Olha-me nos olhos e sente. Sente o que os meus olhos vêem em ti. Sente o que o meu coração se atreve a guardar na tua presença e ausência. Não me limpes as lágrimas da saudade. Gosto de as sentir a escorrerem-me a cara, levando consigo os traumas e pesadelos que tenho à noite ou nas tardes tórridas de verão onde o teu corpo faz a falta na minha cama. Em que os teus beijos carinhosos e abraços de menina ingénua me deliciam, mas hoje não estás cá para mos dar. Não estás cá para me fazer desejar-te em beijos molhados, olhares cúmplices. Não estás cá. Mas sinto-te. Tenho-te no meu pequenino coração. Fazes-te real ao meu lado. Não estás cá, mas as lágrimas ajudam-me a passar as horas quando estou longe de ti.
Porque pior do que sentir a saudade a apertar no peito, é morrer da ansiedade que se sente a desejar-vos por inteiro.



