me cada vez que pensar em ti, sim tens razão não tens nada haver comigo. Talvez não queiras mesmo saber de mim. Que importa isso? Vamos todos morrer.

Dorme comigo só mais uma vez. Deixa-me sonhar contigo para que te consiga largar de vez e dizer. Foste o mais importante para mim, mas agora o mais imporante é a minha vida.

Sou poeta, esquece-me, não morras por mim. Não caias comigo. Ouve-me, tudo cai lá fora, deixa-te estar cá dentro. Eu vou sair. Quero-te e ao mesmo tempo não sei o que fazer sem ti. Foi uma ilusão.

Em tua memória.

sábado, abril 18

Corte de Comunicação

Por mais que te tente por para trás das costas, não consigo continuar a andar sabendo que estás bem cá à frente e ao mesmo tempo atrás de mim. Se ainda gostas de mim, por favor diz-me de uma vez. Mato-me por deixar tudo para trás. É dificil encarar os factos, que me fazem sangrar, mas nem a ferida consigo fechar como deve ser. Morro em cantos que conheço muito bem, não quero, mas sofro na mesma. Quer tente ou não, encarar o passado deve ser das coisas mais difíceis para mim de fazer, ou então faço-o tão bem que choro por pensar que não sou capaz. Ou então penso que o sou. Sinto-me chateado contigo... Sinto... Pergunto-me se isto devia acontecer. Se devia estar chateado contigo, a odiar-te com tanto rancor que quase te amo por tanto detestar tanta coisa em ti. Pergunto-me, eu farto-me de perguntar já reparas-te? Pergunto porque é que não gosto, será mesmo de ti ou das tuas atitudes? Por agora só quero culpar as tuas atitudes. Ai sei lá. vejo-te a entrar e nem falo contigo. O que será que acontecerá quando eu te disser que me picas o coração, que te agarras a ele e não queres sair? E que eu tento à força toda arrancar-te para poder respirar. Respirar talvez uma doença que me mate de vez. Caramba. Só penso em ti, dia e noite, é raro o dia em que não haja alguma coisa que me faça lembrar o que eras e o que foste e o que fizeste. Converso durante horas e horas de aulas com uma amiga minha e parece que sofremos de mais, ou ... Sei lá, parece que queremos sempre algo mais daquela pessoa e que esperamos que essa pessoa compreenda que amar é mais do que um sentimento e que não existe mais nada se não a pessoa com quem estamos. Caramba quero tanto ultrapassar isto, mas parece que és uma nódoa na minha camisola favorita. Quero a camisola como nova e não a consigo ter, porque estou demasiado preocupado em culpar em alguém e a querer cortá-la com a única tesoura que tenho à mão. As minhas mágoas.

Por parecer estúpido é por isso que o vou dizer: Quando ela me conta que o namorado sai com esta ou aquela amiga, parece que está a ser cúmplice de um crime. Cada vez que falo com ela, é como se os meus problemas estivessem reflectidos nela, como se ela fosse um espelho. Faz-me lembrar de todas as coisas parvas e estúpidos que tu e eu fazíamos um ao outro, ambos gostávamos um do outro e a única coisa que conseguíamos fazer era competir, competir por nada, parecia que cada um estava a defender os seus interesses e no fim acabou tudo. Apetece-me tomar um comprimido e dormir para sempre. Ajoelhar-me e desistir de tudo.
Quando ouço esta ou aquele, que namoram a dizerem: Ai que ele é tão bonito! Ai que ela é toda boa! Olho para mim e imagino-me a fazer isso e sinto como se tivesse a trair alguém, mas um nunca pensei "aquele é tão linda" e depois olhar para com quem estou e pensar, aquela beleza estava boa aqui ou sei lá. Não penso nos outros, só penso na pessoa com quem estou. É esquisito. Enquanto muitos vêem gajos ou gajas em revistas e fazem comentários digo sempre que a minha é melhor. (quando tinha) Ya, acabei tudo e pensas que quero voltar, se calhar talvez queira, talvez por não encontrar ninguém e só te conhecer a ti e pensar que és a única com quem posso estar. Pelo menos é assim.

