quarta-feira, março 31

Está lá sim. Olha bem!!

Ela faz o meu coração parar. Gritar sem saber o que sente, tal como acontece com o vento. Não o vejo, mas sinto-o. Fazes suspirar até o meu mais intimo desejo. Segura na minha mão, aperta-a com força, mas cuidado com a força, porque certamente que não a queres amachucada como fazes com as folhas de papel, cada vez que me tentas desenhar nelas.

Criei um castelo em cima das nuvens. Pedi ao sol que me desse uma estrela e que a fizesse chegar mais perto da janela do nosso quarto. Quero fugir para os teus braços, fazer uma semana de pascoa como se tratasse de uma lua de mel. Transformar cada nuvem num doce gigante. Pedir à chuva que venha, mas que nada chegue a molhar, para que se assim, se forme um arco-íris no jardim. Para que vás rodopiar e por lá possamos ficar a maravilhar o céu com todas as suas cores, formas, cheiros e feitios. Comer uns quantos doces, e dialogar sobre o que mais bonito por ali vai acontecendo. Quando caminhar-mos sozinhos, vamos dar a mão e sorrir como se tivéssemos a praticar algum pecado. Construir puzzels sobre a mesa da cozinha, deixar os pratos por lavar, atirando-nos para a cama de lençóis brancos, vendo filmes, até que seja de noite e a fome aperte novamente. Abraçando o dia. Esperamos pelas 9, telefonamos para a Tele-pizza, e encomendamos a maior que eles tiverem para venda.

Vamos até à lua e por lá nos sentarmos com alta admiração nos olhos, com o calor a banhar-nos o coração, envolvendo-nos num forte abraço, vendo o sol fechar os olhos delicadamente, adormecendo diante de nós.
Esfrega o orvalho na testa! - Para quê? - É que assim o sol não a queima e não ficas maluca. 8D - Ó Pê!! Juízo!!! ^^ - Contigo, faço os sonhos tornarem-se realidade...
Pedro

Ela não é a rainha que eu tanto adoro.

Ela não é a rainha que eu tanto adoro. Não é, não é e isso deixa-me confuso. É porem alguém real que me roubou o olhar durante bastante tempo. O tempo suficiente para começar a sentir coisas que à muito não sentia. Uma emoção, uma vontade de lhe viver o coração, a aflição de lhe dar a mão e com ela passar momentos de coração nas mãos. Desejava-lhe os lábios. Apenas um toque nas minhas bochechas, a quando nos comprimentos de pessoas conhecidas ou estranhas. Só queria os olhos dela, eram a única coisa que via à frente, a única coisa que consiga sentir verdadeiramente. Não era magia, não era imaginação ou fingimento de um sentimento. Era real e puro. Uma admiração contagiante. Muitas vezes tinha-lhe medo. Medo de a olhar bem nos olhos, como o estava a fazer à já algum tempo. Os seus olhos eram tão doces como arrogantes. Mostrava-me a pessoa doce que era, mas ao mesmo tempo a pessoa má que podia chegar a ser se perdesse as estribeiras em algum momento do dia. Tão forte a sua postura no mundo. Mas algo a perturbava profundamente. Não sei se era eu, o meu olhar a minha pessoa ali, ou a que ao lado dela ia. Se algo na sua vida não corria bem. Queria falar-lhe, mas não tinha coragem, não tinha aquele "ranho" de coragem, para me chegar perto e dizer olá, perguntando se por ali perto dela me podia sentar, deter-lhe umas quantas palavras e assim passar nem que fosse 1 minuto, a conhecer a sua pessoa. Mas não fui capaz, não tive coragem de o fazer de uma só vez. Desperdicei a oportunidade. E agora que penso. De que gostou ela em mim que a deixou tão indecisa em tantos momentos? Que iria achar de interessante em mim, para sair dali com um ou outro sorriso, uma ou outra ideia de mim, talvez seria só mais um menino que com ela já meteu conversa. Nada mais do que só mais um talvez.

