quinta-feira, agosto 5

Adoro ver-te tremer...


Olhei para ti. Apercebi-me do que queria fazer contigo. Rasgar a roupa de nós dois. Atirar-te para cima da cama completamente despedia. Fazer o coração tremer, criar e fazer sair os gemidos presos por nós na garganta. Gemer do prazer partilhado. Entreter as mãos com as curvas que transportas no corpo, enquanto te beijo o pescoço em forma de vampiro dos filmes de cinema. Passar a língua no teu céu da boca, arrepiando-te por completo de maneira que o teu corpo transpire imediatamente assim como se gesticule num só abanão como se tivesses tido um grande orgasmo.

Adoro ver-te tremer do prazer que te consigo dar. Dos gemidos, dos apertos de mão que fazes nos meus braços, dos puxões que fazes no meu rabo. Dos arfares inconstantes. O fechar de olhos com força, quando estás pronta para receber e sentir o orgasmo que é só teu de uma maneira intensa. Agarra-te a mim, respira forçosamente aos meus ouvidos. Quero saber, sentir que estás a gostar. Que é intenso.

Ela - Descansa nos meus seios. Sentido para sempre, a sua suave forma.
Ele - Será sempre intenso respirar ao som do teu coração meu amor.

Tenho saudades...

Tenho saudades de quando me lias uma história para adormecer papá. *

terça-feira, agosto 3

Não há melhor


Não há melhor coisa que passar o dia com alguém que nos aquece o coração. Que nos destrói, que nos mata e ao mesmo tempo que nos inventa de novo. Que nos põem novos macaquinhos na cabeça. Nos faz sorrir sem que seja pedido. Que nos abracem no meio do calor e nos aconcheguem no meio do inverno. Ser adorado e ouvir que somos bonitos pela pessoa que gostamos de ter no coração. Ouvir as palavras calmas que nos acalmem o coração. Suspirar por ter o tempo do nosso lado em vez de contra nós.

Não há melhor nem pior. Não somos diferentes, não somos iguais. Somos pessoas, que usam palavras e pequenos gestos para mostrar o que é sentido. Uns gestos são maus, outros são bons, outros o meio termo, mas no fim o sentimento que queremos transmitir está lá e é a única coisa que importa nesse momento. Nesse espaço de tempo em que o tempo parece ter parado de repente.

Vou a todo o lado, só para te ver sorrir.

domingo, agosto 1

Um gosto pequeno...


Há um gosto. Um gosto pequeno que se está a transformar num bastante grande. Na realidade, são vários os gostos que me devoram a alma. Há tantos gostos que me inspiram a continuar a caminhar, a observar, a ver, a gostar de sentir o sol a bater-me na cara enquanto o tempo passa alegremente por mim. Escrever, contemplar os momentos escritos em papel. Saborear as palavras doces, as amargas, as salgadas, as ácidas, as azedas... Com elas, misturo, recrio o nome do que é a palavra, do que é o sentimento colocado em palavras. Não escrevo por necessidade, escrevo porque gosto de sentir o sabor que cada letra de cada palavra, de cada frase composta tem na minha cabeça de menino.

Gostar de algo é o mesmo que gostar de sonhar.