segunda-feira, fevereiro 7

Já são poucos os dias.

Já são poucos os dias que faltam para o famoso dia 12. É ir à boleia com os papás e ir passar um maravilhoso dia com outras pessoas. Conhecer-lhes os gostos, os dramas, e devorar-lhe as bochechas e os seus olhares. Conhecer quem são e onde escrevem. Poderei até, encontrar almas gémeas, em relação ao gosto de devorar letras, ou de as vomitar com certas e variadas vontades nas folhas de papel.

Não posso é começar já a deitar foguetes, sobre o dia em si. Mas sei que o mais provável é que no inicio irei ter a vergonha do desconhecido, mas logo a seguir estarei à vontade. Ou então, entrarei de forma confortável, a observar todos os outros olhares, tendo ou não logo alguém a vir para perto de mim, confortar-me e dar-me os parabéns (ou não) do excelente (ou estúpido) blog que tenho. Não apenas este, mas todos os outros.

Vou dar de comer à vista se possível.

quarta-feira, fevereiro 2

O lugar onde os poetas vivem...




O lugar onde os poetas vivem, é feito de verde, árvores altas e outras baixas. Existe sol todo o dia, e as noites são quentes, acompanhadas de umas brisas ao luar. As estrelas reproduzem-se e iluminam os sonhos das raparigas. A casa, geralmente grande e acolhedora, é o centro, o castelo, o refugio onde estes se escondem dos males da vida, para escrever de alma e coração, com a tranquilidade que se observa pela janela.

Há rios. Rios ao fundo do campo verde repleto de vida. Vida de animais de todos os tamanhos, feitios e cores. A floresta aproxima-se a um campo onde se envolvem os amores, as escritas e os pensamentos sobre todas as coisas que fascinam a maravilhosa escrita dos poetas. As paixões, são nostálgicas, e todas as saudades são difíceis de traduzir em qualquer outro conceito. As estradas, são os caminhos, complicados ou harmoniosos onde os poetas, passam a maior parte da sua vida. Ganham experiências e intimidades com o tempo. Ganham medo do que vem, e paixão pelo que passou. Pouco são aqueles que se deixam ir com o vento que os empurra por trás, largando o passado. Mas é o passado que faz os poetas. É do passado que vivem os poetas. São como canções à beira rio, onde as mulheres alegremente vão lavando a roupa, à medida que as cantam.

As saudades da juventude é o que mais atormenta a mente dos poetas. O desejo de voltar a viver a infância que consideram perdida.

"Mas é do passado que vivem os poetas."

terça-feira, fevereiro 1

Deixar de ser parvo também me fazia bem...

Tu. Foste a primeira a chegar ao meu coração. As noites pareciam durar dias. Ansiava por te ver no dia seguinte. Queria sentir-te nos meus lábios. Aconchegar-te entre os meus braços. Foste a primeira a quem o meu coração chamo "amor". Eu adorava o som que a tua voz fazia ao telemóvel. Adora o som da tua voz, porque falavas pouco. Tinha medo de te perder, medo de que tudo o que aconteceu em tão pouco tempo, fosse cair dentro do poço. E esse dia que tanto tentava evitar, deu-se e caí dentro do poço negro que me atormentou durante anos a alma. E hoje apercebi-me, de que, tu eras garota e eu era garoto, na altura em que tudo aconteceu. Tenho desculpas para dar, e um beijo na bochecha para te fazer sofrer, tal como me fizeste sofrer a mim. Mesmo assim, já nada há a lamentar. O que aconteceu, aconteceu, gostei dos bons momentos, e os maus, esses ajudaram-me a ser melhor. E hoje, evito o estar calado, e falo com quem estou, os problemas que se vão passando nos nossos corações. 

Este coração meu delicioso, fez as tuas delicias durante meses e hoje, se não tivesse vergonha na cara, voltaria a tocar-te, e a primeira coisa que faria ao teu corpo, era viola-lo sem paragens para almoço, lanche ou jantar, até que de ti, se solta-se uma palavra sem que nada tivesse a haver, mas do mesmo sentido. DESCULPA! Tudo porque foste a primeira, e, não foste a única a quem o amor pregou partidas logo à primeira e só queria que me dissesses no fim, a razão pelo qual me fizeste tudo aquilo. Mas, hoje sou feliz, sorriso na boca e lábios vermelhos. Já não choro por dentro, como costumava fazer contigo.

Deixar de ser parvo também me fazia bem...

Quando tu acordas de manhã

Quando tu acordas de manhã, e te apercebes de que estás sozinho, choras, porque ninguém foi capaz de te amar, apenas uma noite.

When you wake up in the morning and you realize that you are alone, you cry, because nobody was able to love you only one night.

- Pedro Miguel