É como se me estivessem a torturar para a manter dentro de mim e no entanto não existir ninguém. Parece coisa de D. Sebastião. O povo pensava que voltava e acreditava nele com tal emoção... E eu? E eu penso a mesma coisa. Não penso que irás voltar, mas é como se por acaso te esquecer, tudo o que existe, deixa de ter o enorme sentido agora. Quem me dera poder seguir sem remorsos e a deixar-te de vez como muita gente faz, ou tenta fazer parecer.

Eu não quero morrer com aquilo que tenho preso nos meus pulmões. Mas tenho de decidir, ou agarro nas coisas, ou fujo delas.

Deixo de falar para ti para ver se te consigo esquecer ou pelo menos conseguir seguir a minha sem que me craves mais dores no peito que palpita bem devagarinho. Estou farto de fingir, estou farto de querer esquecer e esquecer sem querer. Quero parar de por as culpas em alguém.

Mudar é bom. É, mas não é fácil. Eu sei o que tenho de fazer mas... Voltar para trás quer dizer enfrentar o passado. E o passado pode doer. Posso fugir dele ou aprender com ele.

Quem sou eu? :$

quarta-feira, abril 15

Acesso Negado

O vazio dentro de mim começa cada vez a ser maior. A imaginação apodera-se da realidade em que tento viver e perceber. Tudo se ofusca, tudo fica misturada, como se fosse um baralho de cartas. Tudo é jogado, tudo se perde. Por mais que tente perceber, existe um pedaço de nevoeiro branco que não me deixa perceber, não me deixa ter uma ideia clara do que se passa dentro de mim. Tudo está confuso sem me dar por isso. Não me apercebi no que estava a meter, no enorme buraco em que caio sem um fim à vista. Tudo se parte, tudo cai comigo, sem me aperceber do que causou tudo aquilo em que estou metido. Sonho, sem sonhar. Sonho no que me mais atormenta e entretém a mente durante dias seguidos. As recordações dos amores, dos beijos, das mãos, do cheiro do suor de quem já foi muito. O relembrar da pessoa que mais gostei, de tudo e no entanto quando acordo, apercebo-me de que não tenho nada. Tudo o que tive, tive e não poderei ter novamente. Mudei tanto e mesmo assim penso que estou na mesma. Sem, sem saber...

Olho para a televisão, assisto a um documentário de uma menina possuída pelo demónio - dizem - não pisco os olhos, não lhe toco com os dedos, não desvio o olhar durante toda aquela transmissão da pequena garota que tem alguma coisa dentro dela que toda agente diz que é o demónio. Faz coisas impensáveis, não sente dor nem medo. Espeta as mãos em picos de metal, risse quando o faz. Espuma sangue, sangue das mãos que lambeu. Risse e olha directamente com um olhar de uma criança com problemas mentais, com um olhar cativante nos meus olhos. Fito aquele olhar e sinto-me a ser preenchido por algo que me põem medo, que me atormenta a respiração, que me põem a sentir calafrios, e ao mesmo tempo uma paz com um terror do qual tinha medo. Ela ficou dentro de mim, controla os meus sentimentos, controla tudo o que faço e penso. Está em tudo. Pára-me a respiração. Faz-me dores insuportáveis nas pernas. Pôs me fraco sem que eu pudesse fazer nada. E aqui estou eu. E quando me apercebi de tudo, encarei sem medos ou remorsos. Começo a chorar, a sofrer de tudo o que fiz. Ela mostrou-me o que não conseguia ver. Mostrou-me o melhor do pior, e o pior do melhor. Vi tudo e agora virei-me a ela pensando que tudo ia acabar, que ia parar de sofrer, de ter dores, de tudo o que pensava que era mau e que me mostrou que era bom ou melhor do que eu pensava. Mostrou-me o mundo que via. E nem falou para mim. Percebo agora o outro lado, o meu outro lado. Aqui estou eu, freneticamente a escrever sem pensar, sem me impedir de pensar novamente naquilo que vou escrever. Fechou-se em mim, conte-me, tirou-me o ar, impediu-me de sentir, de ver, de falar, de fazer fosse o que fosse. Sonhava dentro de sonhos irreais, admirava cada bocado de cada sonho, cada parte de cada paisagem que imaginava, aceitava-os como reais, como se pertencessem ao mundo onde vivo. Sentia-me criança outra vez sem me aperceber.

