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quinta-feira, julho 31

Sobre a velhice:

Sobre a velhice: 

Um dia seremos todos velhos e, quando esse dia chegar só iremos ter saudades dos pais, dos avós, dos filhos, dos netos e daremos mais importância a isso do que à novela que dá na televisão, do que à doença que nos ataca o corpo, do que ao jogo do mundial, que ao politico que nos tira as miseras reformas. Só podemos ansiar que nunca nos ponham num lar. Pior que nos dizer nessa altura que não prestamos para nada e que somos apenas um fardo, pior será mesmo jogarem-nos contra uma cadeira de um lar pedindo-nos para que morramos por lá. 

Isso seria arrancar de dentro de nós, o coração. 

Pedro Miguel Mota 
31/07/2014

quinta-feira, janeiro 19

Todas as noites...


Todas as noites que durmo contigo, são como se vivesse 100 anos ao teu lado. É quase como se te conhecesse um pouco mais a cada noite que contigo passo. Acordo a meio da noite, e tenho vontade de te dar colo, de te dar mimo e beijar-te esses lábios, tocar-te o peito com carinho, colocar a mão no rabo com cuidado para não te acordar. Gostava de poder muitas das vezes ver-te dormir, mas muitas são essas mesmas vezes em que dormimos de costas voltadas. Queres conchinha e eu dou-te, fazemos-a. Acordo com o teu choro, acordo porque no sonho te traí ou te fiz sofrer de más maneiras.

Dormir contigo é como se falasse para ti naquelas horas em que dormitamos os dois lado a lado. Como se houvesse uma forte ligação entre nós. Ao inicio passava a noite a acordar, umas com medo que fosse tudo um sonho, outras, que tu fugisses da minha beira e me deixasses sozinho nas noites em que o frio atacava o planeta.

Fica comigo por mais um milhar de noites.

quarta-feira, novembro 16

Quero dormir com sereias!

"Quero dormir com sereias!" Pensava eu quando era novo e com vontade de conhecer o mar. hoje durmo eu com a melhor e mais bonita de todas as sereias. Tu mereces sempre mais do que tudo aquilo que te chego a dar. Dar-te-ei tudo o que tenho até que já nada haja dentro de mim. Para sempre irei conhecer a tua cara, para sempre irei lembrar-me de ti. Trouxeste-me um sorriso novo, uma vontade diferente de viver. Quero que faças parte de minha vida num futuro que se aproxima. Quero que sejas o meu fantasma, a maçã envenenada para que possa morder e ficar para sempre ao teu lado contigo. Serei a sombra que te protege as costas, serei o sol que te aquece o corpo, o cobertor que te dá o mimo invisível. Serei o amor que sentes todos os dias ao acordar. Porque tu mereces tanto. Sim, mereces muito mais. Imaginava raparigas que pensava existir apenas nos contos de fadas, ou em qualquer outro tipo de histórias que tivesse ouvido durante toda a a minha infância.

Promete-me que ficarás comigo até ao dia em que tudo deixe de fazer sentido na tua vida... És a minha sereia. És a rapariga linda de falas tímidas, mas elegantes que tenho o prazer de conhecer e partilhar a vida. Eu não tenho nada a provar, tu sabes bem o que sinto por ti cá dentro deste peito. Vês que o meu sorriso é sincero, as palavras honestas e que quando as mãos te dão doces abraços pelo corpo, o teu coração acelera pela enorme vontade de me beijares e de me abraçares enquanto dizes "fica comigo para sempre, meu Pedro Miguel". Peço-te isto minha querida bolota de baunilha, por-favor-deixa-me-fazer-te-feliz!!

Vamos onde quisermos e dizemos o que quisermos. Nada nem ninguém tem haver com isso. Hoje, durmo todos os dias um sereia!

sexta-feira, outubro 7

Pode parecer estranho.


Pode parecer estranho, mas gostava de voltar a conhecer as pessoas que conheci. Voltar-te a conhecer a ti minha princesa. Conhecê-las como se fosse a primeira vez, esquecendo o que aconteceu, o que nos fez separar. Voltar a ver o sorriso nos seus rostos, voltar a brincar, a gritar ao mundo as coisas estranhas que sentíamos  Saltar muros e subir às árvores. Voltar a viver coisas que com esta idade já não sei se as consigo voltar a viver com a mesma intensidade que antes. Tenho uma certa saudade das pessoas, talvez só das suas presenças, talvez tenha saudades apenas da sua existência inconstante que fazem quando saio de casa e as vejo por uns breves segundos. Não é não gostar, é aceitar o facto de que cada um seguiu a sua vida. E a isso sim, chama-se viver.

