domingo, dezembro 5

Fui abençoado por uma doença.


Desde o inicio que escrevo aqui, fui abençoado por uma doença. E, para o melhor ou para o pior, tudo isto se tornou um tumor que me consome os desgostos com uma enorme vontade de os tornar em memórias falsas de algo bonito e simpático, para que me recorde. Eu sei que disse, que o meu coração só batia por ti. Estava a mentir rapariga, ele bate por dois. Porque, eu tenho o teu lindíssimo amor, e este vicio que me faz sentir capaz de viver sozinho, sem a tua presença feminina. Gostava de poder receber de volta todas as palavras que um te disse, só para que sorrisses. Mesmo que tudo fosse mentira no meu coração, mesmo que o amor fosse verdadeiro e tudo não fosse só mentira, porque eu assim queria ver as coisas.

É ao fechar os olhos, mesmo sabendo que se o fizer, nada mudará daí para frente, que sorriu, mesmo que o que mais me apeteça fazer é trancar-me no quarto, fechar as janelas, impedindo a luz de entrar, deitando-me de seguida na cama, fechar os olhos e adormecer por uns dias. Porque, por muito que pense, escreva, justifique todos os textos que faço, nada me dá mais gozo do que o imaginar que um dia, um dia, terei nas mãos, um pequeno livro, com o meu nome, com um titulo estupidamente engraçado e vender milhares de exemplares. Mesmo, sabendo que isso um dia poderá acontecer no futuro. Imagino-me assim, horas e horas. Posso até inventar milhares de histórias, escrevê-las, criar capítulos, personagens, com ou sem conectividade real, com pensamentos e pequenos momentos de vida. E nada me dá mais alegria o que imagino várias vezes.

sábado, dezembro 4

Seduzes o meu intimo.


Não me consegues pegar ao colo, mas é daquelas coisas que tu mais gostavas de poder fazer. Levantar o meu corpo, e tratar-me como um bebé. E, de um minuto para outro, rasgar-me a camisola, desabotoar as calças, beijar-me desesperada por uma penetração intensa. Pegando nas minhas mãos, levando-as a sítios no teu corpo onde me farto de colocar os olhos. Sim. Esses teus decotes, que me deixam excitado, de maneiras que nem imaginas. É ter aquela vontade de te levar para cama, ou para uma casa de banho qualquer, e por lá ficar, Fazendo-te gemer, soltar gritos, soltar daqueles prazeres fortes. Sentir no teu corpo, a respiração acelerada, que me transmites via respiratória. 

Puxas por mim, seduzes o meu intimo, procurando por um beijo, um puxão de anca que te ponha mais do que excitada, capaz de rebentar comigo. Olhas à volta, mordes o lábio, desabotoando a camisa, desapertas as calças que fazes descer lentamente com olhos de leoa, comendo-me com toques pelo teu próprio corpo. 

quinta-feira, dezembro 2

Adoro quando me acaricias as bochechas...

Adoro quando me acaricias as bochechas, tentando disfarçadamente rebentar-me aquelas borbulhas que tu não gostas nada de ver em mim.

quarta-feira, dezembro 1

Morrer é...

O pior de tudo, é, quando fecharmos os olhos. Sabemos que não voltaremos a ter abraços. Não voltaremos a sentir o cheiro a fresco, não poderemos nunca mais, ouvir o barulho dos carros e das pessoas lá fora na rua, que nos fazem acordar estremecidos. Os sorrisos já mais voltarão a ser vistos nos nossos olhos, e os nossos olhos não verão mais nada, se não o escuro, como quando falta a luz à noite, e os nossos corações palpitam, querendo desesperadamente saltar do seu lugar, para um mais seguro, como se as nossas mãos fossem o que os protegias.

Viver e Morrer, é como um bombom. Duro e saboroso nas primeiras trincadelas, mas suave e sem gosto no final.