Olho para lá da janela, ouvindo a melodia de fundo que cai lá fora. Rastejo até ao parapeito da mesma, na esperança de me conseguir erguer no dia em que acordo. Vejo reflectido no espelho duplo a minha imagem, assustado e com sono. Sono, por dormir com a insegurança e o tormento que me faz acordar de minuto a minuto a pensar que nada irá resultar, nem que seja só mais uma vez.

Sonhos dentro de sonhos... Sonhos impensáveis de acontecer, sonhos irreais e ao mesmo tempo tão bons de acontecer. Sonhos, sonhos que não deveriam ser sonhos e outros que não deviam ser pensados. Vivo com sonhos, pensado que um dia se irão tornar reais, e vivendo ao mesmo tempo numa realidade criativa de uma evolução mágica com a imaginação em volto com a vida que me envolve, assim ... Perco-me nestas histórias de fadas de encantar, esperando que um dia, tudo o que agora nada é, um dia mais tarde se torne em tudo. Deixe de ser confuso e passe a ser vivido com naturalidade e aceitação. Preso? Sinto-me em parte. Não sei como libertar essa parte. Para dar atenção a alguma coisa, tenho de deixar de dar atenção a outra. Para ganhar uma coisa, um outra coisa boa terei de largar. E um dia breve, irei jogar o jogo do copo e iremos ver quem é a mente fraca. Já nada me conseguirá parar nesta luta de querer evoluir o meu raciocínio ilógico de que todos gostam ou desgostam. Ninguém me poderá impedir de pensar. Eu vou jogar ao jogo do copo e a única coisa que vai acontecer é o "vulto" enfrentar uma alma que não tem medo de arriscar tudo para ganhar o que mais quer na vida. Eu vou jogar.

segunda-feira, abril 13

Temos de falar!

Vem cá, precisamos de falar.

sábado, abril 11

O Desvanecer de um Horizonte. - Parte 1

Manhã pálida. Carrega cravos brancos em ambas as mãos.
Solta-se uma brisa, que passa pelas frestas das janelas recentemente colocadas no quarto de Joana.
O quarto, com uma enorme vista panorâmica para o campo na parte de trás de sua casa, onde se pode ver o enorme rio que passa bem lá fundo no horizonte.

Joana, ainda dormindo, é levemente refrescada com a suave brisa que lhe atormenta os ouvidos, como se fosse um zumbido de um pequeno mosquito que vagueia pela noite em busca de luz.
Geme com o sentir do frio. Acorda num suspiro. Incomodada com tanto frio, decide levantar-se e ir fechar as portas de madeira, rangendo com a velhice de 48 anos. Cheiinha de frio, vai até ao armário para vestir mais uma camisola. Vêm-lhe o pensamento de urinar. Corre directa à casa de banho na esperança de aliviar aquela enorme vontade que se estava a tornar num aperto bem nas suas intimas partes.

- Pai? (Pausa) Mãe? - Grita questionando-se com a falta do barulho que a costumavam acordar todos os dias de manhã.

Corre a casa por completo por mais de 2 vezes. Desesperada sai de casa, e grita com a força do seus 19 anos. Grita desesperada. Sente-se perdida. Um calafrio atravessa-lhe a espinha, relembrando-a dos seus 6 anos, quando se perdeu pela primeira vez dos seus pais. Foi o seu primeiro momento de terror, pânico, de morte por susto. Está neste momento a sentir o mesmo. Sem tirar nem por. Corre directa para dentro de casa como uma criança com o medo dos palhaços do circo. Fechando-se dentro do quarto, mete-se em seguida bem debaixo dos cobertores brancos com um padrão abstracto de azul bebê e desenhos do Pato Donald. Respira com o coração a querer sair bem pelo meio do seu peito. Uma pausa de 10 minutos com a respiração bem acelerada dá-lhe tempo para acalmar e para que se tente aperceber do porquê de estar sozinha em casa. E então passa para uma histeria muda, fazendo lembrar uma criança curiosa que procura alguma coisa que não sabe bem o que é.

