quinta-feira, março 31


Aguardo pelos dias em que o sol se põem lá no lato. Respiro fundo, por esses dias, ansioso por tomar conta de ti. Por rever o teu sorriso. Os teus olhos. As tuas palavras a entrarem dentro do meu coração. Eu irei estar contigo não tarda meu amor. Faz-me desejar os teus doces beijos. Concede-me os desejos que tanto te peço aos ouvidos. Faz chorar nos momentos em que damos as mãos. Sorrio sobre o meu ombro quando a felicidade me foge do coração. Respira sobre os meus cabelos molhados. Quero sentir o teu bafo quente. Sem ti, perguntava-me como é que um "rei como eu" iria viver sozinho no castelo que andava a construir durante tanto tempo. 

Posso não dar a vida por ti. Mas daria o coração pelo teu amor. Só de te poder abraçar, de te poder ver chorar. De te poder ver a sorrir com a facilidade que se espantada nos olhos, já é motivo de te conseguir dizer a palavra que tanto amas dizer.

Olha só o que construímos.

quarta-feira, março 30

É de maneira que para a próxima faço greve de bilhete de comboio.

O pior foi quando o comboio chegou. A linha para o mesmo foi atribuída. A hora de partida não se alterou. Mas chegou à hora e nada de arrancar. Esperou-se mais alguns minutos e nada. Alguém lá se apercebeu que o comboio tinha sido atribuído. Tudo se indignou e os ânimos exaltaram-se. Nunca vi na minha vida, um comboio com passageiros lá dentro chegar a ser suprimido. É que nem na televisão...

Outro, foi ter tirado bilhete no comboio antes de saber que havia greve. O homem vendeu-me o bilhete para ida e volta. Mas na volta, fui pedir o dinheiro depois de ter esperado até às 21:35 e todos os comboios serem suprimidos. Pedi a devolução do dinheiro. E o homem, responde-me que não pode fazer isso. Mas se fosse só de ida que já podia. E disse também: "O senhor que lhe vendeu este bilhete não lho devia ter vendido". Fiquei ainda mais revoltado. Primeiro porque tinha ficado sem comboio. E segundo, porque não me quiseram devolver o dinheiro, cujo erro foi de um trabalhador da própria CP. 

É de maneira que deixo de andar de comboio. E é de maneira que para a próxima faço greve de bilhete de comboio.

- O seu bilhete por favor.
- Não mostro. Estou de greve! (VAI TER QUE SER)

terça-feira, março 29

Desejas-me a boca como eu te desejo o corpo.


Desejas-me a boca como eu te desejo o corpo. Devoras-me nos sonhos, como eu anseio por te ter nos meus braços. Respiro sobre o teu corpo frio, que pede pela presença do meu. Debruço-me sobre ti. Olhando-te o interior que os teus olhos deixam sair cá para fora. Tocas-me. Colocas as mãos sobre a minhas costas, virada à cintura torneada pelos músculos. As tuas pupilas dilatam, a tua respiração acelera e, penso que não preciso de te contar os pormenores sobre o teu corpo pois não? As tuas mamas ficaram mais rijas, as tuas mãos mais suadas e com a força que não tinhas antes.

Arreganhas as unhas no meu rabo tímido de feridas. Provocas-me com os teus olhos excitantes. Provocas-me por eu conseguir ler-te o coração. De o ouvir gritar por sexo. Suspiras a cada penetração mais funda. Mordes o lábio. Fechas os olhos com força e gemes perdidamente. Até que... Te vens. E a humidade e o calor que se desenrola na boca do corpo que é teu. Satisfaz-me de tal maneira que só tenho tempo de o tirar, e deixar sair o que à pouco mais de 20 minutos estavas à espera de mim. Fora os abraços. As palavras meigas, os carinhos no corpo. Os mimos nos teus lábios. 

Respira só mais uma vez, antes que o teu barco se afunde de vez.

segunda-feira, março 28

Há muito que o Romeu deixou de existir...


Admiro o teu olhar. As formas que o presente toma ao teu redor, deixa-me babado, por tão bela beleza. Chamo o teu nome, e tu, de carinho nas mãos, atenciosamente abeiraste diante de mim, colocando uma das tuas pequenas mãos numa das minhas bochechas frias. Está gelada. É das saudades do teu beijo nelas. Sinto o coração a pulsar descontroladamente. Saboreei o momento e fecho os olhos. Colo a minha mão por cima da tua que me protege a bochecha e beijo-te delicadamente. O teu cheiro, o teu sabor de lábios. torna tudo tão maravilhoso.

Sabes o que é que eu mais gostava de fazer contigo neste momento? Deitar-mos-nos no sofá da sala, ou na cama do meu quarto. Abrir as persianas, apreciando a chuva a cair lá por fora. Ficar-mos enrolados nuns quantos cobertores, dando aqueles beijinhos, acariciando um ao outro, libertando sorrisos. O que poderíamos mesmo fazer, era estarmos só juntos. No sofá, com a caneca de chocolate quente na mão, a uns bonecos quaisquer. Por muito que o frio nos bata à porta, vamos nessas alturas, chegar-mos para mais perto um do outro, para nos aquecermos sem medos.

Há muito que o Romeu deixou de existir. E não tenho medo que tal tenha acontecido. És importante para mim. E, posso não me chamar Romeu, e não ser nenhum dom ruam, ou algum daqueles rapazes que enfeitiça o coração das meninas, logo pelo primeiro olhar, ou pela simples primeira vez que conversam sobre alguma coisa, mas tenho-te a ti nos meus braços, tenho o teu carinho. E é em ti que gosto de colocar o amor que me é fabricado no coração. Posso até ser um monstro, e não ter maneiras nenhumas à mesa, tudo porque, a vontade de ser livre de preconceitos e de maus olhados teus, não me preocupam. Sei que te magoo, ou até que faço com que tenhas saudades minhas. Mas o problema, é que, eu também tenho saudades tuas. E os apertos que se me dão nos nós do coração, fazem-me querer chorar. Tento ser forte amor. Por vezes o silêncio nos teus braços é mais frequente do que gostaria. São os amores do coração que magoam a alma.