Luto por alguém. Por alguém que são fantasmas nos meus sonhos. Digo-lhes que as amo tanto e para nunca me largarem a mão, mesmo quando o vento as puxa com toda força. Sorriu-lhes com todo o carinho. Fecho os olhos e a força que fazia deixa de ser grande nas minhas mãos. Elas prometeram nunca me largar e assim que abro os olhos elas já lá não estão. Desapareceram para sempre com o meu coração. São uma mentirosas. Umas manipuladores consumidoras de carinhos.
quarta-feira, setembro 29
terça-feira, setembro 28
Ouço os grilos...
às
10:07
Photo by flicknosso
Ouço os grilos cantarem lá fora. Estou sentado nos degraus da varanda com o meu portátil a ler os blogues dos outros rapazes e raparigas que gostam de escrever, assim como eu. Observo as nuvens pálidas a velejar pelos ventos lá no topo do mundo. Suspiro, apercebendo-me que o mundo mudou, e os livros passaram a ser intocáveis. O gosto e o cheiro de cada folha, o comprar de livros é apenas para colocar na minha estante para enfeitar (Muitas vezes sem dúvida que é isso que acontece a tantos livros que compro) Hoje vou decidir pegar num livro, acolhe-lo nos meus joelhos e acarinha-lo com os meus dedos e dedicar-lhe enormes pousares de cabeça (como se tivesse) na palma das minhas mãos. Fazer as suas bochechas ficarem avermelhadas. Sonhar com o que tem dentro de si. E quando ao fechá-lo, desejar que lhe volte a tocar e segura-lo contra o peito.
Sinto a dor que o livro tem. Não são as letras que estão escritas nas suas folhas. Basta um olhar rápido pela secção dos livros cá de casa, para me aperceber de que já mais, irei ler todos os livros como antes pensava.
Sinto a dor que o livro tem. Não são as letras que estão escritas nas suas folhas. Basta um olhar rápido pela secção dos livros cá de casa, para me aperceber de que já mais, irei ler todos os livros como antes pensava.
Autor:
Pedro Miguel
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segunda-feira, setembro 27
Há romance e há Amor.
às
10:01
Há romance e há Amor. Há ternura e há Paixão.
Quando somos pequeninos nada disso existe.
Queremos atenção. Queremos o brinquedo sempre na nossa mão.
Uma mão maior que a nossa para nos dar o conforto que precisamos.
Não precisamos de sorrir. Porque raramente estamos tristes.
Tudo é feito com coisas inexplicáveis.
Autor:
Pedro Miguel
domingo, setembro 26
Fugir dos monstros.
às
22:28
Quando saiu à rua, escondo a cara para que ninguém me reconheça. Evito assim a cara dos monstros me assuste. Assim que algum me conhece, é tempo de correr. De fugir dos monstros que me atormentam à noite. As saudosas vozes que o meu coração tem tendência a fazer no surgimento destes monstros e dos seus valentes levantares de som para me assustar, põem-me doido. Impossível de deixar de tremer, sem tirar os lencois de cima da minha cabeça vou esperando que nunca se cheguem perto da cama. Respirando como se tivesse os pulmões fora do meu corpo vou tentando ouvir os mais ínfimos barulhos ou estalídos que ouvir.
Autor:
Pedro Miguel
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