Não chora, não grita, não soluça, apenas respira fundo, bem fundo. Sente um ardor no peito, depois de ter parado de tanto gritar, as suas cordas vocais ficam inflamadas de tanto grito exaustivo que deu anteriormente.

Tenta manter a calma, seguindo para o quarto de banho. Depois de tomar banho e de se arranjar começa por procurar os pais. Mas nem sinal deles.

Mas para onde terão ido? - Questiona-se ela.
Tu qués ver que me deixaram aqui e foram passear? - Voltando-se para uma das janelas com vista para o enorme campo, reformulando o pensamento na tentativa de se tentar aperceber de toda aquela situação.

Senta-se no sofá da sala, na esperança de que os pais cheguem e a reconfortem.

CONTINUA!


Pedro Mota
Copyrigth © 2009

What's In The Box?

Para as pessoas que gostam deste tipo de filmes, podem também ver o "CloverField" :D



Sabe-se ainda que o filme foi feito por dois estudantes holandeses, Tim Smit e Thibeaut Niels, que idealizaram a ideia em 2006, mas só em 2008 começaram a filmar na sua cidade-natal, Nijmegen. O vídeo foi editado com o Adobe After Effects e o 3DS MAX para os efeitos especiais. Segundo os autores, foram precisos apenas €150 para produzir esta curta-metragem.

Obviamente que após colocarem o vídeo no YouTube, à media que as visualizações cresceram exponencialmente, foram recebendo chamadas de vários produtores de Hollywood que ficaram impressionados com o reduzido custo do vídeo. Sabe-se que propostas não lhes faltam.

É caso para dizer… o que está na caixa?

Parece que já existe um grupo de pessoas prontas a desvendar todo o mistério! Sigam neste artigo todos os desenvolvimentos deste vídeo, que na verdade, é muito mais que isso.

quarta-feira, abril 8

Sobre ti, sei pouco.

Negas-me a mão, como se de um beijo se trata-se. Negas-me como se fosse um abraço. Abraça-me, vá lá, não te custa nada apertar-me contra o teu peito. Sobre ti, pouco tenho a dizer.
Não sei o que escrevo. Tudo menos sobre ti novamente. Agora quem te quer negar sou eu. A tua existência... Quero negar tudo. Só quero dizer um Olá nada mais importa do que um poderoso Olá.

Olha-se ao espelho partido pelas fúrias do seu ser, reflectindo a imagem de alguém. Alguém que está pasmado por ver a sua beleza tão linda projecta no espelho à sua frente. O seu esplendor. A sua imaginação começa a executar malabarismos com as palavras, para cima, para baixo, para os lados. Para onde quer que ele olhe ele só vê letras. Como se de um circo o invadisse numa exuberante forma de auto-controlo emocional. Acalma-lhe o espírito e acaricia-lhe o ego. Procura por algo, mas não mostra sobre o que é. Está estranho. Confuso. Não encontra. Que procura ele?
Pára. Fica inerte no mesmo local. Abre os olhos, e então, respira fundo. Volta a fechar os olhos e a abri-los novamente. Esboça um sorriso. Será que o encontrou? Lá está ele. Encontrou o que procurava. Era o sentimento. Sim o sentimento. Espera, parece um boneco, uma almofada em forma de... Não consigo interpretar o que é. Agora abraça-o com muita força. Não compreendo. O que é aquilo? Nunca tinha visto nada assim. Quem é ele?

Seja quem ele for, não o quero perturbar, muito menos interrompe-lo num momento tão sentimental como aquele.

Ele sente, mas não sente o mesmo que eu, gostava de sentir o mesmo que ele. Ver a intensidade com que ele sente as coisas, tal como eu.

Mãe? O que é sentir?

terça-feira, abril 7

O Pintar de Um Quadro!

O Pintar de Um Quadro!
Pinto o meu quadro.
Pinto-o com dom e admiração, com agrado.
Pinto-o sem saber o que pintar, sem saber o que vai sair depois de tanto trabalho, de tanta dedicação e empenho. Aquele empenho que nos faz pintar cada vez mais só para acabar a pintura para ver como ficou, mas nos agradar no fim, nem que seja por alguns dias ou horas, ou uns míseros minutos.