Não me importo de que o tempo voltasse atrás e pudesse beijar-te como te beijei naquele dia de noite escura.

sexta-feira, setembro 30

Vem a idade no final da vida mostrar-nos o que já fomos.

Vem a idade no final da vida mostrar-nos o que já fomos. Olhamos-nos ao espelho e vemos a pele engelhada. A cara com rugas, os olhos descaídos e sem qualquer vida. A cara morre e a idade passa-nos ao lado. As mãos ganham os calos da vida, e a vida morre com a saudade que nos fez sofrer. Calamos-nos. Ficamos-nos pelo silêncio dos quartos frios, olhando pela janela da nossa casa, sentados numa cadeira de madeira, como se esperássemos pela morte que Deus criou. Esperamos por um dia em que fechemos os olhos e voltemos a nascer. Voltemos a aprender a andar, a comer, a falar, a ouvir, a ver, e a sentir o primeiro amor. O primeiro beijo que se ficou pelo abraço do pai que morreu. Montras. É o que nos transformamos no fim da nossa vida. Montras de vidas, montras de memórias, de risos e lágrimas, de corridas, de loucuras e paixões. Têm o orgulho do lado de dentro e a saudade do lado de fora. A alma com o orgulho e o corpo já engelhado e velho com a saudade de ser de novo criança...

sexta-feira, junho 17

Em 10 minutos?

Ela - Aquela gaja abana tanto o cu. :S (alto) ABANA MAIS O CU FILHA!!!
Ele - Em 10 minutos dava-lhe um andar novo.
Ela - Só 10 minutos? Fogo, tão pouco.
Ele - Fogo, 10 minutos não te chegam?
Ela - Não! O meu máximo foi de 3 horas.
Ele - Há fudilhosa de um raio!!! Fodeste como os coelhos.
Ela - Para mim, ou dura, ou não presta.
Ele - 10 minutos e dava-te um andar novo. Dúvidas?
Ela - Não acho.

sábado, junho 4

sábado, abril 23

Um dia hei-de sofrer o que sofreste. Iremos estar quites.


Queria-te pedir desculpa. Mas como toda agente, também tenho vergonha na cara. Por todas as palavras que te disse. Por todas as feridas que abri no teu coração. Por todas as más atitudes. Coloquei tantas máscaras em ti, e outras tantas em mim. Escondi-me de ti com o medo. Escrevi o que nunca deveria ter escrito a ninguém. Estava magoado e ferido pelo que aconteceu. Sentia-me traído, sentia-me mal por nunca ter percebido o que correu assim de tão mal entre nós. E guardei as boas e más memórias e só queria ter esquecido as más memórias. Foram elas que me fizeram chamar-te todos os nomes. Nunca tos disse na cara, mas dizia-te em sonhos, em pensamentos. E, quando passas-te hoje por mim, apercebi-me de tudo o que te tinha feito. Queria dar-te um abraço e pedir-te desculpa, mas sei que isso já não resulta. Estás uma mulher e eu já deveria ser um homem à muito tempo. Olhei para ti, e senti como se me tivesses dado um murro no coração depois de tentares esconder esse teu olhar. O teu olhar que sempre foi tão estranho. Porque não te conseguia ler, nunca. Não sabia como estavas, porque sempre foste orgulhosa do que eras, sempre confiante e decidida e eu não tinha nada disso e perdi-te. A ti e a tantas outras raparigas que me faziam a volta à cabeça, tudo porque não as conseguia ler. Não lhes conseguia ler nos olhos o que o coração sentia. E se eu tivesse asas, acredita que as partia, só para tas dar. Porque mereces mais do que eu, porque passaste por mais coisas bem piores que eu na vida. Tenho pena de tudo o que fiz no passado e prometo que serei melhor no presente e futuro. Era egoísta, talvez a melhor palavra seja inveja. Inveja do que eras, do que eram. Do que são hoje e eu que nada tenho. Vou ter de perder a inveja. E vai ser hoje. Não ganho nada com isso. Porque, tu tens qualidades, muito superiores às minhas e, por muito que na minha cabeça até hoje te tenha tratado como lixo. És humana, mulher e menina. Não o devia ter feito, mas fiz e tenho vergonha por isso.


