É ao fechar os olhos, mesmo sabendo que se o fizer, nada mudará daí para frente, que sorriu, mesmo que o que mais me apeteça fazer é trancar-me no quarto, fechar as janelas, impedindo a luz de entrar, deitando-me de seguida na cama, fechar os olhos e adormecer por uns dias. Porque, por muito que pense, escreva, justifique todos os textos que faço, nada me dá mais gozo do que o imaginar que um dia, um dia, terei nas mãos, um pequeno livro, com o meu nome, com um titulo estupidamente engraçado e vender milhares de exemplares. Mesmo, sabendo que isso um dia poderá acontecer no futuro. Imagino-me assim, horas e horas. Posso até inventar milhares de histórias, escrevê-las, criar capítulos, personagens, com ou sem conectividade real, com pensamentos e pequenos momentos de vida. E nada me dá mais alegria o que imagino várias vezes.
domingo, dezembro 5
Fui abençoado por uma doença.
às
23:17
Autor:
Pedro Miguel
sábado, dezembro 4
Seduzes o meu intimo.
às
21:37
Não me consegues pegar ao colo, mas é daquelas coisas que tu mais gostavas de poder fazer. Levantar o meu corpo, e tratar-me como um bebé. E, de um minuto para outro, rasgar-me a camisola, desabotoar as calças, beijar-me desesperada por uma penetração intensa. Pegando nas minhas mãos, levando-as a sítios no teu corpo onde me farto de colocar os olhos. Sim. Esses teus decotes, que me deixam excitado, de maneiras que nem imaginas. É ter aquela vontade de te levar para cama, ou para uma casa de banho qualquer, e por lá ficar, Fazendo-te gemer, soltar gritos, soltar daqueles prazeres fortes. Sentir no teu corpo, a respiração acelerada, que me transmites via respiratória.
Puxas por mim, seduzes o meu intimo, procurando por um beijo, um puxão de anca que te ponha mais do que excitada, capaz de rebentar comigo. Olhas à volta, mordes o lábio, desabotoando a camisa, desapertas as calças que fazes descer lentamente com olhos de leoa, comendo-me com toques pelo teu próprio corpo.
Autor:
Pedro Miguel
2
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quinta-feira, dezembro 2
Adoro quando me acaricias as bochechas...
às
21:21
Adoro quando me acaricias as bochechas, tentando disfarçadamente rebentar-me aquelas borbulhas que tu não gostas nada de ver em mim.
Autor:
Pedro Miguel
4
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ternura
quarta-feira, dezembro 1
Morrer é...
às
14:35
O pior de tudo, é, quando fecharmos os olhos. Sabemos que não voltaremos a ter abraços. Não voltaremos a sentir o cheiro a fresco, não poderemos nunca mais, ouvir o barulho dos carros e das pessoas lá fora na rua, que nos fazem acordar estremecidos. Os sorrisos já mais voltarão a ser vistos nos nossos olhos, e os nossos olhos não verão mais nada, se não o escuro, como quando falta a luz à noite, e os nossos corações palpitam, querendo desesperadamente saltar do seu lugar, para um mais seguro, como se as nossas mãos fossem o que os protegias.
Viver e Morrer, é como um bombom. Duro e saboroso nas primeiras trincadelas, mas suave e sem gosto no final.
Autor:
Pedro Miguel
7
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