Um pintar desfigurado, que no fim, fica bonito.
Quer mais bonito que isto? Fazeis voz com suas tintas trazidas do seu quarto. Pintai ao meu lado se quiserdes. Não perdeis nada em tentar e aperfeiçoar a sua técnica e aprender com isso a inovar na sua criação e pintura. Pode ser admirada por todos como uma pintura fenomenal pois não sabem fazer melhor e para si é apenas mais uma pessoa de arte mal pintada que vai servir de inovação e remodelação das suas ideias e técnicas de pintura.

Consegues perceber tudo isto que te digo? Irás tentar agora?

segunda-feira, abril 6

Para quê?

Para que preciso eu de um deus?

Esta música pode ferir os ouvidos, interesses, gostos, e até mentes frágeis.
Deve-se ter cuidado.
O Aviso foi dado.



Ps. Cuidado com os olhos. Não vão ficar aí com ataques epilépticos. :D

Opiniões? Serão bem recebidas. Mas só as criticas construtivas. :D
Quem gosta gosta, quem não gosta, segue para baixo. Há muito texto lindo e bonito e giro e fofinho e bem escrito que pode ser admirado. :D

domingo, abril 5

Beleza Inoportunamente só!

O poder que sai dos teus olhos... É tão lindo e maduro, como as mãos frias que transportas ao longo do teu branco e magro corpo. Que esperas tu? Por um sinal? Eu sou o teu sinal. Se não o sou, quero ser. Porque não me quereis como seu sinal? Sou demasiado ou pouco para ti? Que esperas tu afinal? Diz-me nos olhos. Consegues ver os meus? Tu que dizes que consigo falar com os olhos. Vá. Esses teus olhos encharcados de poder agora estão prontos para gritar bem alto à minha beira. Faz-o. Porque não o fazes? Olha a oportunidade a ir embora. Vai haver mais, mas será um grito tão forte como o que vejo nesses teus olhos brilhantes pelo sol atrás de mim? Pensa por um bocado e faz o que tens a fazer. Espero que tenhas esperança. E que não te arrependas.
Que posso eu ver neste mundo? Que posso eu fazer? Que me importa?
"O mundo é tão grande e com palavras torna-se tão pequeno."

Costumavas ser tanto, ser tudo. Olha no que te tornas. Tu apercebes-te do que fazes? Reparas? Parece que não. (olhando para o vazio) Pára, já disse! Afectas-me com tudo o que trazes, com tudo o que vestes, dizes ou fazes. Deixa-me de uma vez. Matai-me. Queres os meus pais. Pais que são meus desde que me conheço. Que queres tu?
Respiro o ar melancólico que se forma fora deste quarto. Sinto o tempo que não é tempo. Não é tempo porque não se vê, e é tempo porque se conta pelos dedos da minha direita mão. Os ares que me alegram desvanecem com este tempo. Um tempo de humidade caída ao relento do vento. O céu cinzento como as luvas que trago calçadas nas mãos. Tal como a capa que me cobre da chuva fria que cai das nuvens brancas e pálidas do oceano negro e escuro. As luzes que brilham. Com os seus 5 cantos,(as estrelas) que me impedem de ver o que está por de trás da sua magia encantadora. Quero ver. Não consigo.

Vejo-vos de fora, tudo é tão... Pensam que estou mal, que estou errado, que faço mal as coisas, mas enganam-se. São vocês aqueles que estão mal. É claro que nunca dirão que são vocês, nem eu que sou eu. Não esperem isso de mim, tal como eu de vocês já espero. Reflictam. Deixai-me abrir os olhos e ver que tudo isto que digo está certo. Deixe ver-me ao espelho toda a vez que pensar no sol. Cada vez que caminhar, que tocar, que respirar cada pedaço, cada metro cúbico de ar contido em todo o meu corpo. Fazê-lo desaparecer como eu quero que desapareça. Fazê-lo sentir que está errado quando pensa que está certo. Parai.
Tudo isto que vivo. É como estar a viver num mundo imaginário. Um mundo que espera que viva realmente o que sei que não posso viver. Viver na ilusão. Está tudo tão calmo. O vento sopra, mas não se ouve, o sol que me queima a face, tentando de uma vez queimar a retina dos meus olhos, os meus tímpanos a ficarem mais apertados, mais comprimidos. Tudo pára. Tudo fica claro por uns momentos. Houve-se o sossego, e a simplicidade das paisagens verdes que o mundo nos mostra numa indirecta expressão de culpa por cada vez que lhe tiramos um ramo.

sábado, abril 4

Ó alma do meu peito.