Fiz-te sofrer e quem deveria ter sofrido era eu. E, como qualquer mau rapaz, um dia irei morrer, cedo.

sexta-feira, abril 8

Vais sorrir e ser feliz. Promete-me apenas isso.


Tenho saudades da maneira de como éramos loucos um pelo outro. Pela juventude que nos corria pelas veias do corpo. Tenho saudades de como quando nos chateávamos e desatávamos aos beijos no momento seguinte. Tenho medo de começar algo novo. E se nada for como antes? Se os beijos não souberem ao mesmo? Os braços não me rodearem da mesma maneira? Os olhos não me lerem como costumavas fazer? A sua ponta dos dedos não me tocar com a mesma delicadeza e loucura que os teus faziam cada vez que me tocavam.

Na minha cabeça, ainda tenho a ideia de que gostas de mim. Que as saudades te atacam o coração, como me atacam a mim. Ou então não. Porque penso em ti. O sol continua a aquecer-me na tua ausência, como se me tivesses a acolher nos teus braços. Eras um respirar. A verdade de um sonho que por tantos anos sonhara na minha cabeça. A testa arde, está quente e não quer ir embora. Pesa-me a cabeça, e à minha cabeça vêem milhares de pensamentos. De momentos que passei contigo. São imagens, vídeos, momentos, que passam tão rápido. Recordei as coisas que tinha feito no passado. As muitas coisas que aconteceram ao teu lado. Eu sou maluco. Antes, não precisava de olhar para as estrelas. não precisava de sair tantas vezes de casa. hoje, saiu à noite de casa, e vou para o telhado do mais alto prédio da minha rua, só para estar próximo das estrelas. Só para as poder ouvir melhor. A falarem-me de ti. Como tu tens estado. Como os teus sorrisos continuam tão brilhantes, tão contagiantes e inofensivos. Falam-me de ti. Dos teus novos amores. De quem agarras a mão. A quem beijas tu com esses lábios. São desejos que sempre estejas feliz, mesmo sem mim ao teu lado. 

Sinto-me amaldiçoado por alguma coisa que está dentro de mim. O melhor que posso fazer, é seguir em frente, guardando num canto do meu coração as memórias que vivi contigo. De nada me vale pedir desculpas sobre o teu coração. Mesmo limpando as lágrimas que soltas sozinha deitada na cama, debaixo dos cobertores, mesmo que esteja calor, ficas. Se não ficas era o que mais me apetecia fazer. Chorar e gritar sem que ninguém te possa alguma vez ouvir que um dia fizeste tal aberração. Caso não seja esse o teu pensamento. É o meu. Querer atirar-me dos céu e caia na terra milhares e milhares de vezes. Não quero morrer, nem muito menos sofrer. Quero ver apenas a vida a passar-me diante dos olhos todas as vezes que tentar fechar os olhos e pensar em algo bom, e nesses momentos me apareças tu. O teu sorriso, ou os choros que fizeste comigo naquele banco do jardim.

Isto tudo não é um querer voltar. É um seguir caminho. O mais aleijado ou horrível, perder o coração num dos buracos que o caminho tiver. Partir todos os candeeiros que por ela a fora existirem. Deixar cair do bolso todos os afectos, todos os mimos que um dia guardei para dar a uma menina especial, tal como tu.  Partir todos os raios de sol que me envolvem o corpo. Pintar de negro o céu da manha. Cortar o frio da lua. Rasgar ao meio cada buraco da lua. Gostava mesmo de poder chegar ao céu e de lá tirar uma estrela. Espeta-la no tecto do meu quarto. Tudo para me relembrar das coisas boas que já vi com raparigas, não tão boas como tu.

Vais sorrir e ser feliz. Promete-me apenas isso.

sexta-feira, março 4

As culpas, podem ser postas só em mim

É maldade. Maldade é aquilo que tenho no coração. Fiz sofrer e já sofri. Cometi erros. Os piores diria eu. Sofri/sofro por ser assim. A cada nova relação aprendo sempre uma lição, um pedaço de amor que é dado e julgava morto dentro de mim. E, se tudo fosse perfeito?  Não ganharia essas experiências. Nem maneiras de ser, de estar, ver e fazer o amor de cada relação ainda melhor.

