segunda-feira, novembro 29

Nesse duvidoso dia de chuva.


Promete-me, num dia de chuva, quando te estiver a cobrir com o meu casaco tirado à pressa do meu corpo, obrigando-me a enfrentar o frio que te tenta derrubar, que, nunca pintarás o silêncio nos teus lábios. Peço-te, também que nesse dia, quando já tiveres o casaco pelas costas, te chegues para perto de mim, e me apertes nos meus braços, quase como um sufocar de amores desmedidos. Apetecer-me-á sentir o teu quente respirar, o teu coração a palpitar, o teu corpo junto do meu, para que por momentos, perca o medo do frio, nesse duvidoso dia de chuva.

Sou um bebé. Um bebé grande, com os seus medos, estupidamente adultos.

sexta-feira, novembro 26

Os teus gemidos, soltam o meu coração.


Os teus gritos, apertam no meu peito. Os teus gemidos, soltam o meu coração. Uma vez por noite, a luzes do quarto apagam-se. O silêncio controla-o por poucos segundos, seguido de gemidos, gritos, sussurros, perseguições, no escuro. Deitado na cama, onde te espero, revendo-te no lado de fora da janela. É sempre uma noite, em que, nem os sonhos conseguem ser tão bons como os momentos que passo contigo. Consigo sentir-te, a remexer sobre a forra da cama, caindo no chão, desatando às gargalhadas. Fecho a porta, para tornar mais difícil a tua fuga dos meus braços. Estás melhor aqui, comigo, deitada sobre o meu peito, arfando como se tivesses os pulmões fora do corpo. Sobes e desces, a força é toda feita por mim, e o odor a sexo penetra o ar, como te penetro a ti. A temperatura sobe a pique, e nada há que a faça parar. Intensifica-se o palpitar do coração, a respiração altera-se, e torna-se agora rápida de mais para podermos parar de repente. Pego-te ao colo, e, pouso-te na mesa onde normalmente costumo fingir que estudo, onde o computador me ocupa o tempo livre. É aquele aparelho milagroso que encurta a distancia dos nossos corações, dos nossos olhos. Onde te vejo e revejo. Apreciando cada lágrima, cada sorriso, cada dedo que toca no teclado negro onde digitas as coisas mais bonitas para mim.

Penetro-te. Não é apenas um gemido, é mais do que um grito. Faz tanto tempo que não sentia assim o teu corpo.

segunda-feira, novembro 22

Deixa a tua marca numa das minhas bochechas.


Só mais uma noite, em que te digo boa noite, sussurrando ao teu ouvido, enquanto sorris de olhos fechados, e de costas voltas para mim. Uma noite, daquelas em que nos envolvemos num amor profundo com os lençóis da cama. Não digas o meu nome, não me arranhes as costas quando te sentires propriamente excitada. Evita deixar-me sozinho na cama, nesta noite fria. Estou carente do teu corpo. Trás aquela saia justa, com aquelas cuecas que só trazes com as calças postas. Sorris para mim, e sinto que te queres envolver comigo. Mordes o lábio no canto direito, olhas-me directamente nos olhos. Excitas-me coração, estás-me a deixar atrapalhado. Puxo-te pelas ancas, aproximo a minha boca do teu nariz e mordisco-o sorrindo. Olhamos-nos. Satisfeita, espetas um beijo com rapidez. 

Deixa a tua marca numa das minhas bochechas.