Ó alma do meu peito. Desafoga-me destas amarras de pensamentos que me envolvem, que me apertam o ar respiratório. Não me deixe aqui assim. Neste preparo, nestas, nestas tristes bancadas do espectáculo do mundo. Sossega-me. Quero respirar. Liberta-me novamente. Como fizeste com todos eles. Vê? Esta vida que trago comigo, nada mais me deu do que as mágoas que os outros deixam nos cantos das suas almas. Quero parar. Parar de receber tudo isso e muito mais. Quero deixar de ser nada. (Penetrando o chão com um olhar isolado) Tornar-me no que deveria ser e deixar de ser o que não devo ser. Ter a força e a vontade de dizer: sou eu, aqui estou, vamos cavalgar os prados existentes lá fora. Mas... Tudo me passa, tudo me foge. Respirar e cansar-me de tanto gritar que amo o mundo e a vida que tu me dás a cada momento, a cada dia em que acordo e olho para o sol. Quero partilhar esta alma. Dar parte de mim a alguém. Não. Não o quero, é demasiado novo.

(O vento passa-lhe pela face, refrescando-a por completo.)

E Você? Não dizeis nada? Que faz aqui? Fale. Quero ouvir a sua voz. Vá. Tudo bem. Saia. Saia, não vos quero, não quero mais falar, nem ouvir falar de histórias nem de contos ou lendas. Deixai-me aqui sozinha. Porque te mantens aqui? Vai-te! Já!

Assunto pessoal:
Este problema desde os 15 anos, que tenho no corpo que passou para a mente e que me afecta por completo. Que poderei fazer? Lutar contra algo que não posso mudar nem controlar? Porque tenho eu de aguentar este fardo? Mereço? Porque tenho de sofrer com os erros dos outros que agora são apenas meus? Poderia estar atento naquela altura, e a outra altura diminuiu. Não pude fazer nada. Sinto-me paralisado num corpo que se pode movimentar. Quero ficar sem este peito. Tirá-lo. Não sentir nada. Pedro Mota!!!

(A mão, sobressai neste movimento conjunto com a face molhada pelas gotas caídas do céu.) Tocam-me, mostram-me o que é sentir com o coração. Olho-me ao único espelho existente em casa. Pertencia ao meu visa avô. Era dono dos campos de laranjas daqui da vila. Era admirado, não pelo que tinha, mas pelo que era. Ouço sempre histórias sobre ele, e toda agente fala sobre ele. Dizem que sou parecida com ele. Que tenho a sua visão e o espírito revolucionário e uma mão firme. Dizem que os meus olhos falam por mim, e que os meus gestos seguem o meu olhar firme e sincero. Tenho o espírito dele, dizem. Eu penso que será a sua maneira de não o esquecer, mas sei que por vezes poderei ser tal como ele. Alegra-me o facto de poder ser assim como ele. Ser tão simples e ao mesmo tempo firme nas atitudes que me rodeiam. É tudo tão mágico cada vez que penso nele. O mundo torna-se lindo e tudo o que está mal se torna bem e fica tudo admiravelmente bonito e simpático. Tudo se torna tão, tão simples, como as nuvens que pairam no céu iluminado pela luz do sol que me dá amor e calor durante todo o dia. Nem lhe peço ele apenas aparece à minha janela esperando por mim. É como se me tivesse tornado no seu melhor amigo. É mágico. Ao mesmo tempo tão confuso. Ele não está cá. Queria tanto vê-lo. Só mais uma vez. Dar-lhe um abraço forte e bem apertado. Quero que ele veja que já estou graúda. Mostrar-lhe... (Elevando os olhos ao céu, reflectido e imaginando a imagem do seu avô nas nuvens que voam em cima dela até que liberta um suspiro profundo e aconchegante.) Quem és tu Sol? (Liberta-se da imaginação que lhe entretém a mente.)
Mostrar-lhe... (Solta-se uma pequena lágrima salgada do canto do seu olho esquerdo reflectindo o verde dos seus olhos.) Sinto-me tão mal. Tão errada. Uma vida simples era tudo o que eu queria, respirar a calma dos mares, das florestas que me rodeiam, caminhar ao lado dos animais que me cercam. Queria fazer tanto, e nada posso fazer. Dizem-me que a vida é simples, que basta escolher. Como é que eu sei que a escolha que fiz foi a melhor? Só depois de a ter feito não é? Não se pode abrir a porta antes de escolher?!. (Agarra-se ao pilar redondo no centro da divisão)