As culpas, podem ser postas só em mim. Como preferires. Não me importo. Pois já sofro o suficiente, (e sei que tu também sofres) por te ter feito sofrer assim. Daquela maneira tão má. Deveria ter-te dito logo no inicio, mas no inicio tudo era ainda fresco. muito no inicio eu ainda era fresco, verde como aquelas laranjas que parecem limão. Se é que me consegues entender.
Deveria ter-te contado que senti algo por ela no inicio. E sim, tens razão estava cego. E quando me apercebi de que te ia perder, lutei por ti. Foi quando me apercebi de que estava a começar a sentir um grande amor por ti. O que fiz não tem culpa nem qualquer desculpa. Escondi-te o facto é verdade, assim como tu me escondeste o teu. Somos ambos culpados.

Estou triste sim. Por ter feito o que fiz a ti. Só que à medida que o tempo passava, mais certezas tinha de que era de ti que eu gostava. Foi por isso que nunca te disse nada. Porque nunca houve nada. Nunca estive com a rapariga e certamente, nunca iria estar. Tu! Tu fazias-me feliz. Graças a ti, podia dormir bem de noite. Já não me faltava o ar como acontece a partir daquela sexta feira. Fazias-me alegria, pondo-me sempre bem disposto. Nunca te tomei como garantida. Pois sacia como animais que somos, um dia tudo não passaria de um sonho, ou então de um amor irrespondível. Para mim, não foi um sonho, foi uma realidade que levarei comigo numa ponta do coração até que me falhe. Devo-te um obrigado. Foste mais que uma namorada. Uma amiga, uma mulher, um desejo. Foste tudo! E eu? Eu espero ter dado e sido para ti o que sempre esperaste. Amei-te até o coração pedir que parasse de te dar tanto mimo por tanto amor que coloquei em ti.

Nunca digas que eu não fui o suficiente para ti.
Posso ter-te escondido muita coisa, mas o amor, esse sempre foi verdadeiro. Pude não o ter dado em formas de mimo, mas dei-to. Não posso ser mais especifico, porque todos os dias contigo, já te estava a dar amor. Sempre que te dava a mão, um beijo, um mimo, um olhar sobre ti. 

Por outro lado, a inocência que mantens no rosto, faz-me pensar que o amor nunca foi demais.

Tentava cuidar o melhor que podia de ti. Mas sinto que falhei nessa parte.

segunda-feira, fevereiro 28

Era o teu orgulho tão grande que não nos deixava viver felizes?


Atiro as flores ao riu. Soltam-se as lágrimas da saudade, da dor que arranha no peito. São as saudades de te beijar os lábios, e o sentir das tuas mãos que me atormentam nos sonhos. Minto-me todos os dias. Os teus braços não estão cá para sentir o sofrimento que me ficou cravado no peito. Dou voltas na cama, na tentativa de esquecer o dia em que me disseste adeus. O dia em que tu quiseste perder tudo. Começava a construir um futuro para nós. Imaginava-me contigo na praia, com um carro que daqui a uns meses irei comprar. Imaginei-me contigo, com um filho, com uma criança que nos ia tirar o sono mas que nos daria tanto prazer de a ter feito. Começava a dar frutos de amores, de estar realmente apaixonado por ti. De perder a cabeça e meter-me no meio da rua aos gritos, gritando de braços no ar, que nem um maluco e tolo, sobre o que me fazias ao coração. Fazes-me falta. Não estou arrependido do que fiz contigo. Estou triste por entre nós teres perdido o coração por pouca coisa. Matou-me, matou-te, matou-nos aos dois. Um dia saberei o que correu tão mal. Pois eu não sou bruxo.

Era o teu orgulho tão grande que não nos deixava viver felizes?

quarta-feira, outubro 6

Disseste-me ao ouvido...


Mundo imaginário, meu velho amigo. Tornaste-me numa criança feliz quando apareceste com um lápis e uma borracha no momento em que fechei os olhos pela primeira vez. Deixei-te entrar, desenhando as primeiras paredes, as primeiras sementes que dariam árvores com o passar dos anos. Eu preciso tanto de ti. Todos os dias me lembro de ti. Todos os dias em que fecho os olhos para sonhar, imaginar ou escrever sobre qualquer coisa.

