Estava eu muito bem, a passear os meus animais caninos, quando muito subtilmente, me aparece uma velha com uns quantos envelopes debaixo do braço, desejando à força toda, que todos os cães por ali perto fossem abatidos sem dó nem piedade. Começa-me a falar do nada, no momento em que estava entretido a conversar com o meu irmão e a dar umas quantas festas aos animais de estimação, quando a Matilde (A lavradora) se começa a dirigir para a mulher, em gesto de a cheirar e nisto sai da boca da mulher as palavras...
Velha- Olhem lá que eu tenho medo dos cães. Eles mordem.
Eu- Eles não mordem.
Velha- Não não mordem.
Eu- Sò se quiser que eles lhe mordam.
Velha- Só se quê? Que me mordam?
Eu- Pois...
Velha- Vocês para já não deviam ter os cães aqui, não vêem ali a
placa? Não podem ter aqui os cães, e também não podem andar assim com eles na rua. (Placa dizendo graficamente: "Proibição de que animais caninos possam usufruir da relva para defecar")
A
placa não era de proibição de ter ali os cães, ou de não os poder ter ali à solta. Se mordessem, ainda admirava e muito provavelmente como responsável que sou, não os deixaria à solta, sujeito a morderem em alguém. Ou a velha é tola ou sou eu que sou parvo... Mas o pior nem é isso, é que falou como se tivesse a razão toda do mundo, quando odeio que gente que nem sabe o que diz, começa a barafustar com as coisas que nada tem haver com as suas. Que se meta na sua vida, e para dizer assim de uma maneira directa e de palavras bastante caras e ousadas digo-lhe isto quando a encontrar novamente na rua, numa parecida situação: "Faça o que entender minha senhora!" ou "Se você não gosta de cães, problema seu!" ou "Não tenho que aturar os seus medos!"
Gente como a velha está este mundo cheio e precisa muito bem que lhe tirem as almas do peito e lhe arranquem os corações à colherada. E a sorte da mulher é que nem mal educado sou, por isso., ainda teve sorte de não a ter mandado à merda.. Era manda-la dar uma volta...
Um caralho de um chapo na parva da mulher.