sexta-feira, outubro 8

Não há nada...

Não há nada no mundo mais brilhante, 
que o teu sorriso.

quinta-feira, outubro 7

Se eu te contasse uma verdade...


Se eu te contasse uma verdade, 
lutarias por uma mentira.

quarta-feira, outubro 6

Disseste-me ao ouvido...


Mundo imaginário, meu velho amigo. Tornaste-me numa criança feliz quando apareceste com um lápis e uma borracha no momento em que fechei os olhos pela primeira vez. Deixei-te entrar, desenhando as primeiras paredes, as primeiras sementes que dariam árvores com o passar dos anos. Eu preciso tanto de ti. Todos os dias me lembro de ti. Todos os dias em que fecho os olhos para sonhar, imaginar ou escrever sobre qualquer coisa.

Disseste-me ao ouvido que poderia ser tudo o que quisesse. Por isso, escolhi ser rei. Pude assim construir o meu castelo, pedra por pedra. Suor a suor, trabalhando arduamente até atingir a meta que tinha estipulada no meu imaginário. Qualquer casa, castelo de grandes fortificações, não se comparam com o que construí. Os sonhos são perfeitos, tiram-me o medo, os soluços, os choros, os gaguejares. Mesmo assim não consegui fazer tudo isto sozinho. Não o conseguiria sem ti, sem a tua grande maneira de me ensinares, de não negares em ensinar-me como se fazia isto ou aquilo.

Qualquer dia, sou eu que te irei ajudar a construir um castelo, Pai! Prometo.

segunda-feira, outubro 4

Lembras-te disto?


Lembras-te disto?
"Quando o tempo lá fora fazia arrepios ao corpo, deixando os cabelos dos braços em pé. Dava aquela pequena comichão nos dedos dos pés e aquele estranho frio na barriga como se tivesse-mos fome. Éramos pequenos e tudo o que pedia-mos era aquele teu sorriso. Aquela aparência idosa, sábia com que nos deliciavas as mentes. Deste o melhor de ti. Nunca nos afastamos. Uma vez, duas, fora as vezes, no meio das milhares lágrimas que choramos no teu colo por ter medo de crescer e perder tudo o que conseguiste para ti. Deixaste um aviso com um sorriso. Nunca baixar a cabeça quando pensamos que a batalha não pode ser ganha, porque todas podem ser ganhas, menos a ultima, e essa sempre nos ocultaste das memórias até à idade em que nos deixaste. As saudades são grandes, e um abraço nesse corpo frágil era a melhor maneira de te deixar partir deste coração que te chora. Com saudades agarradas aos soluços vindo dos pulmões. Foste a tia que mais ninguém soube ser."

És uma fracção das minhas experiências...