Disseste-me ao ouvido que poderia ser tudo o que quisesse. Por isso, escolhi ser rei. Pude assim construir o meu castelo, pedra por pedra. Suor a suor, trabalhando arduamente até atingir a meta que tinha estipulada no meu imaginário. Qualquer casa, castelo de grandes fortificações, não se comparam com o que construí. Os sonhos são perfeitos, tiram-me o medo, os soluços, os choros, os gaguejares. Mesmo assim não consegui fazer tudo isto sozinho. Não o conseguiria sem ti, sem a tua grande maneira de me ensinares, de não negares em ensinar-me como se fazia isto ou aquilo.

Qualquer dia, sou eu que te irei ajudar a construir um castelo, Pai! Prometo.

segunda-feira, outubro 4

Lembras-te disto?


Lembras-te disto?
"Quando o tempo lá fora fazia arrepios ao corpo, deixando os cabelos dos braços em pé. Dava aquela pequena comichão nos dedos dos pés e aquele estranho frio na barriga como se tivesse-mos fome. Éramos pequenos e tudo o que pedia-mos era aquele teu sorriso. Aquela aparência idosa, sábia com que nos deliciavas as mentes. Deste o melhor de ti. Nunca nos afastamos. Uma vez, duas, fora as vezes, no meio das milhares lágrimas que choramos no teu colo por ter medo de crescer e perder tudo o que conseguiste para ti. Deixaste um aviso com um sorriso. Nunca baixar a cabeça quando pensamos que a batalha não pode ser ganha, porque todas podem ser ganhas, menos a ultima, e essa sempre nos ocultaste das memórias até à idade em que nos deixaste. As saudades são grandes, e um abraço nesse corpo frágil era a melhor maneira de te deixar partir deste coração que te chora. Com saudades agarradas aos soluços vindo dos pulmões. Foste a tia que mais ninguém soube ser."

És uma fracção das minhas experiências...

quinta-feira, agosto 5

Tenho saudades...

Tenho saudades de quando me lias uma história para adormecer papá. *

segunda-feira, junho 14

Pai??


Eu - Pai??
Pai - Sim?
Eu - Porque é que as pessoas dão beijinhos na boca?
Pai - Então, porque gostam muito, muito, muito, dessa pessoa.
Eu - Então tu gostas assim muito, muito da mãe não é?
Pai - Sim filho! : )

segunda-feira, maio 10

E no fim dizer...

Quando tiver a idade dos meus pais, quero olhar para o mundo e poder conseguir vê-lo da mesma maneira de como o via quando era pequeno. Sentir-lhe os sorrisos e os abraços. A ternura e a ingenuidade por o tempo nunca passar. Não ser mais do que um ponteiro de metal que se move sem parar, se não quando lhe falta a pilha. Sou assim, um relógio que precisa de sorrisos entre outras coisas, como pilha para ir rodando.

Quero sim. Quero poder ter o gosto pelo mundo, como o tinha no passado. Quero que os sonhos sejam apenas sonhos. Que o tempo seja só o tempo, e a vida seja só a melhor que possa ter, como em tantas outras que poderia chegar a viver.

E no fim dizer: Vou ter saudades minhas!

sexta-feira, março 12

Não me preocupei.

the whisper by *hybrid4u

Entrou tão silenciosamente, com os seus sapatos pequenos que tanto adoro. De mochila de portátil ao ombro, entrou e deparou-se comigo, chegando a observar o vazio que existia ali em volta. Olhou-me, contemplou por segundos e dirigiu-se com alguma hesitação para uma mesa mesmo ao meu lado. Por ali ficou com o portátil aberto, escrevo e lendo qualquer coisa que eu não fazia a mínima ideia do que era, e não queria saber. Cara calma, de ouvidos postos no mundo. Estava eu sentado a estudar quando se me apareceu. Não liguei muito, afinal, ela não era desconhecida, pois já a vira na rua umas quantas vezes, assim como muitos dos amigos dos amigos dela, eram meus "amigos" também. Pronto conhecidos vá. Estava com vontade de lhe apertar a mão. Nada de mais. Apenas dizer qualquer coisa. Um olá e ficar calado o resto das horas no caso de esta não responder com a mesma intensidade.