Quero respirar de novo. Dás-me o mundo a preto e branco na esperança que o pinte ás cores. Para que quero eu as cores? Para o tornar mais bonito? Ele já é bonito a preto e branco. Fica mais simples assim. Não me obrigue. Eu pintarei o preto da minha alma com essas suas cores. Fazê-la como nova. Então aqui estou. A rezar por mim. Sinto-me escrava de mim mesma. É tão subtil este sentimento que me apercebo que não estou presa por mim mas a mim própria. Afectas-me, sabias alma do meu peito? Fazes-me sofrer. E sabes-o e mesmo assim não deixas de bater aí dentro. Pára de uma vez por todas. Que morra de falta de pulsar, sem ar nos pulmões, sem a respiração efectuada com precisão de a cada 10 segundos existentes na minha vida. Se pudesses esperar até que eu me torne mais forte... Espero sempre pelo melhor, mas tu sempre me tiras tudo, significam tanto para mim. Estará mesmo isto a acontecer? Eu espero voltar a ser feliz com o tempo que me resta de vida. E espero que tu, não impliques na minha enorme vontade de viver. Pois quem irá parar serei eu. Assim não terás como viver nem fazer sofrer toda esta alma que deseja que desapareças ou pares de fazer o que fazes. Pai, dá-me a mão. Ajuda-me a levantar. Estou demasiado estafada para o fazer sozinha. Mãe? Não me ajudam?

Que fazer? Ignoram-me como se não existisse nas vossas vidas. Fecho estes olhos cegos, na esperança de que tudo se faça desaparecer. Que fique limpo e seco. Mentirosos. Contai-me a verdade. Não mereço? Que mereço eu então afinal? Castigai-me em vez. De uma vez só! Quero morrer para não ter de sofrer com todas estas injustiças que voz me trazeis ao mundo, pensando que o irão tornar melhor. Parai com isso já. Não fazeis nada de novo. Parai. Não me enfeitiçais com essas suas coisas. Estarei presa ao sentimento ou àquilo que não compreendo? (Soltam-se lágrimas) Queria passar mais tempo a tentar entender toda esta vida que me pertence. Não ter mais do que uma simples escolha. Como desejos de um mágico imaginário. Quero parar. Era feliz. Não quero ter memórias, apenas uma alma limpa e sossegada. Será pedir muito? Fazes-me vomitar de cada palavra que verbalizas. O que quereis de mim? Queimarias esta casa, se soubesses que morreria? Saías disto vivo?

Ó alma do meu peito!
Porque não me dás sossego?
Será pedir muito,
Que apenas me dês aconchego?

Pedro Mota - Direitos de Autor

sexta-feira, abril 3

Quém és no meio de mim?

Quem és tu? Quem és tu ó mente que me deixa pasmado virado de costas para a janela. A janela que me mostra o mundo todos os dias de uma maneira diferente? Quem és senhor? Quem és minha mãe? Que farei sem vocês? O que serei, se não vos tiver. O que sou eu para ti? Serei alguém? Um simples alguém, talvez.

(A alma a falar para a mente)
Sonho, leio. Fico cansada muito depressa.
- Vai brincar, pular e dançar.
Hoje quero dormir. Não quero sonhar, que me faz ver coisas extraordinárias e confusas.
-Tu sonhas acordada.

Não quero ver,
Que me faz dor.
Como se de um ardor,
Quisesse crer.

Que morra ou não.
Mate-me se quer.
Que me leve o anjo.

