domingo, novembro 7

Rendemo-nos à geração do nada...


Somos sonhadores, a viver uma vida tão curta. São pequenos sussurros que nos fazem rir, chorar e satisfazer certos gostos, com tantos anos entre cada um. Pequenos momentos que nos fazem sentir no topo do mundo. São um destruir de barreiras, deitando paredes a baixo com a vontade de voltar e derrubar outras, atrás de outras. O que sentimos nos sonhos não é o que sentimos na realidade.

10-10-2010 - 19:32

sexta-feira, novembro 5

O tempo não existe.

Seis meses passaram. Todos os dias, estando longe ou perto de ti, sinto sempre o mesmo. Aquele carinho, aquela ternura vinda de ti, não sei de onde. Não sei bem do que. Não sei que lhe chamar. Não é amor, e é muito mais, é mais do que essa palavra de 4 letras. É perfeito. Dás-me todos os sorrisos que poderia algumas vez pedir. Que alguma vez poderia ter em tão pouco tempo. O olhar para ti a sorrir, com o olhar posto no céu, na rua, nas pessoas que passeiam ao fundo. Torna tudo ao teu lado tão especial. Escrevo esta carta para ti, porque sempre me preocupei contigo. Até mesmo nos momentos em que estou em baixo, mal disposto, ou sem jeito nenhum para retorquir o amor que me dás tão bem.

Quando te deitas, para dormir, encostada a mim, a enorme adrenalina que me corre no corpo, desperta-me para momentos únicos. Ver-te dormir, partilhar o calor, o quentinho da cama, faz-me transpirar. Adoro quando te agarro na mão. A balanço perfeito que se torna com o tempo.

Mesmo não sendo este o primeiro da minha vida. Mesmo depois de ter visto a tua cara, muito depois de te dar a mão, continuo à espera do dia em que apenas te digo "Boa Noite". Ainda bem que não morri antes, pois assim não te teria conhecido.


Não sei o que mais te dizer.

quinta-feira, novembro 4

A cama à nossa beira.


Tenho tido este sonho, que me tem dado uma enorme vontade que seja real. Sou eu, à porta de tua casa, sorrindo como um tolo, carregando um saco das compras, cheio de preservativos. Não pesa na mão, não tenho que fazer muita força. Sorriu, sem parar de o fazer, intensificando-o com a tua chegada à porta. Abraças-me, mostrando aquela saudade que se faz pelo tempo que passa. Entro, tiro o casaco, brinco um pouco contigo, despindo a roupa e ficas parva, a olhar para mim, questionando o que estou a fazer. Digo que está tudo bem, que estou apenas com calor. Pisco-te o olho, entendes o porquê, e retiras a camisola. Chego à tua beira, onde te espeto um beijo em cheio nos lábios secos, pousando a mão nas zonas genitais (olha eu muito educado), sedentes de sexo. Todas as noites, a minha vontade é vir para ti. Partilhar a cama. Mais do que isso, é estar contigo, aconchegando-me com o teu calor que sai do teu corpo. A mão passa para dentro das calças, ficando apenas com as tuas cuecas a separar o toque final. Suspiras, contorces o corpo, rodopiando com sons vindos do teu intimo. Não resistes às minhas caricias. Mordes o lábio, trincas a língua. Com a vontade, e a excitação que te invade o corpo, o tirar de peças de roupa, vai sendo cada vez mais rápido e mais rápido e mais rápido. Não consigo contar as vezes que me querias que te penetrasse com aquele jeito. Aquela agressividade com um carinho no inicio. A cama à nossa beira, fria chama-nos com vozes cúmplices e deliciosas. Agarras-te às bordas da cama, com uma força tremenda. Ficas tensa e soltas um grito. Foste para lá do céu negro, para lá da lua. Foste e vieste, pedir mais.

Estás com medo? De não veres mais céus negros esta noite?

segunda-feira, novembro 1

Se me tentares seguir.

Se me tentares seguir. Só te irás perder...