No fim de tantas tentativas de lhe conseguir ver a cara, que lhe era protegida por cabelos loiros, desisti. Os meus caracóis também não estavam a ajudar nada. Só se metiam à frente da vista, fazendo-me sentir náuseas, causando também grandes tonturas e desconcentração no estudo. Eu não podia cortar o cabelo. Coitado de nada tinha culpa. mas se pudesse subir um pouco mais para cima, agradecia de bom tom. Não tinha nada com que me preocupar. Não a queria conhecer, nem muito menos sonhar sobre ela, imaginando-me de mãos dadas com ela, só para matar as agonias do coração. Deixei-me estar no canto, sempre a pensar na sua beleza. Nada mais. Depois de algum tempo, arrumou as coisas e foi-se embora. Mostrou então o bonito rabo e as maminhas lá um pouco ao longe. Ao longe porque os caracóis não me deixavam ver muita coisa. Depois de ir ao fundo e olhar uma ultima vez para ela, reparei que também ela tinha caracóis. E se não eram bonitos. Ficou-se-me no passado. Morrera lá, por lá ficara.

Comecei hoje a ler "Memorial do Convento". (A ver se arrebito!)
Pedro

domingo, fevereiro 21

Dói saber de tudo e não ser capaz de fazer nada.

Retido. Chuva. Sol. Lágrimas correm pelo rosto. Sinceridades que me queimam por dentro, todas estas verdades. Tenho uma réstia de esperança. Um curto espaço de poeta em mim. Tentara. Tentara sim. Criar o que não conseguia sentir. Obrigando-me a tais proezas de palavras enfeitiçadas. Julgava eu, que estivessem de tal maneira envolvidas com magia negra. Trazendo nas suas pontas, doenças ou delírios, fazendo o meu coração acreditar de que o amor que tanto ansiava ter, era verdadeiro, mesmo que não existisse menina, nem abraços, nem olhos, nem beijos, nem emoções, nem sexo, ou outra qualquer coisa intensa que tentara criar com uma presença infalível em cada texto meu, de uma presença feminina no meu delicado e tão fortificado coração. Até que, no ponto de hoje, sofreu um ataque forte. Um ataque, derrubando as portas e paredes construídas de pedra. De pedra era o meu coração feito.

Já não há luz. O que há, o que há em mim que te sabe tão bem nos lábios? Que coisa é essa? Vou deixar-te ir, ir de uma vez. Sem magoar ninguém. Sem porquês, nem interrogações incógnitas ou desrespeitadoras. Não quero levar isto a algo que não seja de bom agrado para os dois lados. Agora, estou a deixar-te louca de me ver a ir embora. Das coisas mais extremistas que digo. O que tenho de fazer, para que o coração bata da forma mais intensa possivel, por alguém que me chegue a dar mão, e no final do dia, se chegue perto de mim, beijando-me a testa, perguntando-me como estou? Abraçando-me com bom agrado e bom trato.
Não há sol, não há brilho. O mundo parou. De tudo o que podia ser, não fui. De tudo o que podia ter feito, não fiz. De tudo o que podia ter dito, não disse. De tudo o que podia ter sentido, ignorei. Neste momento, o meu corpo pede, pede à descarada de qualquer pessoa anónima que passa por mim na rua, de máscara na cara, de sorriso pintado a lápis, vou ouvindo. Ouvido o corpo, a pedir ao coração com toda a força: - "Morre!!!"

Peço, mais um sopro. Mais um respirar, nem mais um minuto. Fujo de tudo o que não gosto em mim. Estarei a afogar-me, ou a viver da maneira de como os meus sonhos me deixaram?

O que deveria ser não sou. Sempre pensei que vocês eram sempre boas de mais para mim. Pedir desculpa neste momento não chega e parece mal. Por isso vou seguir em frente. Tentando eu... (vou continuar a escrever para alguém que não existe) Para ti. Porque tu teimas, tal como eu em querer ser real, mas nunca chegas a aparecer.

segunda-feira, fevereiro 1

Passeio pelo parque

Coisa sem nexo que me deu para fazer. :)

quinta-feira, dezembro 24

Pode o Sol não existir...