Tirem-me o nome.
Que fiz eu? Para merecer tal consciência? Não me quereis perdido nas malhas do destino imperdoável? Que fiz eu, para merecer esta dor de conhecimento que me atormenta e atrapalha a alma de cada suspiro reflectido contra uma parede branca, pálida e sem calor? Que fiz eu? Porque mereço tal consciência? E este ofuscante luz que me desvia a cada piscar de olhos, que me revira, que me trás novos passos a esta vida sem rumo e sem tempo. Quem és tu, o responsável por tudo isto? Que faço agora para mudar? Para tirar aquilo que ao meu mundo me troces-te? Que faço? Responde-me. (Choro) Ó tu, que me levas a alma do coração e o reparo do tempo nas memórias em que reflicto dia e noite. Tira-me deste desassossego constante. Tira-me esta espada que me fere o peito e me trespassa o coração. Responde-me. O que fiz eu para merecer tudo isto? Toma, fica com os meus olhos. São teus. Tira-me tudo o que me deste. Deixai-me nua e branca como a alma que nasceu de mim, comigo. Tirai! Perdoai-me.Que faço eu? O que digo? Desculpai-me! Não foi por mal. Quero depreender de toda esta amargura interior desvanada pelo vento que me bate na face e me liberta do pó da semente do meu girassol interno. Matem-me. Eu quero de volta a inocência e o desconhecimento da minha alma. Por favor. Suplico-lhe. Com amor. vivi com o conhecimento nas mãos, e a passarem como barcos dos deuses. Mereço isto? Merecerei mais? Que quereis com tudo isto? Que aprenda? Com o quê? Quero saber. Responda-me. Quero saber o porquê. É tudo tão injusto.

O que serei eu sem ti? O que seria se não te tivesse? Quem era eu? O que era eu?
Quero deturpar todo este conhecimento. Quero um novo. Ou talvez uma ainda melhor. Quero mudar. Quero viver. (Suplica, ajoelhando-se) Quero perde-lo, mas ao mesmo tempo... Quero conte-lo. Mante-lo dentro de mim. Ser egoísta. Que ninguém saiba o que nasce cá dentro. Quero-o todo para mim. Mas ele faz-me sofrer. Transforma-me, despedaça-me, deixa-me num canto a sofrer, todas as vezes que mexo os meus olhos, a cada momento do meu respirar. A cada pedaço de saliva que engulo. Quero... Quero viver sem preocupações e desassossegos de alma. Quero-o. Quero muito isso. Percebe?

Como posso respirar, se o meu interior já está poluído com este, com este vazio que tanto é. (O conhecimento) Quero. Quero ficar sem ele, ou com parte talvez.(Suplica olhando para o chão)

Poderei confiar em si? (Agarrando-lhe a mão)
Poderei?

(Voltando-se para ele e perguntando-lhe com voz de curiosa)
O que sou eu para ti?


Pedro Mota - Direitos de Autor.

Quanto mais

Quando mais conhecimento tenho, mais preso me sinto.
Quanto mais sei, menos quero saber.

O que eu sou, só eu sei. O que devia ser, não sou.

- Quem és tu?
Pedro - Ninguém!

quinta-feira, abril 2

Gostava

Gostava de ser mais original...


--> Este poema é lindo.

quarta-feira, abril 1

Tens?

Tens a certeza de que estamos no caminho certo?
- Claro, querido.

I still belive!

I have to believe in a world outside my own mind. I have to believe that my actions still have meaning, even if I can’t remember them. I have to believe that when my eyes are closed, the world’s still there. Do I believe the world’s still there? Is it still out there?… Yeah. We all need mirrors to remind ourselves who we are. I’m no different.

Leonard Shelby, Memento (2000)


Do you know what’s really scary? You want to forget something. Totally wipe it off your mind. But you never can. It can’t go away, you see. And… and it follows you around like a ghost.

A Tale of Two Sisters


To me, it’s really so simple, that life should be lived on the edge. You have to exercise rebellion. To refuse to tape yourself to the rules, to refuse your own success, to refuse to repeat yourself, to see every day, every year, every idea as a true challenge. Then you will live your life on the tightrope.

Philippe Petit

Fonte: http://hisashi.tumblr.com/