terça-feira, janeiro 4

O que fazes tu na vida se não tens um objectivo?


Por vezes, penso demasiado no sucesso que poderei ter, do que na realidade que deveria estar a viver.

O que fazes tu na vida se não tens um objectivo? Que te torne demasiado orgulhoso, egoísta, vivido, feliz, completo, insatisfeito... E, nessa tua cabeça, com esses teus sonhos, iluminas o escuro, derrubas as paredes e enfrentas o teu pior inimigo. O medo de falhar esse momento. E sentes-te a viver demasiado depressa, com a cabeça nas coisas que te deixam feliz. Porque o que tem mais valor hoje, não terá valor amanha. E, se pudesses criar um livro? Ou, seguir a carreira que sempre sonhaste, ou ter aquela coisa que sempre quiseste ter? E, se não pudesses ter nada? Só mesmo o gosto de te imaginar nessa situação? Ou só simplesmente o caminho que irias ter até esse ponto?

Sorririas por alcançar tudo isso logo do nada, como desejas. Ou ficarias mais satisfeito, pelo tempo que demoraste a chegar a essa tal coisa, que te vez mudar de gostos várias vezes, para que no fim, te fizesse mostrar que afinal o que importa é aquele momento no tempo, que permanece parado e te faz sorrir, por te lembrares do que viveste para ter tudo aquilo que quiseste?

segunda-feira, janeiro 3

O sol não é redondo.


Numa agonia, só de ver o céu tornar-se negro, por saber que te vais embora e vais demorar muito tempo para voltar a estar diante de mim a sorrir dessa tua maneira tão despreocupada. Porque me abandonas todas as noites? Mas agora, consigo ver o porquê. Quem te deixa todas as noites sou eu, para estar na companhia de quem me rouba todos os dias o coração. Eu sei que tens medo, eu também teria se soubesses. Eu também tenho medo, comentei ao teu ouvido, mas não te apercebeste. Tenho medo porque a lua é fria e só me prega partidas. Mostra demasiadas vezes o que é a realidade. E, faz-me pensar no que não devo, nos sonhos que me faz ter.

Colecciono todas as noites, as estrelas que te perseguem. Mas nenhuma delas é como tu. Nenhuma delas tem a capacidade de me aquecer o coração, como tu. Não dão o beijo matinal como tu, não me acordam calmamente. Pois a elas, só as vejo de noite. São frias, o que me fazem arrepiar bastante quando estou na cama com elas. Não são como tu. E tenho medo. Medo que um dia qualquer adormeças para sempre e nunca mais possa sentir o teu mimo nas minhas bochechas como costumas fazer. 

O sol não é redondo.

domingo, janeiro 2

Ao fundo das escadas


Sê princesa de novo. Sê a rainha do meu reino, do meu castelo. Senta-te ao meu lado, no trono que quero que seja teu. Mesmo que outras desejem estar no teu lugar e, que façam tudo para te tirar do lugar que quero que seja para sempre teu. Minha princesa, corpo jovem, ouve os meus segredos, partilha o teu suor na cama, assim como os gemidos e os seus gostos. Vem caminhar comigo, de mão dada, ou simplesmente ao meu lado. Sê minha, nem que seja só por mais um dia.

Ao fundo das escadas, permaneço de braço esticados, esperando por ti, olhando para os teus pés, correndo com milhares de lindos sorrisos.

sábado, janeiro 1

Choras no escuro.




Choras no escuro, enquanto a luz persegue os demónios que te fazem ficar assim. Bebes a água da torneira, até estares farta do mesmo sabor. Mesmo que eu, chore por ti, sei que não posso tirar essa tua dor. Essa dor que suportas. Não sabes que tudo o que fiz, foi sempre por ti? Que tudo foi sobre ti. Porque tudo o que te fizeram a ti, fizeram-me a mim, das maiores formas possíveis que poderia viver.

Se eu pudesse, com uma oportunidade, colocar no teu coração, a confiança que precisas de ter sobre mim, fazia-o sem pensar duas vezes.