Diz-me que precisas do meu sorriso, quando choro. Dou cada sorriso que te puder dar. Todos eles, sem hesitar. Nem que no dia seguinte, já não estejas ao meu lado, nem as tuas mãos me segurem a cara nos beijos intensos dados no frio intenso da noite, ao olhar para as estrelas. Não preciso de que me digas as palavras mágica, para abrires o meu coração. Esse está bem aberto, para que lhe possas tocar e ver sem mentiras de que sou feito. Não vou ficar chateado, apenas porque me rejeitaste ou dizes que não sabes o que responder à pergunta que tentamos tanto manter "sagrada" aos nossos ouvidos. Diz o que bem entenderes. Pode ser a ultima noite que me verás, não me importo, pois, ele daqui a 5 minutos pode esta a tocar, e poderás até estar muito melhor sem a minha pessoa por perto. Ou chegar a um sorriso brilhante e fazer de conta que o dia acaba quando um de nós decidir adormecer no colo de um do outro. Só te quero perto de ti, sentir o teu calor. Tocar, e fazer as tuas faces ficarem encarnadas.

A vida é curta. E parece que a única pessoa que não tem visto isso, sou eu. Falo muito bem, sobre os problemas dos outros. Pedindo-lhes para desabafarem, mas na realidade, quem na realidade precisa de ajuda. Da ajuda que dou, sou eu. Não quero chorar esta noite, nem contava com isso. Mas chorei. E foi lindo. Foi lindo, porque nunca chorei por uma razão tão viva neste momento. A vida continua. Mesmo que para trás tenham ficado os melhores momentos da nossa vida. Pois certamente virão mais e mais, sem nos apercebermos. Das mais variadas maneiras. Como por magia, transformando as falsas memórias, choros e angustias em algo maravilhoso. Algo que mudou. Pouco e devagar. Foi trémula a viagem até aqui. Sem saber que estava a perder todos os pequenos recantos de uma vida. Perdi 20 anos. Uns meses talvez não. Tão certo como o sol nascer cada dia.

Dá-se um nó. Cá dentro na garganta. Há anjos. Vozes de muitos eles. Desdenham-me a ponta dos dedos. Criam a luz onde a escuridão está colada que nem pastilha no chão da rua. Tantos enganos e mentiras que fiz e disse a mim mesmo. Tanto nevoeiro e nuvens cinzentas em todos os céus de cada dia que fingia serem meus. E nem um. Em nenhum tive a coragem de me levantar, pegar num pano, ou num lenço de papel, limpar as lágrimas, esticar o braço e limpar o céu que estava o azul espelhado do mar. Perdi. No fim. Neste, perdi. Acabei por perder. Por perder aquilo que pensava que manteria por um período agradável da minha vida. Quando na realidade, nunca a estive a viver. É só acordar, fazer o dia, deitar-me na cama, até que adormeça e acorde novamente. 20 anos... Já se passaram 20 anos, desde o dia em que nasci. E até hoje, não contribui com nada de especial e importante. E não sei se consiga, ou mereça. Talvez sim. Toda agente merece. E eu nem me importo com eles. E cada vez que vejo uma prova de amizade, tenho dificuldade em aceitar tal acto. Que para mim é de louvar, pensado que é tendo coragem que os amigos existem, ou se chegam a fazer. E então? E então, permaneço aqui. Deixando que me escorram pela cara, lágrimas que deveriam ter sido soltas à bem mais tempo. Deveria estar na cama e permaneço aqui. De olhos colocados no ecrã. E agora que penso bem... Isto de escrever está-me a matar, ou então está a libertar, aquilo que o meu coração já não conseguir chorar ou soltar cá para fora. sinto necessidade de oportunidade. Uma oportunidade para não sei bem o quê. Um lamento? E mesmo sabendo que tenho pessoas conhecidas que lêem isto. Nem sei bem como pensar. Aliás, nem penso sequer no assunto. Não me causa indiferença. Há algo. Algo mais do que penso que seja cá dentro. Cravado no peito. Aprisionado num lugar qualquer que não consigo encontrar. Onde não consigo tocar. Onde não consigo ver com os meus próprios olhos. Uma ferida. Qualquer coisa que não está bem dentro de mim. Faço me sentir um monstro. Um patinho feio e tão lindo numa metáfora tão estúpida como a própria pessoa. Tão belo e tão repugnante. Tão delicado e tão insensível. Tão... Faltando-me agora... Agora o mais precioso... Faltam-me os momentos reais, que preciso de viver e de sentir... Aqueles que me dizem, sem palavras complexas, de forma simples e directa, do que é que valem os sorrisos pelos cais estou eu aqui. Sou tudo, sem nunca chegar a ser nada na realidade.

Pode o Sol não existir... Ou melhor, como pode o Sol, não existir?