segunda-feira, fevereiro 28

Era o teu orgulho tão grande que não nos deixava viver felizes?


Atiro as flores ao riu. Soltam-se as lágrimas da saudade, da dor que arranha no peito. São as saudades de te beijar os lábios, e o sentir das tuas mãos que me atormentam nos sonhos. Minto-me todos os dias. Os teus braços não estão cá para sentir o sofrimento que me ficou cravado no peito. Dou voltas na cama, na tentativa de esquecer o dia em que me disseste adeus. O dia em que tu quiseste perder tudo. Começava a construir um futuro para nós. Imaginava-me contigo na praia, com um carro que daqui a uns meses irei comprar. Imaginei-me contigo, com um filho, com uma criança que nos ia tirar o sono mas que nos daria tanto prazer de a ter feito. Começava a dar frutos de amores, de estar realmente apaixonado por ti. De perder a cabeça e meter-me no meio da rua aos gritos, gritando de braços no ar, que nem um maluco e tolo, sobre o que me fazias ao coração. Fazes-me falta. Não estou arrependido do que fiz contigo. Estou triste por entre nós teres perdido o coração por pouca coisa. Matou-me, matou-te, matou-nos aos dois. Um dia saberei o que correu tão mal. Pois eu não sou bruxo.

Era o teu orgulho tão grande que não nos deixava viver felizes?

domingo, fevereiro 27

És uma divinização perante os meus olhos...


És tu, quem me põem nas posições mágicas. És tu quem me põem maluco de excitação. Quem me ensina a amar, a respeitar, e a tornar-te a ti, a chave principal do meu imperfeito coração. Estou a correr atrás de ti, como os leões fazem com as presas. Agarro-te pela cintura, viro-te para mim. Beijo-te descontroladamente. Suspiras bem fundo. Arrepias-te de tal maneira, que ficas com pele de galinha. Pouco foi preciso para provocar em ti, aquela faisca que me fizesse ficar com o teu coração. Arrebitas, sorris e despes-me aos bochechos. Agachas-te e provocas-me mais prazeres, à medida que o vai colocando na boca. Gosto de raparigas assim como tu. Provocadoras, aquelas que mordem o lábio quando passam por mim. Fazem os olhinhos que são tão habituais. São as minhas mãos nas tuas ancas. É a maneira de te sentir mais perto.

Toquei-te na cintura, colocaste as mãos em cima das minhas e disseste com voz atrevida: "Quero-te já!" Sem largar a cintura, levei-te até à cama, que esperava ansiosa por nos ver crescer de perfumes imundos. Fazer o sexo, tal como os coelhos tem filhos. Começar por baixo, para te levar lá vem ao alto, até que me chegues a espetar essas unhas na minha carne suada do meus braços.

Não quero que esta agitação de corpos acabe. Espero que não seja um simples sonho.
És uma divinização perante os meus olhos...

sábado, fevereiro 26

O tempo, essa coisinha extremamente irritante


O tempo, essa coisinha extremamente irritante que passa por nós a correr, com o seu sorriso traiçoeiro, faz-me tanta dor de cabeça. Não me quero obrigar ou a sentir-meu na obrigação de me ter que habituar a que este passe sempre por mim a correr. Não o quero controlar, não quero. Só gostaria que ele ficasse só mais um bocadinho de tempo nas minhas mãos. Em vez de sair a correr para ajudar/apanhar as nuvens que ficaram presas no céu. 

Corro por entre ele, tentando perceber o que o faz ser assim tão rápido. Tento-o agarrar com todas as minhas forças. Só que, ainda não consigo. Fico feridas nas mãos e este, toca-me melodias para mas corar. Torna o céu redondo. Trás às vistas mais enamoradas as estrelas, mostra-nos como o passado existe mais depressa do que o próprio futuro.

Faz-me percorrer grandes distancias sem nunca deixar que desista a meio do caminho. No que me tornei, foi graças ao tempo passar a correr por mim, tocando-me no ombro suspirando ao meu ouvido: "Não julgues que espero por ti. Não penses que te vou dar as respostas todas, a todos os instantes da tua vida. São apenas minutos no meu relógio de pulso."

quinta-feira, fevereiro 24

Um dia, terás um suspiro agarrado ao coração.

Um dia, terás um suspiro agarrado ao coração. E nesse dia irás querer que to arranque. Quando o tiveres, eu irei querer apalpá-lo, e arrancá-lo-ei de ti.