Sentia-a. Sentia-a querer algo mais, dar uma palavra, receber um carinho, um mimo de alguém. Não sei bem, o seu olhar era confuso e eu não sabia o que fazer. Olhava-a intensamente. Piscando os olhos quando ela piscava, fazer pouco mais que os seus mesmo gestos, indicando-lhe que nela estava interessado. Não interessado de querer alguma coisa física e intima, mas interessado em a conhecer, saber quem era e porque estava daquela maneira com o mundo. Oh, o seu sorriso era lindo, tão puro como cruel. Tão sensível como insensível. É sorriso de pessoa. Sentia-lhe os quereres. Com ela, não tenho coragem alguma, de lhe dirigir se quer uma palavra. Faz-me comixão no coração. Um ardor que não compreendo sobre o dito peito. Tão certa no que quer, mas esconde tanto. Tenho medo de lhe dizer Olá e de nada servir a gentileza e cavalheirismo de menino simpático.

Tenho de quebrar o feitiço, arriscando... Fechar os olhos e esquecer de que é feitiço.
Pedro

terça-feira, março 30

Talvez um dia quem sabe

És tu. Menina, de Inês como nome. Aquela rapariga que imortaliza a beldade perfeita, de um ser feminino sem complexos ou insatisfação. De uma idade desconhecida, mas algures entre os 18 e os 22. Apenas os desejos mais suaves, as liberdades e pancadas mais bem compostas de se ter. Jogando fora o orgulho ou os medos de amar um amor para todo o sempre. A beleza do lado de dentro, tão pura, como delicada, carregando um coração de ouro, impossível de sentir as estranhas e amargas situações que os seus olhos conseguem ver. Deliciosa como o sabor doce do morango. É coração sem chamas. Não é real, nem sente como eu chego a fingir, quando sobre ela escrevo. Apenas sente o que eu sinto, é parte do que é meu por inteiro, sem medos nem porquês de existência. Uma alma nua apenas. Sem que do muito que lhe possa chegar a dar, lho dê como presente. É um vírus que em mim não se sente. Juntou-se a mim, para descrever o que mais anseio sentir. Contém um sorriso, mas não tem cara definida, tal como os olhos que se encaixam na perfeição, como os nariz e os lábios pequenos e bem vermelhos. A cara não tem forma. É ilusão ao olhar, magia sobre um coração ansioso e confuso. O seu cabelo está lá. Pode chegar a ter vários tamanhos e feitios e tipos de cabelo, mas todos eles lhe ficam bem, com o corpo que lhe condiz tão bem.

Better Luck Next Time, Sweetheart...
Pedro

The Only Rule Is That There Are No Rules

Vou caminhar para ali, sem saber o que encontrar. Apenas andar, sem saber o que ver ou colher. Ir para onde mais ninguém quer ir. Enfrentar os perigos que estiverem dispostos a caminhar diante de mim, sorrindo com ares diabólicos. Olhando nos olhos do perigo, dizendo-lhes que não tenho medo, e que por muito ar ameaçador que tenham e caretas feias que façam, não vou desistir de prosseguir e derrubar as barreiras que me puserem à frente, ou aqueles obstáculos para cair sem nada para me segurar. Amparar a queda com as mãos, limpar o lixo e tirar as pedras que por lá ficaram cravadas nas palmas das mãos, seguindo em frente, voltando a por os olhos sobre a tempestade que se faz à minha frente. Acumular aquela pequena raiva, e deitar ao chão quem mal me quer. Sou só eu, e mais ninguém. O dia vai ser só meu de mais ninguém. Se em ninguém posso realmente confiar, então que confie apenas em mim, e nas aventuras que por mim a dentro se vão formando, fazendo-me sentir tão ingénuo como um demónio sem controlo do seu riso. Deixar os olhos verem o que quiserem ver, sem os prender num único lugar. É mentir-me a mim, e continuar assim até que seja tempo de ir embora para casa. Apanhar com a chuva sobre o corpo, fechar com firmeza os punhos que são meus.

The Only Rule Is That There Are No Rules