quarta-feira, junho 30

No meio da imensidão do nada...

A New Era by ~mightyjosh
Junto, a vontade de viver, com todos os sonhos que à minha cabeça aparecem. Respiro com um ardor no peito, o sentimento de amor. Os sonhos, todos eles me dão o sorriso, a vontade de querer descobrir como é possível existir um dia, tal visão que me deixa excitado todas as vezes que nele penso. Respiro-lhes as cores, os ventos que não me são reais. Vivo neles as vidas futuras ou passadas que nada mais me são do que meros pensamentos. Acredito em parte, que tais sonhos, estes que me deixam de sorriso de canto a canto, um dia possam ser reais. Não meros e simples, mas grandiosos e mais do que espero quando neles penso com enorme vontade de lhes desvendar os mistérios. Os mistérios que os faz ser assim tão grandes, tão imponentes, majestosos e gigantescos. Gosto de lá viver. Não o viver como vivo neste agora, mas... Viver o gostar e saborear o que me deixa assim, sem capacidade para descrever o que vejo, o que sinto quando naquele mundo me perco com o maravilhoso que posso criar. Não tenho medo, não, não é medo que eu tenho, é pura e simplesmente tristeza de não poder sentir os ares, os calores e os ventos, as cores e os odores. A imaginação é boa, o sentimento que o coração quer não é este de irrealidade, ele bem que gosta, mas sabe que não é a mesma coisa como quando é um sentimento real.

É um não viver de contente
Apreciando o presente descontente
Abraçando o amor que nele se apresente
Deitando-me no sonho, assim simplesmente.

Sei bem eu que não é verdade. Mas adorava, gostava, abraçava como se um filho meu fosse, sentido-lhe o gostar, a vontade de ser alguém ou alguma coisa, no meio da imensidão do nada, agarrando e colhendo todos os admirares que algum dia lhe quis fazer, lhe quis sentir e em vão se foram com tempo. Não sou de partilhar os sonhos com mais ninguém, se não fora um ou outro. Mas desejo-os como mais ninguém algum dia os sonhou. Posso até, nunca os sentir verdadeiramente, mas algo me diz que vão estar escritos em folhas de papel escritas em tinta preta, carregada de sentimento. São fotografias de uma enorme visão construída do nada. Há quem deva pensar que sonho demasiado. Se não sonha-se, não escreveria como escrevo.

A vontade de sonhar, muitas vezes ultrapassa a vontade de viver.

terça-feira, junho 29

Uma com a sua cor.


Ver-te de lábios bonitos, completamente ao natural, assim como o sorriso que me mostras todos os dias, a cada beijo, a cada novo olhar, inspira-me a dar-te abraços mas também dar-te a oportunidade de poderes sentir tudo como eu. Vai buscar os pincéis e todas as cores que preferires, pois vamos numa aventura de pintar todas as nuvens. Uma com a sua cor, outras repetidas talvez. Mas dar-lhes a oportunidade de terem uma cor, como o arco-íris. Vem o tempo atrás de nós, como se fosse o senhor das hortas ao lado de minha casa, de quem costumamos roubar a fruta que lhe cresce nas árvores. Vê as folhas que caiem no chão, de onde vêm. Queres também pintar cada folha de cada árvore? Dar-lhes a cor que vemos e ninguém lhes dá?

Esse teu sorriso, dá-me o calor que preciso para que o meu coração não pare com o frio que a vida me tenta dar a cada passo.

segunda-feira, junho 28

Tu és aquela coisa...


Tu fazes-me feliz, e deveríamos continuar a ser até que a vida nos pregue uma partida. Eu tento ser a pessoa que tu tanto gostas, a pessoa que mais precisas, e fazer-te contente com coisinhas simples. Garota que eu adoro, olhar-te nos olhos, perguntando-te se não queres ir dar uma volta, ficarmos sentados nas cadeiras do café durante horas, sentir-te a coisinha mais preciosa do mundo. Todos os presentes que trago dentro de um saco, são todos para mim. Tu és aquela com quem eu quero partilhar aquelas coisinhas chamados dias. E quando me deixas aninhar no meio dos teus braços? É lá que eu sonho mais sossegadamente. É onde me sinto criança, e a saudade te é arrancada do peito. Vou estar aqui para ti. Quero ver-te sorrir. Fazer-te sorrir e maravilhar com as enormes, pequenas, grandes coisas.

Quero fazer contigo tudo o que os namorados costumam fazer.

quinta-feira, junho 24

Quero de volta a minha inocência.


Quero de volta a criança, os medos, as perguntas, o céu de cor azul, os amores e beijos dos mais velhos que não compreendo. Quero de volta a idade de criança, da insegurança e aventura. A criatividade. As mãos pintadas de tintas coloridas. Sentir os bonecos a passarem-me nas mãos. Os pincéis com que pintei, os lápis de cor que tantas vezes afiei. Abraçar a magia com a fantasia. O gaguejar e chorar por tudo e por nada. Da ingenuidade e da incompleta razão de se ser pessoa no meio da multidão. Ter o gelado na mão e saborear cada lambidela, cada derreter na minha mão de criança. Olhar nos olhos e ver. Espirrar e ter medo. Ter medo do que vem, do que foi, do que é, do que está ao meu lado, do bicho minúsculo na minha mão. Das borboletas sentidas dentro de mim. Brincar com a terra que me deixa sujo. Ficar doente e nada mais fazer todo o dia. Quero de volta a criança que fui. A criança com caracóis louros e bem formadinhos. O sorriso sincero e atrevido. Das mãos gordinhas e pálidas. Os calções da praia que passavam para lá dos joelhos. Da camisola azul ou amarela que me ficava tão bem. Do nariz redondinho. Dos joelhos em ferida. Dizer as piores mentiras do mundo e safar ileso do castigo proposto. Amuar no canto, só porque os meus pais me meterem de castigo e me proibiram de brincar.


Desejo voltar a ter o meu querido passarinho azul. Quero de volta a minha inocência.