sexta-feira, junho 1

Leva-me ao mesmo tempo que ela.


Oh. Há tanto tempo que já cá não venho. E há tanto outro tempo que não te sentia nos meus braços, nos meus lábios, nos meus dedos, nos meus ouvidos. Oh saudade que me matas devagar. Não me leves este amor do coração, esta loucura da alma e a vida da cabeça. Deixai-me ficar assim por muito tempo. Muitos anos, sem conseguir precisar o tempo limite. Quero a vida eterna e ao mesmo tempo apenas o tempo necessário para poder dizer ás pessoas de quem gosto o quanto lhes agradeço por nunca me terem abandonado. E em principal à namorada que a quero como mulher, como mãe, com companheira e amiga até que um toque da mão da morte me leve dos seus braços, ou que morramos os dois juntos deitados na cama, abraçados, a conversar e a sussurrar um ao outro "Até amanhã, dorme bem, meu amor!" e desfalecer ao fechar os olhos.

Leva-me ao mesmo tempo que ela. Leva-me, pois neste momento não sei como suportaria a dor de a perder. De viver sem o seu carinho, sem o seu amor, sem a sua ternura, paixão, mimo e o aventureiro espírito.

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